Área de imprensa
Resultados e impactos
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Ter, 05 Abr 2016 18:10:00 -0300
Grupo da USP coordenado por ex-bolsista do CNPq desenvolve catalisador sustentável
O Grupo para o avanço no design de nanomateriais (Group for Advancing in Nanomaterials Design) do Instituto de Química da USP (GrAND) é coordenado pelo professor Pedro Henrique Cury Camargo, que concluiu a graduação e o mestrado em química com bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).O Grupo para o avanço no design de nanomateriais (Group for Advancing in Nanomaterials Design) do Instituto de Química da USP (GrAND) é coordenado pelo professor Pedro Henrique Cury Camargo, que concluiu a graduação e o mestrado em química com bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
O Grupo tem como uma de suas principais linhas de pesquisa a utilização de nanomateriais como catalisadores, elementos cuja presença em uma reação química acelera e potencializa o seu andamento, sem que eles próprios sejam reagentes. ¿Apenas a superfície do material age sobre a reação química¿, explica Camargo. ¿Quanto menor o tamanho do material, maior a razão entre a sua superfície e o seu volume¿. Desse modo, a utilização de nanomateriais resulta em grande economia de material usado, uma vantagem tanto ambiental quanto financeira ¿ quando se leva em conta que alguns dos principais catalisadores usados na indústria são metais nobres como ouro, prata e platina.
O mais recente trabalho do grupo, publicado esse ano, utilizou o ouro, por ser um material interessante para vários tipos de reação utilizados na indústria, como oxidação, redução e acoplamento. Foram utilizadas partículas com tamanhos entre 1 e 3 nanômetros (unidade um bilhão de vezes menor que o metro), pequenas até para os padrões de nanomateriais, em geral cerca de dez vezes maiores. As partículas de ouro, porém, tenderiam a se aglomerar, reduzindo sua superfície de contato com os reagentes. Para evitar que isso aconteça, a solução encontrada foi dispor as partículas uniformemente em nanofios de dióxido de manganês (MnO2). A presença deles não apenas permite o maior aproveitamento da quantidade de material empregada, mas também facilita sua reutilização em outras reações, uma vez que permitem uma recuperação mais fácil das nanopartículas.
O resultado da experiência comprovou a eficiência da técnica: para um mesmo desempenho da reação, foi necessário utilizar cem vezes menos material do que nas alternativas mais eficientes até então conhecidas, partículas pouco maiores de ouro combinadas com dióxido de silício ou em nanotubos de carbono. A atividade catalítica do material facilita ainda outros aspectos do processo: não há necessidade de uso de solventes potentes ¿ sendo suficiente a água ¿ nem de aquecer os reagentes, bastando a temperatura ambiente para que ocorra a reação. Esses dois diferenciais representam ainda outras vantagens ambientais.
Em suas pesquisas, o grupo também procura outras formas mais econômicas e sustentáveis de suprir essa necessidade da indústria química. Uma delas é a chamada catálise plasmônica, que foi testada na prata: trata-se daquela que usa, como fonte de energia, apenas a luz. A experiência tece sucesso em conseguir reações de oxidação ¿ a luz energiza os elétrons, que se unem ao oxigênio. Foram feitos ainda experimentos com objetos ocos (economizando material) de diferentes formatos ¿ o nanotubo oco liso foi o que demonstrou o melhor resultado. ¿Não é convencional fazer nanomateriais tão precisos na sua forma¿, afirma Camargo, que também recebeu auxílio financeiro do CNPq o projeto ¿Síntese de Nanoestruturas de Ag-Au, Ag-Pd e Ag-Pt com Forma, Composições e Estrutura Controladas para Aplicações em Catálise¿. ¿Temos condições privilegiadas¿.
