Projetos de Pesquisa

 

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Adriano de Araújo Gomes

Ciências Exatas e da Terra

Química
  • desenvolvimento de novas estratégias quimiométricas para modelagem de dados não bilineares visando assegurar vantagem de segunda ordem
  • Os avanços no campo da instrumentação analítica têm permitido a obtenção de uma grande quantidade de informação, em um curto intervalo de tempo, por amostra. Técnicas analíticas como: cromatografia liquida com detecção por arranjos de diodos (HPLC-DAD), espectroscopia de fluorescência 3D, imagens hiperespectrais no infravermelho próximo, são alguns exemplos de técnicas capazes de produzir dados denominados de multiway. Uma das principais características intrínsecas a dados multiway é a vantagem de segunda ordem, capacidade de se efetuar predições confiáveis mesmo em amostras que apresentam interferentes. Contudo para que esta vantagem seja alcançada é fundamental que os dados cumpram com certos critérios matemáticos e estatísticos sob os quais os métodos de modelagem foram desenvolvidos. No contexto de modelagem multiway, a bilinearidade das matrizes de reposta instrumental por amostra e a trilinearidade (ou de modo mais generalista a multilinearidade) do arranjo de multivias são determinantes para definir a disposição (estrutura de matriz desdobrada, aumenta ou multivias) dos dados e a escolha da estratégia de modelagem (tipo algoritmo). Dados instrumentais podem não cumprir com bilinearidade/trilinearidade por dois motivos: por desvios da bilinearidade/trileinearidade em virtudes de características não ideias da amostra e/ou sistema instrumental ou por terem sido originados em instrumentos que geram repostas intrinsecamente não bilinear e consequentemente não trilinear. Para o primeiro caso, existem uma variedade, razoável, de estratégias para tratar dados com perda de trilinearidade (em apenas um dos modos instrumentais), bem como a possibilidade de correção dos dados (como alinhamento de pico por exemplo). No segundo caso, as próprias características dos dados impedem sua modelagem adequada, principalmente no que concerne com a manutenção da vantagem de segunda ordem, pela inexistência de algoritmos adequados, ficando a instrumentação analítica com o seu potencial subutilizado. Este cenário motiva o desenvolvimento de ferramentas quimiométricas dedicada a modelagem de dados não bilineares, sobretudo levando em conta a manutenção da vantagem de segunda ordem. Portanto, neste projeto é proposto o desenvolvimento de métodos quimiométricos para modelagem de dados não bilineares, provenientes de espectroscopia de fluorescência sincrônica 3D (por serem dados tipicamente não bilineares e fácil aquisição). As estratégias desenvolvidas serão baseadas em modelos N e U-PLS com etapa de pós calibração, para alcançar a vantagem de segunda ordem, via método generalizado de anulação de posto não-bilinear (NBRA) e também será testado a possibilidade do uso de análise de componentes independes (ICA) além o suo de layout EEM (RBL adaptativo). As novas estratégias (N/U-PLS-NBRA, N/U-PLS-ICA e N/U-PLS-ARBL) serão avaliadas em estudos de caso de crescente complexidade, primeiramente em dados simulados, misturas de padrões e análise de amostras de águas superficiais, de abastecimento e alimentos para determinação de compostos orgânicos considerados contaminantes emergentes. A partir do desenvolvimento deste projeto é pretendido atingir os seguintes resultados: desenvolvimento de um pacote de ferramentas quimiométricas (nonbilinear toolbox- NBtoolbox), formação de recursos humanos por meio da orientação de alunos de graduação (iniciação cientifica) e pós-graduação (mestrado), implantação de uma nova linha de pesquisa no IQ-UFRGS, divulgação dos resultados alcançados em congressos e publicação de artigos científicos em periódicos de alto impacto na área de quimiometria e química analítica.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Adriano de Paula Sabino

