Critérios de Julgamento dos Comitês de Assessoramento

São mais de 300 pesquisadores, entre titulares e suplentes, selecionados de acordo com sua área de atuação e conhecimento. Eles são escolhidos periodicamente pelo Conselho Deliberativo (CD) , com base em consulta feita à comunidade científico-tecnológica nacional e têm a atribuição, entre outras, de julgar as propostas de apoio à pesquisa e de formação de recursos humanos. Conheça as normas, os membros e os critérios de julgamento dos CAs.

ATENÇÃO: A Resolução Normativa que rege as Bolsas de Produtividade em Pesquisa (RN 016/2006), foi recentemente alterada.
 
Os critérios de julgamento das Bolsas de Produtividade em Pesquisa poderão levar em consideração, além das especificidades da área:
 
- Mérito científico do projeto; relevância, originalidade e repercussão da produção científica do proponente; formação de recursos humanos em pesquisa; contribuição científica, tecnológica e de inovação, incluindo patentes; coordenação ou participação em projetos e/ou redes de pesquisa; inserção internacional do proponente; participação como editor científico; gestão científica e acadêmica.
 
Também deverão ser considerados, na análise das propostas, quando pertinente:
 
- Foco nos grandes problemas nacionais; Abordagens multi e transdisciplinares; Impacto social; Comunicação com a sociedade; Interação com o parque produtivo; Conservação Ambiental e Sustentabilidade.
 
Para maiores informações clique aqui (RN 16/2006).

COAGR | ZT - Zootecnia

Ciências da Vida

Critérios de Julgamento - CA-ZT

Vigência: 2015 a 2017

 

1. Normas gerais:

a) O desempenho do pesquisador será avaliado por meio de indicadores referentes ao quinquênio anterior, no caso do nível 2, e do decênio anterior no caso dos níveis 1A até 1D.

b) Os critérios incluirão a produção científica (60%), a formação de recursos humanos (30%) e análise do projeto (10%). Dentro da análise do projeto, julga-se a sua contribuição para a inovação, a coordenação e/ou participação em outros projetos de pesquisa.

c) A avaliação enfatizará a qualidade da produção científica e tecnológica de acordo com critérios nacionais e internacionais.

d) Os solicitantes serão classificados pelos critérios a seguir, exclusivamente com a finalidade de adequar a demanda às cotas de bolsas PQ disponibilizadas pelo CNPq. 

e) O item Produção Científica será contemplado com 60% do valor total.

    O item Formação de Recursos Humanos com 30% valor do total.

    O item Projeto de Pesquisa com valor  máximo de 10%

f) A pontuação dos artigos publicados será realizada levando em conta a classificação Qualis da CAPES para a área de Zootecnia e Recursos Pesqueiros, bem como o nível de impacto de cada artigo medido pelo JCR (citação).

Tabela 1. Classificação QUALIS da CAPES, peso e cálculo da pontuação para o valor a ser atribuído às publicações dos candidatos à Bolsa de Pesquisa, de acordo com os critérios do CA-ZT.
Classificação Qualis Peso Calculo da Pontuação
A1 15 15 + 15 x FI (limitado a 4)
A2 13 13 + 13 x FI
B1 9 9 + 9 x FI
B2 5 5 + 5 x FI
B3 3 3+ 3 x FI
FI= fator de impacto do artigo (JCR) de acordo com ISI

g) Pesquisadores classificados como PQ2 por um triênio só poderão progredir, no máximo, para o nível 1D.

h) Pesquisadores que não são bolsistas PQ só poderão ingressar no nível PQ-2. Isto aplicar-se-á também àqueles pesquisadores que tenham histórico como bolsista do CNPq e que não solicitaram sua renovação no prazo estabelecido.

2. Requisitos mínimos para os diferentes Níveis

 

2.1. Requisitos mínimos para acesso ao Nível 2

Este nível é a porta de entrada convencional para obtenção de Bolsa PQ. Para ser classificado neste nível o pesquisador deverá satisfazer os seguintes requisitos mínimos no quinquênio anterior:

a)      ter publicado pelo menos 5 (cinco) trabalhos em periódicos científicos qualificados como A1, A2 ou B1;

b)      ter concluído a orientação de pelo menos 2 (dois) Mestres. Na impossibilidade, devidamente justificada, de orientação de pós-graduação na própria instituição ou em instituições próximas ou associadas, este critério poderá ser substituído pela conclusão da coordenação de pelo menos dois projetos de pesquisa que tenham recebido financiamento de órgãos de fomento (internacional/nacional/estadual) à pesquisa ou pela conclusão de orientação de um mestre, mais a conclusão da coordenação de um projeto de pesquisa;

c) estar em atividade de pesquisa e de orientação de Mestrando ou Doutorando;

d) ter linha de pesquisa definida e apresentar projeto de pesquisa de mérito científico, conforme avaliação do CA com base nos pareceres dos consultores ad hoc, e

e) atingir classificação compatível com a cota de bolsas disponíveis nesta categoria.

 

2.2. Critérios de acesso ao nível 1D:

Para ser classificado neste nível o pesquisador deverá satisfazer os seguintes requisitos mínimos no decênio anterior:

a) ter publicado pelo menos 25 (vinte e cinco) trabalhos em periódicos científicos qualificados como A1, A2 ou B1;

b) ter concluído a orientação de pelo menos 4 doutores e, ou, mestres. Na impossibilidade, devidamente justificada, de orientação de pós-graduação na própria instituição ou em instituições próximas ou associadas, este critério poderá ser substituído pela conclusão da coordenação de pelo menos dois projetos de pesquisa que tenham recebido financiamento de órgãos de fomento (internacional/nacional/estadual) à pesquisa;

c) estar em atividade de pesquisa e de orientação de pelo menos 3 doutores e, ou  mestres;

d) ter linha de pesquisa definida e apresentar projeto de pesquisa de mérito científico, conforme avaliação do CA com base nos pareceres dos consultores ad hoc;

e) haver disponibilidade de bolsas novas ou liberadas nesta categoria.

 

2.3. Critérios para progressão os níveis 1C , 1B e 1A:

Para ser classificado nestes níveis o pesquisador deverá satisfazer os seguintes requisitos mínimos, no decênio anterior:

a) ter publicado pelo menos 30 (trinta) trabalhos em periódicos científicos qualificados como A1, A2 ou B1, sendo, obrigatoriamente, um em periódico classificado como A, nos últimos cinco anos para 1C, dois em periódicos classificados A para 1B e três em periódicos classificados A para 1A;

b) ter concluído a orientação de pelo menos 6 doutores e, ou mestres.

c) estar em atividade de pesquisa e de orientação de 4 doutores e, ou,  mestres;

d) ter linha de pesquisa definida e apresentar projeto de pesquisa de mérito científico, conforme avaliação do CA com base nos pareceres dos consultores ad hoc, e

e) atingir classificação compatível com a cota de bolsas disponíveis nesta categoria.

 

3. Comparações entre os pares da demanda:

Considerando-se a oferta limitada de bolsas novas e/ou liberadas, serão utilizados como parâmetros de classificação e desempate para todas as Categorias/Níveis, os seguintes critérios, na seguinte ordem de prioridade:

1. Número de publicações e índice de impacto dos respectivos periódicos científicos

2. Número de teses de Doutorado orientadas e aprovadas;

3. Número de dissertações de Mestrado orientadas e aprovadas;

4. Índice "h" do ISI e Scopus;

5. Nucleação de grupos de pesquisa;

6. Qualificação do projeto de pesquisa apresentado na solicitação da bolsa PQ, conforme avaliação do CA com base nos pareceres dos consultores ad hoc;

7. Número de Pós-Doutores supervisionados;

8. Número de orientações de Doutorado em andamento;

9. Número de orientação de Mestrado em andamento, e

10. Número de orientações em andamento de bolsistas de Iniciação Científica do CNPq, Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa e outras entidades equivalentes.

4. Reconhecimento de Notória Liderança Científica:

Em casos excepcionais, parte dos requisitos mínimos acima poderá ser dispensada e critérios adicionais de comparação entre pares poderão ser utilizados para candidatos que possuem liderança científica amplamente reconhecida pela sua obra. Essa qualidade leva em consideração o fazer escola de pensamento científico, a disseminação nacional e internacional de uma área de investigação e a criação de instituições científicas ou tecnológicas de excelência. Na caracterização desta excepcionalidade serão considerados os seguintes critérios:

1. Produção científica da carreira;

2. Impacto da produção científica ou tecnológica, utilizando-se critérios qualitativos e quantitativos;

3. Contingente de recursos humanos formados em nível de Pós-Graduação (Mestres e Doutores);

4. Destino dos recursos humanos formados e sua contribuição científica;

5. Nucleação de grupos de pesquisa;

6. Atividades de gestão científica e tecnológica e de administração de instituições e núcleos de excelência científica e tecnológica.

7. Treinamento de pós-doutorado no exterior.

Nota: A concessão de excepcionalidade neste caso deverá obrigatoriamente ser apoiada por pelo menos 2/3 dos membros do CA.

Para os cálculos de indicadores quantitativos serão utilizados: os bancos de dados da Plataforma Lattes do CNPq, Thomson ISI Web of Science, scopus e Qualis CAPES da área de Zootecnia e Recursos Pesqueiros

As diferentes abreviaturas do nome de determinado pesquisador deverão ser conhecidas pelo CA e pelos técnicos do CNPq para evitar subestimar ou superestimar os parâmetros relacionados.


COAGR | VT - Medicina Veterinária

Ciências da Vida

Critérios de Julgamento - CA-VT Vigência: 2015 - 2017

Atenção: O preenchimento correto e atualização do CV Lattes são obrigação do bolsista de produtividade, sendo fundamental para a análise das solicitações e transparência das decisões. Nessa plataforma há campos específicos para a informação de todas as atividades - inclusive as administrativas - e produções consideradas e pontuadas nas avaliações realizadas pelo CA-VT. Para evitar que atividades/produções realizadas sejam omitidas do processo de avaliação, recomenda-se que o pesquisador revise cuidadosamente e atualize o seu CV Lattes ao submeter cada solicitação.

 

1. Normas gerais

a) O desempenho do pesquisador será avaliado por meio de indicadores de produtividade referentes aos últimos 5 anos. Os que atingirem classificação para bolsa PQ2, serão então avaliados quanto a sua produção nos últimos 10 anos, para fins de possível classificação nos níveis PQ 1A ¿ 1D.

b) Os indicadores incluem produção científica e tecnológica, formação de recursos humanos e participação em atividades editoriais e de gestão científica.

c) A avaliação considerará a qualidade da produção científica e tecnológica de acordo com critérios internacionais.

d) Nos itens referentes à formação de recursos humanos (orientações e supervisões) serão consideradas apenas as atividades executadas como orientador/supervisor principal.

