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CNPq recebe autorização
para credenciar o acesso de instituições ao patrimônio
genético brasileiro
Foi assinado hoje (15/09) no CNPq, em Brasília, pelos ministros
da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e do Meio Ambiente,
Carlos Minc, o Acordo de Cooperação Técnica
que permitirá ao CNPq implementar o credenciamento concedido
pelo Conselho de Gestão do Patrimônio Genético
(CGEN) para autorizar instituições nacionais, públicas
ou privadas, a acessar amostras e componentes do patrimônio
genético para fins de pesquisa científica, além
de autorizar a remessa dessas amostras a instituição
sediada no exterior, desde que para fins de pesquisa científica.
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| Ministro da Ciência e Tecnologia,
Sergio Rezende, e Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. |
Além da assinatura do Acordo, foi assinada conjuntamente
a exposição de motivos que levou o MCT e o MMA a propor
um novo Projeto de Lei sobre a biodiversidade brasileira. O ministro
Sergio Rezende disse que há um Projeto de Lei que tramita
no Congresso há vários anos, mas que não atende
as expectativas tanto do MCT como do MMA: “a nossa proposta é
uma tentativa de simplificação. O Projeto que está
no Congresso tem cerca de 170 artigos, e o que levamos para a apreciação
da Casa Civil somente 70 e voltados exclusivamente para a questão
da pesquisa em C&T”, disse.
Ex-bolsista de doutorado pelo CNPq, Carlos Minc destacou a relevância
do acordo entre o MMA e o MCT para o Brasil. “Nós somos aliados,
temos grande confiança no CNPq. O meio ambiente está
ganhando mais proteção, pois a melhor defesa é
o bom uso dos recursos naturais. Garantir a celeridade das pesquisas
é o único meio de garantir nosso patrimônio
natural e genético. Seguramente o país sairá
beneficiado desse acordo”. O ministro afirmou ainda que o licenciamento,
entre outras coisas, deve cuidar do homem e da saúde do trabalhador.
Minc também ressaltou a importância de entender o
funcionamento dos ecossistemas para protegê-los: “A defesa
do Meio Ambiente depende do conhecimento e o conhecimento depende
da pesquisa”. O ministro afirmou ainda que nova legislação
deverá proteger o meio ambiente, mas também facilitar
a pesquisa nacional, principalmente nas linhas de ciência
e tecnologia que são extremamente necessárias.
O Projeto de Lei enviado à Casa civil deverá passar
por uma avaliação final de outros ministérios
e da Presidência da República, antes de finalmente
ser encaminhado para votação no Congresso Nacional.
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| Da esquerda para a direita: Jorge Guimarães(Capes),
Helena Nader(SBPC), Marco Antonio Zago(CNPq), ministro Sergio
Rezende, ministro Carlos Minc, Luiz Elias(MCT), Maria Cecília
de Brito (CGEN/MMA), Wrana Panizzi(CNPq). |
O presidente do CNPq, Marco Antonio Zago, disse que esta iniciativa
sinaliza de maneira muito clara uma aliança estratégica
entre dois ministérios que têm um papel central na
conservação e uso sustentável do meio ambiente
e dos recursos genéticos nacionais: “a mensagem que a visita
dos dois ministros ao CNPq traz a público é a de sinergismos,
de cooperação, de interação, de complementaridade.
A presença conjunta dos ministros Rezende e Minc no Encontro
Anual da SBPC em Manaus, em julho passado, e suas declarações
na época, foram seguidas de ações práticas
cujo primeiro produto nós comemoramos hoje: a delegação
ao CNPq de responsabilidade para credenciamento para atividades
científicas envolvendo coleta de material que faz parte do
nosso patrimônio genético e da biodiversidade”.
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| Presidente do CNPq, Marco Antonio
Zago. |
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Zago lembrou ainda o papel que cabe a cada um desses atores: ao
Ministério do Meio Ambiente cabe a missão de coordenar
as políticas governamentais relacionadas à área,
exercer o planejamento e execução, aí incluídos
os aspectos de controle e vigilância; ao Ministério
da Ciência e Tecnologia incumbe a responsabilidade de coordenar
a política de ciência e tecnologia para o desenvolvimento;
ao CNPq, a mais antiga instituição federal da área,
cabe uma parte significativa da execução dessas políticas”.
O CNPq tem longa tradição no apoio a pesquisas envolvendo
a biodiversidade brasileira. Exemplos disso são o Programa
de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (PELD),
que de 2000 a 2009 investiu mais de R$ 20 milhões em 12 biomas
nacionais, entre eles os do Cerrado, Mata Atlântica e Floresta
Tropical Úmida; Outro exemplo é o Projeto de Conservação
e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica
Brasileira (PROBIO), resultado de Acordo de Doação,
firmado entre o governo brasileiro e o Fundo Mundial para o Meio
Ambiente, e que já investiu quase R$ 30 milhões entre
2000 e 2007; Além disso, entre 2003 e 2009 o CNPq lançou
11 editais especiais, no valor de quase R$ 100 milhões, para
a contratação de projetos de pesquisa científica
envolvendo meio ambiente e biodiversidade. Mais recentemente, no
final de 2008, foram criados 123 Institutos Nacionais de Ciência
e Tecnologia com o apoio do CNPq, dos quais 16 estão envolvidos
com pesquisa em biodiversidade e meio ambiente e contam com recursos
da ordem de R$ 71,2 milhões.
Como fica a nova distribuição de responsabilidades
entre as instituições
Assessoria de Comunicação Social do CNPq
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