Fonte: USP
CT&I por aí
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Qua, 23 Mar 2016 17:53:00 -0300
Governo Federal lança plano de enfrentamento ao Aedes aegypti e à Microcefalia
O Governo Federal lançou nesta quarta feira (23), no palácio do planalto, em Brasília as ações do Eixo de Desenvolvimento Tecnológico, Educação e Pesquisa do Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes aegypti e à Microcefalia. Serão investidos cerca de R$ 1,2 bilhão em pesquisas e fomento à produção de alternativas de combate ao vírus da zika e às doenças transmitidas pelo mosquito.O
Governo Federal lançou nesta quarta feira (23), no palácio do planalto, em Brasília as ações do Eixo de Desenvolvimento Tecnológico, Educação e Pesquisa do Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes aegypti e à Microcefalia. Serão investidos cerca de R$ 1,2 bilhão em pesquisas e fomento à produção de alternativas de combate ao vírus da zika e às doenças transmitidas pelo mosquito.O Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tenclógico (CNPq) se unirá aos esforços e lançará em breve uma chamada para financiar pesquisas relacionadas ás doenças causadas pelo mosquito.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, anunciou durante a cerimônia que cerca de R$ 650 milhões sairão do MCTI, Ministério da Educação (MEC) e Ministério da Saúde para investimentos em pesquisa. Serão R$ 305 milhões em 2016, R$ 162 milhões em 2017 e R$ 136 milhões em 2018. Outros R$ 45 milhões serão usados após esse período para custear bolsas de mestrado e doutorado iniciadas nos próximos anos.
O investimento também inclui R$ 350 milhões que serão disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e R$ 200 milhões, pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Esse valor vai custear a produção de vacinas, testes de diagnóstico ou estratégias de combate ao mosquito Aedes, conforme as pesquisas forem concluídas.
Para presidente Dilma Roussef esse é um desafio muito importante, não só do Brasil mas também de toda a comunidade internacional, que é pesquisa, desenvolvimento e inovação para assegurar que esse combate se dê em todos os níveis. "Sabemos que a transmissão do zika se dá pelo mosquito Aedes. Mas o restante do nosso conhecimento ainda está aquém do necessário para que possamos proteger com eficácia a saúde da população. Estamos, todos nós, correndo contra o tempo para conhecer melhor esse vírus que se espalhou em uma velocidade surpreendente, extraordinária, espantosa".
A presidente terminou o discurso pedindo á todos que tire 15 minutos por semana para combater o mosquito da dengue.
Celso Pansera ministro da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), afirmou em seu discurso que o investimento coloca o Brasil num patamar de pesquisa de ponta no mundo todo. E ressaltou a importância de uma pesquisa extensa e profunda do assunto. "Não existe literatura sobre esse vírus, precisamos construir uma literatura. O governo agiu muito rápido no que tange ao combate ao mosquito, com as diversas ações de conscientização, ações praticadas pela presidente Dilma, com ministros se deslocando para o país inteiro, mas agora vamos para outro patamar".
O ministro da Saúde, Marcelo Castro, anunciou o lançamento de um edital no valor de R$ 20 milhões para pesquisas sobre o Aedes aegyptie as doenças transmitidas pelo mosquito: dengue, zika e chikungunya. Os projetos serão nas áreas de do controle vetor, diagnóstico, prevenção e tratamento das doenças causadas pelo mosquito.
Castro falou também sobre testes feitos com a bactéria Wolbachia realizada em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que deve passar para uma nova fase. Segundo ele na próxima semana representantes da Fundação Bill Gates vêm ao Brasil para definir os próximos passos da pesquisa. Algumas cidades como Rio de Janeiro e Niterói estão sendo estudadas como potenciais locais para liberação do mosquito. Já foram feitos estudos pilotos na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, e no bairro da Jurujuba, em Niterói. Agora, a ideia é fazer a pesquisa contemplando toda área territorial de uma cidade e com uma população maior. A bactéria é capaz de impedir que o Aedes aegyptie transmita dengue e outros vírus, como Zika e Chikungunya.
Coordenação de Comunicação Social do CNPq
Fotos: Marcelo Gondim
Prêmios
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Qui, 05 Mai 2016 10:43:00 -0300
CNPq premia pesquisadores
Paulo Artaxo foi agraciado com o Prêmio Almirante Álvaro Alberto de 2016, que teve como área Ciências Exatas, da Terra e Engenharias. Também foram premiados os Pesquisadores Eméritos de 2016 e a Menção Especial de Agradecimentos.Paulo Artaxo foi agraciado com o Prêmio Almirante Álvaro Alberto de 2016, que teve como área Ciências Exatas, da Terra e Engenharias. Também foram premiados os Pesquisadores Eméritos de 2016 e a Menção Especial de Agradecimentos.
Pesquisadores de grande prestígio nacional e internacional foram premiados na noite desta quarta-feira, 4, pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em cerimônia na Escola Naval do Rio de Janeiro (RJ).