 

2. Requisitos mínimos para os diferentes níveis

2.1. Requisitos mínimos para classificação no nível PQ - 2

Para ser classificado nesse nível o pesquisador deverá satisfazer os seguintes requisitos mínimos no quinquênio anterior:

a) Ter publicado pelo menos 6 (seis) trabalhos científicos em periódicos científicos com fator de impacto (JCR);

b) Ter concluído a orientação de pelo menos 1 (um) mestre.

c) Estar orientando/supervisionando pelo menos dois pós-graduandos (mestrandos, doutorandos ou pós-doutores).

d) Atingir classificação compatível com a cota de bolsas disponíveis nesta categoria.

 

2.2. Requisitos mínimos para classificação no nível PQ - 1D

Para ser classificado nesse nível o pesquisador deverá satisfazer os seguintes requisitos mínimos no decênio anterior:

a) Ter publicado pelo menos 20 (vinte) artigos em periódicos científicos, sendo pelo menos 12 (doze) em periódicos com fator de impacto (JCR);

b) Ter concluído a orientação de pelo menos 8 (oito) mestres e/ou doutores;

c) Estar orientando/supervisionando pelo menos três pós-graduandos (mestrandos, doutorandos ou pós-doutores).

d) Atingir classificação compatível com a cota de bolsas disponíveis nesta categoria.

 

2.3. Critérios para classificação nos níveis PQ -1C, 1B e 1A

Para ser classificado nesses níveis o pesquisador deverá satisfazer os seguintes requisitos mínimos, no decênio anterior:

a) Ter publicado pelo menos 25 (vinte e cinco) trabalhos em periódicos científicos, sendo pelo menos 18 (dezoito) em periódicos com fator de impacto (JCR);

b) Ter concluído a orientação de pelo menos 8 (oito) mestres ou doutores;

c) Estar orientando/supervisionando pelo menos três pós-graduandos (mestrandos, doutorandos ou pós-doutores).

d) Atingir classificação compatível com a cota de bolsas disponíveis nesta categoria.

3. Comparações entre os pares da demanda

Considerando-se a oferta limitada de bolsas novas e/ou liberadas, serão utilizados como parâmetros de desempate para todas as categorias/níveis, os seguintes critérios, na seguinte ordem de prioridade:

a) Número de artigos publicados em periódicos com fator de impacto (JCR);

b) Número de orientações concluídas de doutorado;

c) Número de orientações concluídas de mestrado;

d) Número de supervisões concluídas de pós-doutorado;

e) Número de orientações de pós-graduandos em andamento.

 

4. Os critérios acima definem as regras gerais praticadas pelo CA-VT. Entretanto, o Comitê poderá considerar situações excepcionais mediante justificativas bem fundamentadas.


COAGR | RF - Recursos Florestais

Ciências da Vida

Ciências da Vida

CRITÉRIOS DE JULGAMENTO - CA-RF

Vigência: 2015 a 2017

 

1. Normas gerais

a) O desempenho do pesquisador é avaliado por meio de indicadores referentes ao quinquênio anterior, no caso do nível 2, e do decênio anterior no caso dos níveis 1D a 1A.

b) Os critérios incluem os seguintes quesitos:

b1) Produção Científica e Inovação Tecnológica (trabalhos publicados, fator de impacto, participação em eventos científicos, livros, capítulos de livros, editoria de periódicos, patentes, desenvolvimento de produtos, etc. No caso de bolsa PQ, somente serão consideradas as publicações ou produção em geral relacionadas com as subáreas da área de conhecimento "Recursos Florestais e Engenharia Florestal - 5.02.00.00-3" = 50%.

b2) Formação de Recursos Humanos (supervisão de pós-doutorado, dissertação e teses defendidas, orientações em andamento e participação em bancas). Serão consideradas apenas as orientações relacionadas com as subáreas da área de conhecimento "Recursos Florestais e Engenharia Florestal - 5.02.00.00-3"= 40%.

b3) Avaliação do Projeto de Pesquisa +Atuação Relevante em Ciência e Tecnologia (cargos de direção, membro de comissões e conselhos, prêmios e títulos, liderança científica, assessoria "adhoc", realização de eventos, coordenação de programas, participação em projetos de pesquisa aprovados, realização de pós-doutorado. O projeto deve estar relacionado com as subáreas da área de conhecimento "Recursos Florestais e Engenharia Florestal - 5.02.00.00-3". Assim, por exemplo, um projeto na subárea "Conservação de Áreas Silvestres" deve estar relacionado com floresta ou espécies florestais = 10%.

c) A avaliação enfatiza a qualidade da produção científica e tecnológica de acordo com critérios internacionais.

d) Os solicitantes serão classificados pelos critérios a seguir, exclusivamente com a finalidade de adequar a demanda às cotas de bolsas PQ disponibilizadas pelo CNPq. 

2. Requisitos mínimos para os diferentes Níveis

2.1. Requisitos mínimos para acesso ao Nível 2:

Este nível é a porta de entrada convencional para obtenção de Bolsa PQ. Para ser classificado neste nível o pesquisador deverá satisfazer os seguintes requisitos mínimos no quinquênio anterior:

a) ter publicado pelo menos 5 (cinco) trabalhos científicos em periódicos científicos, de preferência como autor principal ou correspondente, em periódicos indexados no Webqualis CAPES.

b) ter concluído a orientação de pelo menos 1 (um) Mestre;

c) estar em atividade de pesquisa e de orientação de Mestrandos ou Doutorandos;

d) ter linha de pesquisa definida e apresentar projeto de pesquisa de mérito científico, conforme avaliação do CA com base nos pareceres dos consultores "ad hoc",e

e) atingir classificação compatível com a cota de bolsas disponíveis nesta categoria, com base no desempenho quantitativo.

2.2. Critérios de acesso ao nível 1D:

Para ser classificado neste nível o pesquisador deverá satisfazer os seguintes requisitos mínimos no decênio anterior:

a) ter publicado pelo menos 10 (dez) trabalhos em periódicos científicos indexados com níveis do Webqualis CAPES, com JCR maior ou igual a 0,15.

b) ter concluído no mínimo 8 (oito) orientações em cursos "strictu sensu";

c) estar em atividade de pesquisa e de orientação de pelo menos 1 doutorando e 1 mestrando ou 2 mestrandos;

d) ter linha de pesquisa definida e apresentar projeto de pesquisa de mérito científico, conforme avaliação do CA com base nos pareceres dos consultores "ad hoc"; e

e) haver disponibilidade de bolsas novas ou liberadas nesta categoria.

2.3. Critérios para progressão os níveis 1C, 1B e 1A:

Para ser classificado nestes níveis o pesquisador deverá satisfazer os seguintes requisitos mínimos no decênio anterior:

a) ter publicado pelo menos 10 (dez) trabalhos em periódicos científicos indexados no Webqualis CAPES, com JCR maior ou igual a 0,20 para os níveis 1C e 1B e um JCR maior ou igual a 0,3 para o nível 1A;

b) Ter concluído no mínimo 10 (dez) orientações em cursos "strictu sensu", das quais no mínimo duas em nível de Doutorado;

c) estar em atividade de pesquisa e de orientação de pelo menos 1 (um) doutorando e 1 (um) mestrando;

d) ter linha de pesquisa definida e apresentar projeto de pesquisa de mérito científico, conforme avaliação do CA com base nos pareceres dos consultores "ad hoc";

e) atingir classificação compatível com a cota de bolsas disponíveis nesta categoria; e

f) pesquisador 1A deve ter fator "H" do Webof Science no mínimo igual a 10.

 

3. Comparações entre os pares da demanda:

Considerando-se a oferta limitada de bolsas novas e/ou liberadas, serão utilizados como parâmetros de classificação e desempate para todas as Categorias/Níveis, os seguintes critérios, na seguinte ordem de prioridade:

a) Número de publicações e índice de impacto dos respectivos periódicos científicos indexados de nível A1 a B5 do Webqualis CAPES;

 Para desempate, a posição do pesquisador como autor principal ou correspondente poderá ser considerada mais relevante do que posição intermediária;

b) Número de teses de Doutorado orientadas e aprovadas;

c) Número de dissertações de Mestrado orientadas e aprovadas;

d) Nucleação de grupos de pesquisa;

e) Índice "h;

f) Qualificação do projeto de pesquisa apresentado na solicitação da bolsa PQ, conforme avaliação do CA com base nos pareceres dos consultores "ad hoc";

g) Número de Pós-Doutores supervisionados;

h) Número de orientações de Doutorado em andamento;

i) Número de orientação de Mestrado em andamento;e

j) Número de orientações em andamento de bolsistas de Iniciação Científica do CNPq, Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa e outras entidades equivalentes.

4. Reconhecimento de Notória Liderança Científica:

Em casos excepcionais, parte dos requisitos mínimos acima poderá ser dispensada e critérios adicionais de comparação entre pares poderão ser utilizados para candidatos que possuem liderança científica amplamente reconhecida pela sua obra. Essa qualidade leva em consideração o fazer escola de pensamento científico, a disseminação nacional e internacional de uma área de investigação e a criação de instituições científicas ou tecnológicas de excelência. Na caracterização desta excepcionalidade serão considerados os seguintes critérios:

a) Produção científica da carreira;

b) Impacto da produção científica ou tecnológica, utilizando-se critérios qualitativos e quantitativos;

c) Contingente de recursos humanos formados em nível de Pós-Graduação (Mestres e Doutores);

d) Destino dos recursos humanos formados e sua contribuição científica;

e) Nucleação de grupos de pesquisa;

f) Atividades de gestão científica e tecnológica e de administração de instituições e núcleos de excelência científica e tecnológica.

Nota: A concessão de excepcionalidade deverá obrigatoriamente ser apoiada por unanimidade dos membros do CA.

Para os cálculos de indicadores quantitativos, serão utilizadas as informações do banco de dados da Plataforma Lattes do CNPq, assim como do Webqualis CAPES;

As diferentes abreviaturas do nome de determinado pesquisador deverão ser conhecidas pelo CA e pelos técnicos do CNPq, para evitar subestimar os parâmetros relacionados.


 

tabela pontuação PQ DO CA-RF


COAPD | ME - Microeletrônica

Ciências Exatas e da Terra e Engenharias

CA-ME - CRITÉRIOS PARA JULGAMENTO DE BOLSAS DE PRODUTIVIDADE EM PESQUISA

O objetivo deste documento é divulgar os principais critérios utilizados pelo Comitê Assessor de Microeletrônica do CNPq (CA-ME) no julgamento de bolsas de produtividade em pesquisa (PQ).

Critérios gerais:

a) O enquadramento do pesquisador na categoria 1 exige que o pesquisador tenha, no mínimo, oito anos de doutorado por ocasião da implementação da bolsa. O enquadramento do pesquisador na categoria 2 exi­ge que ele tenha, no mínimo, três anos de doutorado por ocasião da implementação da bolsa.

b) O desempenho do pesquisador é avaliado por meio de indicadores referentes ao período desde o final de sua graduação caso ele seja inferior a cinco anos. Caso contrário a avaliação versa sobre os últimos cinco anos para a categoria 2 e sobre o decênio anterior para a categoria 1.

c) Os critérios devem incluir, além da avaliação do projeto proposto, a produção científica, a formação de RH, a contribuição para inovação, a coordenação ou participação em projetos de pesquisa, a participação em atividades editoriais e de gestão científica, a administração de instituições e núcleos de excelência científica e tecnológica, liderança, visibilidade e a nucleação de grupos de pesquisa.

d) Os solicitantes serão classificados pelos critérios a seguir, adequando-se, no que for possível, a demanda qualificada à disponibilidade orçamentária do CNPq.

