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Notícias
- Foto: Marcos Santos/USP ImagensSex, 18 Mai 2012 16:48:00 +0000
CNPq e Capes reajustam quatro modalidades de bolsas
A partir de 1º julho próximo, as bolsas de mestrado e doutorado, pós-doutorado e de iniciação científica, tecnológica e à docência, ofertadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) terão aumento sobre o valor atual.A partir de 1º julho próximo, as bolsas de mestrado e doutorado, pós-doutorado e de iniciação científica, tecnológica e à docência, ofertadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) terão aumento sobre o valor atual. A bolsa de mestrado passa para R$ 1.350, a de doutorado para R$ 2.000, a de pós-doutorado vai a R$ 3.700 e a de iniciação científica a R$ 400.
A Capes e o CNPq assumem o compromisso de fazer novo reajuste no início de 2013 para recomposição dos valores das bolsas. Como o reajuste do valor das bolsas não estava previsto no orçamento de 2012, esta primeira parte da recomposição somente foi possível pelo remanejamento interno do orçamento das agências.
A bolsa é um instrumento para viabilizar a execução de projetos científicos, tecnológicos e educacionais nas pesquisas e projetos apoiados pelos ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Na última avaliação trienal realizada pela Capes, registrou-se um crescimento de cerca de 20% no número de cursos de pós-graduação em relação à avaliação anterior. Hoje, são mais de 2.800 cursos de mestrado e 1.700 de doutorado.
Bolsas - Nos últimos quatro anos, a Capes expandiu o Sistema Nacional de Pós-Graduação e aumentou a oferta de bolsas. Em 2008, havia cerca de 40 mil bolsistas no país. Em 2011, foram concedidas 72.071 bolsas de pós-graduação e 30.006 no PIBID, num total de 102.077 Bolsas. Já o CNPq, em todas as modalidades, no mesmo período aumentou de 63 mil para cerca de 81 mil bolsas.
O último reajuste de bolsas de pós-graduação no país ocorreu em junho de 2008, quando as de mestrado passaram de R$ 940 para os atuais R$ 1,2 mil e as de doutorado de R$ 1,3 mil para R$ 1,8 mil. Entre 2004 e 2008, houve três aumentos, em que as bolsas obtiveram reajuste de 67% sobre os valores de 2002.
- Qua, 23 Mai 2012 11:48:00 +0000
Pesquisa desenvolvida em INCT é capa de revista internacional
Radicais livres são produtos inevitáveis do nosso metabolismo, que utiliza oxigênio molecular para obter dos alimentos a energia que precisamos para viver. Até fins do século passado, eram considerados espécies deletérias e responsáveis por várias doenças humanas. Hoje, no entanto, sabemos que, embora possam participar de várias doenças degenerativas, radicais livres e oxidantes são também essenciais, porque, entre várias outras coisas, participam do combate a infecções e da propagação da nossa espécie por meio do ato sexual.
Essa visão atualizada dos papéis fisiológicos e patofisiológicos de oxidantes e radicais livres começou a se estabelecer a partir da descoberta de que nós, e os mamíferos no geral, sintetizamos o radical livre óxido nítrico, NO¿. Tal síntese ocorre de maneira controlada, catalisada por uma família de enzimas, as sintases do óxido nítrico, para produzir esse radical livre pequeno e gasoso, que atua como um sinal molecular que controla funções fisiológicas fundamentais. Dentre elas, destacam-se o controle de fluxo sanguíneo, a comunicação entre neurônios e a defesa contra microrganismos. A descoberta da síntese e funções do óxido nítrico teve um grande impacto em todas as áreas relacionadas à Medicina e deu o Prêmio Nobel de Medicina de 1998 aos seus descobridores, Robert Furchgott, Louis Ignarro e Ferid Murad.
Desde então, muitos pesquisadores procuram compreender os detalhes moleculares dos processos pelos quais o óxido nítrico e outros oxidantes participam de processos fisiológicos normais e como esses processos são subvertidos em processos degenerativos que levam a doenças. Só com o conhecimento desses mecanismos moleculares será possível desenvolver abordagens terapêuticas efetivas para tratar doenças crônicas prevalentes no mundo moderno, como doenças cardiovasculares, doenças neurodegenerativas e câncer.