Paulo Artaxo, Professor Titular do Departamento de Física Aplicada do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), recebeu o Prêmio Almirante Álvaro Alberto, a mais importante honraria em ciência e tecnologia do País, concedida pelo CNPq, em parceria com a Fundação Conrado Wessel e a Marinha do Brasil.
Além disso, oito pesquisadores receberam o título de Pesquisador Emérito do CNPq e a Menção Especial de Agradecimentos, oferecida a uma instituição que se destacou na parceria com o CNPq pelo desenvolvimento científico e tecnológico do País, foi para o Instituto Euvaldo Lodi - IEL.
Os Pesquisadores Eméritos são: Reynaldo Luiz Victoria (USP), Gerhard Malnic (USP) Durval Rosa Borges (Unifesp), Carol Hollingworth Collins (Unicamp), José Renato Coury (UFScar), Maria Lígia Coelho Prado (USP), Tânia Maria Dietrichs Fischer (UFB), e Silviano Santiago (UFMG). Saiba mais sobre os agraciados: http://www.cnpq.br/web/guest/agraciados/

A cerimônia contou com a presença do Presidente do CNPq, Hernan Chaimovich, além dos parceiros, da Ministra Interina de Ciência, Tecnologia e Inovação, Emília Curi; do presidente da Academia Brasileira de Ciência, Jacob Palis; da Presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader; do Diretor-Presidente da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo a Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, Augusto Raupp; e do Presidente da Financiadora de Estudos e Projetos, Wanderley de Souza.
Sobre Paulo Artaxo
Paulo nasceu em São Paulo em 1954, graduou-se em Física pela Universidade São Paulo a USP (1977), mestrado em Física Nuclear pela USP (1980) e é Doutor em Física Atmosférica também pela USP (1985). Trabalhou na NASA (Estados Unidos), Universidades de Antuérpia (Bélgica), Lund (Suécia) e Harvard (Estados Unidos).
Trabalha com física aplicada a problemas ambientais, atuando principalmente nas questões de mudanças climáticas globais, meio ambiente na Amazônia, física de aerossóis atmosféricos, poluição do ar urbano e outros temas. É membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), da Academia de Ciências dos países em desenvolvimento (TWAS) e da Academia de Ciências do Estado de São Paulo.
Bolsista de Produtividade em Pesquisa 1A do CNPq, Artaxo figurou, recentemente, na lista dos "mais brilhantes" cientistas em todo o mundo, divulgada pela Thomson Reuters no relatório The World's Most Influential Scientific Minds 2015, ao lado de outros três brasileiros.
Além disso, coordenou dois Institutos do Milênio do CNPq, é membro do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) e de 7 outros painéis científicos internacionais e da coordenação do Programa FAPESP de Mudanças Globais e da Rede CLIMA do MCTI. É representante da comunidade científica no CONAMA (Conselho Nacional de Meio Ambiente).
Em 2004, recebeu um voto de aplauso do Senado Brasileiro pelo trabalho científico em meio ambiente na Amazônia. Em 2006 foi eleito fellow da American Association for the Advancement of Sciences.
Dentre as premiações e condecorações que já recebeu estão: Prêmio de Ciências da Terra da TWAS; Prêmio Dorothy Stang de Ciências e Humanidades, outorgado pela Câmara Municipal de São Paulo; Título de Doutor em Filosofia Honoris Causa pela Universidade de Estocolmo, Suécia; Prêmio Fissan-Pui-TSI da International Aerosol Research Associations; Ordem do Mérito Científico Nacional, na qualidade de comendador, e o prêmio USP Destaque 2010 por ser o pesquisador da USP com o maior número de acessos às suas publicações.
O Prêmio
O Prêmio Almirante Álvaro Alberto para a Ciência e Tecnologia foi instituído em 1981, ainda como Prêmio Nacional de Ciência e Tecnologia. A premiação consiste em medalha, diploma, importância em dinheiro equivalente a R$ 200 mil e uma viagem à Amazônia, a bordo do navio de Assistência Hospitalar na Amazônia, oferecida pela Marinha do Brasil à agraciada.
Em 1986, passou a fazer referência ao Almirante, engenheiro idealizador e primeiro presidente do CNPq.
É concedido anualmente, em sistema de rodízio, a uma das três grandes áreas do conhecimento - Ciências Exatas, da Terra e Engenharias; Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes; e Ciências da Vida.