Caracterização da Área:

A microeletrônica é um ramo da engenharia voltado à integração de circuitos e sistemas eletrônicos. Dão sustentação à área de microeletrônica tecnologias de dispositivos semicondutores, de fabricação de circui­tos integrados, de instrumentação eletro-eletrônica, de teste e ferramentas computacionais de auxílio a pro­je­­to, à fabricação e ao teste. A área pode ser dividida em duas grandes sub-áreas que cobrem diferentes tópicos:

1. Dispositivos e Processos de Fabricação para Micro e Nanoeletrônica:

Modelamento de dispositivos e processos, CAD para fabricação; caracterização de dispositivos; fabrica­ção de circuitos integrados e de estruturas micro-eletro-mecânicas; optoeletrônica; spintrônica; nano­ele­trônica e microssistemas; sensores e atuadores (transdutores); tecnologias de displays; confiabilidade e encapsulamento

2. Concepção, Projeto, CAD e Teste de Circuitos Integrados:

Circuitos integrados digitais, analógicos, de RF e de sinal misto; projeto físico, síntese lógica e de alto nível; técnicas de verificação, simulação, emulação e prototipação; teste e projeto visando o teste; arquiteturas reconfiguráveis e aplicações utilizando FPGA; projeto de sistemas embarcados, redes de sensores e aplicações industriais; sistemas integrados (SoC), reuso de IP e projeto baseado em plataformas; sistemas micro-eletro-mecânicos.

 

Critérios Específicos:

1) Normas gerais

O procedimento utilizado quando da avaliação do projeto de pesquisa leva em consideração os seguintes passos:

Pareceres do(s) assessor(es) ad-hoc de reconhecida competência na área na qual a proposta do projeto se enquadra;

Análise pelo CA-ME quanto ao mérito da referida proposta, levando em consideração o(s) parecer(es) ad-hoc assim como os itens pertinentes dos critérios estabelecidos por este CA.

Caso um membro do Comitê seja da mesma instituição do pesquisador cujo pedido está sendo julgado, o membro em questão se omite de dar qualquer parecer sobre o caso, a não ser que os outros membros solicitem explicitamente que seja feito algum comentário visando o esclarecimento de pontos sendo discutidos.

A avaliação das propostas de bolsa de produtividade em pesquisa envolve o julgamento do projeto de pesquisa proposto e da produção científica e tecnológica do pesquisador.

a) Avaliação da proposta do projeto de pesquisa

A proposta deve conter informações que permitam uma avaliação criteriosa pelos consultores e pelo próprio comitê quanto ao mérito técnico-científico, incluindo foco e clareza dos objetivos; exequibilidade (considerando metodologia, cronograma, recursos humanos, infraestrutura institucional); impacto dos resultados pretendidos e contribuição para o desenvolvimento científico, tecnológico ou de inovação do país.

b) Avaliação qualitativa e quantitativa da produção científica e tecnológica do pesquisador


As diretivas do CA-ME estabelecem publicações qualificadas como um requisito fundamental para concessão de bolsas de pesquisa individuais em qualquer dos níveis existentes. Isto não quer dizer que pu­bli­­ca­ções nacionais ou regionais de bom nível não sejam consideradas, mas indica que elas não são su­fi­cientes para a obtenção ou manutenção das bolsas. Além disso, a excelência da produção bibliográ­fi­ca deve refletir-se na formação de recursos humanos em nível de mestrado e doutorado. Será valoriza­da, igualmente, a produção tecnológica sob a forma de patente, evidenciando a capacidade do pesqui­sa­dor de transferir o produto de sua pesquisa ao setor industrial.

Com relação aos critérios qualitativos serão considerados os seguintes itens:

  • Publicações qualificadas em periódicos
  • Publicações em anais de eventos
  • Publicação de livros e capítulos stricto sensu.
  • Orientações completas de tese de doutorado e dissertação de mestrado
  • Supervisão de pós-doutorandos
  • Depósito e concessão de patentes
  • Engajamento no ambiente de pesquisa da sua instituição e do país
  • Atividades de política e gestão científicas
  • Atração de projetos de pesquisa
  • Projetos de pesquisa com parceria industrial
  • Atuação junto a sociedades científicas nacionais e internacionais
  • Atividades editorias
  • Citações
  • Capacidade de liderança
  • Filiação a academias nas áreas de ciência e tecnologia
  • Prêmios e distinções
  • Nucleação de grupos de pesquisa
  • Coordenação de equipes de pesquisa
  • Visibilidade nacional e internacional
  • Atuação em divulgação científica e popularização da ciência
  • Organização de eventos científicos

Requisitos mínimos necessários, mas não suficientes para ingresso e promoção

Esses requisitos mínimos servem como uma orientação aos pesquisadores, lembrando que a análise qualitativa da produção científica descrita acima deve prevalecer.

a) Os quantitativos mínimos de produção científica e tecnológica para o ingresso em uma determinada categoria são listados na tabela abaixo, considerando os períodos de avaliação de cinco e dez anospara as categorias 2 e 1, respectivamente.

Table de quantitativos mínimos de produção científica e tecnológica para o ingresso em uma determinada categoria
Categoria 1A 1B 1C 1D 2
Número de publicações em periódicos 8 7 6 5 2
Produção Técnica e Intelectual Total (Conferência = peso 1, Capítulo de livro (stricto sensu) = peso 1, Periódico = peso 2, Patente = peso 2, Livro = peso 4) 50 45 35 25 8
Orientação concluída (Mestrado = peso 1, Doutorado = peso 2) 12 10 8 6 2
 

b) Os quantitativos mínimos de produção científica e tecnológica para a renovação por mais um período numa mesma categoria são listados na tabela a seguir, considerando os períodos de avaliação de cinco e dez anos para as categorias 2 e 1, respectivamente.

Table de quantitativos mínimos de produção científica e tecnológica para a renovação por mais um período numa mesma categoria
Categoria 1 2
Número de publicações em periódicos 5 2
Produção Técnica e Intelectual (Conferência = peso 1, Capítulo de livro (stricto sensu) = peso 1, Periódico = peso 2, Patente = peso 2, Livro = peso 4) 25 8
Orientação concluída (Mestrado = peso 1, Doutorado = peso 2) 6 2
 

Perfis esperados dos pesquisadores nas diferentes categorias:

· Pesquisador 1A

O pesquisador deve ter mostrado excelência continuada na produção científica e na formação de recursos humanos, além de liderar grupos de pesquisa consolidados. O perfil deste nível de pesquisador deve, na maior parte dos casos, extrapolar os aspectos unicamente de produtividade para incluir aspectos adicionais que mostrem uma significativa liderança dentro da sua área de pesquisa no Brasil, uma importante inserção internacional e capacidade de explorar novas fronteiras científicas em projetos de risco.

· Pesquisador 1B

Além de uma crescente contribuição à formação de recursos humanos e à produção de ciência e tecnologia, será avaliada a contribuição na nucleação de grupos de pesquisa, programas de graduação e pós-graduação de sua instituição, sua visibilidade nacional e internacional, além da participação em atividades de política e gestão científicas.

· Pesquisador 1C

Nessa categoria é esperado que além da continua produtividade científica e tecnológica qualificada e formação de recursos humanos, o pesquisador tenha uma importante inserção nacional, demonstre alguma visibilidade internacional, tenha uma participação importante nas atividades institucionais e tenha gerido projetos de pesquisa de maior porte.

· Pesquisador 1D

O pesquisador nesse nível deve demonstrar uma importante independência científica, ter capacidade de gerir projetos científicos, ter consolidado sua capacidade de formar recursos humanos e ter uma produtividade científica em termos de publicações qualifi­ca­das continuada.

 

· Pesquisador 2

O pesquisador deve ter demonstrado capacidade de orientar alunos de pós-graduação e deve ter uma produtividade científica demonstrada em publicações e participação em conferências nos últimos cinco anos de sua carreira.

 

COAPD | CC - Ciência da Computação

Ciências Exatas e da Terra e Engenharias

Critérios de Julgamento CA-CC

Vigência: 2015 a 2017

Critérios Gerais

a) O enquadramento do pesquisador na categoria 1 exige que o pesquisador tenha, no mínimo, 8 (oito) anos de doutorado por ocasião da implementação da bolsa. O enquadramento do pesquisador na categoria 2 exige que o pesquisador tenha, no mínimo, 3 (três) anos de doutorado por ocasião da implementação da bolsa.

b) O desempenho do pesquisador é avaliado por meio de indicadores referentes ao quinquênio anterior, no caso da categoria 2, e do decênio anterior, no caso da categoria 1.

c) Os critérios incluem sua produção científica, formação de recursos humanos, contribuição para a inovação, coordenação ou participação em projetos de pesquisa, participação em atividades editoriais e de gestão científica e administração de instituições e núcleos de excelência  científica e tecnológica.

d) Os solicitantes serão classificados pelos critérios a seguir, exclusivamente com a finalidade de adequar a demanda às cotas de bolsas PQ disponibilizadas pelo CNPq. 

Critérios Específicos

Os julgamentos do CA-CC são baseados nos itens especificados pelo edital, dentre os quais se destacam: o projeto de pesquisa proposto, a produtividade atestada, principalmente no período estabelecido, o atendimento a requisitos adicionais tais como definidos nos perfis da área para bolsistas dos vários níveis de classificação. Cada pedido de bolsa é relatado por um membro do Comitê durante  a reunião de julgamento de bolsas. A base do julgamento é o parecer de avaliadores ad hocselecionados pelo CNPq, ratificado ou retificado pelo parecer do CA-CC a partir do parecer do membro relator do processo em questão. Caso um membro do Comitê seja da mesma instituição do pesquisador cujo pedido está sendo julgado, o membro em questão se omite de dar qualquer parecer sobre o caso

O CA-CC tem plena consciência de que os indicadores de produtividade não são os mesmos para as diversas sub-áreas da Computação. Para avaliá-los conta com a opinião de especialistas da área (os pareceristas ad hoc e, ocasionalmente, membros do próprio CA). O CA-CC  leva em consideração publicações em periódicos  qualificados, de ampla circulação, com bom corpo editorial, e em anais de congressos e outros eventos com sistema de arbitragem rigoroso . Para auxiliar na análise da produção científica, o CA-CC  baseia-se  em indicadores objetivos, tais como o índice de impacto, número de citações e outros indicadores usados pela comunidade científica As diretivas do CA-CC estabelecem publicações qualificadas como um requisito fundamental para concessão de bolsas de pesquisa individuais em qualquer dos níveis existentes. Isto não quer dizer que publicações nacionais ou regionais de bom nível não sejam consideradas, mas indica que elas não são suficientes para a obtenção ou manutenção das bolsas.