Entre as dificuldades para entender esses mecanismos, está a natureza elusiva dos radicas livres e oxidantes, que têm vida muito curta em condições fisiológicas, nas quais duram de segundos a menos de milionésimos de segundos (10-9 s, ou nanossegundos). Essa variabilidade de vida média em condições fisiológicas está relacionada com as propriedades específicas de cada radical livre/oxidante. Para avançar a nossa compreensão sobre o papel de radicais livres na fisiologia e patofisiologia, é imprescindível ligar a química dessas espécies com suas funções fisiológicas.
Artigo - E é justamente isso que faz o artigo de revisão "Connecting the chemical and biological properties of nitric oxide" publicado por Ohara Augusto e José Carlos Toledo Jr e capa da edição deste mês de maio do periódico Chemical Research in Toxicology da American Chemical Society.
"Nesse trabalho, sumarizamos as propriedades químicas e bioquímicas do óxido nítrico, discutindo sua reatividade química, fontes biológicas, níveis fisiológicos e patofisiológicos e transporte celular. Ressaltamos todos os alvos bem estabelecidos do óxido nítrico, a cinética dessas interações e suas implicações fisiológicas e patofisiológicas. E, principalmente, concluímos que qualquer ação biológica atribuída ao óxido nítrico deve ser conectada com a relevância cinética dos alvos biológicos. Assim, ressaltamos que a compreensão da fisiologia e patofisiologia de radicais livres só será possível com abordagens interdisciplinares, que combinem biologia de sistemas com estudos químicos e biológicos rigorosos. Abordagens alternativas têm acumulado muitos resultados equívocos e/ou frustrantes", explica Ohara.
Ela é professora do Departamento de Bioquímica do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma); e Toledo Jr. é professor do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, da USP de Ribeirão Preto. Ambos são membros do NAP ¿ Redoxoma. (Ascom do Redoxoma)
- Ter, 22 Mai 2012 12:25:00 +0000
Olimpíada de Biologia tem última fase no fim de semana
Cerca de 2.600 alunos de todo o país participam no próximo domingo (27) da segunda e última fase da 8ª Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB). Organizada pela Associação Nacional de Biossegurança (ANBio) e apoiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), a competição envolveu mais de 70 mil estudantes na primeira etapa. Participam alunos de ensino médio e pré-universitários. Os melhores classificados podem representar o Brasil nas etapas internacional e iberoamericana, em Cingapura e em Portugal, respectivamente.
"A Prova deste ano testará os alunos em conhecimentos atuais no campo das Ciências da Vida, que tem sido a tônica das provas das Olimpíadas Internacionais de Biologia", informa o coordenador nacional da OBB, Rubens Oda.
O resultado final da OBB será divulgado em 8 de junho. Os oito primeiros colocados na segunda fase serão capacitados em laboratórios das universidades Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e no Instituto de Tecnologia ORT, no Rio de Janeiro.
Apoio - A ANBio busca apoio de empresas interessadas em apadrinhar estudantes para competir em Cingapura e em Portugal. Além do CNPq as Olimpíadas de Ciências têm o incentivo da Unesco e o apoio do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e de universidades parceiras para o treinamento laboratorial e de membros da ANBio.
A Associação Nacional de Biossegurança (ANBio) foi criada em 1999 com o objetivo de difundir informações a respeito dos avanços no campo das ciências da vida e de seus mecanismos de controle. É a entidade credenciada oficialmente para a Coordenação Nacional da OBB desde 2005. No seu escopo de trabalho estão a promoção do conhecimento relativo à biossegurança e de suas práticas, como disciplina científica, além da capacitação e orientação de profissionais que implementam a biossegurança em instituições de pesquisa, ensino, produção e de assistência em saúde.
O Regulamento para a 8º edição da OBB encontra-se no site oficial (www.anbiojovem.org.br).