Para saber mais: http://www.premioalvaroalberto.cnpq.br/
Coordenação de Comunicação Social do CNPq
CNPq em ação
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Qui, 19 Mai 2016 15:30:00 -0300
Brasil e Suécia: uma parceria promissora
Seminário de Excelência Brasil-Suécia reuniu cerca de com 200 pesquisadores, agências de fomento, representantes do governo, e gestores das universidades para discutir temas relacionados à investigação, internacionalização e colaboração relevantes para a Suécia e o Brasil.Seminário de Excelência Brasil-Suécia reuniu cerca de com 200 pesquisadores, agências de fomento, representantes do governo, e gestores das universidades para discutir temas relacionados à investigação, internacionalização e colaboração relevantes para a Suécia e o Brasil.
Aprimorar a cooperação científica, tecnológica e de inovação com a Suécia é uma iniciativa com grandes possibilidades. Isso porque, no topo dos principais rankings mundiais de inovação, a Suécia é um dos países que mais investem em Pesquisa & Desenvolvimento. Em 2012, 3,4% do PIB foi destinado à ciência e à tecnologia. O orçamento federal para o período 2013-2016 é de 464,6 milhões de dólares.
Esse gasto em P&D é fator fundamental para explicar por que a Suécia coleciona títulos quando o assunto é gerar novas tecnologias. A principal vertente do sucesso do sistema de inovação sueco é o tripé formado pela academia, empresa e governo. A construção de clusters (arranjos produtivos) e parques tecnológicos foi buscada como solução de mercado pelo governo sueco. O esforço integrado contou com financiamento público e privado para um objetivo comum. Essa dinâmica é um dos principais motivos de a Suécia ser origem de importantes inovações mundiais como o bluetooth, cinto de segurança de três pontos, zíper, fósforo, Skype, telefone celular, marca-passo, cortador de grama, aspirador de pó, dinamite, ultrassom, entre outros.
Toda essa capacidade científica e de desenvolvimento sueca vem sendo fruto de cooperações com o Brasil há décadas. Mas ainda há muito a ser aproveitado por ambos os países.
Para prospectar as mais variadas possibilidades de trabalho conjunto, o Brasil recebeu nos últimos dois dias - 17 e 18 e de Maio - uma delegação de cerca de 100 pesquisadores e autoridades e representante de instituições de fomento da Suécia para o Seminário de Excelência Brasil-Suécia.

O encontro aconteceu na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e contou com 200 pesquisadores suecos e brasileiros, agências de fomento e representantes do governo, juntamente com gestores das universidades para discutir temas relacionados com a investigação, a internacionalização e colaboração relevantes para a Suécia e o Brasil.
O encontro foi organizado pelo Swedish Academic Collaboration Forum (SACF), em colaboração com a Capes, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ministério da Educação e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
O SACF é formado por seis universidades suecas líderes de pesquisa, que se uniram para realizar seminários sobre educação superior em um grupo selecionado de países. Entre 2014 e 2016, serão realizados seminários na China, Indonésia, Singapura e República da Coreia, com uma reunião final, realizada em Estocolmo, na Suécia.
Suecos e brasileiros discutiram temas relacionados com a investigação, a internacionalização e colaboração relevantes para os dois países.
Na abertura do evento, o Presidente do CNPq, Hernan Chaimovich, lembrou que organizou um seminário entre Suécia e Brasil sobre nanotecnologia há 40 anos. "A história de cooperação científica entre os dois países é longa. Devemos nos empenhar agora para que as relações pessoais entre grupos de cientistas sejam institucionalizadas para que a cooperação chegue a outro patamar", ressaltou.

Chaimovich apresentou dados sobre publicações conjuntas mostrando que a parceria entre os dois países cresceu substancialmente. De 120 publicações em 2006, passou para 600 em 2015. "Cresceram em quantidade, qualidade e número de áreas envolvidas", disse. Chaimovich reforçou ainda que, além de áreas já fortes na cooperação - Física, Astronomia, Ecologia - há outras promissoras como Educação Inclusiva e Gênero.
No evento, o CNPq participou, ainda, da sessão temática "Fomento para promover uma colaboração de pesquisas de nível internacional", na terça-feira, com a Diretora de Cooperação Institucional, Glenda Mezarobba, na qual também estiveram presentes o Diretor Geral da agência de fomento sueca Vetenskapsrådet; o Vice-Reitor da Universidade de Estocolmo; o Diretor Científico da ESS (European Spallation Source); e o Coordenador Geral da CAPES, Luiz Filipe Grochocki.

