Pesquisador emérito

Prêmio concedido pelo CNPq, desde 2005, a pesquisadores brasileiros ou estrangeiros, radicados no Brasil há pelo menos 10 anos, que prestaram relevantes contribuições para o país. A premiação é concedida como reconhecimento ao renome, junto à comunidade científica, e pelo conjunto de sua obra científico-tecnológica.

Foto do Ruth Sonntag Nussenzweig

Ruth Sonntag Nussenzweig

2013

  • Ruth entrou na Escola de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) em 1948 e formou-se em 1953. Durante o estudo universitário iniciou um projeto de pesquisa no Departamento de Parasitologia chefiado pelo Prof. Samuel Pessoa com a colaboração de Victor Nussenzweig. Antes de se formar, trabalhou vários anos no Departamento de Parasitologia o problema da transmissão da doença de Chagas pela transfusão sanguínea e sua prevenção.

    Em 1958, fez o pós-doutorado no Collège de France. Voltou ao Brasil por um curto período em 1960 quando trabalhou na Escola Paulista de Medicina no Departamento de Microbiologia (Prof. Otto Bier). Em 1963 foi para Nova York trabalhar com o Dr. Zoltan Ovary e o Dr. Baruch Benacerraf no "New York University Medical Center". Em abril de 1964 tentou voltar para a Escola de Medicina da USP, mas naquela época o clima político não era nada favorável à pesquisa.

    No final de 1964 voltou ao "NYU Medical Center" tendo sido indicada para Professora Assistente (1965), Professora Associada (1968) e Professora Plena (1972). Em 1976 foi indicada Professora Titular e Chefe da Divisão de Parasitologia do Departamento de Microbiologia, e, em 1984, Professora Titular do Departamento de Parasitologia Médica e Molecular.

    Desenvolveu várias pesquisas sobre a transmissão e prevenção da Malária e da Doença de Chagas. Sua maior contribuição para a ciência foi a demonstração, em roedores, de que uma vacina contra a malária é possível, contrariando os dogmas da época. Esse trabalho foi uma mudança de paradigma no campo de estudos da malária e levou-a a National Academy of Sciiences (USA). 


Foto do Zilton de Araújo Andrade

Zilton de Araújo Andrade

2011

  • Nascido em Santo Antônio de Jesus, estado da Bahia, no ano 1924, Zilton de Araújo Andrade diplomou-se em Medicina em 1950, pela Faculdade de Medicina, da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Entre 1951 a 1953 fez treinamento como Residente no Departamento de Patologia da Universidade de Tulane, na cidade de Nova Orleans, USA. Em 1956, obteve título de doutor pelo Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP). Foi Pesquisador Visitante (1961) no Hospital Mount Sinai e Professor Visitante (1971) da Cornell University Medical College, ambos em New York, e Pesquisador Titular da FIOCRUZ, no período de 1984-1994.

    Atualmente, trabalha na FIOCRUZ-BA, onde é Chefe do Laboratório de Patologia Experimental (LAPEX) e Professor Permanente dos cursos de Pós-graduação em Patologia Humana (UFBA-FIOCRUZ) e em Imunologia (UFBA), orientando dissertações de Mestrado e teses de Doutorado, além de projetos de Iniciação Científica. Seus principais interesses em pesquisa dizem respeito a modelos experimentais de fibrose e cirrose hepáticas, especialmente relacionados à patologia das doenças parasitárias. Durante suas atividades publicou mais de 300 trabalhos científicos em revistas nacionais ou internacionais, 37 capítulos de livros, orientou 36 Dissertações de Mestrado e 14 Teses de Doutorado. Prestou continuados serviços como assessor para a Organização Mundial da Saúde (Scientific Working Groups de Esquistossomose, Doença de Chagas e Parasitologia), na CAPES (Presidente da área médica), no CNPq (Comitês Assessores) e na FIOCRUZ (Conselho Técnico Científico).

    Entre muitos prêmios e homenagens, Zilton foi Professor Emérito da Universidade Federal da Bahia em 1985, ano em que ganhou também o Prêmio o Nacional de Ciência e Tecnologia, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). É Membro Honorário da American Society of Tropical Medicine and Hygiene (1990). Em 1995 foi Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico e se tornou Sócio Emérito da Sociedade Brasileira de Patologia. Em 2004 Zilton se tornou Membro Titular da Academia de Medicina da Bahia e no ano seguinte obteve a Grã Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico. Em 2006 se tornou Membro da Academia Brasileira de Ciências e em 2009 foi eleito Membro Honorário Nacional da Academia Nacional de Medicina, Rio de Janeiro.


