COSAU | MD - Medicina

Ciências da Vida

CRITÉRIOS DO CA-MD PARA O JULGAMENTO DE BOLSAS PQ (triênio 2015-2017)

 

1. Normas gerais:

O desempenho do pesquisador é avaliado por meio de indicadores de atividade cientifico-acadêmicas referentes ao quinquênio anterior, no caso do nível 2, e decênio anterior, no caso do nível 1.

Os indicadores incluem sua produção científica, formação de recursos humanos (iniciação científica, mestrado, doutorado, pós-doutorado), contribuição para a inovação (depósito de patentes), atividade científico-acadêmica institucional, coordenação ou participação em projetos de pesquisa e participação em atividades editoriais.

Na avaliação da Proposta será considerado o mérito cientifico do Projeto de Pesquisa e a relevância para o avanço do conhecimento para a área em nível nacional e internacional. Em caso de propostas envolvendo equipes multi e/ou interdisciplinares, o Comitê de Assessoramento da Medicina utilizará como base na avaliação da proposta a originalidade e impacto do Projeto para o avanço do conhecimento na área da medicina, utilizando os critérios e indicadores acima descritos.

A avaliação enfatiza a qualidade da produção científica e tecnológica, de acordo com critérios internacionais, e sua aplicabilidade, impacto e relevância em nível nacional.

Os solicitantes serão classificados pelos indicadores de atividade cientifico-acadêmicas, exclusivamente com a finalidade de adequar a demanda às cotas de bolsas PQ disponiblizadas pelo CNPq. 

 

Requisitos mínimos para os diferentes Níveis

 

Requisitos mínimos para acesso ao Nível 2:

Este nível é a porta de entrada convencional para obtenção de Bolsa PQ. Para ser classificado neste nível, o pesquisador deverá satisfazer os seguintes requisitos mínimos no quinquênio anterior:

a) ter publicado pelo menos 6 (seis) trabalhos científicos em periódicos científicos com fator de impacto maior ou igual a 2, de preferência como primeiro autor, último autor ou segundo/penúltimo autor); b) ter concluído a orientação de pelo menos um pós-graduando (mestrado ou doutorado);

b) estar em atividade de pesquisa e de orientação de alunos de graduação (iniciação científica), mestrandos ou doutorandos;

c) ter linha de pesquisa definida e apresentar projeto de pesquisa de mérito científico, que contemple a área de Medicina, conforme avaliação do CA com base nos pareceres dos consultores ad hoc. Estes projetos deverão ser voltados para pesquisa dirigida ao doente, à enfermidade ou promoção da saúde;

d) atingir classificação compatível com a cota de bolsas disponíveis nesta categoria;

e) obtenção do título de Doutor pelo menos 3 anos antes do julgamento;

 

2.2. Critérios de acesso ao nível 1C e 1D:

Para ser classificado neste nível, o pesquisador deverá satisfazer os seguintes requisitos mínimos nos últimos 10 anteriores:

a) ter publicado pelo menos 10 trabalhos em periódicos científicos com fator de impacto maior ou igual a 2,  como primeiro/último autor ou segundo/penúltimo autor,

b) ter concluído, de preferência, a orientação de cinco alunos de iniciação científica, e pelo menos dois alunos de doutorado;

c) ter exercido atividades científico-acadêmica institucional, estar em atividade de pesquisa e de orientação comprovada;

d) ter linha de pesquisa definida e apresentar projeto de pesquisa de mérito científico, que contemple a área de Medicina, conforme avaliação do CA com base nos pareceres dos consultores ad hoc. Estes projetos deverão ser voltados para pesquisa dirigida ao doente, , à enfermidade ou à promoção da saúde;

e) demonstrar capacidade de captação de recursos de agências nacionais ou internacionais;

f) ter concluído o doutorado pelo menos oito anos antes do julgamento;

 

2.3. Critérios para progressão aos níveis, 1B e 1A:

Para ser classificado nestes níveis o pesquisador deverá satisfazer os seguintes requisitos mínimos, nos últimos 10 anos:

a)ter publicado preferencialmente pelo menos 10 trabalhos em periódicos científicos com fator de impacto maior ou igual a 2 como primeiro /último autor ou segundo/penúltimo autor;

b) demonstrar supervisão de alunos de iniciação científica e pós-doutores, ter concluído a orientação de pelo menos 3 doutores no último quinquênio e já ter formado pelo menos 10 doutores em toda vida acadêmica;

c) ter exercido atividades científico-acadêmica institucional, de pesquisa e de orientação comprovada;

d) ter linha de pesquisa definida e apresentar projeto de pesquisa de mérito científico, que contemple a área de Medicina, conforme avaliação do CA com base nos pareceres dos consultores ad hoc. Estes projetos deverão ser voltados para pesquisa dirigida ao doente ou à doença; e

e) demonstrar capacidade de captação de recursos de agências nacionais ou internacionais,  liderança científica (conferências, edição de livros e capítulos; prêmios, cargos honoríficos,  atividades de revisor/editor em periódicos com índice de impacto);

A pontuação da produção científica será calculada considerando a posição do pesquisador entre os autores e o fator de impacto dos periódicos. Publicações em periódicos com fator de impacto inferior a 1 não serão pontuados, exceto aqueles publicados em periódicos brasileiros indexados no ISI. Resumos de congressos não serão pontuados.

 

3. Para os cálculos de indicadores quantitativos, serão utilizados os bancos de dados da Plataforma Lattes do CNPq, Thomson ISI Web of Science e PubMed.

As diferentes abreviaturas do nome de determinado pesquisador deverão ser conhecidas pelo CA e pelos técnicos do CNPq para evitar subestimar os parâmetros relacionados.

O adequado preenchimento do CV Lattes é fundamental para avaliação das propostas. Todos os itens, incluindo o sumário de apresentação, descrição das funções administrativas e trajetória acadêmica, são de grande importância, assim como os dados completos na formação de recursos humanos. O CNPq, com objetivo de assegurar a acurácia das informações das publicações e garantir a transparência dos dados, adotou o DOI como identificador padrão. A identificação de inconsistências nas informações incluídas pelo pesquisador no currículo Lattes (por exemplo: publicações não localizadas nos referidos bancos de dados e/ou alterações na ordem de autoria, coautoria) poderá prejudicar o julgamento da proposta pelo Comitê de Assessoramento.

O Comitê assessor necessita dos pareceres ad hoc e considera o engajamento dos pesquisadores, inclusive na emissão de pareceres, como parte fundamental das atribuições dos mesmos. Desta forma o desempenho em atividades de apoio ao CNPq, como a emissão de pareceres consubstanciados com qualidade, deverá, também, constituir um item a ser avaliado.