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Apresentação
O que é o Diretório dos Grupos de Pesquisa?
Para que serve?
Como é feita a coleta dos dados?
Como ter acesso aos dados coletados?
Como participar?
Histórico
O que é o Diretório dos Grupos
de Pesquisa?
O Diretório dos Grupos de Pesquisa
no Brasil, projeto desenvolvido no CNPq desde 1992, constitui-se
em bases de dados que contêm informações sobre
os grupos de pesquisa em atividade no País. O Diretório
mantém uma Base corrente, cujas informações
são atualizadas continuamente pelos líderes de grupos,
pesquisadores, estudantes e dirigentes de pesquisa das instituições
participantes, e o CNPq realiza Censos bi-anuais, que são
fotografias dessa base corrente.
As informações contidas nessas
bases dizem respeito aos recursos humanos constituintes dos grupos
(pesquisadores, estudantes e técnicos), às linhas
de pesquisa em andamento, às especialidades do conhecimento,
aos setores de aplicação envolvidos, à produção
científica e tecnológica e aos padrões de interação
com o setor produtivo. Além disso, cada grupo é situado
no espaço (região, UF e instituição)
e no tempo.
Os grupos de pesquisa inventariados estão
localizados em universidades, instituições isoladas
de ensino superior, institutos de pesquisa científica, institutos
tecnológicos e laboratórios de pesquisa e desenvolvimento
de empresas estatais ou ex-estatais. Os levantamentos não
incluem os grupos localizados nas empresas do setor produtivo.
Para que serve?
O Diretório dos Grupos de Pesquisa possui três finalidades
principais:
- No que se refere à sua utilização pela comunidade
científica e tecnológica no dia-a-dia do exercício
profissional, é um eficiente instrumento para o intercâmbio
e a troca de informações. Com precisão e rapidez,
é capaz de responder quem é quem, onde se encontra,
o que está fazendo e o que produziu recentemente.
- Seja no nível das instituições, seja no
das sociedades científicas ou, ainda, no das várias
instâncias de organização político-administrativa
do país, a base de dados do Diretório é uma
fonte inesgotável de informação. Além
daquelas informações diretamente disponíveis
sobre os grupos, seu caráter censitário convida ao
aprofundamento do conhecimento por meio das inúmeras possibilidades
de estudos de tipo survey. A construção de amostras
permitirá o alcance de respostas sobre campos não
cobertos pelos dados, como, por exemplo, o financiamento, a avaliação
qualitativa da produção científica e tecnológica,
bem como o padrão fino das interações entre
grupos de pesquisa e o setor produtivo. Desta forma, é uma
poderosa ferramenta para o planejamento e a gestão das atividades
de ciência e tecnologia.
- Finalmente, as bases de dados, na medida em que é recorrente
(realização de censos), têm cada vez mais um
importante papel na preservação da memória
da atividade científico-tecnológica no Brasil.
Como é feita a coleta de
dados?
A unidade de análise que constitui a base de dados do Diretório
é o grupo e pesquisa. Cada grupo deve organizar-se em torno
de uma liderança (eventualmente duas) e estar “abrigado”
em uma instituição, previamente autorizada pelo CNPq,
pois a relação do Diretório com o Grupo é
institucional.
Todo o procedimento de captura de dados dos grupos, que envolve
o dirigente institucional de pesquisa (pró-reitores, superintendentes,
diretores ou vice-presidentes de pesquisa), o líder de grupo,
o pesquisador e o estudante é feito a partir do site de Coleta
de dados do Diretório, onde cada um desses participantes
possui uma página individual e personalizada, acessível
por meio da senha.
Cabe aos dirigentes institucionais de pesquisa das instituições
participantes o cadastramento dos líderes de grupos e a certificação
dos mesmos na base de dados. As informações sobre
os grupos (recursos humanos, linhas de pesquisa, especialidades
do conhecimento, setores de atividade envolvidos, tipo de relacionamento
do grupo com empresas, etc) são fornecidas pelos respectivos
líderes ao CNPq, por meio de um questionário eletrônico
padronizado, disponível na página de Líderes
de grupo. Cada dirigente de pesquisa tem acesso aos dados da respectiva
instituição através da página de Dirigentes,
podendo então analisá-los e proceder a certificação
dos grupos na base de dados. Somente são considerados grupos
válidos os grupos certificados pelo Dirigente de Pesquisa
da instituição a que pertencem.
Os pesquisadores e estudantes podem se auto-excluir de um grupo
onde foram cadastrados indevidamente, também a partir de
suas páginas específicas no site de Coleta de dados.
Alguns dados pessoais (formação acadêmica,
nível de treinamento, sexo) e aqueles relativos à
produção científica, tecnológica e artística
dos participantes dos grupos são compromissos de cada pesquisador
e estudante, que os informam em seus currículos Lattes.
Informações mais detalhadas podem ser obtidas em
Informações gerais e Perguntas freqüentes.
Como ter acesso aos dados coletados?
O Diretório possui sites de consultas para os censos realizados
a partir de 2000 e para a base corrente, ambos disponíveis
no menu deste portal.
Base Corrente - Permite a busca de informações
sobre os grupos de pesquisa, líderes, pesquisadores e estudantes
presentes na base corrente (atual) do Diretório. Só
podem ser recuperados nessa base os grupos que foram certificados
pelas instituições participantes. Essa base é
atualizada diariamente, refletindo as atualizações
de dados e inclusões de novos grupos feitas pelos líderes,
bem como o trabalho de certificação feito pelos dirigentes
institucionais no site de Coleta de dados.