Foto do Evando Mirra

Evando Mirra

2011

  • Formado em Engenharia Mecânica e Elétrica pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 1965, Evando Mirra possui vasta experiência nas áreas de transformações de fase nos materiais, interação gás-metal e engenharia de superfícies. Obteve o Doutorado em Ciências em 1972, na Universidade de Paris/Orsay, e trabalhou na École des Mines de Paris e no Centre de Recherches Nucléaires de Saclay, sobre evoluções estruturais e propriedades mecânicas dos metais de estrutura hexagonal-compacta.

    Foi um dos criadores do Curso de Pós-Graduação em Metalurgia da UFMG, onde se dedicou ao ensino, pesquisa e à inovação tecnológica em cooperação com empresas. Em 1984 estudou Gestão da Qualidade e Produtividade com W. Edwards Deming na George Washington University e participou da missão ao Japão que deu origem ao primeiro programa brasileiro da Qualidade. Foi pesquisador visitante nas universidades de Berkeley, Tóquio e Compiègne. De 1994 a 1996 trabalhou em rede cooperativa de pesquisas para caracterização e análise de superfícies em materiais na França, quando foi eleito Membre d´Honneur da Société Française de Métallurgie et de Matériaux.
    Dirigiu o Centro Tecnológico de Minas Gerais (CETEC) em 1997-1998 e foi presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) de 1999 a 2001. Entre muitas homenagens recebidas, destaca-se que Mirra foi Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico, em 1998, Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico em 2001 e recebeu o Prêmio Pan-americano de Engenharia em 2010. Professor Emérito da UFMG e membro da Academia Brasileira de Ciências, Mirra faz parte atualmente do corpo de analistas do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos em Ciência, Tecnologia e Inovação (CGEE).


Foto do Gabriel Cohn

Gabriel Cohn

2011

  • Gabriel Cohn possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (1964), e doutorou-se em Sociologia pela USP (1971). Sua trajetória acadêmica divide-se em duas fases. Na primeira (1965 a 1987), concentrou-se inteiramente na Sociologia, na qual sua atenção passou da análise do desenvolvimento social e político aos fundamentos teóricos. Na segunda (1988-2008) passou a dedicar-se à Ciência Política, com crescente atenção aos problemas da Sociologia Política. Na fase inicial da carreira, na segunda metade dos anos 1960, integrou-se no grande projeto de pesquisa sobre condições sociais da industrialização no Brasil, dirigido por Florestan Fernandes com direta colaboração de Fernando Henrique Cardoso. O foco das pesquisas do grupo de que participou era a sociologia do desenvolvimento. Sob a orientação de Octavio Ianni, analisou a política do petróleo até a criação da Petrobrás. O trabalho converteu-se em livro, Petróleo e nacionalismo (1968).

    A partir de 1966 foi incumbido, por Florestan Fernandes e Octavio Ianni, da criação de uma área de estudo e pesquisa na qual a USP se revelaria pioneira, sobre os meios de comunicação e da cultura de massa. Nessa área fez o doutorado, na qual resultou o livro, Sociologia da Comunicação - teoria e ideologia (1973). Mais adiante, concentrou-se em questões de teoria social, com livre-docência sobre Max Weber, que resultou em livro em 1979, com nova edição em 2002, baseada na edição argentina de 1998, Crítica e resignação - Weber e a teoria social. Afora coletânea de textos com primeira edição em 1971 (Comunicação e Indústria Cultural) organizou outras, igualmente muito duradouras, sobre clássicos da Sociologia, sobre Weber e sobre Adorno.

    O sociólogo vem se dedicando ao pensamento social brasileiro, com textos dos quais o mais atual é o Prefácio à edição de Os donos do poder, de Raymundo Faoro (2008). Na área institucional, dirigiu e presidiu a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo entre 1983 e 1985, período em que também exercia a presidência da Associação dos Sociólogos do Estado de São Paulo. Entre 2004 e 2006 ocupou a presidência da Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs). De 2006 há 2008 (até a aposentadoria compulsória) foi diretor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e membro do Conselho do Instituto de Estudos Avançados - IEA da USP.


