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Pesquisadores participantes
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Missão
Organizado em uma rede multiinstitucional e multiregional, este
Instituto focaliza ciência e tecnologia comportamental que trata
do funcionamento simbólico e seus déficits funcionais,
particularmente em crianças (e.g. habilidades disfuncionais de
comunicação, desenvolvimento atrasado de linguagem devido a surdez
congênita, fracasso em alcançar competências básicas em leitura
e matemática etc.).
Déficits de funcionamento simbólico representam um desafio
substancial para os indivíduos afetados, para suas famílias e
para suas comunidades mais amplas. Tais déficits podem
resultar de distúrbios neurológicos, de ambientes empobrecidos
e/ou de suas interações entre si e com outras variáveis. Qualquer
que seja a etiologia, contudo, a abordagem primária à prevenção
ou remediação de déficits no funcionamento simbólico é
intervenção comportamental e o fortalecimento do suporte educacional,
aliados a outras intervenções que reduzam seu impacto.
Esta rede integra atualmente pesquisa básica e aplicada em um
programa multiinstitucional coerente e altamente produtivo, que
focaliza vários aspectos do funcionamento simbólico em crianças.
Progresso substancial tem sido feito no desenvolvimento de:
- modelos laboratoriais de funcionamento simbólico
e seus precursores, que permitem a pesquisa voltada para a identificação
das condições necessárias e suficientes para o estabelecimento
de competências simbólicas;
- modelos animais que contribuem para a análise do comportamento
simbólico e seus precursores e fundamentam intervenções educacionais/terapêuticas
para certas populações de crianças;
- metodologia para avaliação e remediação de déficits
de comunicação simbólica em crianças com surdez congênita ou adquirida;
- metodologia que possa ser útil na aplicação em intervenções
precoces que alterem positivamente as trajetórias de desenvolvimento
de bebês e crianças pequenas com ou sem distúrbios neuro-desenvolvimentais;
- metodologia para a prevenção e remediação de deficits
na leitura, escrita e matemática em crianças em idade escolar.
O grupo tem também conduzido pesquisa investigando sistemas efetivos
para o fornecimento e a disseminação de tecnologias comportamentais
baseadas em evidência, em escolas, clínicas e outros ambientes
de serviço.
O principal objetivo de pesquisa do Instituto será a análise
científica do funcionamento simbólico e seus determinantes, incluindo,
mas não se limitando a:
- dentificação das condições necessárias e
suficientes para o desenvolvimento de funcionamento simbólico
apropriado à idade;
- desenvolvimento e/ou refinamento de procedimentos
específicos para lidar com os desafios colocados pela variabilidade
inter-individual em resposta a procedimentos educacionais ou terapêuticos,
incluindo aqueles planejados para melhorar o funcionamento e também
os destinados a lidar prosteticamente com déficits de função
simbólica;
- investigação e desenvolvimento de metodologia
para estabelecer o funcionamento simbólico em ambientes educacionais
e terapêuticos.
Outros objetivos do instituto incluem suporte para acelerar o
desenvolvimento profissional dos jovens cientistas que participam
do grupo, a contribuição para a formação de novos mestres e doutores
para a área e a disseminação dos resultados do trabalho do Instituto
para cientistas de áreas afins, profissionais em saúde e educação
e para o público geral, de uma forma que possa ser prontamente
compreendida por indivíduos sem treino formal e/ou experiência
com ciência e tecnologia.
Sede
Universidade Federal de São Carlos
Departamento de Psicologia
Laboratório de Estudos do Comportamento Humano
Via Washington Luiz, Km 235
13.565-905 - São Carlos - SP
Profª Deisy das Graças de Souza
E-mail: ddgs@ufscar.br
Telefones: (16): 3351-8492 / 3351-8459 / 3351-8475
Localidades onde o Instituto estará presente
Brasil
Alagoas
Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas
Universidade de Brasília
Universidade Federal de Minas Gerais
Universidade Federal de São Carlos
Universidade de São Paulo
Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita
Filho
Universidade Federal do Pará
University Of Massachusetts Medical School
Distribuição das instituições participantes assinalada em um
Mapa:

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Estrutura do Instituto

Figura 1: Estrutura do Instituto de Estudos sobre
Comportamento, Cognição e Ensino (ECCE): Universidades
dos Laboratórios Participantes (ver Tabela 1 para as siglas
das Universidades)
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Coordenação
Tabela 1: Coordenação Geral e Coordenadores Locais
nas Universidades Participantes do Instituto
| Coordenadora: Deisy
das Graças de Souza (UFSCar) |
| Vice-Coordenador: Olavo
de Faria Galvão (UFPA) |
| Coordenações locais |
| Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) |
Júlio César de Rose |
| Universidade Federal de Brasilia (UNB) |
Elenice Seixas Hanna |
| Universidade Federal do Pará (UFPA) |
Romariz Silva Barros |
| Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) |
Thais Porlan D'Oliveira |
| Universidade de São Paulo (USP) |
Gerson Yukio Tomanari |
| Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
Ana Claudia Almeida-Verdu |
| Universidade Estadual De Ciências Da Saúde
De Alagoas (UNCISAL) |
Heloisa Helena Motta Bandini |
| University of Massachusetts Medical School
(UMMS) |
William Jay McIlvane |
Tabela 2: Membros dos Comitês de Coordenação do Programa
Científico do Instituto
| Ciência Básica |
Ciência Translacional |
Ciência Aplicada |
| Olavo F. Galvão (UFPA)
William V. Dube (UMMS)
Gerson Y. Tomanari (USP)
Romariz S. Barros (UFPA) |
Julio C. de Rose
(UFSCar)
William J. McIlvane (UMMS)
Carlos B. Souza (UFPA)
Jorge M. Castro (UNB) |
Deisy G. de Souza (UFSCar)
Richard W. Serna (UMMS)
Martha C. Hubner (USP)
Elenice S. Hanna (UNB) |

