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Sala de Imprensa
 
 
 

25/06/2009

 

 

Prêmio que incentiva reflexão das relações de gênero no país é entregue em Brasília

A quarta edição do Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero foi entregue nesta quarta-feira (24/06) durante a abertura do II Encontro Nacional de Núcleos e Grupos de Pesquisa – Pensando Gênero e Ciências, realizada em Brasília. O Prêmio, criado para incentivar a reflexão sobre as relações de gênero no país, é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM/PR), Ministério da Educação (MEC) e do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM).

“É uma imensa satisfação constatar o sucesso da parceria que o CNPq estabeleceu com a SPM e demais instituições, que se reflete neste prêmio, e que também se amplia para outras ações. Isto mostra que a Agência entende que a resistência em relação ao gênero é uma barreira que precisa ser vencida”, afirmou o presidente do CNPq, Marco Antonio Zago.

O grande destaque desta edição do Prêmio foi o aumento em 301% nas redações recebidas na categoria de Ensino Médio, e de 56% nos trabalhos da categoria de Estudante de Graduação e Graduados, em relação à terceira edição. No total, o prêmio recebeu 3.002 trabalhos, representando um aumento global de 247% com relação à edição anterior.   

Ministra Nilcéa Freire e Presidente do CNPq, Marco Antonio Zago

“O Programa Mulher e Ciência, que permite a realização do Prêmio, é uma vitória do ponto de vista da construção da chamada transversalidade de gênero no âmbito do Governo Federal”, disse a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres.

Participaram da abertura do II Encontro Nacional de Núcleos e Grupos de Pesquisa o presidente do CNPq, Marco Antonio Zago, a ministra Nilcéa Freire, o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Marcio Pochmann, o secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD/MEC), André Lázaro, a coordenadora do Programa de Igualdade de Gênero, Raça e Etnia do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Andréa Butto, o diretor de avaliação da CAPES, Lívio Amaral, e representando a Diretoria Regional para o Brasil e o Cone Sul, do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM), Junia Puglia.

Premiados

 

Criado em 2005, a premiação se faz por meio do concurso de redações para estudantes do ensino médio e de artigos científicos para estudantes de graduação e graduados, com o objetivo de estimular a produção científica e a reflexão acerca das relações de gênero no País e promover a participação das mulheres no campo das ciências e carreiras acadêmicas. A iniciativa busca contribuir para a construção de um ambiente democrático de discussão nas escolas e universidades de todo o país sobre as desigualdades existentes entre mulheres e homens e incentivar os alunos e alunas a produzirem textos sobre o tema.

Foram agraciados na categoria Graduado os autores dos três melhores artigos: Sonia Cristina Hamid, da Universidade de Brasília (UnB), tendo como orientadora a professora Ellen Woortmann, com o trabalho “Ser Palestina no Brasil: memórias de guerra, experiências de gênero”; Zelinda Rosa Scotti, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), tendo como orientador o professor René Gertz, com o trabalho “Loucas Mulheres Alemãs”; Jorge Dorfman Knijnik, da Universidade de São Paulo (USP), com o trabalho “Muito além dos estereótipos: teatros, gênero e direitos humanos na cultura infantil”.

Na categoria Estudante de Graduação os agraciados são os estudantes: Quelen Brondani de Aquino, da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), tendo como orientadora a professora Marli Marleno Moraes da Costa, com o trabalho “Justiça Restaurativa nas Relações de Gênero: Recurso Adicional na Mediação de Conflitos envolvendo Mulheres em Situação de Violência Doméstica”; Caroline Silva de Oliveira, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, tendo como orientador o professor Marcelo Victor da Rosa, com o trabalho “Mulheres em Quadra: o Futsal Feminino fora do Armário”; Andrei Martin San Pablo Kotchergenko, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), tendo como orientadora a professora Cristina Scheibe Wolff, com o trabalho “A Participação das Mulheres na Luta Armada no Cone Sul”.

Na categoria de Estudante de Ensino Médio foram agraciadas as três melhores redações da Etapa Nacional, dos estudantes: Ketlin dos Santos Cerqueira, do Colégio Estadual Novaes Filho, da Bahia; Jefferson Rocha, da Associação Educacional Professora Noronha, do Maranhão; e Amanda Vieira Guimarães Frias, do Colégio Resende, do Rio de Janeiro. E na Etapa Estadual foram escolhidos 15 estudantes, um por cada Unidade de Federação.

 

Margarida Alves

Durante o evento também foi entregue à Raimunda Maria dos Santos (1º lugar) e à Maria de Lourdes Vicente da Silva (2º lugar) o 3º Prêmio Margarida Alves de Estudos Rurais e Gênero, na categoria Ensaio Acadêmico . Lançado em 2005, o prêmio é uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento Agrário, por meio da Assessoria Especial de Gênero, Raça e Etnia e do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural, e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, o CNPq, e diversas associações científicas e de trabalhadoras rurais são parceiras nessa realização.

O Prêmio leva o nome da líder sindical que lutava pelos direitos dos trabalhadores do campo, Margarida Alves, assassinada em agosto de 1983. A iniciativa visa fomentar e apoiar o desenvolvimento de pesquisas e estudos sobre a temática da igualdade entre mulheres e homens no meio rural e é atribuído a quatro modalidades distintas: Pesquisa em nível de pós-graduação, Ensaio Acadêmico, Pesquisa-Ação e Memória e Acervo.

 

Assessoria de Comunicação Social do CNPq