Foto do Aziz Ab'Saber

Aziz Ab'Saber

2010

  • Presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), entre 1993 e 1995, é membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP). Nascido em 1924, em São Luís do Parai- tinga, São Paulo, o geógrafo já recebeu diversos prêmios, entre eles o Prêmio Jabuti em Ciências Humanas, nos anos de 1997 e 2005, e em Ciências Exatas, em 2007; Prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia, em 1998/99; Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico; Prêmio Fundação Conrado Wessel para a Ciência Aplicada ao Meio Ambiente, em 2005, e o Prêmio Unesco para Ciência e Meio Ambiente de 2001.

    Bacharel e licenciado em Geografia e História pela USP e especialista e doutor em Geografia, também pela USP, coordenou a criação dos parques de preservação da Serra do Mar e do Japi. Entre suas contribuições, destacam-se os estudos que confirmaram a descoberta de petróleo na porção continental na Bacia Potiguar, além de extensas classificações e levantamentos dos domínios morfoclimáticos, ecossistemas continentais brasileiros e estudos de planejamento regional. Desenvolveu importantes pesquisas sobre a América do Sul como a geomorfologia climática, a reconstituição de paleo-climas, além de estudos sobre rotas de mi- gração dos povos pré-colombianos. Criou modelos explicativos para a diversidade biológica neo-tropical e redutos pleistocênicos, além de teorias da educação para incluir currículos setoriais em grades de ensino regionais e nacionais.

    Procurou soluções para os problemas da Amazônia e a favor da população sertaneja. Como presidente do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo promoveu o tombamento de diversos teatros na região pericentral de São Paulo, entre eles o Teatro Oficina. Sua mais importante contribuição para a ciência foi a elaboração da Teoria dos Redutos, que trata da conformação geológica e vegetal brasileira, ocorrida no período das glaciações, quando as florestas originais teriam se dividido, abrindo espaço para vegetações de clima semi-árido. Com a volta do clima original, as florestas retornaram ao local de origem formando espécies diferentes, devido ao tempo de isolamento.


Foto do Dermeval Saviani

Dermeval Saviani

2010

  • Nascido em Santo Antonio de Posse, estado de São Paulo, no ano de 1944, graduou-se em Filosofia, em 1966, e doutorou-se em Filosofia da Educação, em 1971, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP). Entre 1994 e 1995 realizou pós-doutorado nas universidades italianas de Pádua, Bolonha, Ferrara e Florença. Dermeval leciona no ensino superior há mais de 40 anos e atualmente é professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). O coordenador geral do grupo de estudos e pesquisas "História, Sociedade e Educação no Brasil" já foi laureado com os prêmios Medalha do Mérito Educacional do Ministério da Educação; Prêmio Zeferino Vaz de produção científica; e Prêmio Jabuti em Educação, no ano de 2008.

    Possui ampla experiência na área de Educação, com ênfase em Filosofia e História da Educação, atuando principalmente em temas como educação brasileira, legislação do ensino e política educacional, história da educação, história da educação brasileira, historiografia e educação, história da escola pública, pedagogia e teorias da educação. Sócio-fundador de instituições como a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação, Centro de Estudos Educação e Sociedade, Associação Nacional de Educação e Sociedade Brasileira de História da Educação, coordenou a pós-graduação em educação na Universidade Federal de São Carlos, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e UNICAMP.

    Ministrou cursos de pós-graduação como professor visitante em várias universidades federais, a exemplo da Universidade de São Paulo (USP). Também lecionou em duas universidades argentinas, no programa de pós-graduação da Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales (FLACSO) e na Universidade do Centro da Província de Buenos Aires. Autor de 31 livros, 62 capítulos e 80 prefácios de livros, orientou 36 dissertações de mestrado e 54 teses de doutorado, já defendidas, além de supervisionar nove projetos de pós-doutorado concluídos. Foi membro do Conselho Estadual de Educação de São Paulo entre 1984 e 1987. Integrou importantes corpos de assessoria científica, como da CAPES, CNPq, INEP e FAPESP, além de ser membro do Conselho Editorial das principais revistas de educação do país.