De forma complementar, têm sido levados em consideração outros indicadores objetivos tais como orientações concluídas, total de recursos obtidos em projetos de pesquisa, prêmios e distinções recebidas e participação em comitês científicos.

Nas atividades de orientação, alguns aspectos analisados são: quantos alunos de mestrado/doutorado concluíram suas dissertações/teses sob sua orientação no período relevante para o julgamento? Que trabalhos associados a essas orientações foram publicados ou submetidos para publicação em periódicos e/ou eventos nacionais e/ou internacionais? Qual a importância dessas publicações na área de pesquisa da pós-graduação em questão? Quantas orientações de mestrado e doutorado estão em andamento? Que tipos de cursos de pós-graduação relacionados à sua pesquisa o proponente tem lecionado? Com que regularidade? Em que tipo de programa ou circunstância (e.g. cursos convidados em outras instituições, tutoriais em eventos relevantes, etc.)?

Em resumo, a produção científica apresentada ao CA-CC deve refletir de maneira clara e inequívoca o núcleo da carreira do pesquisador/ professor, suas contribuições científicas e tecnológicas de reconhecida qualidade e os aspectos  inovadores da produção apresentada.

Perfil de pesquisador 2

O pesquisador tem sido classificado pelo CA-CC neste nível se:

- já tiver um histórico de publicações de nível internacional. Pelo menos uma publicação em periódico internacional de bom nível tem sido necessária (os ingressantes têm, em geral, tido mais de uma).

- já tiver preferencialmente demonstrado independência, com resultados obtidos após o trabalho de doutorado.

- já tiver preferencialmente envolvido em atividades de orientação de alunos de IC e alunos de pós-graduação

Em quase todos os casos, este é o nível inicial atribuído a um pesquisador. Excetuam-se os casos de pesquisadores mais experientes com bons currículos e desde que haja disponibilidade de bolsas.

Perfil de pesquisador 1

Nível D: O pesquisador tem sido classificado pelo CA-CC neste nível se:

- apresentar produção científica regular há pelo menos 6 (seis) anos;

- tiver publicações de nível internacional, várias em periódicos, com resultados obtidos após o trabalho de doutorado;

- tiver orientado dissertações de mestrado ou teses de doutorado, quando vinculado a instituição que possua  programas de pós-graduação.

Nível C: O pesquisador tem sido classificado pelo CA-CC neste nível se, além dos requisitos anteriores:

- apresentar produção científica regular há pelo menos 8 (oito) anos;

- tiver produção regular, notadamente em periódicos internacionais de bom nível;

- tiver independência científica e inserção internacional, comprovada através de participação em comitês de programa internacionais, em programas de cooperação internacional, etc.

- tiver demonstrado capacidade de captar recursos para pesquisa;

- tiver orientado um número de dissertações de mestrado ou teses de doutorado, compatível com seu tempo de doutorado, quando vinculado a instituição que possua programas de pós-graduação.

Nível B: O pesquisador tem sido classificado pelo CA-CC neste nível se, além dos requisitos anteriores:

- apresentar produção científica regular há pelo menos 10 (dez) anos;

- tiver publicado regularmente em periódicos e conferências de nível internacional considerados de primeira linha;

- tiver contribuído decisivamente para formar grupos de competência, com reconhecimento nacional e internacional.

Nível A: O pesquisador tem sido classificado pelo CA-CC neste nível se, além dos requisitos anteriores:

- apresentar produção científica regular há pelo menos 12 (doze) anos;

- tiver tido trabalho científico contínuo de vários anos evidenciado por um número elevado de publicações em periódicos e conferências de nível internacional considerados de primeira linha;

- tiver contribuído indiscutivelmente para o desenvolvimento da sua área no país;

- tiver contribuído indiscutivelmente para a nucleação de grupos de pesquisa e formação de novos cientistas;

- tiver indiscutível liderança nacional e reconhecimento internacional, com indicações claras das contribuições  para a comunidade nacional e internacional, como por exemplo, participação em comissões representativas da comunidade nacional / internacional, participação em  comitê organizador de eventos nacionais/internacionais de reconhecida excelência acadêmica e apresentação de palestras plenárias em conferências importantes da área.

Notas:

1. Para o enquadramento nas categorias mencionadas, a produção científica deverá ser em periódicos indexados, com corpo editorial e de ampla circulação. O CA-CC também leva em consideração a produção em congressos internacionais com amplo reconhecimento de qualidade numa escala global.

2. O desempenho de atividades administrativas constitui uma contribuição relevante do pesquisador para a comunidade. No entanto, não justifica por si só a concessão da bolsa.

Mudança de nivel  do pesquisador:

1. A progressão para a categoria 1 pressupõe que o pesquisador já tenha evidenciado claramente sua autonomia científica e seu reconhecimento pela comunidade internacional.

2. A progressão do pesquisador dentro do nível 1 estará associada a uma produção científica e tecnológica independente e regular, com demonstração de crescente liderança e independência científica.

3. Bolsistas, em todos os níveis, com baixa produtividade científica podem ter a bolsa cancelada com conseqüente exclusão do sistema.

4. Os bolsistas poderão ter o nível de suas bolsas de pesquisa rebaixado por falta de desempenho competitivo e compatível com o nível da bolsa.

As progressões de pesquisador dependem da disponibilidade de bolsas nos diversos níveis.  Essa disponibilidade é função dos recursos concedidos pelo CNPq e também das recomendações do CA-CC para exclusão ou alteração de nivel de bolsistas em julgamento.  O CA-CC tem adotado a idéia de uma "curva de histerese''. Isto implica em examinar não somente a produção do período que imediatamente precede o coberto pela bolsa, mas também a produção acumulada do pesquisador. Caso haja um histórico de produção regular e de bom nível, poderá ser concedido um período adicional de bolsa para que o pesquisador retome a produtividade desejada. O item 3 permite  a possibilidade de inclusão de novos pesquisadores produtivos no sistema de bolsas.


COCEX | MA - Matemática e Estatística

Ciências Exatas e da Terra e Engenharias

Critérios de Julgamento - CA-MA

Vigência: 2015 a 2017

Critérios Gerais

a) O enquadramento do pesquisador na categoria 1 exige que o pesquisador tenha, no mínimo, 8 (oito) anos de doutorado por ocasião da implementação da bolsa. O enquadramento do pesquisador na categoria 2 exige que o pesquisador tenha, no mínimo, 3 (três) anos de doutorado por ocasião da implementação da bolsa.

b) O desempenho do pesquisador é avaliado por meio de indicadores referentes ao quinquênio anterior, no caso da categoria 2, e do decênio anterior, no caso da categoria 1.

c) Os critérios incluem sua produção científica, formação de recursos humanos, contribuição para a inovação, coordenação ou participação em projetos de pesquisa, participação em atividades editoriais e de gestão científica e administração de instituições e núcleos de excelência  científica e tecnológica.

d) Os solicitantes serão classificados pelos critérios a seguir, exclusivamente com a finalidade de adequar a demanda às cotas de bolsas PQ disponibilizadas pelo CNPq. 

Critérios Específicos

No julgamento das solicitações de bolsas de produtividade em pesquisa o CA-MA utiliza os seguintes critérios fundamentais:

* regularidade das publicações e qualidade dos periódicos;
* participação na formação de recursos humanos no contexto institucional;
* especial atenção aos jovens com claro potencial para se tornarem lideranças.

As seguintes são condições necessárias ou mínimas que os detentores de bolsa de produtividade em pesquisa devem satisfazer, em cada nível:

1A - Pesquisador ativo, de reconhecida liderança tendo orientado teses de Doutorado. Na sua contribuição científica devem existir resultados que o identifiquem como uma autoridade internacional. Esta posição só pode ser ocupada após análise pelo CA- MA, de pelo menos 2 (dois) pareceres sigilosos por matemáticos/probabilistas/estatísticos que sejam autoridades da área no mundo.

1B - Pesquisador ativo, com capacidade de orientar teses de Doutorado e reconhecido como uma autoridade científica na sua área de atuação. Deve desempenhar papel importante em algum grupo de pesquisa de reconhecida qualidade.

1C - Pesquisador ativo e independente, com capacidade de orientar teses de Doutorado, produção científica reconhecida e potencial para se tornar uma autoridade científica na sua área.

1D - Pesquisador ativo, com publicações periódicas em excelentes revistas e mostrando capacidade de orientar teses de Doutorado, evidenciada pela profundidade e abrangência dos seus trabalhos de pesquisa.

2 - Pesquisador ativo, com publicações que evidenciem uma carreira em ascensão e consistente com a sua faixa de senioridade.


COCEX | FA - Física e Astronomia

Ciências Exatas e da Terra e Engenharias

COCEX | FA - Física e Astronomia

Ciências Exatas e da Terra e Engenharias

Critérios de Julgamento (CA-FA)

Vigência: 2016 a 2018

 

Critérios para Alocação de Bolsas de Produtividade

 

Em consonância com os critérios estabelecidos pelo Conselho Deliberativo do CNPq,  a análise do projeto de pesquisa e a classificação do pesquisador nos diferentes níveis serão feitas de forma comparativa entre todos os bolsistas PQ,  considerando a sua produtividade continuada nos períodos mencionados abaixo, admitindo assim a mobilidade de pesquisadores entre níveis. Por ser um processo que envolve a avaliação de centenas de currículos, a análise será também embasada por índices quantitativos de produção de conhecimento e de recursos humanos, extraídos do currículo Lattes, que devem estar, obrigatoriamente, atualizados.  Devido aos homônimos e diferentes formas de colocar os nomes dos pesquisadores nos artigos, o comitê recomenda que o pesquisador se cadastre na plataforma ResearcherID (http://www.researcherid.com) e  informe  esse fato no currículo Lattes no campo apropriado. Embora não seja obrigatório, a inexistência desse cadastro poderá prejudicar a análise da solicitação.  

O comitê solicita que o pesquisador, ao elaborar o projeto científico, inclua uma seção inicial, de no máximo uma página, resumindo as principais atividades desenvolvidas nos últimos 5 (cinco) anos (para pesquisadores da Categoria 2) ou nos últimos 10 (dez) anos (para pesquisadores da Categoria 1), considerando os pontos listados abaixo. 

Um projeto de pesquisa conciso, tipicamente de 5 páginas, deve ser suficiente para que o pesquisador seja avaliado pelos assessores ad-hoc e pelo CA.

O comitê também se preocupa com a identificação da real contribuição do pesquisador em artigos que envolvem autores que publicam em grupo de forma recorrente. Sempre que isso ocorrer em mais da metade dos artigos de um pesquisador, seria importante que no texto inicial também constasse a informação sobre suas contribuições e responsabilidades no grupo. Para pesquisadores que fazem parte de grandes colaborações em Física de Altas Energias e Astronomia/Astrofísica/Cosmologia (com tipicamente 50 ou mais membros), os itens mencionados no final deste documento devem ser explicitamente considerados.