No dia 18, o Diretor Substituto de Engenharias, Ciências Exatas, Humanas e Sociais do CNPq, Alexandre Garcia, compôs a mesa da sessão plenária sobre Possibilidade de Fomento, na qual foram apresentadas as demandas das sessões temáticas. Dentre os temas estavam educação inclusiva, nanotecnologia e desenvolvimento sustentável.

A proposta foi levantar as áreas de interesse comum aos dois países e promissoras para a cooperação e prospectar futuras parecerias.
Além do encontro na Capes, haverá também oficinas e seminários suplementares em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Campinas, Belém e São Paulo. Saiba mais sobre o encontro.
Brasil-Suécia
O Brasil ocupa a 23ª posição entre os países com maior número de publicações conjuntas com a Suécia. São 3113 artigos nos últimos 10 anos, apenas 1,5% do total de publicações suecas. A Suécia, por sua vez, é apenas o 21º país que mais possui publicações conjuntas com o Brasil (1,1% do total de artigos do Brasil).
O Acordo sobre Cooperação Econômica, Industrial e Tecnológica, assinado em 1984, foi o primeiro instrumento a regulamentar a cooperação entre Brasil e Suécia. No entanto, só em 2007 as primeiras negociações para a definição da cooperação em C&T entre os dois países tiveram início. A Suécia destaca-se como grande importador do etanol brasileiro na União Europeia, tendo, por conseguinte, o Governo daquele país grande interesse na cooperação bilateral em biocombustíveis de segunda geração. Assim, em 11 de setembro de 2007, foi assinado o Memorando de Entendimento entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo do Reino da Suécia sobre Cooperação na Área de Bioenergia, incluindo Biocombustíveis.
Hoje, estão presentes no Brasil mais de 200 empresas suecas, sendo que a maioria das multinacionais tem suas próprias instalações fabris em território brasileiro. A receita da indústria sueca no mercado brasileiro em 2011 ultrapassou R$ 36 bilhões e essas empresas são responsáveis por 70 mil empregos no país.
Em maio de 2011 foi inaugurado, em São Bernardo do Campo (SP), o Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro (CISB) que tem como objetivo proporcionar uma ativa cooperação entre organizações industriais, governamentais e acadêmicas do Brasil e da Suécia. O Centro, que é uma associação para pesquisa e inovação sem fins lucrativos, funciona como ponto central internacional para identificar, desenvolver e apoiar projetos de pesquisa e desenvolvimento de alta tecnologia, em um largo espectro de setores e áreas de tecnologia. Os parceiros proponentes são: Prefeitura de São Bernardo do Campo, Universidade Federal do ABC, SAAB, CSIR e Lindholen Science Park. As áreas prioritárias do centro são: Transporte e Logística, Energias Renováveis, Cidades do Futuro e Defesa e Segurança. Entre os resultados obtidos pelo CISB destaca-se a parceria firmada entre a empresa brasileira Vale Solução em Energia (VSE) e a sueca Scania, para desenvolvimento, produção e comercialização de motores a etanol e suas aplicações.
Em março de 2012, o CISB e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Tecnológico (CNPq/MCTI) assinaram acordo para conceder 100 bolsas para doutorado, pós-doutorado e pesquisador sênior no âmbito do programa Ciência sem Fronteiras, em parceria com a empresa sueca de segurança e defesa SAAB.
Em maio de 2013, foi assinado Acordo de Cooperação entre a FINEP e a Agência de Inovação da Suécia (VINNOVA). O Acordo tem como objetivo a consolidação de parcerias em inovação para promoverem o intercâmbio de experiências e o desenvolvimento de planos de ação, incluindo o financiamento de projetos e atividades em áreas de interesse mútuo.
Ciência sem Fronteiras
Até o momento, foram implementadas 341 bolsas, sendo cerca de metade de pós-graduação (doutorado e pós-doutorado). As universidades que recebem mais estudantes são o Instituto Real de Tecnologia e a Universidade de Lund.
Além disso, por meio da parceria SAAB/CNPq estão previstas até 100 bolsas de pós-doutorado e doutorado sanduíche nas áreas de defesa e segurança, aeroespacial, energia e meio ambiente e cidades atrativas e sustentáveis. Para projetos de pós-doutorado, a SAAB oferece um complemento de 100% da bolsa. Pesquisadores contemplados com as bolsas de estudos também poderão participar, futuramente, de projetos de inovação da SAAB no Brasil. Durante o período da bolsa, que varia de seis a doze meses, podendo ser prorrogado por mais um ano (somente no caso de pós-doutorado), os estudantes têm a oportunidade de realizar estágio na SAAB na Suécia ou na própria universidade.
