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Amazonas garante mais R$ 35,7 milhões
em investimentos para pós-graduação
O presidente do CNPq vê a conquista
científica e tecnológica na Amazônia como um dos grandes desafios
do país
Mais de R$ 35 milhões serão disponibilizados para
o financiamento de 170 bolsas de doutorado e 30 de pós-doutorado
no Amazonas em 2010. Os recursos são provenientes de uma parceria
histórica firmada entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado
do Amazonas (Fapeam), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico
e Tecnológico (CNPq/MCT) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal
de Nível Superior (Capes/MEC).
O lançamento oficial da parceria ocorreu nesta quinta-feira (04)
no auditório da sede do Governo do Estado do Amazonas, com as presenças
do governador Eduardo Braga, do diretor-presidente da FAPEAM,
Odenildo Sena, do presidente do CNPq, Carlos Alberto Aragão,
do diretor de Programas da Capes, Emídio Cantídio, do titular da
Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sect), Marcílio de
Freitas, e da reitora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA),
Marilene Corrêa.
De acordo com diretor-presidente da FAPEAM, o evento
marcou uma importante fase para a pós-graduação no Estado. “Para
se ter em real estima a ousadia de que a ação se reveste, estamos
incrementando, de uma só vez, em quase 50% o número de bolsas de
doutorado concedidas pela Fundação de 2003 a 2009 (360 bolsas).
Outro comparativo interessante pode ser feito considerando o número
de doutores de que dispunha o Estado segundo o censo do CNPq de
2002: pouco mais de 400”, destacou.
Para o presidente do CNPq, Carlos Aragão, o Amazonas
está no caminho certo ao investir em pesquisa, ciência e tecnologia.
“É recente esse perfil de investimento e estamos certos de que esse
é o caminho para a evolução e a melhoria do sistema de educação
e formação de mão de obra”, disse.
Aragão vê a conquista científica e tecnológica
na Amazônia como um dos grandes desafios do país, por isso considera
importante proporcionar qualificação de alto nível de recursos humanos.
“É preciso povoar a Amazônia de gente qualificada, pois o plano
Amazônia é algo que existe só no Brasil e, para nós, isso representa
um desafio que será conquistado apenas quando tivermos mais ciência,
mais tecnologia e mais inovação. É preciso gente qualificada”, declarou,
destacando ainda que o lançamento dos editais representa um grande
passo que irá contribuir para essa conquista.
Na ocasião, o diretor de Programas da Capes, Emídio
Cantídio, destacou a forte parceria com a FAPEAM para o desenvolvimento
da pesquisa científica na região Norte ao longo dos últimos anos,
lembrando que o lançamento desses editais representa um pontapé
inicial para incrementar o quadro de doutores no Amazonas. “A Capes,
que a cada período cria seu plano de ação voltado para o Plano Nacional
de Pós-Graduação, sempre olhou para as regiões assimétricas, ou
seja, as regiões do país em que a pós-graduação precisa ser fortalecida.
Nesse sentido, praticamente a Capes dobrou o número de bolsas de
mestrado e doutorado no Amazonas”, informou.
Governador destaca feito para o AM
Para o governador do Estado, Eduardo Braga, que considera a multiplicação
do conhecimento indispensável ao combate à pobreza, esse é o caminho
para melhorar a educação no Amazonas e viabilizar o aproveitamento
racional dos seus recursos naturais.
“Esta administração fez o maior investimento em
ciência e tecnologia da história do Amazonas e é preciso valorizar
esse feito, pois esse é o caminho para melhorar a educação no Estado.
O olhar pra frente por conta das descobertas científicas é o que
nos coloca como um Estado diferenciado no Brasil ”, disse
ele.
Braga se mostrou bastante entusiasmado com os resultados
da área de C&T do Amazonas e afirmou que a parceria com a esfera
federal foi de grande importância para esse salto. “Essa iniciativa
não seria possível se não fosse a parceria com o governo do presidente
Lula, com o Ministério de Ciência e Tecnologia, com o CNPq e com
a Capes. Portanto, eu quero agradecer em nome do povo do Amazonas
ao presidente Lula por essa parceria tão estratégica olhando para
o futuro do nosso povo e da nossa gente”, declarou.
Segundo o secretário de Ciência e Tecnologia do
Estado, Marcílio de Freitas, o governo do Estado do Amazonas investiu
mais de R$ 1 bilhão em ciência e tecnologia no Estado. Os recursos
referem-se ao período de 2002 a 2009. Mais de 2,2 mil estudantes
do Amazonas estão cursando mestrado, doutorado ou pós-doutorado.
“O resultado será na melhoria da qualidade de vida da população.
Com profissionais especializados é possível desenvolver tecnologias
em áreas estratégias, como transporte, gestão socioambiental, mudanças
climáticas, saúde, engenharias, entre outros. Com a ciência é possível
preservar a floresta amazônica”, afirmou.
Assessoria de Comunicação do CNPq,
com informações da Agência Fapeam
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