Histórico
Projeto desenvolvido pelo CNPq desde 1992, mantém essencialmente
as mesmas definições básicas e os objetivos
desde então, quando foi iniciado na Coordenação
de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação da Superintendência
de Planejamento do CNPq. Do mesmo modo, e talvez com força
ainda maior, permanecem vivas as motivações gerais
que o inspiraram.
Em primeiro lugar, tem-se a convicção de que, para
um País que logrou desenvolver uma capacidade instalada de
pesquisa com as características de tamanho e de complexidade
como a que temos, é imprescindível a existência
de instrumentos de acompanhamento e avaliação continuados
e padronizados que ajudem a convencer a sociedade de que vale a
pena investir nessa atividade e, ao mesmo tempo, ajudem o governo
e a comunidade científico-tecnológica a aplicarem
melhor os recursos quase sempre escassos. No estágio em que
se encontra, o Diretório é, sem sombra de dúvida,
um dos mais importantes instrumentos de que dispõe o País.
O Diretório realizou, desde 1992, censos bi-anuais cujos
resultados estão disponíveis neste site. Suas bases
contêm informações capazes de descrever (sobretudo
a partir do censo de 1997) os limites e o perfil geral da atividade
científico-tecnológica no Brasil. Igualmente, são
capazes de fornecer aos interessados uma grande massa de informação,
bastante diversificada, sobre detalhes de quem realiza as atividades,
como e onde as realiza e sobre o quê. Informações
gerais, Séries históricas, Súmula Estatística,
Plano Tabular, Busca Textual, Estratificação (denominado
de Hierarquização no censo de 1997) e Anexos são
os módulos disponíveis para consultas, em cada um
dos censos (exceto o de 1993, que contém apenas a busca por
termos).
Mudança na logística do Diretório
Até
a coleta para o Censo de 2000 (versão 4.1), o Diretório
vinha sendo organizado em torno de uma base de dados que se atualizava
completamente a cada dois ou três anos. Essa atualização
coincidia com o momento de “tirar-se uma fotografia”
da capacidade instalada de pesquisa. Em outras palavras, a atualização
da base de dados ocorria no momento de se realizar um novo censo.
Toda vez que isso acontecia, novos sistemas eram desenvolvidos e
postos à disposição das autoridades institucionais.
Aquelas autoridades instalavam os sistemas em uma máquina
localizada na instituição, identificavam os líderes
de grupo e propiciavam-lhes o acesso ao formulário no qual
eram inscritas as informações referentes a cada grupo.
Essas informações eram armazenadas no órgão
central da instituição e, então, enviadas ao
CNPq.
Essa logística implicava o fato de que a base de dados permaneceria
“congelada” no CNPq até a ocasião do próximo
censo, indiferente às mudanças que ocorriam nos grupos
durante o intervalo de tempo. Fechada também à possibilidade
de mudanças decorrentes de enganos sucedidos durante a coleta
de dados, que eram identificados apenas após o “fechamento”
da base (pesquisadores incluídos inadequadamente num grupo,
por exemplo).
A partir da versão 5.0 do Diretório, disponibilizada
ao público em março de 2002, essa logística
foi modificada. Houve uma dissociação conceitual entre
a base de dados do Diretório e a atividade censitária
dos grupos, que passou a ser apenas uma de suas utilidades. A esta
foram agregadas outras, como, por exemplo, sua utilização
como filtro para estudos a partir da base de currículos Lattes,
a realização de estudos sobre a organização
da pesquisa em redes, etc.
Essa mudança conceitual se expressou pela constituição
de duas bases de dados (e não apenas uma, como antes). Uma
delas, chamada base corrente, tem atualização contínua,
isto é, a qualquer tempo pode ser atualizada pelos líderes.
Outra, que é extraída periodicamente da base corrente,
é a base censitária. Esta base é extraída
sempre que o CNPq deseja realizar um novo censo da pesquisa. Antes
da construção de uma base censitária, o CNPq
anuncia esse acontecimento, para que os pesquisadores que estão
com as informações de seus grupos desatualizadas possam
atualizá-las. A base censitária é estática,
ou seja, retrata os grupos de pesquisa em atividade num determinado
tempo e espaço.
Essa mudança conceitual obrigou também a uma mudança
na logística da captura das informações. A
relação do Diretório com os grupos continua
a ser institucional, mas as informações não
mais passam, fisicamente, pelo órgão central da instituição
(pró-reitoria, diretorias, etc.). A autoridade de pesquisa
cadastra os líderes de sua instituição e certifica
seus grupos como foi até o censo de 2000 (versão.4.1),
com a diferença de que o CNPq propicia o acesso desses líderes
e dirigentes de pesquisa aos sistemas do Diretório (site
de Coleta/atualização). Após preencher o formulário
grupo, o líder envia as informações de seu
grupo diretamente ao CNPq. A autoridade institucional tem acesso
permanente a essas informações e tem a tarefa de certificar
seus grupos para o CNPq, com vistas à sua inclusão
na base de dados.
Além da autoridade institucional e do líder de grupo,
cada pesquisador e estudante presente na base corrente do Diretório
também têm à sua disposição, permanentemente,
uma página que pode ser acessada mediante a identificação
do titular por meio de sua senha Lattes. Nessa página, pesquisadores
e estudantes têm uma visão dinâmica de sua participação
na base de dados – em que grupos e em que condições.
Os pesquisadores podem também se auto-excluir de um grupo
onde tenham sido indevidamente incluídos pelo líder.
Uma outra mudança ocorrida na versão 5.0, ou seja,
a partir do censo de 2002, é que todos os pesquisadores e
estudantes que participarem dos grupos devem ter, compulsoriamente,
um currículo Lattes no CNPq. Em agosto de 2003 a base de
currículos Lattes já possuía mais de 306.000
currículos cadastrados e, em outubro de 2005, mais de 600.000.
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