 

 

Critérios e recomendações gerais

A alocação de Bolsas de Produtividade será baseada em avaliação comparativa dos candidatos envolvendo principalmente os seguintes indicadores:

- Regularidade, relevância, originalidade, repercussão e abrangência (em oposição a uma excessiva especialização) da produção científica e do projeto científico do pesquisador. A repercussão da produção científica é avaliada com base em índices bibliométricos e outros indicadores: número de publicações de qualidade em periódicos indexados com fator de impacto expressivo, citações, fator H, etc.

- Formação de recursos humanos.

Tais indicadores serão utilizados em uma avaliação quantitativa da produtividade do pesquisador que contribuirá para determinar prioridades para concessão das bolsas, bem como para o seu enquadramento nos diferentes níveis. De modo a servir como balizamento para os potenciais solicitantes, uma análise estatística de alguns dos indicadores utilizados na avaliação quantitativa (para os atuais bolsistas em diferentes níveis) está disponível no site https://sites.google.com/site/cafacnpq16/

Além desta avaliação quantitativa, serão levados em conta os seguintes aspectos:

- Contribuição específica do candidato em seu grupo de pesquisa e, quando houver, em colaborações interdisciplinares.

- Particularidades das áreas de pesquisa e atuação de cada pesquisador.

- Palestras convidadas em congressos internacionais.

- Contribuição para a inovação e geração de propriedade intelectual, tais como patentes, registros de software, etc.

- Ações de divulgação científica.

- Coordenação de projetos científicos e visando aplicações.

Os solicitantes serão classificados por estes critérios, exclusivamente com a finalidade de adequar a demanda às cotas de bolsa PQ disponibilizadas pelo CNPq.

 

 

Perfil e critérios para classificação de Bolsas de Produtividade na Categoria 1

- O enquadramento do pesquisador na Categoria 1 exige que o pesquisador tenha, no mínimo, 8 (oito) anos de doutorado por ocasião da implementação da bolsa.

- Na análise dos indicadores para os pesquisadores candidatos às Bolsas na Categoria 1, serão enfatizados os últimos 10 (dez) anos, retrocedendo a partir do ano anterior ao do julgamento.

- Será avaliada a capacidade de formar recursos humanos, em nível de doutorado, demonstrada por meio da orientação de teses concluídas com sucesso e que originaram publicações em revistas de fator de impacto expressivo.

- Será avaliada a participação em editoria e arbitragens para revistas internacionais indexadas, bem como (especialmente nos níveis mais elevados) convites para palestras e/ou participação nos comitês de organização de eventos importantes de caráter internacional.

- Será avaliada a capacidade para obtenção de recursos e participação institucional para instalação, ampliação e manutenção de infraestrutura de pesquisa e o impacto da mesma sobre o desenvolvimento científico e tecnológico nacional.

Para classificação nos subníveis são observados os seguintes perfis:

Nível 1D: Pesquisador que já demonstrou ter alcançado certa independência científica e que já orientou estudantes de mestrado e demonstra capacidade de orientar teses de doutorado, por meio de trabalhos publicados.

Nível 1C:   Pesquisador experiente, com certo renome internacional em sua área de trabalho, e que já demonstrou capacidade de formação de pesquisadores. Deve ter formado seus primeiros doutores e ter um número considerável de boas publicações. Nesse nível podem também ser classificados pesquisadores altamente qualificados e independentes, mas que, devido às circunstâncias de seu trabalho, ainda não puderam contribuir diretamente para a formação de doutores.

Nível 1B:   Pesquisador com larga experiência científica e reconhecimento internacional. Deve ter demonstrado uma produção científica original de alto nível, com publicações regulares em bons periódicos, e ter orientado  teses completas de doutorado. Deve ter participado de programas e projetos científicos de longo prazo, além de ter contribuído para a criação de uma reconhecida competência do grupo e da instituição onde trabalha.

Nível 1A:   Pesquisador que, além dos atributos do nível 1B, tenha demonstrado capacidade de liderança científica tanto na sua instituição como no plano nacional, com contribuição significativa para o desenvolvimento da Física no País. Sua carreira deve compreender uma atividade científica contínua, em nível de excelência, contribuindo para formação de novos cientistas, nucleação de grupos de pesquisa reconhecidos e fortalecimento de instituições de pesquisa no País.

 

Perfil e critérios para classificação de Bolsas de Produtividade na Categoria 2

- O enquadramento do pesquisador na Categoria 2 exige que o pesquisador tenha, no mínimo, 3 (três)  anos de doutorado por ocasião da implementação da bolsa.

- Na análise dos indicadores para os pesquisadores candidatos às Bolsas na Categoria 2, serão enfatizados os últimos 5 (cinco) anos, retrocedendo a partir do ano anterior ao do julgamento.

- É desejável que o solicitante já participe da formação de recursos humanos por meio da orientação de projetos de iniciação científica e de pós-graduação.

- É desejável que o solicitante já participe da coordenação de projetos, independente do montante dos recursos financeiros envolvidos, demonstrando atuação proativa e independente na captação de recursos para a nucleação e manutenção de infraestrutura de pesquisa.

 

Critérios e recomendações específicas para pesquisadores atuantes em grandes colaborações de Física de Altas Energias e Astronomia/Astrofísica/Cosmologia (com tipicamente 50 ou mais membros), nacionais e internacionais:

Quando o pesquisador pertencer a grandes colaborações, nacionais ou internacionais, nas quais há a publicação de um grande número de artigos com um número expressivo de autores, o CA-FA solicita que seja anexada, no início do Projeto de Pesquisa, uma declaração do próprio pesquisador explicitando a sua contribuição para as atividades da colaboração, de acordo com os itens abaixo especificados, quando aplicáveis para a colaboração em que o pesquisador participa. O comitê solicita que o pesquisador indique o link para a página da colaboração na internet e, quando aplicável, indicar os links nessa página que comprovem os itens abaixo.

- Participação na criação ou liderança de grupo de pesquisa da colaboração. Indicar os membros do grupo e suas instituições.

- Participação na implantação de infraestrutura de pesquisa (laboratório de instrumentação, centro de processamento, etc.) voltada ao experimento e da respectiva captação de recursos associada a essa iniciativa. Indicar os valores dos recursos financeiros envolvidos e a atividade desempenhada (coordenação, implantação de hardware, implantação de software, implantação de estrutura física, etc.).

- Participação de comitês de coordenação e gerenciamento da colaboração (executivo, administrativo, financeiros, editoração, etc.). Indicar o comitê e sua função.

- Coordenação de grupos ou subgrupos de trabalho da colaboração. Indicar os membros do grupo e suas instituições.

- Apresentação de trabalho em conferência nacional ou internacional em nome da colaboração. Especificar o tipo de trabalho (poster, paralela, plenária, revisão, ¿), o título e a conferência. Quando possível indicar o link para proceedings ou agenda da conferência.

- Participação de elaboração de Nota Interna da colaboração. Especificar título e autores.

- Participação  em conselhos editoriais e no grupo de árbitros  internos da  colaboração em análise de dados e em publicações resultantes em revistas arbitradas. Indicar explicitamente o(s) artigo(s).

- Participação da (i) concepção, (ii) construção, (iii) instalação ou (iv) manutenção de hardware ou instrumentação associada ao experimento (subdetectores, eletrônica, etc.). Indicar o instrumento e especificar a contribuição.

- Participação da (i) concepção, (ii) implantação, (iii) manutenção ou (iv) operação da estrutura de processamento, armazenamento e transferência de dados do experimento. Indicar a estrutura e especificar a contribuição.

- Participação da (i) concepção, (ii) desenvolvimento ou (iii) manutenção do software do experimento (algoritmos de identificação, calibração, simulação, resolução, trigger, reconstrução, banco de dados, etc.). Indicar o software e especificar a contribuição.

- Orientação ou coorientação de estudantes de Iniciação Científica, Mestrado ou Doutorado ou supervisão de Pós-doutorado de participantes envolvidos na colaboração. Indicar os nomes dos estudantes e suas instituições.

- Participação da organização de eventos científicos (workshop, conferências, simpósios, etc.) com temática diretamente relacionada às atividades do experimento.

- Participação da produção de eventos por métodos de Monte Carlo para uso comum de toda a colaboração.

- Participação efetiva em análises de dados da colaboração e em publicações em revista arbitrada  resultantes dessas análises. Indicar explicitamente o(s) artigos, o objeto de análise e participantes diretamente envolvidos.

- Participação em trabalhos  com poucos autores publicados  em revistas arbitradas, relacionados a estudos teóricos ou fenomenológicos, a propostas de novos métodos experimentais ou de análise de dados, mesmo em áreas correlatas àquelas a que se dedica a colaboração. Indicar explicitamente o(s) artigo(s).

- Realização de plantões de monitoramento, tomada de dados ou operação dos subsistemas do experimento. Especificar atividade e datas de realização.

- É desejável que os candidatos a bolsa de pesquisa PQ-2 ou 1-D apresentem cartas dos coordenadores (coordinators, conveners) do(s)  grupo(s) de trabalho em que o candidato está envolvido, com a descrição das atividades desenvolvidas dentro da colaboração nos últimos cinco anos.

Vale lembrar que a declaração acima, juntamente com o Currículo Lattes devidamente atualizado, é mandatória para a análise da produção científica do candidato.


COCHS | FI - Filosofia

Ciências Humanas e Sociais Aplicadas

Comitê de Assessoramento de Filosofia e Teologia (CA-FI)

Critérios de Julgamento para Bolsas de Produtividade em Pesquisa (PQ)

 

Vigência: 2015 a 2017

 

Áreas: FILOSOFIA e TEOLOGIA

 

1) Critérios gerais para a avaliação das solicitações de bolsa de produtividade em pesquisa.

A avaliação das solicitações levará em consideração o projeto de pesquisa e o curriculum do proponente, segundo os tópicos abaixo elencados.

1.1Projeto de pesquisa

Na avaliação do projeto de pesquisa serão considerados:

1.1.1 A pertinência e relevância filosóficas da questão abordada, quer do ponto de vista histórico, quer do ponto de vista conceitual.

1.1.2 A originalidade da abordagem, a fundamentação teórica e metodológica da proposta, sua clareza e precisão.

1.1.3 O conhecimento do estado da arte relativo à questão a ser examinada e a indicação da hipótese de trabalho que servirá como fio condutor da pesquisa.

1.1.4 O plano de trabalho que descreve as etapas que devem ser efetivamente percorridas para o progressivo esclarecimento da questão durante o prazo de vigência da bolsa.

1.1.5 A adequação das obras citadas na bibliografia, principal e secundária, nacional e estrangeira, para o esclarecimento efetivo da questão abordada pelo projeto.

1.1.6 Os resultados pretendidos pelo projeto quer do ponto de vista dos livros, capítulos e/ou artigos que dele resultarão, quer do ponto de vista institucional (formação de pesquisadores etc.)

2.1 Análise do curriculum

2.1.1 Na avaliação do curriculum serão consideradas a produção científica e demais atividades acadêmicas relevantes dos últimos dez anos, para pesquisador 1, e dos últimos cinco anos, para pesquisador 2. Considerar-se-á sobretudo a qualidade, aferida por sua repercussão no meio acadêmico, constituindo-se em referência para a área.