Foto do Helga Iracema Landgraf Piccolo

Helga Iracema Landgraf Piccolo

2010

  • Sócia titular do Instituto Histórico de São Leopoldo e da Academia Brasileira de História, descendente de alemães, Helga nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no ano de 1932. Estudou Geografia e História, concluindo o bacharelado em 1952 e a licenciatura em 1953, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com especialização em Didática do Ensino Superior pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), em 1970, e doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Professora emérita desde 2000, Helga já orientou 21 trabalhos, entre dissertações de mestrado e teses de doutorado.

    Vencedora do Prêmio Gerdau em 1978, já publicou 150 textos entre artigos, livros, capítulos de livros e prefácios, destacando-se: "História Política do Rio Grande do Sul no século XIX. Da descolonização à consolidação da República"; "Imigração alemã no Rio Grande do Sul no século XIX e o processo de construção de identidade"; "A vida política no século 19. Da descolonização ao movimento republicano"; "O autoritarismo de Júlio de Castilhos a Getúlio Vargas: a gauchização da política brasileira no pós 1930"; "Revolução de 30: Indicações Bibliográficas"; "A visão da Revolução Federalista no Congresso Nacional"; "Coletânea de discursos parlamentares da Assembléia Legislativa da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, Volume 2"; e "O Rio Grande do Sul e a independência do Brasil".

    Organizadora da obra "História Geral do Rio Grande do Sul, Volume 2, Império", Landgraf foi a primeira gaúcha a receber o título de doutora em História, coordenou os cursos de pós-graduação na área, durante a década de 1970, no Rio Grande do Sul. Agraciada pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul com a medalha "Mérito Farroupilha", em setembro de 2009, também é sócia corres- pondente do Instituto Histórico e Geográfico (IHG) Brasileiro e do IHG de Santa Catarina, além de membro do conselho do Memorial do Rio Grande do Sul e sócia da Associação Nacional de História (ANPUH) e da Sociedade Brasileira de Pesquisa Histórica (SBPH), além de ser uma das fundadoras da Associação Nacional dos Professores Universitários de História.


Foto do João Lúcio de Azevedo

João Lúcio de Azevedo

2010

  • Nascido em São Paulo, capital, no ano de 1937, é professor titular aposentado da USP e membro de corpo editorial de diversas publicações, entre elas o Brazilian Journal of Microbiology, Scientia Agrícola e Electronic Journal of Biotechnology, além de revisar vários periódicos do Brasil e exterior. Graduado em Engenharia Agronômica pela USP, em 1960, doutorou-se em Agronomia também pela USP, no ano de 1962, e Genética pela University of Sheffield, nove anos mais tarde, em 1971. Realizou pós-doutorado na University of Nottingham, em 1979, e na University of Manchester, em 1988.

    Desenvolveu pesquisas com genética de fungos, voltadas à estabilização de linhagens de interesse agrícola e industrial e melhoramento genético de espécies, usadas no controle biológico de pragas agrícolas. Em 1990, iniciou uma linha de pesquisa sobre microrganismos endofíticos. Introduziu no Brasil, as técnicas de fusão de protoplastos e utilização de processos parassexuais no melhoramento genético de fungos. Preocupou-se em formar recursos humanos em genética de microrganismos de interesse agroindustrial, tendo orientado cerca de 170 mestres e doutores.

    Implantou e organizou laboratórios e cursos de pós-graduação em genética e biotecnologia, entre outros, na Universidade de Brasilia, Universidade Estadual de Campinas, Universidade Federal de Goiás e na Universidade de Mogi das Cruzes. Representou o Brasil na Conferência sobre Armas Biológicas da Organização das Nações Unidas, em 1986; presidiu a Sociedade Brasileira de Genética por duas vezes, entre 1984 e 1986, e 1996 e 1998; foi Diretor da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", da USP, entre 1991 e 1995 e membro do Conselho Consultivo do Instituto Agronômico de Campinas e membro da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, entre outros.

    Recebeu diversos prêmios e títulos, destacando-se o Prêmio Schering de Microbiologia, o Prêmio Cavaleiro da Ordem do Cálice, Engenheiro Agrônomo do ano de 1991, o Prêmio Frederico de Menezes Veiga, concedido pela Embrapa, o Prêmio Fundação Bunge "vida em obra" de 2009, Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico e Grã-Cruz do Mérito Científico e Tecnológico, além de ser membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC).