Figura 2: Conselho Executivo do ECCE e Grupos de Supervisores
Pesquisadores participantes
Universidade Federal de São Carlos - UFSCar
Julio César C. de Rose - Coordenador local
Camila Domeniconi
Deisy das Graças de Souza (Coordenadora)
João dos Santos Carmo
Maria Stella Coutinho de Alcântara Gil
Patrícia Waltz Schellini
Universidade de São Paulo - USP
Instituto de Psicologia
Gerson A. Y. Tomanari - Coordenador local
Maria Martha da Costa Hübner
Paula Debert
Hospital de Reabilitação de Anomalias Crânio-Faciais (HRAC)
Maria Cecília Bevilacqua
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho -
UNESP
Campus de Bauru
Ana Claudia Almeida Verdu - Coordenadora local
Campus de Marilia
Célia Maria Giacheti
Cristiana Ferrari
Universidade de Brasília - UNB
Elenice Seixas Hanna - Coordenadora local
Jorge Mendes de Oliveira Castro Neto
Universidade Federal do Pará - UFPA
Romariz da Silva Barros - Coordenador local
Ana Leda de Faria Brino
Carlos Barbosa Alves de Souza
Dionne Cavalcante Monteiro
Manoel Ribeiro Filho
Olavo de Faria Galvão (Vice-Coordenador)
Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
Thais Porlan de Oliveira - Coordenadora local
Universidade de Ciências da Saúde de Alagoas - UNCISAL
Heloisa Helena Motta Bandini - Coordenadora
local
Carmen Silvia Motta Bandini (CNPq- DCR)
University of Massachusetts Medical School
(EUA)
Shriver Center for Mental Retardation
[1]
Leo H. Buchanan
Richard Serna
William V. Dube
William J. McIlvane - Coordenador local
[1] Com a colaboração também de S. Allen Counter (Harvard Medical
School e Shriver Center) e M. Christopher Newland (Auburn University)
Informações adicionais
1. Sobre a organização da pesquisa:
O programa de pesquisas do Instituto intitula-se Aprendizagem
relacional e funcionamento simbólico: Pesquisa Básica e Aplicada
A estrutura do programa de pesquisa e desenvolvimento profissional
seguirá práticas bem estabelecidas nas áreas de pesquisa biomédica,
bio-comportamental e comportamental, com três componentes principais:
(1) Um componente de Ciência Básica, encarregado do desenvolvimento
de novos conhecimentos e novas metodologias relevantes para a compreensão
e potencial prevenção ou melhoria de déficits de função simbólica.
Alvos do componente de Ciência Básica incluirão:
(a) investigações das condições necessárias e suficientes para
o desenvolvimento do funcionamento simbólico, seus componentes
e seus precursores;
(b) investigações de processos atencionais (e.g., comportamento
de observação) que sejam necessários para o desenvolvimento de
funcionamento simbólico;
(c) Desenvolvimento adicional e refinamento de modelos animais
que possam informar a análise dos determinantes do comportamento
simbólico e o desenvolvimento de procedimentos remediativos para
indivíduos com déficits no funcionamento simbólico.
(2) Um componente de Ciência Translacional encarregado da
validação efetiva de novos princípios e/ou novos procedimentos derivados
dos estudos básicos em estudos clínico/educacionais iniciais, em
condições quase-controladas.
(3) Um componente de Ciência Aplicada encarregado do desenvolvimento
de soluções exeqüíveis e efetivas em termos de custo/benefício para
os desafios da ampla disseminação de procedimentos educacionais
e terapêuticos baseados em evidência científica de sua efetividade
para ambientes típicos de serviço (e.g., escolas, hospitais, clínicas,
etc.).
A implementação do programa de pesquisas se sustenta fortemente
na investigação de natureza experimental, complementada por metodologia
observacional.
Pesquisas em modelos de laboratório do processamento simbólico
com animais visam levantar as bases de conhecimento sem submeter
pessoas a procedimentos exploratórios de efeitos ainda por serem
verificados, para posteriormente serem transpostas para condições
humanas em que se pretende compreender ou desenvolver processos
simbólicos. Pesquisas com pessoas portadoras de deficiências podem
também se constituir em modelos experimentais para transpor os conhecimentos
obtidos com os modelos animais a problemas humanos. A coleta sistemática
de dados nas experiências de desenvolvimento tecnológico com pessoas
em situação de risco, como crianças com fracasso escolar, é também
uma alternativa usada pelo grupo para aperfeiçoar a compreensão
sobre os efeitos da intervenção direta, com avaliação de processos
micro, no nível da interação em tempo real do organismo com seu
ambiente imediato, e processos macro, com medidas da eficácia e
da eficiência de procedimentos de remediação (por exemplo, na aprendizagem
da leitura e escrita).

Fotos:
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