2.1.2. Na avaliação da produção científica, serão consideradas prioritariamente as publicações do proponente na área de filosofia e em suas diversas sub-áreas, considerando-se também a produção intelectual inter e transdisciplinar com relevância filosófica.

2.1.3 Verificar-se-á também a contribuição científica inovadora das publicações para a área. Será examinado se os artigos de autoria do proponente foram publicados em revistas com conselho editorial, bem como a classificação do periódico no Qualis/ CAPES.

2.1.4 Serão considerados os livros e capítulos de livros publicados por editoras universitárias ou comerciais reconhecidas pela área.

2.1.5 Considerar-se-á a organização de coletâneas e a tradução de textos clássicos de acordo com padrões histórico-crítico-filológicos reconhecidos na área de filosofia.

2.1.6 Será considerada a atuação em cursos de graduação em filosofia e, principalmente, em programas de pós-graduação em filosofia, credenciados pela CAPES, em Instituições de Ensino Superior ou em Institutos de Pesquisa reconhecidos.

2.1.7 Será considerada a capacidade de formação de recursos humanos em Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado.

2.1.8 Será considerada a apresentação de trabalhos em eventos nacionais e/ou internacionais.

2.1.9 Será considerada a coordenação ou participação em Projetos de Pesquisa.

2.1.10 Será considerada a participação em atividades editoriais, de gestão científica, bem como a administração de instituições e núcleos de excelência científica e tecnológica.

Observação: na avaliação do curriculum, a produção científica especificada nos itens 2.1.1-2.1.5, terá 50% do peso; a capacidade de formação de recursos humanos, especificada em 2.1.7, terá 22% do peso; os demais itens listados em 2.1.6, 2.1.8, 2.1.9 e 2.1.10, terão cada um 7% do peso.

 

2) Critérios específicos para cada categoria/nível

Os critérios específicos supõem a satisfação dos requisitos do nível imediatamente anterior e acrescentam a estes condições suplementares para a classificação inicial ou a reclassificação do pesquisador.

O universo dos pesquisadores, adaptado à legislação em vigor, apresenta um grande recorte em Categorias 1 e 2, acrescido de vários estratos na Categoria 1 (A, B, C e D): O parâmetro que orienta a classificação dos bolsistas é a excelência acadêmica, conjugada com liderança intelectual, presença institucional, inserção nacional/internacional e capacidade de formação dos pesquisadores. As categorias 1A e 1B classificam o pesquisador que, segundo o perfil acima definido, realize plena e equilibradamente as atividades de ensino e pesquisa, bem como os requisitos de liderança intelectual, presença institucional e inserção nacional / internacional.

2.1 Categoria 2 (PQ-2):

O pesquisador classificado nesta categoria deve satisfazer as seguintes condições:

2.1.1 Ter publicado capítulos de livros e/ou artigos em veículos que preencham os requisitos enunciados acima nos critérios gerais.

2.1.2 Ter evidenciado alguma experiência de orientação, em Iniciação Científica, monografias de conclusão ou trabalhos equivalentes ou pelo menos uma orientação de mestrado.

2.1.3 Estar inserido preferencialmente em atividades de graduação em filosofia e de pós-graduação stricto sensu na área.

2.1.4 Ter apresentado trabalhos em eventos nacionais ou internacionais.

2.1.5 Ter desempenho que reflita crescentes autonomia intelectual e produção científica.

Para ingressar na categoria 2, o pesquisador deverá ter, no momento do julgamento da bolsa PQ, no mínimo 3 anos de doutoramento e sua produção deverá ser constituída de pelo menos 5 publicações.

2.2 Categoria 1 - Nível D (PQ-1D):

O pesquisador a ser classificado nesta categoria deve satisfazer as seguintes condições:

2.2.1 Ter publicado regularmente artigos e capítulos de livros em veículos que satisfaçam os  requisitos enunciados acima nos critérios gerais.

2.2.2 Ter comprovado experiência de orientação em nível de mestrado.

2.2.3 Ter presença institucional e inserção nacional no trabalho filosófico, demonstrada por meio de organizações de eventos, e/ou participações em GTs, e/ou nucleação de grupos de pesquisas, e/ou colaboração com outras instituições.

2.2.4 Ter apresentado trabalhos em eventos nacionais e internacionais.

2.3 Categoria 1 - Nível C (PQ-1C):

O pesquisador a ser classificado nesta categoria deve satisfazer as seguintes condições:

2.3.1 Ter publicado regularmente artigos, capítulos de livros e pelo menos um livro em veículos que satisfaçam os requisitos enunciados acima nos critérios gerais.

2.3.2 Ter comprovado a sua capacidade de orientação regular de dissertações e teses.

2.3.3 Ter presença institucional e reconhecida inserção nacional no trabalho filosófico, por meio de organizações de eventos, e/ou participações em GTs, e/ou nucleação de grupos de pesquisas, e/ou colaboração com outras instituições.

2.4 Categoria 1 - Nível B (PQ-1B)

O pesquisador a ser classificado nesta categoria deve satisfazer as seguintes condições:

2.4.1 Ter publicado regularmente artigos, capítulos de livros e livros em veículos que satisfaçam os requisitos enunciados acima nos critérios gerais, e sejam considerados significativos para a área.

2.4.2 Ter comprovado a sua capacidade de orientação regular de dissertações e teses.

2.4.3 Ter comprovado efetiva inserção nacional e internacional no trabalho filosófico, por meio de organização de eventos de impacto na área, participações em GTs, nucleação de grupos de pesquisas e colaboração com outras instituições brasileiras e estrangeiras, convites para cursos em outras instituições acadêmicas no país e no exterior.

2.5 Categoria 1 - Nível A (PQ-1A)

O pesquisador a ser classificado nesta categoria deve satisfazer as seguintes condições:

2.5.1 Ter publicado regularmente artigos, capítulos de livros e livros em veículos nacionais e internacionais que satisfaçam os requisitos enunciados acima nos critérios gerais.

2.5.2 Ter comprovado a sua capacidade de orientação regular de dissertações e teses. 

2.5.3 Ter liderança intelectual e acadêmica, evidenciada por meio de formação de cursos, centros de pesquisas, linhas de pesquisas, convênios, direção de acordos nacionais e internacionais, participação em conselhos editorais, participação em entidades científicas, convites para cursos em outras instituições acadêmicas no país e no exterior, ou premiações.


COCHS | AC - Artes, Ciência da Informação, Museologia e Comunicação

Ciências Humanas e Sociais Aplicadas

Comitê de Assessoramento de Artes, Ciência da Informação, Museologia e Comunicação - CA-AC

Critérios de Julgamento para Bolsas de Produtividade em Pesquisa (PQ)

Vigência: 2012 a 2014

 

Área: ARTES

 

Normas Gerais

O principal parâmetro para entrada no sistema de bolsas PQ é a vinculação entre uma proposta de pesquisa que contemple tema relevante e inovador para o avanço e consolidação da Área de Conhecimento das Artes e o perfil do pesquisador. Por tanto, a avaliação leva em conta a produção acadêmica e a qualidade do projeto apresentado durante o processo de avaliação. Os critérios da Área foram estabelecidos com o objetivo de avaliar o impacto da produção do pesquisador. É um importante quesito a inserção do pesquisador nos meios acadêmicos do país, bem como a contribuição do seu trabalho para o avanço dos estudos na Área.

 

Considera-se que o pesquisador para aceder a uma Bolsa de PQ deverá:

-         Ter pesquisa desenvolvida regularmente, a partir de projetos reconhecidos institucionalmente pelos programas de pós-graduação e/ou agências de fomento, e cujos resultados sejam divulgados nos fóruns da área.

-         Formar novos pesquisadores no âmbito dos projetos de Iniciação Científica e do sistema da Pós-Graduação.

-  Apresentar produção científica divulgada em periódicos, livros e anais de eventos reconhecidos da área e indexados.

- No caso de pesquisadores artistas, apresentar produção artística e técnica claramente relacionada com projeto de pesquisa registrado nos programas de pós-graduação.

- Participar da nucleação de grupos de pesquisa.

- O desempenho do pesquisador é avaliado por meio de indicadores referentes ao qüinqüênio anterior, no caso da categoria 2, e do decênio anterior, no caso da categoria 1.

- Ter concluído o doutorado, por ocasião da implementação da bolsa, há pelo menos 3 (três) anos para o nível 2 e há pelo menos 8 anos para o nível 1.

 

Normas Específicas

 

Perfil do Pesquisador para Bolsa PQ-2.

Para ingressar no sistema como Pesquisador Nível 2 o candidato deverá:

- Ter projeto de pesquisa preferencialmente vinculado grupo de pesquisa consolidado dentro da Área de Artes.

- Ter uma produção científica e/ou artística regular veiculada em periódicos indexados e realizações artísticas qualificadas. O patamar desejável de produções para Bolsa 2 é de pelo menos 5 (cinco) produtos entre livros, capítulos de livros, artigos em periódicos ou em anais de congressos, e produções artísticas vinculadas ao projeto de pesquisa, no período de 5 (cinco) anos.

- Haver orientado pelo menos 2 (duas) dissertações de mestrado ou teses de doutorado nos últimos 5 (cinco) anos. Serão consideradas relevantes também as orientações realizadas na graduação, tanto na forma de Trabalho de Conclusão de Curso, quanto de Iniciação Científica.

 

Perfil do Pesquisador para Bolsa PQ-1D

O Pesquisador nível 1D deverá:

- Ter projeto de pesquisa, preferencialmente vinculado grupo de pesquisa consolidado dentro da Área de Artes.

- Ter uma produção científica e/ou artística regular veiculada em periódicos indexados e realizações artísticas qualificadas. O patamar desejável de produções para o nível 1D é de pelo menos 10 (dez) produtos entre livros, capítulos de livros, artigos em periódicos ou em anais de congressos, e produções artísticas vinculadas ao projeto de pesquisa, no período de 10 (dez) anos.

- Haver orientado pelo menos 4 (quatro) dissertações de mestrado ou teses de doutorado nos últimos 10 (dez) anos. Serão consideradas relevantes também as orientações realizadas na graduação, tanto na forma de Trabalho de Conclusão de Curso, quanto de Iniciação Científica.

 

Perfil do Pesquisador para Bolsa PQ-1C

Para bolsa nível 1C o candidato deverá:

- Mostrar excelência continuada na produção científica e/ou artística, bem como na formação de recursos humanos.

- Demonstrar participação regular na formação e gestão de grupos de pesquisa consolidados na área e certificados institucionalmente com pelo menos 5 anos de existência;

- Demonstrar uma significativa liderança dentro da Área de pesquisa em Artes.

- Ter uma produção científica e/ou artística cuja repercussão seja manifesta através de publicações de qualidade em periódicos indexados, além de palestras convidadas em congressos nacionais e internacionais, e realizações artísticas qualificadas. O patamar desejável de produções para Bolsa 1C é de pelo menos 15 (quinze) produtos entre livros, capítulos de livros, artigos em periódicos ou em anais de congressos, e produções artísticas vinculadas ao projeto de pesquisa, no período de 10 (dez) anos.