Foto do Adib Domingos Jatene

Adib Domingos Jatene

2009

  • Adib Domingos Jatene nasceu em Xapuri, no Acre em 1929. Graduou-se em medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Deu continuidade em sua pós-graduação na mesma faculdade da USP. Trabalhou no Hospital das Clínicas e para o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia da Secretaria de Estado da Saúde, onde atuou como cirurgião. Nessa época, organizou o laboratório experimental e de pesquisa, desenvolvendo e construindo o primeiro aparelho coração-pulmão artificial do Hospital das Clínicas, que evoluiu para um grande Departamento de Bioengenharia.


    Organizou a Oficina de Bioengenharia, onde foram estudados, planejados e desenvolvidos vários instrumentos e aparelhos, sendo alguns originais. Entre as várias contribuições na área de bioengenharia, inclui os oxigenadores de bolhas e de membrana, a válvula de disco basculante, produzidos industrialmente hoje sob licença e utilizados no país e exterior. Tem também importantes contribuições no campo da cirurgia de revascularização do miocárdio e da cirurgia de cardiopatias congênitas. Ainda descreveu a técnica de correção de transposição dos grandes vasos da base, conhecida hoje como Operação de Jatene, a qual tem sido empregada, com sucesso, nos vários Serviços de Cirurgia Cardíaca em todo o mundo.

    Com tantos trabalhos publicados, Jatene é hoje membro de 32 Sociedades Científicas de várias regiões do mundo e recebeu 178 títulos e honrarias de mais de 10 países. Foi secretário de Saúde do município de São Paulo e duas vezes Ministro da Saúde. Em 1998 foi admitido na Ordem Nacional do Mérito Científico, na classe Grã-Cruz, tendo seu mérito reconhecido.


Foto do Antonio Paes de Carvalho

Antonio Paes de Carvalho

2009

  • Nascido no Rio de Janeiro em 1935, Antonio Paes de Carvalho formou-se médico pela Faculdade Nacional de Medicina da UFRJ (1959), com Doutorado em Biofísica (1961). Pós-doutorado na State University de New York (1961-4). Livre-docente pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (Biofísica, 1964). Professor Titular de Biofísica e Fisiologia na UFRJ (1977). Guggenheim Fellow e Professor Convidado no Harvard-MIT Health Sciences and Technology Program e na Columbia University (1978-79).


    Iniciou-se na experimentação orientado por Carlos Chagas Filho e Brian Hoffman. Realizou o primeiro estudo da eletrofisiologia cardíaca do nódulo átrio-ventricular (Nature, 1958) e das vias especializadas de condução nos átrios. Sua maior contribuição científica foi o conceito dualista do potencial de ação do músculo cardíaco, com duas respostas excitáveis superpostas, complementares e separáveis (Nature, 1965).


    Foi Sub-Reitor de Pós-graduação e Pesquisa da UFRJ (1971-2), Membro do Conselho Federal de Educação (1972-1980) e Diretor do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (1980-5). Desde então dedicou-se ao desenvolvimento da interface Ciência-Empresa, sendo co-fundador e Presidente da Fundação Bio-Rio (Pólo de Biotecnologia do Rio de Janeiro). Fundou e presidiu a BIOMATRIX S/A, primeira empresa brasileira de biotecnologia vegetal (1985-90). Presidente da ABRABI ¿ Associação Brasileira das Empresas de Biotecnologia (1986-2006). Presidente da EXTRACTA Moléculas Naturais S/A (1998-presente), dedicada ao uso do Patrimônio Genético em biodiversidade química para a Saúde. Recebeu o Prêmio LAFI em 1969 e o Prêmio ABIF em 1974. Membro da Academia Brasileira de Ciências (1965) e da Academia Nacional de Medicina (1980).


    Agraciado com a Medalha de Ouro Pio XI, pela Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano, em 1980. Comendador (1996) e Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico (2005). Doctor Honoris Causa pela Universidad de Buenos Aires em 1997. Professor Emérito da URFJ em 2004.


Foto do Darcy Fontoura de Almeida

Darcy Fontoura de Almeida

2009

  • Darcy Fontoura de Almeida nasceu no Rio de Janeiro em 1930. Graduou-se pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil em 1954, especializou-se em transporte celular, pelo Instituto Superior de Saúde, em Roma, e em citoquímica pela Postgraduate Medical School de Londres, na Inglaterra, como bolsista do CNPq. Cumpriu, ainda, um aperfeiçoamento em autorradiografia na Universidade Livre de Bruxelas. Na Universidade Federal do Rio de Janeiro obteve os títulos de livre-docência (Biofísica), em 1965, Professor Titular em 1984 e Professor Emérito em 2001. Foi consultor científico da UNESCO, em 1967-68 e eleito Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências, em 1980.