No âmbito desta parceria, já foram lançadas três chamadas, em 2012 e 2013, e enviados 25 pesquisadores de doutorado e pós-doutorado para a Suécia.
A quarta chamada, com inscrições encerradas dia 15 de maio oferece 15 bolsas de estudos (dez para pós-doutorado e cinco para doutorado sanduíche). O edital é focado na área de aeronáutica, com ênfase em materiais e manufatura, eletrônica, tecnologia da informação e comunicação (TIC) e sistemas de engenharia mecânica.
Coordenação de Comunicação do CNPq com informações da CAPES
Outras notícias
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Sex, 20 Mai 2016 09:23:00 -0300
Conheça o vencedor do 36º Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica
Neste ano, o prêmio foi concedido para a modalidade "Pesquisador e Escritor". A premiada é Luisa Medeiros Massarani, do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica do Museu da Vida, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
No último dia 10 de maio, na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a comissão julgadora do Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica decidiu declarar vencedora a coordenadora do Mestrado Acadêmico em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde da Casa de Oswaldo Cruz - Fiocruz, Luisa Massarani, considerando a qualidade e relevância dos trabalhos apresentados, a experiência e a trajetória profissional, e em reconhecimento à sua contribuição em prol da divulgação e popularização da ciência, tecnologia e inovação.
Nesta edição, o Prêmio recebeu 45 inscrições de pesquisadores e escritores oriundos de universidades, autarquias, fundações, instituições de pesquisa e de ensino técnico e profissionalizante, museus, jornais, entre outros.
Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq, Luisa tem uma ampla atividade acadêmica, científica e de gestão voltada para a divulgação científica, incluindo a liderança do Grupo de Pesquisa do CNPq Ciência, Comunicação & Sociedade; a coordenação da SciDev.Net (www.scidev.net) para América Latina e Caribe; e a Diretoria Executiva da Red Pop-UNESCO, a rede de popularização da ciência e da tecnologia para a América Latina e o Caribe.
Além disso, é Honorary Research Associate do Department of Science and Technology Studies da University College London e membro do Comitê Científico da PCST Network, a rede internacional para Public Communication for Science and Technology. Publicou cerca de 70 artigos científicos em Public Communication for Science and Technology, em jornais científicos.
Trajetória
Luisa graduou-se em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1987), fez mestrado em Ciência da Informação pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (1998), doutorado na Área de Gestão, Educação e Difusão em Biociências pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2001), doutorado-sanduíche com bolsa da Capes no Department of Science and Technology Studies da University College London, e pós-doutorado na University College London (2013).
Desde 1987 realiza atividades práticas e de pesquisa em Divulgação Científica e integra o Núcleo de Estudos da Divulgação Científica do Museu da Vida, da Fundação Oswaldo Crus (Fiocruz)
Em 2014, recebeu o Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia, na categoria integração, como líder do grupo. Atua principalmente nos seguintes temas: aspectos históricos e contemporâneos da divulgação científica; ciência na mídia e percepção pública da ciência.
Premiação
A premiada receberá R$ 20 mil, diploma e troféu durante a 68ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontecerá entre 03 e 09 de julho de 2016, na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), em Porto Seguro (BA).
Comissão Julgadora
A Comissão Julgadora foi presidida por Luís Carlos Bassalo Crispino da Universidade Federal do Pará (UFPA) - representante do CNPq, e composta por Isaltina Maria de Azevedo Mello Gomes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) - representante do CNPq; Mariluce de Souza Moura da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA) - representante da Associação Brasileira de Jornalismo Cientifíco (ABJC); Nelson Studart Filho da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Universidade Federal do ABC (UFABC) - representante da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SBPC; Silvania Sousa do Nascimento da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - representante do CNPq e Rui Seabra Ferreira Junior da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP) - representante da Associação Brasileira de Editores Científicos - ABEC.
SBPC
Realizada desde 1948, com a participação de representantes de sociedades científicas, autoridades e gestores do sistema nacional de ciência e tecnologia, a Reunião Anual da SBPC é um importante fórum para a difusão dos avanços da ciência nas diversas áreas do conhecimento e um fórum de debates de políticas públicas para a ciência e tecnologia.