- Haver orientado pelo menos 6 (seis) dissertações de mestrado ou teses de doutorado nos últimos 10 (dez) anos.

 

Perfil do Pesquisador para Bolsa PQ-1B.

Para bolsa nível 1B o candidato deverá:

- Mostrar excelência continuada na produção científica e/ou artística, bem como na formação de recursos humanos.

- Demonstrar participação regular na formação e gestão de grupos de pesquisa consolidados na área certificados institucionalmente com pelo menos 5 anos de existência.

- Mostrar uma significativa liderança dentro da Área de pesquisa em Artes.

- Ter uma produção científica e/ou artística, cuja repercussão seja manifesta através de publicações de qualidade em periódicos indexados, além de palestras convidadas em congressos nacionais e internacionais, e realizações artísticas qualificadas. O patamar desejável de produções para Bolsa 1B é de pelo menos 20 (vinte) produtos entre livros, capítulos de livros, artigos em periódicos ou em anais de congressos, e produções artísticas vinculadas ao projeto de pesquisa, no período de 10 (dez) anos.

- Haver orientado pelo menos 8 (oito) dissertações de mestrado ou teses de doutorado nos últimos 10 (dez) anos.

 

Perfil do Pesquisador para Bolsa PQ-1A

Para o nível 1A o pesquisador deverá, além atender aos quesitos do Pesquisador 1B, demonstrar uma trajetória de excelência no campo da pesquisa e/ou produção artística e formação de recursos humanos na área de Artes. Deve ainda liderar grupos de pesquisa consolidados e desenvolver pesquisas que estendam as fronteiras do conhecimento na área por meio de projetos inovadores. O pesquisador deve destacar-se na comunidade acadêmica nacional pela relevância e dimensão de sua produção intelectual e apresentar

inserção internacional em seu campo de atuação.

 

Áreas: CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, MUSEOLOGIA e COMUNICAÇÃO

 

O principal parâmetro para entrada no sistema é a apresentação de uma proposta de pesquisa que contemple tema relevante e inovador para o avanço e consolidação da Ciência da Informação e Museologia e Comunicação como áreas de conhecimento científico.  

A progressão dos pesquisadores em nível leva em consideração o estabelecido pelo CNPq na Norma para Bolsas Individuais no País  (RN-016/2006; redação modificada pela RN 009/2009), itens 1.3.4 e 1.4. "Requisitos e Critérios Mínimos para Enquadramento e Classificação", conforme as condições enumeradas nos diferentes níveis de progressão.

 

Critérios Gerais

Indicadores de qualidade da área e a pontuação correspondente

 

1. Produção Intelectual

Será considerada como produção intelectual, para efeitos destes procedimentos avaliativos:

- Artigo científico publicado em periódico de reconhecida qualidade na área, editado no país, de circulação nacional, ou no exterior, com julgamento por pares , comitê editorial e editor científico, de periodicidade regular   e  indexado em serviços de informação do país e do exterior;

- Livro ou capítulo de livro avaliado por pares e publicado por reconhecida instituição de ensino ou pesquisa  do país e do exterior ou por editora comercial com as mesmas qualidades exigidas das editoras públicas

- Autoria em coletânea organizada por pesquisadores e cientistas de renome da área, com avaliação de comitê editorial; e

- Trabalho completo publicado em anais de evento científico, de âmbito nacional ou internacional, promovido por instituições de ensino e pesquisa ou sociedades científicas da área e de campos afins; e

- Autoria de trabalhos completos no plano da produção artística audiovisual ou multimídia, que mantenha clara vinculação com as linhas de pesquisa do programa de pós-graduação em que o pesquisador  exercer atividades  ou no Grupo de Pesquisa do qual   participe.

Indicadores: qualidade, quantidade e regularidade da produção intelectual.

Ponderação: Ver quadro acima, específico da área de conhecimento

 

2. Formação de Recursos Humanos para Pesquisa

Competência e atuação nas diferentes etapas da formação de recursos humanos para pesquisa:

            a) formação de doutores e mestres na área; e

            b) atividade de ensino em cursos de pós-graduação lato sensu e stricto sensu,  em cursos de graduação oferecidos por instituições credenciadas no Brasil,  pelo MEC, e  no exterior

Ponderação: Ver quadro acima, específico da área de conhecimento

 

3. Coordenação e participação em projetos de pesquisa

Serão valorizadas: a) a continuidade e aprofundamento da atividade de pesquisa de reconhecido mérito acadêmico, assim como o direcionamento progressivo de pesquisa, sem redundâncias nem réplicas improdutivas, de pesquisas já realizadas pelo pesquisador ou no domínio de pesquisa de sua vinculação; b) a experiência na coordenação de projetos de pesquisa, principalmente as financiadas por órgãos de fomento nacionais e internacionais; c) a consistência com a história de pesquisa dos pesquisadores envolvidos no projeto; d)ea participação em grupos e redes de pesquisa institucionais e inter-institucionais, no Brasil e exterior, para continuidade e consolidação de linha de pesquisa.

Ponderação: Ver quadro acima, específico da área de conhecimento

 

4. Contribuição para a inovação

Considerando a Inovação em sua ampla dimensão (social, econômica, tecnológica), nesse item será aferido se a pesquisa implica algum desdobramento imediato ou previsível referente a uma transformação social, incluídas inovações referentes, por exemplo, à inclusão digital, à formação, tratamento ou preservação de memórias organizacionais, às ações de mediação na socialização de conhecimentos, entre outros, além do desenvolvimento de patentes, ferramentas e outros produtos e serviços, como repositórios, bibliotecas digitais e planejamento e execução de exposições.

Ponderação: Ver quadro acima, específico da área de conhecimento

 

5. Atividades editoriais e de política e gestão científica

Serão valorizadas contribuições ao reconhecimento de temáticas e abordagens atuais e que vão ao encontro de demandas sociais e de questões que formam as fronteiras investigativas da áreaou campos interdisciplinares, por meio da atividade editorial, da organização de eventos, e de outros meios de formação e de concretização de uma vontade temática produtiva e condizente com as linhas e ações de pesquisa do pesquisador.

Ponderação: Ver quadro acima, específico da área de conhecimento

 

6. Atividades de natureza científica e acadêmica de liderança na área

Será aferida, neste item, a participação em ações, representaçõese eventos que evidenciem o reconhecimento pelos pares de liderança na área, listando-se a seguir, a maneira de exemplos, alguns possíveis indicadores;

- Representação de área no CNPq e na CAPES;

- Participação em Comitê de Avaliação no âmbito da pesquisa e do ensino da área;

- Atuação em consultoria e assessoria científica ad hoc na área em órgão brasileiro e estrangeiro de ensino, pesquisa, gestão e avaliação;

- Aula Magna; e

- Participação na qualidade de conferencista, palestrante, coordenador de debates e mesas redondas em eventos científicos (congressos, simpósios, workshops) da área e de campos afins.

Ponderação: Ver quadro acima, específico da área de conhecimento

 


Critérios específicos

 

Bolsa PQ 2

A categoria 2 é destinada à entrada do pesquisador no sistema de Bolsas de Produtividade em Pesquisa do CNPq, devendo cumprir no mínimo as seguintes exigências de produção científica e de formação de recursos humanos:

 

Ciência da Informação e Museologia: produção científica ¿ 5 (cinco) publicações, considerando-se exclusivamente artigos em periódicos especializados, capítulos de livros, livros ou equivalentes em produção artística; formação de recursos humanos ¿ 1 (uma) orientação de mestrado concluída, nos últimos 3 (três) anos.

 

Comunicação: produção científica ¿ 6 (seis) publicações no período de 3 (três) anos imediatamente anterior ao pedido, considerando-se exclusivamente artigos em periódicos especializados, capítulos de livros, livros ou equivalentes em produção artística; formação de recursos humanos ¿ 2 (duas)  orientações de mestrado concluída.

 

São requisitos para obtenção de Bolsa PQ 2 (sem níveis), de  entrada e permanência no sistema:

- Apresentar um projeto de pesquisa de qualidade;

- Ter titulação de doutor há pelo menos 3 (três) anos, conforme normas vigentes (RN 016/2006, Anexo 1, item 1.4.1);

- Participar como membro ativo de grupo de pesquisa certificado institucionalmente;

- Estar vinculado a Instituto de Pesquisa ou a Programa de Pós-graduação reconhecido pela CAPES, ou a instituição de Ensino e Pesquisa em Ciência da Informação, Museologia e Comunicação, que tenham atividades regulares de pesquisa na área de demanda,

- Atuar na formação de pesquisadores, tendo ao menos duas orientações concluídas e desempenhado algumas outras atividades de orientação, tal como:  orientação de monografias de cursos de pós-graduação lato sensu (especialização); orientação de trabalhos de conclusão de curso de graduação; orientação de bolsistas de  iniciação científica;  e

- Ter produção científica regular na área: a) publicação de artigos em periódicos reconhecida qualidade na área, editado no país, de circulação nacional, ou no exterior, com julgamento por pares, comitê editorial e editor científico, de periodicidade regular e indexado em serviços de informação do país e do exterior; b) apresentação de trabalhos em reuniões científicas nacionais e internacionais; c) publicação de trabalhos completos em Anais de congressos.

 

Bolsa PQ 1D

São condições para ingresso no sistema de Bolsa Produtividade em Pesquisa I, na Categoria 1D:

- Titulação de doutor há pelo menos 8 (oito) anos, conforme normas vigentes (RN 016/2006, Anexo 1, item 1.4.1);

- Participação como membro ativo de grupo de pesquisa certificado institucionalmente;

- Vinculação a programas de pós-graduação em Ciência da Informação, Museologia e Comunicação, reconhecidos pela CAPES, ou vinculação a instituição de ensino com atuação na graduação e atividade de pesquisa nos últimos 10 (dez) anos;

- Atuação na formação de pesquisadores: orientação de dissertações de mestrado; orientação de monografias de cursos de pós-graduação lato sensu (especialização); orientação de trabalhos de conclusão de curso de graduação; orientação de bolsistas de iniciação científica, nos últimos 10 (dez) anos;

- Produção científica regular e em periódicos de circulação nacional e do exterior, de tradição científica, reconhecidos nas áreas, nos últimos 10 (dez) anos; publicação de livros ou capítulos de livros; apresentação de trabalhos e eventos de dimensão nacional e/ou internacional e publicação de trabalhos completos em anais.