    Um dos precursores da genética de microrganismos no país, criou o laboratório de Fisiologia Celular em 1970, para estudo do controle genético de funções celulares. Identificou os genes ftsH, hoje AAA, e dinM em E. coli e participou do projeto de vacinas orais contra E. coli enterotoxigênica. Iniciou, em 1988, numa ação individual e pioneira, o processo de fundação do Laboratório de Bioinformática (LABINFO) no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC). Em 2000 o LABINFO coordenou o projeto GeneBrasil/CNPq, para o sequenciamento completo do genoma da Chromobacterium violaceum. A nova Unidade de Genômica Computacional do LNCC ganhou o seu nome (2008). Também foi importante nome para a divulgação científica, sendo co-fundador das revistas Ciência Hoje (CH), CH das Crianças, do Informe CH e do Jornal da Ciência.


    Entre as homenagens, o cientista ganhou o Prêmio José Reis de Divulgação Científica, com a revista Ciência Hoje, em 1983. Foi comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico em 2000. Recebeu a medalha Carlos Chagas Filho do Mérito Científico pelas relevantes contribuições em ciência, tecnologia e cultura, em 2002, e a medalha de Honra ao Mérito da V Jornada Científica do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, em 2002.


Foto do Fernando de Souza Barros

Fernando de Souza Barros

2009

  • Fernando de Souza Barros, nasceu no ano 1929, em Recife, Pernambuco. Graduou-se em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em 1952. Possui doutorado em Física Nuclear pela Universidade de Manchester (1960), na Inglaterra. Em 1964 foi contratado como pesquisador e, logo após, como professor pela Universidade Carnegie-Mellon, em Pittsburgh, nos Estados Unidos. Regressou ao Brasil na década de 1970 para implantar o Curso de Pós-Graduação em Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

    Foi Professor Titular da UFRJ durante 26 anos, aposentando-se em 1999. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Física (1983-1985). Mantém atualmente atividades de orientação de pós-graduandos e participa de um grupo de pesquisa interinstitucional de projetos de física aplicada. Suas linhas originais de pesquisa foram no campo de formação dos núcleos leves por reações nucleares com feixes de Trítio. Durante a década de 1960, iniciou seus estudos da matéria condensada utilizando técnicas nucleares (principalmente com o Efeito Mossbauer). Na UFRJ, implantou um grupo de pesquisa experimental para estudos da estrutura da matéria com técnicas espectroscópicas. Em 1990 iniciou uma colaboração com pesquisadores de instituições do estado do Rio de Janeiro no campo de aplicações de minerais na fixação de fertilizantes.

    Desde 1995, estuda o papel de minerais na evolução química da vida. Até 2008, publicou 50 artigos completos em periódicos, cinco capítulos de textos especializados e participou da orientação de dez dissertações de mestrado e oito teses de doutorado. É membro titular da Academia Brasileira de Ciências desde 1976; Professor Emérito da UFRJ desde 1999; No período 1998-2000, foi membro do Conselho Diretor de Pugwash (Prêmio Nobel da Paz em 1995). Foi indicado em 2008, para receber a Ordem Nacional do Mérito Científico do Brasil.


Foto do Hermano de Medeiros Ferreira Tavares

Hermano de Medeiros Ferreira Tavares

2009

  • Hermano de Medeiros Ferreira Tavares é engenheiro eletrônico, nascido na cidade de Patos, Paraíba, em 1941. Formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), fez mestrado e doutorado na área de automação pela Universidade de Toulouse, França, nos anos de 1966 e 1968.


    Trabalhou nas Universidades Federais da Paraíba e de Pernambuco, no ITA e na Escola de Engenharia de São Carlos - USP. Na Universidade Estadual de Campinas, onde permaneceu por mais de 30 anos, foi professor titular e atuou como chefe de departamento, coordenador de pós-graduação, diretor da Faculdade de Engenharia Elétrica e reitor. Também foi coordenador do Comitê Acadêmico de Engenharia Elétrica do CNPq e do Comitê Técnico da CAPES, e presidente da Sociedade Brasileira de Automática. Em 2006, trabalhou como reitor pró tempore da recém instalada Universidade Federal do ABC e atualmente atua como assessor da Diretoria da Faculdade de Engenharia de Sorocaba .