Ciências da Saúde

Farmácia
  • painel de novos biomarcadores em trombose: mecanismo de ação e valor em diagnóstico e prognóstico
  • Em estudos prévios, conduzidos por nosso grupo de pesquisa, em pacientes com diagnóstico confirmado de trombose venosa e arterial, foram observadas importantes associações e dados de frequência genotípica entre a presença de mutações e polimorfismos e a ocorrência de evento trombótico, principalmente a presença da mutação no gene do fator V (FV Leiden) em pacientes com trombose arterial (OR 7.11, 95% IC 1.55–32.73) e trombose venosa (OR 5.9, 95% IC 2.08 - 16.79; p< 0.001) (De Paula Sabino et al., 2006, De Paula Sabino et al., 2007), MTHFR e níveis de homocisteína em pacientes com trombose arterial (Sabino et al, 2009), PAI-1 4G5G e grupo sanguineo ABO em pacientes com trombose arterial (Sabino et al, 2011, Sabino et al, 2014), Fator Tissular (FT), Fator VII da coagulação (FVII) e Enzima Conversora de Angiotensina (ECA) (Evangelista et. al 2015; Carvalho et al. 2016). Além disso, dados importantes foram relatados em relação ao perfil lipídico e apolipoprotéico e marcadores inflamatórios em pacientes com trombose arterial, sendo observado que um elevado índice ApoB/ApoA-1 e elevados níveis de proteína C reativa estavam independentemente associados à ocorrência de acidente vascular cerebral e doença arterial periférica, sendo importantes biomarcadores do processo vasoclusivo (Sabino et al., 2008). Potenciais novos biomarcadores associados a eventos trombóticos têm surgido para complementar o rol de biomarcadores em medicina laboratorial, auxiliando no diagnóstico, na avaliação prognóstica, bem como na conduta terapêutica. Dentre estes, os microRNAs, descritos recentemente e as micropartículas têm despertado bastante interesse e são escassos estudos de pesquisa sobre estes parâmetros e sua relação com a trombose em diversas condições clínicas, principalmente o câncer. Em 2010, 2 anos após a descoberta de que os miRNAs estavam também presentes no sangue e que poderiam servir como biomarcadores na patologia do cancer, vários artigos descreveram o seu papel como biomarcadores potenciais em doenças cardiovasculares, mas o seu papel regulador nas diversas condições clínicas ainda permanece a ser esclarescido, inclusive a trombose. As micropartículas (MPs) são microvesículas (MVs) derivadas de membrana celular após mudanças estruturais envolvendo rearranjos do citoesqueleto e “brotamento” da membrana. No sangue, as MPs têm um tamanho que varia entre cerca de 50 nm a 1 µm e são caracterizados por uma membrana de bicamada fosfolipídica. As MPs do sangue se originam a partir de plaquetas, megacariócitos, hemácias, leucócitos, e células endoteliais e têm potencial trombogênico principalmente por apresentarem propriedades procoagulantes, dependendo da célula, como por exemplo expressar Fator Tissular. Este trabalho objetiva avaliar micropartículas de diferentes origens celulares, bem como microRNAs reguladores de expressão de genes de fatores da coagulação sanguínea que podem predispor à alterações hemostáticas levando à trombose em pacientes com leucemias agudas.
  • Universidade Federal de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 01/06/2017-31/05/2020
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Adriano do Nascimento Simoes

Ciências Agrárias

Agronomia
  • desenvolvimento de um biofilme natural, biodegradável e comestível com palma forrageira
  • Estudos preliminares estão evidenciando que subprodutos da palma forrageira, pode servir de componentes de biofilme, natural, biodegradável, e com potencial aplicação em raízes minimamente processadas. Em geral, o revestimento comestível pode ter como base polímeros como polissacarídeos, proteínas e lipídeos, no qual são obtidos de diferentes fontes, incluindo industrializados. Esses revestimentos, geralmente, têm sido aplicados em frutas e hortaliças inteiras para minimzar a desidratação, garantir brilho e extender a qualidade. A palma forrageira que também tem diferentes usos no Nordeste do Brasil, como na produção de doces, geléias, sucos, dentre outros. Mas, com a alimentação animal como principal uso, diferente do México, no qual o principal uso é para alimentação humana. Além disso, é evidente atualmente que mucilagem de palma forrageira possui biopolímeros que vêm sendo aplicados nas indústrias de alimentos, farmacéuticas e de cosméticos. Recentes estudos mostraram-se promissores com aplicação de mucilagem de palma forrageira em morango e kiwi inteiros, como também, aplicada em raízes de inhame minimamente processadas. Porém, para uso em produtos que escurecem, o desafio é ainda maior, pois, além do revestimento ter propriedades de barreira a vapor de água, deve ter também para O2, um dos substratos para ativar rotas bioquímicas envolvidas no escurecimento, ao mesmo tempo não resultar em anaerobiose. Sabe-se que as propriedades fisico-químicas da mucilagem de palma, podem mudar em função de tratos agronômicos, métodos de extração, dentre outros fatores. Assim, é necessário estudos para adequar técnicas agronômicas, métodos de extração e adição de coadjuvantes à mucilagem, que possa permitir uma melhor propriedade do biofilme. Portanto, o objetivo com esta proposta é desenvolver um biofilme natural, comestível e biodegradável utilizando palma forrageira como matéria-prima abundante no Sertão do Brasil. Ao mesmo tempo, agregar valor à palma forrageira, como mais um uso comercial, como também, servir de ferramenta para aplicação em raízes regionais cortadas que escurecem. Para isso, serão abordados três frentes (temas): 1- Obtenção, caracterização e estabilidade físico-química de mucilagem de palma submetidas a manejos agronômicos/ambientais; 2- Ensaios para formulação e adequação do biofilme; 3- Aplicação do biofilme em raízes minimamente processadas. No estudo referente à obentção, caracterização e estabilidade da mucilagem, serão estudados: horário de colheita e tamanho do cladódio, clone de palma, sistema de cultivo, irrigado e sequeiro. Neste estudo será medido a composição físico-química da mucilagem e composição bromatológica. No estudo referente à elaboração do biofilme, serão adicionados à mucilagem plastificantes como glicerol e polietileno glicol, em diferentes concentrações, assim como, ácidos orgânicos. Serão estudados as propriedades físicas, estruturais e mecânicas do biofilme desenvolvido. No último estudo, será aplicado o biofilme nas raízes de inhame, mandioca de mesa e batata-doce, minimamente processado. Serão realizadas medidas bioquímicas e fisiológicas referente ao escurecimento enzimático e esbranquecimento e outras medidas de qualidade. Para cada estudo será adequado um delineamento experimental. Serão feitos teste de média quando adequado. Os gráficos serão elaborados com auxílio do SigmaPlot. Ao final da pesquisa proposta, espera-se desenvolver um biorrevestimento natural e sustentável a partir de palma forrageira, de fácil obtenção e baixo custo que possa ser amplamente usado em raízes, frutas e hortaliças minimamente processadas; publicar no mínimo 20 resumos em eventos científicos; 6 artigos, livros e capítulo de livros e material de extensão tecnológica; auxiliar na formação de estudantes de graduação e Pós-graduação. No mínimo 05 estudantes de graduação e 06 em Nível de Mestrado Acadêmico e fortalecer o Programa de Pós-Graduação em Produção Vegetal por meio de parcerias de outros Programas Interestitucionais, além de fortalecer Grupo de Pesquisa em Pós-colheita no Nordeste Brasileiro. O conhecimento e a inovação gerados poderão ser compartilhados com produtores e demais agentes da cadeia produtiva de palma forrageira agregando valor, e em raízes regionais no Semiárido Brasileiro, no sentido de ampliar o período de conservação do produto para o mercado consumidor.
  • Universidade Federal Rural de Pernambuco - PE - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Adriano Doff Sotta Gomes