Página Oficial da OBB: www.anbiojovem.org.br
- Seg, 21 Mai 2012 19:51:00 +0000
Brasileiros se destacam na maior feira de ciências pré-universitária do mundo
Com o maior número de premiados de toda a América Latina, e a quinta colocação mundial, a delegação brasileira de jovens cientistas que participou a semana passada, em Pittsburgh nos Estados Unidos, da Intel International Science and Engineering Fair (Isef), apontada como a maior feira internacional de ciências pré-universitária, retorna ao país com oito prêmios e uma menção honrosa.
A delegação nacional foi composta por 33 estudantes, representando 21 projetos de todas as regiões do país, selecionados das duas principais feiras nacionais ¿ Febrace, em São Paulo, e Mostratec, em Novo Hamburgo (RS), e da Escola Americana de Campinas. Os jovens cientistas competiram com projetos de mais de 1.500 estudantes do ensino médio, de 70 países, nas áreas de ciências, engenharia, medicina, matemática, ciências sociais, entre outros, concorrendo a mais de US$ 4 milhões em bolsas de estudos e outros prêmios.
A Isef é realizada desde 1950 e já revelou milhares de projetos inovadores, patentes e cientistas brilhantes para todo o mundo.
Destaque -O principal destaque brasileiro foram os estudantes Eduardo Thadeu Rodrigues e Juliana Hoch, de Novo Hamburgo. Com o projeto Facilitando a conservação da vida - Alternativas de separação de Ácido Lactobiônico e Sorbitol, que propõe uma alternativa de separação dos dois compostos que são utilizados nos líquidos que conservam a estrutura celular dos tecidos, os jovens cientistas conquistaram o terceiro lugar do prêmio Grand Award, na categoria Bioquímica, e o quarto lugar no prêmio American Chemical Society, cada prêmio no valor de US$ 1000.
"Nosso objetivo era encontrar uma nova metodologia que pudesse diminuir os custos na hora de fazer a conservação dos órgãos humanos, já que os ácidos Lactobiônico e Sorbitol não são produzidos no Brasil e são muito caros, algo que diminui as possibilidades das pessoas conseguirem um transplante de órgãos", diz Rodrigues. "Essa alternativa pode ser aplicada em todo o Brasil e no mundo. Queremos que as pessoas acreditem em nossos projetos e o coloquem em prática, já que ele pode dar continuidade à vida de muitas pessoas", completa Hoch.
Os estudantes Felipe Soares Wolff e Hilário Zornitta Júnior, de Santa Catarina, com o projeto Escolha da solução ideal do vinagre de banana para captura da mosca das frutas e a estudante Ana Luisa Lopes, do Ceará, com o Reutilização de garrafas PET na construção de sistema de irrigação, receberam os troféus de quarta colocação do prêmio Grand Award, na categoria Ciências das Plantas.
Outros projetos brasileiros que conquistaram a quarta colocação do prêmio Grand Award foram, Tecendo saúde: a tecitura de novos fármacos a partir da teia de aranhas III, do estudante Leonardo de Oliveira Bodo, de São Paulo, na categoria Bioquímica, e o Emeped - Software de avaliação de prioridade de risco na emergência pediátrica, do estudante Daniel Henrique, do Rio Grande do Sul, na categoria Ciências da Computação. Todos esses estudantes brasileiros receberam a bonificação de US$500,00.
Estágio -Dentre os prêmios oferecidos pelas instituições patrocinadoras, destaca-se o da Agilent Technologies. Os alunos Leonardo de Oliveira, de São Paulo, e Julia Garcez, de Campinas (SP), foram os vencedores e terão a oportunidade de participarem de um estágio de verão pago em uma das sedes da empresa, alinhadas à linha de pesquisa do estudante.
A Menção Honrosa da American Chemical Society deste ano contemplou o jovem Marcos Vinicius Silva Amorim, do Rio de Janeiro, pela proposta uma abordagem metodológica para síntese de peneiras moleculares híbridas nanoestruturadas (MOF's) a partir do ácido tereftállico, obtido nas garrafas PET.
- Seg, 21 Mai 2012 15:18:00 +0000
Comissão de Integridade se reúne pela primeira vez no CNPq
Os professores Jailson Bittencourt de Andrade, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Silke Weber, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Alaor Silvério Chaves, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Walter Colli, da Universidade de São Paulo (USP), que integram a Comissão de Integridade na Atividade Científica, constituída pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), reúnem-se pela primeira vez na sede da instituição no próximo mês de junho.