Foto do Maria da Conceição Tavares

Maria da Conceição Tavares

2009

  • A economista Maria da Conceição Tavares, nasceu em Portugal em 1930. Veio para o Brasil em 1954, após formar-se em matemática pela Universidade de Lisboa. Cursou economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e ingressou como pesquisadora no corpo técnico da CEPAL em 1962, onde produziu o seu estudo clássico sobre "Auge e declínio da substituição de importações no Brasil". Doutorou-se em economia da indústria e da tecnologia pela UFRJ em 1975. Foi fundadora do programa de Pós-graduação e do Instituto de Economia Industrial da UFRJ. É Doutora Honoris Causa da Universidad de Buenos Aires desde 2001 e Professora Emérita da UFRJ desde 1993.


    Destacou-se pela crítica aos modelos econômicos impostos ao Brasil durante o regime militar, sendo uma das responsáveis pelo modo contemporâneo de pensar a economia política, com suas teses "Acumulação de capital e industria-
    lização no Brasil" e "Ciclo e crise: o movimento recente da economia brasileira", da década de 1970. A partir da década de 1980 iniciou suas pesquisas sobre Economia Política Internacional, Hegemonia Americana e Capitalismo Globa-
    lizado, que continuou até a atual Crise Internacional.


    Como intelectual militante lutou pela formação da Associação Nacional de Pós-Graduação em Economia, para promover os cursos de pós-graduação e as pesquisas na área. No Rio de Janeiro, junto com Pedro Malan e Carlos Lessa, promoveu o movimento de renovação dos economistas na luta por uma sociedade democrática e desenvolvida.


    Na luta político-partidária, fez parte do grupo político de Ulisses Guimarães que levou à reforma democrática do Estado de 1988. Durante o período das reformas neoliberais, como deputada federal do PT defendeu as empresas estatais de energia, a exemplo da Petrobras e da Eletrobrás, como instrumento de manutenção da autonomia econômica brasileira. Em 2005, junto com um grupo importante de intelectuais, fundou o Centro Celso Furtado. Atualmente é professora e pesquisadora do Núcleo de Estudos Internacionais da UFRJ.


Foto do Alfredo Scheid Lopes

Alfredo Scheid Lopes

2008

  • Formado em engenharia agrônoma pela Escola Superior de Agricultura de Lavras em 1961, Alfredo Scheid Lopes foi professor de fertilidade e manejo dos solos dos trópicos na Universidade Federal de Lavras desde então. Na década de 1970 tornou-se mestre e doutor pela Universidade Estadual da Carolina do Norte, Estados Unidos, e dedicou sua vida ao ensino, pesquisa e extensão universitária no desenvolvimento da produção agrícola na região dos cerrados. Em 1995, foi homenageado em Cingapura com o Prêmio Internacional de Fertilizantes, da International Fertilizer Industry Association, de Paris. Recebeu também o Certificado de Mérito da Food and Agriculture Organization (FAO), de Roma, em 1976; Professor Emérito pela Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior (ABEAS) em 1986 e pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) em 1991; e congratulado com o Prêmio Ceres de Produtividade Agrícola em 1990. tualmente é Professor Emérito da UFLA e consultor técnico da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA) em São Paulo.


Foto do Luiz Hildebrando Pereira da Silva

Luiz Hildebrando Pereira da Silva

2008

  • Médico, formado pela Universidade de São Paulo, Luiz Hildebrando Pereira da Silva concluiu o doutorado em Parasitologia em 1961 pela USP e o pós-doutorado em Genética de Microorganismos pela Université Libre de Bruxelles e pelo Instituto Pasteur, na França, onde trabalhou com François Jacob, na década de 1960. Afastado da USP em 1964, após a instalação do governo militar, prosseguiu até a década de 1970 com suas pesquisas, no Instituto Pasteur, em Biologia molecular da lisogenia. Foi convidado em 1976 pelo diretor Jacques Monod para formar e dirigir o Laboratório de Parasitologia Experimental, onde trabalhou por vinte anos em pesquisas sobre biologia molecular de parasitas da malária e imunologia da malaria falciparum. Entre 1992 e 1996 coordenou o projeto franco-brasileiro de pesquisas sobre a malária em Rondônia. Regressando ao Brasil em 1997 fundou o Instituto de Pesquisa em Patologias Tropicais de Rondônia, onde desenvolve pesquisas sobre malária e arboviroses. Entre as homenagens, recebeu, em 2003, o prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) na categoria Ciência; foi nomeado Comendador da Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico, pelo Presidente da República do Brasil, em 1998; recebeu o Prêmio Peter Muranyi 2006 em Saúde-Medicina Humana e nomeado em 2006 Professor Emérito da Universidade Federal de Rondônia.