Censos – As bases censitárias, extraídas
periodicamente da base corrente, tem seus conteúdos estáticos,
isto é, são “fotografias”, tiradas bi-anualmente,
que retratam o estado da pesquisa no Brasil. Essas datas são
previamente anunciadas pelo CNPq para que os participantes dos grupos
atualizem seus dados na Plataforma Lattes. Os resultados desses
inventários estão organizados em módulos que
permitem visualizar quantitativamente o perfil da pesquisa no Brasil
(Súmula estatística e Plano tabular) e módulo
de informações textuais (Busca Textual), que permite
recuperar informações sobre qualquer dado presente
na base (grupos, seus pesquisadores, estudantes e pessoal de apoio
técnico, suas linhas de pesquisa, produção
C&T, entre outras). Além disso, desde o censo de 2000,
apresenta um item sobre a Estratificação dos grupos,
que classifica os grupos pertencentes às instituições
de ensino superior e a institutos de pesquisa que possuem programas
de pós-graduação em estratos de qualidade.
Como participar?
Para participar do Diretório dos Grupos de Pesquisa, é
necessário observar as seguintes etapas:
I - Ingresso de novas instituições no Diretório
dos Grupos de Pesquisa - DGP
Para se cadastrar um grupo de pesquisa, é preciso que a instituição
que o abriga seja previamente autorizada pelo CNPq. Pelas regras
vigentes desde janeiro de 2005, somente podem participar do DGP
as instituições que se enquadram nas seguintes categorias:
- universidades
federais, estaduais, municipais e privadas;
- instituições de educação
superior - IES não universitárias (centros universitários,
faculdades integradas, faculdades isoladas, institutos, escolas,
centros de educação tecnológica, etc) que
possuam pelo menos um curso de pós-graduação
- mestrado ou doutorado - reconhecido pela CAPES/MEC;
- institutos públicos
de pesquisa científica;
- institutos tecnológicos públicos
e centros federais de educação
tecnológica;
- laboratórios de pesquisa e desenvolvimento
de empresas estatais.
As instituições enquadradas nessas categorias, que
ainda não participam do DGP, podem solicitar sua inclusão
a qualquer momento, bastando que seja enviado pedido de ingresso
pela autoridade institucional de pesquisa ou superior,
por meio do Fale Conosco do site do CNPq, selecionando o assunto
Plataforma Lattes, Diretório dos Grupos de Pesquisa, contendo
as seguintes informações:
- Nome completo, sigla e CNPJ da instituição;
- Categoria de instituição em
que se enquadra (no caso de IES não universitárias,
informar o curso de pós-graduação).
- Nome completo, CPF, nacionalidade, país
e data de nascimento e cargo da pessoa que será responsável
pelo DGP na instituição, denominada neste Diretório
por Dirigente institucional de pesquisa - normalmente,
é o responsável pela área de pesquisa da
instituição, como pró-reitor(a) de pesquisa,
coordenador(a) ou diretor(a) de pesquisa;
- Telefone e e-mail do Dirigente institucional
de pesquisa.
Condições prévias
- No momento do pleito, a instituição
deverá estar previamente cadastrada no Diretório
de Instituições do CNPq (ver item II a seguir);
- Todos os participantes de grupos de pesquisa
(pesquisadores e estudantes) devem ter seus currículos
Lattes cadastrados e atualizados no CNPq.
II - Cadastro de novas instituições no Diretório
de Instituições – DI
A instituição pleiteante ao ingresso no DGP que ainda
não tem seu cadastro no DI do CNPq deve, primeiramente, providenciar
tal cadastro, que pode ser feito pelo próprio usuário
através do Cadastro de Informações Institucionais
(CADI), acessando a página da Plataforma Lattes/Diretório
de Instituições no site do CNPq. Em caso de dificuldades,
utilize o Fale Conosco do CNPq, escolhendo o assunto Plataforma
Lattes/ Diretório de instituições.
Importante: O DI é a base de dados cadastrais
de toda e qualquer instituição que estabelece algum
tipo de relacionamento com o CNPq (por exemplo: instituições
já participantes dos programas de bolsas e fomento do CNPq;
participantes do DGP; instituições usuárias
de serviços prestados pela Agência, como o credenciamento
para importação pela Lei 8.010/90; e, finalmente,
instituições que pleiteiam participar desses programas
e serviços.
Assim, o cadastro no DI é condição prévia
para uma instituição ser usuária dos programas
e serviços do CNPq. No entanto, estar cadastrada
no DI não significa que a instituição, automaticamente,
poderá participar do DGP - Diretório dos Grupos de
Pesquisa. Este possui regras próprias para inclusão
de novas instituições (contidas no item I acima) e
as permissões de acesso a esses dois sistemas são
diferenciadas e específicas a cada um deles.
III – Cadastro de Grupos no DGP
Cumpridas as etapas I e II, e sendo autorizada pelo CNPq (de acordo
com as regras estabelecidas), este providenciará a inclusão
da instituição e enviará ao Dirigente de pesquisa,
por e-mail, uma senha de acesso ao site de Dirigentes,
onde o mesmo poderá cadastrar os líderes e certificar
os grupos da sua instituição.
Os Líderes, depois de cadastrados pelos Dirigentes, passam
a ter acesso ao site de Líderes de grupo,
onde está disponível o formulário on line,
cujo preenchimento e envio é de sua responsabilidade. A senha
de acesso do líder é a senha Lattes (caso não
a possua ou a tenha esquecido, acesse o link "Sua senha”,
na página principal do site do CNPq).
Desta forma, se um líder de grupo de uma instituição
participante ainda não está cadastrado como tal, ou
se a sua instituição ainda não participa do
Diretório, o primeiro passo é procurar o componente
organizacional de pesquisa da instituição (em geral
pró-reitoria, coordenação ou diretoria de pesquisa),
pois todos os procedimentos de captura dos dados é feito
em articulação com este setor.
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