A comissão, presidida pelo diretor de Ciências Agrárias, Biológicas e da Saúde do CNPq, Paulo Sérgio Lacerda Beirão, tem como atribuições gerais coordenar ações preventivas e educativas sobre a integridade da pesquisa realizada ou publicada por cientistas em atividade no país e examinar situações em que haja dúvidas fundamentadas quanto à integridade da pesquisa realizada ou publicadas por pesquisadores apoiados pelo CNPq.
Entre as atribuições específicas da comissão estão propor ou estimular ações como cursos, eventos e publicações, entre outros, a serem executadas pelo CNPq visando a divulgação das boas práticas na execução e publicação de pesquisas e examinar, em caráter preliminar, alegações de má conduta em pesquisa ou publicação de pesquisadores apoiados pelo CNPq ¿ detentores de bolsa de produtividade ou auxílio à pesquisa.
Denúncias¿ Na pauta da reunião estão quatro denúncias de fraude. Os processos são analisados sob sigilo pelas áreas técnicas do CNPq. A comissão foi criada para apurar se ocorreram, em pesquisas conduzidas no país, casos de falsificação e invenção de dados, plágio e auto-plágio (quando o autor repete texto escrito e publica como se fosse inédito).
De acordo com Beirão, o problema envolvendo fraude "sempre existiu", mas "deixou de ser pontual e passou a ser um problema que as agências e os institutos de pesquisa têm que cuidar".
Ele avalia que a aparição dessas denúncias já é efeito antes da criação da comissão e destaca que o número de acusações é baixo levando-se em conta que o CNPq lida com 21 mil bolsistas. "Não é um número proporcionalmente significativo, mas é significativo que haja denúncias", avaliou.
Se for comprovado algum problema em parecer técnico apreciado pela comissão, poderá ser sugerida à direção do CNPq desde a advertência do autor e correção de erro até a suspensão de bolsas e financiamentos concedidos pelo Conselho.
Eventualmente, um processo administrativo poderá ser levado a Controladoria Geral da União (CGU) e ao Tribunal de Contas da União (TCU) para tomada de contas especial, que apura responsabilidades (com direito de resposta) por ocorrência de dano e visa ao ressarcimento à administração pública. Responsáveis pelo problema poderão até ser inscritos no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin).
Segundo Beirão, as fraudes nas pesquisas tendem a ser desmascaradas. "A virtude da ciência é que nada é tomado como definitivo, sempre estão verificando", apontou. Ele ponderou, no entanto, que, até a descoberta da fraude, a produção científica pode ser induzida ao erro. "Isso implica em custo, em desvio. A pesquisa começa a investigar uma linha que, na verdade, está errada. Está desperdiçando recurso humano, tempo, dinheiro".
O diretor do CNPq observa que a ocorrência de fraudes em pesquisas científicas existe há alguns anos e em várias partes do mundo, não é algo novo. "A pesquisa científica é uma atividade sujeita às grandezas e vilezas do ser humano", enfatizou.
Relatório da comissão de integridade disponível no site do CNPq enumera vários casos de fraude pelo mundo, entre eles o caso do Homem de Pitdown, "uma montagem de ossos humanos e de orangotango [falsamente descoberta no início do século 20, na Inglaterra] convenientemente manipulados, que alegadamente, seria ¿o elo perdido' na evolução da humanidade". A farsa foi descoberta na década de 1950, quando foi possível fazer a datação da mandíbula e do crânio por meio de carbono radioativo e descobrir que os ossos tinham origens diferentes.
O CNPq faz parte, como membro da comissão executiva, do Global Research Council (GRC), órgão internacional recentemente criado pelas principais agências de fomento à pesquisa no mundo para, entre outras funções, tratar de problemas de integridade das investigações científicas em todo o planeta. Em maio de 2013, em Berlim, na Alemanha, o GRC se reúne e elaborará um documento que poderá servir para todas as agências como referência de normas contra a fraude científica.
As diretrizes básicas para a integridade na atividade científica estão disponíveis no site do CNPq, no link http://www.cnpq.br/web/guest/diretrizes. (Com Agência Brasil)
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