Ciências Exatas e da Terra

Física
  • novos cenários em modelos de technicolor: correções perturbativas a modelos de tc
  • Após a descoberta da partícula de Higgs em 2012, os esforços dos pesquisadores de Física de Altas Energias, se voltam para a determinação dos parâmetros associados a esta descoberta tais como, propriedades dos acoplamentos, larguras de decaimento, etc.... Em pleno funcionamento, LHC deverá atingir energias de centro de massa da ordem de 14TeV, portanto, será capaz de testar as previsões de algumas propostas de física além do Modelo Padrão. Em particular, será possível testar a natureza do bóson de Higgs, ou seja se esta é uma partícula fundamental ou composta. Neste projeto apresentamos a nossa principal linha de pesquisa, onde exploramos uma alternativa para a descrição de física além do Modelo Padrão, que é então baseada na fenomenologia gerada por modelos onde a partícula de Higgs é vista como um estado composto (Modelos de Technicolor(TC)).
  • Universidade Tecnológica Federal do Paraná - PR - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Adriano Elísio de Figueirêdo Lopes Lucena

Engenharias

Engenharia Civil
  • utilização de corante extraido de polietileno de alta densidade (pead) para fabricação de misturas asfálticas coloridas
  • A Ilha de Calor Urbano é um fenômeno associado ao armazenamento, por parte das estruturas urbanas, de grandes quantidades de calor devido à absorção da radiação solar durante o dia. Durante os dias quentes e, sobretudo, na época de verão, as grandes metrópoles se veem afetadas pelo fenômeno da Ilha de Calor Urbano (ICU). Esse fenômeno causa um incremento da temperatura das cidades, em relação às áreas rurais, em até 5,2°C. As superfícies urbanas escuras ou pretas e, sobretudo, as misturas asfálticas absorvem a energia solar durante o dia e, durante as horas frias ou à noite, a irradiam para o meio ambiente sob a forma de calor. A prática mais utilizada para mitigar a ilha de calor urbano é a mudança da cor das superfícies para cores mais claras, que consigam refletir mais efetivamente a luz solar, tanto a visível como a invisível. Portanto, uma das alternativas que podem ser utilizadas nesse caso é o uso de misturas asfálticas coloridas, que consigam refletir mais eficientemente a radiação solar. Com a intenção de colaborar com essa área da pavimentação asfáltica esta pesquisa tem como finalidade propor a utilização do corante extraído de um resíduo bastante produzido pela sociedade atual, o PEAD (polietileno de alta densidade), para a produção de misturas asfálticas coloridas. Para atingir o objetivo proposto serão realizados ensaios físicos, químicos, mineralógicos e mecânicos. Estes ensaios serão realizados na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Associação Técnico Cientifica Ernesto Luis de Oliveira Júnior (ATECEL) bem como em outras universidades parceiras. Os resultados obtidos provavelmente terão destaque no âmbito nacional e internacional, à vista da relativa escassez de grupos de pesquisa que atuam nas áreas de abrangência do projeto proposto. Os resultados permitirão publicações em periódicos indexados e congressos. Além disso, o projeto contribuirá para formação de recursos humanos nesta área específica, uma vez que envolve alunos de graduação e pós-graduação dos cursos de Engenharia Civil da UFCG.
  • Universidade Federal de Campina Grande - PB - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022