Foto do José Thomaz Senise

José Thomaz Senise

2008

  • José Thomaz Senise é formado em engenharia mecânica e elétrica pela Universidade de São Paulo, em 1947, mestre e doutor em engenharia elétrica pela Stanford University, Estados Unidos, na década de 1950, com especialização em microondas. Tem experiência na área de engenharia elétrica, atuando principalmente nos temas de aplicações industriais e científicas de microondas, química com microondas, efeitos biológicos das radiações não ionizantes e telecomunicações. Detentor de nove patentes em equipamentos e processos industriais que utilizam microondas, foi homenageado, em 1984, como Presidente de Honra da Sociedade Brasileira de Microondas e Optoeletrônica (SBMO). Foi professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e da Escola Politécnica da USP. Atualmente é professor e pesquisador do Instituto Mauá de Tecnologia.


Foto do Roland Köberle

Roland Köberle

2008

  • Nascido na cidade de Graz, Áustria, Roland Köberle formou-se em Física pela Universidade de São Paulo, em 1961. Concluiu o doutorado em 1967 na University of Chicago, nos Estados Unidos, com ênfase em física das partículas elementares. Foi bolsista da Fundação Humboldt no DESYHamburgo, onde iniciou pesquisas em teoria quântica de campos. De volta ao Brasil expandiu seus interesses, que passaram a englobar pesquisas em mecânica estatística. Foi professor visitante nas Universidades de Harvard, Princeton e do Instituto de Pesquisa de NEC, em Princeton. Mais recentemente mudou seu interesse da física teórica para biologia experimental, montando um laboratório de neurobiofísica, onde estuda a transmissão de Informação no duto óptico da mosca. Neste contexto, introduziu métodos de sistemas dinâmicos (Chaos) na caracterização destes processos biológicos. Atualmente é professor titular da Universidade de São Paulo, no Instituto de Física de São Carlos.


Foto do Antonio Fernando Piza

Antonio Fernando Piza

2008

  • Físico, formado pela Universidade de São Paulo em 1961, Antonio Fernando Ribeiro de Toledo Piza é renomado pesquisador na área de estrutura nuclear, especializado nas teorias das reações nucleares. Em 1966 tornou-se doutor em física pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), Estados Unidos. Atuando como livre-docente em física pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP desde 1967, dedicou-se também à pesquisa dos problemas quânticos de muitos corpos, correlações e descrições cinéticas, além de decoerências e dinâmica de correlações em sistemas quânticos. Entre as homenagens recebidas, foi Comendador, em 1995, da Ordem Nacional do Mérito Científico, pelo Presidente da República do Brasil. Foi, também, um dos fundadores do Departamento de Física Matemática da Universidade de São Paulo, na década de 1970, onde continua atuando como professor.


Foto do José Murilo de Carvalho

José Murilo de Carvalho

2008

  • Nascido na cidade de Andrelândia, em Minas Gerais, o sociólogo e historiador José Murilo de Carvalho formou-se em sociologia e política pela Universidade Federal de Minas Gerais em 1965. Mestre e doutor pela Stanford University, Estados Unidos, e pós-doutor em história da América Latina na University of London, Inglaterra, foi um dos membros fundadores da pós-graduação em Ciência Política da UFMG e do doutorado em Ciência Política e Sociologia do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro. Suas pesquisas e sua produção concentram-se na história do Brasil Império e Primeira República, com ênfase nos temas da cidadania, republicanismo e história intelectual. Entre as homenagens recebidas, foi Comendador da Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico, pelo Presidente da República do Brasil, em 1998, e da Ordem de Rio Branco, pelo Ministério das Relações Exteriores, em 1981. Atualmente é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e membro da Academia Brasileira de Ciências e da Academia Brasileira de Letras.


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