Saiba mais sobre o prêmio: http://www.premiojosereis.cnpq.br/
Coordenação de Comunicação do CNPq
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Ter, 17 Mai 2016 17:04:00 -0300
MCTI abre consulta pública para regulamentação do Marco Legal da CT&I
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) colocou em consulta pública o decreto de regulamentação do Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação, sancionado em janeiro de 2016 pela Presidência da República. O texto está disponível no site Participa.br até o dia 12 de junho.O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) colocou em consulta pública o decreto de regulamentação do Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação, sancionado em janeiro de 2016 pela Presidência da República. O texto está disponível no site Participa.br até o dia 12 de junho.
A nova lei altera as regras das compras públicas para o setor de CT&I, prevendo a adoção do regime diferenciado de contratações (RDC) e novos casos para dispensa de licitação. Além disso, facilita a importação de insumos para pesquisas e estabelece novas regras de propriedade intelectual para o licenciamento de tecnologias. O texto também simplifica o processo de emissão de visto para pesquisadores estrangeiros, aumenta o tempo que os professores das universidades federais poderão se dedicar à pesquisa e aproxima o setor produtivo da academia.
A consulta pública será feita em duas fases. Na primeira, a população deve opinar sobre os dispositivos da lei que exigem algum tipo de regulamentação. Nesta etapa, o objetivo é colher subsídios para a elaboração de uma primeira minuta de decreto. Por isso, ao lado de cada dispositivo a ser regulamentado, foram formuladas questões para orientar a participação dos interessados. Essas questões também representam algumas das principais dúvidas que o MCTI identificou nas discussões sobre a regulamentação.
Após a realização da primeira consulta, um novo prazo de trinta dias será aberto para a elaboração de uma minuta de regulamento a partir das contribuições recebidas da sociedade.
A segunda fase da consulta aberta ao público é a discussão da minuta do decreto, em formato mais tradicional, com contribuições a serem apresentadas em relação a cada um dos dispositivos. Após o período da consulta, os trabalhos se concentrarão no MCTI para elaboração de uma proposta final de regulamentação, sem prejuízo de novas rodadas de discussão.
Durante a realização das duas fases da consulta, o MCTI pretende intensificar sua agenda de eventos públicos para discussão das propostas e mobilização da sociedade para participação nos debates do Participa.br.
Ajude a regulamentar essa legislação que estimula o desenvolvimento científico e tecnológico do país. Acesse o site e dê a sua opinião.
Fonte: MCTI
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Qui, 12 Mai 2016 16:54:00 -0300
Pesquisadores brasileiros demonstram que a estirpe brasileira do vírus Zika causa defeitos de nascimento em modelos experimentais
Em artigo publicado nesta quarta-feira, na Revista Nature, pesquisadores brasileiros apresentam estudo financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (FAPESP) no qual relatam que a estirpe brasileira do Vírus Zika atravessa a placenta e pode provocar a microcefalia.
O Zika tem sido associado a malformações congênitas, incluindo microcefalia e outras doenças neurológicas graves, tais como síndrome de Guillain-Barre, mas, segundo o artigo, apesar das evidências clínicas, não há prova experimental direta mostrando que a estirpe brasileira cepa causa defeitos de nascimento.
A pesquisa apresentada demonstrou, em camundongos, que vírus brasileiro infecta fetos, causando restrição de crescimento intrauterino, incluindo os sinais de microcefalia. O artigo relata que o vírus infecta células progenitoras corticais humanas, levando a um aumento da morte celular.
O artigo é resultado do trabalho da Rede Zika, da FAPESP, um conjunto de pesquisadores atuando em torno da pesquisa sobre o vírus. Para o bioquímico, Professor da USP, Walter Colli, "o Brasil construiu uma base de cientistas que contribuem todo dia para que a sociedade fique mais inteligente, rica e menos desigual. Essa mesma comunidade demonstra que pode reagir quando o país é desafiado por crises como a determinada pela invasão do virus Zika". Colli acredita que resultados como esse provam que o momento é de reforçar que o apoio à ciência deve ser política de Estado e o orçamento para sustentar a comunidade científico-tecnológica deve ser compatível com a sua importância.
Leia o artigo completo (em inglês): http://www.nature.com/nature/journal/vnfv/ncurrent/full/nature18296.html
Coordenação de Comunicação Social do CNPq