 

Bolsa PQ 1C

São condições para candidatar-se à Bolsa Produtividade em Pesquisa I, na Categoria 1C:

- Titulação de doutor há pelo menos 8 (oito) anos;

- Líder de  grupo de pesquisa na área certificado institucionalmente;

- Experiência de coordenação de pelo menos 2 (dois) projetos de pesquisa;

- Vinculação a programas de pós-graduação em Ciência da Informação, Museologia e Comunicação, reconhecidos pela CAPES, ou vinculação a instituição de ensino com atuação na graduação e atividade de pesquisa nos últimos 10 (dez) anos;

- Atuação na formação de pesquisadores, principalmente na orientação de teses de doutorado e dissertações de mestrado, nos últimos 10 (dez) anos;

- Produção científica regular e em periódicos de circulação nacional e do exterior, de tradição científica, reconhecidos nas áreas, nos últimos 10 (dez) anos; publicação de livros ou capítulos de livros; apresentação de trabalhos e eventos de dimensão nacional e/ou internacional e publicação de trabalhos completos em anais;

- Participação em publicações nacionais/internacionais em sua área: a) na organização ou editoração de revistas, números especiais, livros e/ou coletâneas; b) como assessores  ad hoc de revistas nacionais e internacionais; e c)  integrando o Comitê Editorial de periódicos científicos;

- Participação em eventos em nível nacional/internacional: a) como convidado/debatedor em conferências, mesas redondas, etc; b) na qualidade  de  membro de  comitês científicos e/ou de organização de eventos.

 

Bolsa PQ 1B

- Titulação de doutor, há pelo menos 8 (oito) anos;

- Líder de grupo de pesquisa na área, certificado institucionalmente;

- Experiência de coordenação de projetos de pesquisa,há pelo menos 3 (três) anos;   

- Vinculação a programas de pós-graduação em Ciência da Informação, Museologia e Comunicação, reconhecidos pela CAPES ou comprovada vinculação com pesquisa na área nos últimos 10 (dez) anos;

- Atuação na formação de pesquisadores, particularmente na orientação de teses de doutorado e dissertações de mestrado, nos últimos 10 (dez) anos; supervisionar estágios de pós-doutorado;

- Produção científica regular e em periódicos de circulação nacional e do exterior, de tradição científica, reconhecidos nas áreas, nos últimos 10 (dez) anos; publicação de livros ou capítulos de livros; apresentação de trabalhos e eventos de dimensão nacional e/ou internacional e publicação de trabalhos completos em anais.

- Participação em publicações nacionais/internacionais em sua área: a) na organização ou editoração de revistas, números especiais, livros e/ou coletâneas; b) como assessores ad hoc de revistas nacionais e internacionais; c) integrando Comitê Editorial de periódicos científicos;

- Participação em eventos em nível nacional/internacional: a) como convidado/debatedor em conferências, mesas redondas, etc; b) como membro de comitês científicos e/ou de organização de eventos;

- contribuição em atividades e processos de política e gestão científica; e

- atuação em atividades de natureza científica e acadêmica de liderança na área.

 


Bolsa PQ 1A

O nível A é reservado a pesquisadores que tenham mostrado excelência continuada na produção científica e na formação de recursos humanos, e que liderem grupos de pesquisa consolidados. O perfil deste nível de pesquisador deve, na maior parte dos casos, extrapolar os aspectos unicamente de produtividade para incluir qualidades adicionais que mostrem uma significativa liderança dentro da sua área de pesquisa no Brasil e capacidade de explorar novas fronteiras cientificas em "projetos de risco" e inovadores;

- titulação de doutor há mais de 8 (oito) anos;

- líder de grupo de pesquisa na área certificado institucionalmente;

- experiência de coordenação de pelo menos 5 (cinco) projetos de pesquisa;

- vinculação a programas de pós-graduação em Ciência da Informação, Museologia e Comunicação, reconhecidos pela CAPES, ou comprovada vinculação com pesquisa na área, nos últimos 10 (dez) anos;

- atuação na formação de pesquisadores, particularmente na orientação de teses de doutorado e dissertações de mestrado nos últimos 10 (dez) anos; supervisionar estágios de pós-doutorado;

- Produção científica regular e em periódicos de circulação nacional e do exterior, de tradição científica, reconhecidos na área, nos últimos 10 (dez) anos; publicação de livros ou capítulos de livros; apresentação de trabalhos e eventos de dimensão nacional e/ou internacional e publicação de trabalhos completos em anais.

- Participação em publicações nacionais/internacionais em sua área: a) na organização ou editoração de revistas, números especiais, livros e/ou coletâneas; b) como assessor ad hoc de revistas nacionais e internacionais; c) como integrante de Comitê Editorial de periódicos científicos de reconhecido prestígio em âmbito nacional e internacional;

- Participação em eventos em nível nacional/internacional: a) participando como convidado/debatedor em conferências, mesas redondas, etc; b) participando de comitês científicos e/ou de organização de eventos;

- Contribuição em atividades e processos de política e gestão científica;

- Atuação em atividades  de natureza científica e acadêmica de  liderança na área;

- Capacidade de explorar novas fronteiras científicas em "projetos de risco";

- Participação em programas e projetos de pesquisa e desenvolvimento, oferecendo contribuições teóricas e metodológicas de alto nível, visando ao melhoramento das condições sociais de acesso, tratamento e à preservação da informação; e

- Participação em ações inovadoras nos contextos organizacionais e nas estruturas intelectuais de programas de pesquisa, grupos e redes de pesquisa, programas de pós-graduação e outras estruturas de gestão e desenvolvimento da pesquisa. 

 

Ciência da Informação e Museologia - Percentuais considerados para cada item de avaliação

 

Critérios

%

Produção Intelectual

50

Formação de recursos humanos para pesquisa

15

Coordenação e participação em projetos de pesquisa

10

Contribuição para a inovação

10

Atividades editoriais e de política e gestão científica

10

Atividades de natureza científica e acadêmica de liderança na área

5

TOTAL =

100%

 

Comunicação - Percentuais considerados para cada item de avaliação

 

Critérios

%

Produção Intelectual

50

Formação de recursos humanos para pesquisa

15

Coordenação e participação em projetos de pesquisa

10

Contribuição para a inovação

5

Atividades editoriais e de política e gestão científica

10

Atividades de natureza científica e acadêmica de liderança na área

10

TOTAL =

100


COCHS | DC - Divulgação Científica

Ciências Humanas e Sociais Aplicadas

Critérios de Julgamento - CA-DC

 2015 - 2017

Perfil 1: pesquisa em divulgação científica ¿ Bolsa de Produtividade em Pesquisa (PQ)
Critérios de avaliação, em ordem de prioridade decrescente:
1- mérito científico do projeto;
2- contribuição científica, tecnológica e de inovação sobre divulgação científica, incluindo patentes;
3- relevância, originalidade e repercussão da produção sobre divulgação científica do candidato;
4- formação de recursos humanos em nível de Pós-Graduação;
5- coordenação ou participação em projetos e/ou redes de pesquisa que contemplem divulgação científica;
6- inserção internacional do proponente;
7- participação como editor científico;
8- participação em atividades de gestão científica e acadêmica.
 

Perfil 2: produtividade em divulgação científica ¿ Bolsa de Produtividade em Pesquisa (PQ)
Critérios de avaliação, em ordem de prioridade decrescente:
1- contribuição efetiva em divulgação científica, incluindo produção escrita, em mídias variadas, em atividades para o público, e patentes;
2- mérito da proposta de ações em divulgação científica;
3- relevância, originalidade e repercussão da produção de divulgação científica do candidato;
4- coordenação ou participação em projetos, redes e/ou outras iniciativas de divulgação científica, incluindo gestão de museus e centros de ciência;
5- formação de recursos humanos para a divulgação científica e/ou educação em ciências e/ou atividades profissionais afins, em qualquer nível;
6- participação em atividades de gestão científica e acadêmica;
7- inserção internacional do proponente;
8- participação como editor científico;
9- produção tecnológica e interação com o parque produtivo.
 


Qualificação como Nível 2:

Perfil 1 - Mínimo de 3 anos de doutorado e orientação concluída de ao menos um mestrado.
Perfil 2 ¿ Mínimo de 3 anos de doutorado, além de no mínimo 3 anos de atividade comprovada de divulgação científica.

Qualificação como Nível 1:

Perfil 1 ¿ Mínimo de 8 anos de doutorado e orientação concluída de ao menos um doutorado.
Perfil 2 ¿ Mínimo de 8 anos de doutorado, além de no mínimo 8 anos de atividade comprovada de divulgação científica.

 

Nível 1A ¿ até 10% dos bolsistas de nível 1
Nível 1B ¿ até 30% dos bolsistas de nível 1
Nível 1C ¿ até 50% dos bolsistas de nível 1
Nível 1D ¿ até 100% dos bolsistas de nível 1


COCHS | HI - História

Ciências Humanas e Sociais Aplicadas

Comitê de Assessoramento de História (CA-HI)

Critérios de Julgamento para Bolsas de Produtividade em Pesquisa (PQ)

Vigência: 2015 a 2017

Área: HISTÓRIA

 

1.  Indicadores de Qualidade da Área:

a)  Atividade contínua de pesquisa de reconhecido mérito acadêmico.

b) Publicação contínua e regular de livros e/ou capítulos de livro, bem como de artigos em revistas com corpo editorial, considerando-se sua qualificação no Qualis/CAPES, a indexação no SCIELO e o registro ISI.

c) Capacidade de formação de recursos humanos nas modalidades de Iniciação Científica (IC) e sobretudo Mestrado (ME) e Doutorado (DO).

d) Inserção em grupos de pesquisa.

 

2. Definição de Critérios Gerais:

a) Apresentação de projeto de pesquisa com tema original, fundamentação teórica e metodológica, evidenciando conhecimento do estado da arte e discriminando as etapas de trabalho.

b) Produção científica:  publicação de livros e/ou capítulos de livros, e artigos em periódicos com corpo editorial, considerando-se sua qualificação no Qualis/CAPES, a indexação no SCIELO e registro ISI. Será considerada a produção referente aos últimos 10 (dez) anos, como forma de apreensão mais ampla do perfil de produtividade do pesquisador 1 e no caso de pesquisador 2 a produção científica referente aos últimos 5 (cinco) anos. A produção será considerada em termos quantitativos, porém sempre à luz dos critérios qualitativos definidos para cada nível. A excelência acadêmica será analisada em conjunto com a regularidade da produção científica; a atuação institucional; a capacidade da formação de quadros; a inserção e o reconhecimento nacional e internacional.

c) Os indicadores de produção serão quantificados e pontuados conforme as seguintes categorias e respectivos pesos:

A.     Publicações: 50%

B.     Orientações: 20%

C.     Gestão científica: 5%

D.     Projeto de pesquisa: 25%

 

3. Definição de Critérios específicos para cada Categoria/Nível:

3.1. Categoria/Nível 2 (PQ-2) -  para este nível o pesquisador deverá ter pelo menos 3 (três) anos de titulação e preencher as seguintes condições:

a) Comprovada  produção científica: publicação sobretudo de livros ou capítulos de livros e de artigos em periódicos nacionais e/ou internacionais. Para postular a Bolsa de Produtividade, em nível 2, os candidatos devem apresentar a publicação, versando sobre pesquisa original, de pelo menos 1 (um) livro e/ou 3 (três) capítulos de livros e 3 (três) artigos, ou ainda 5 (cinco) artigos em periódicos adequados às exigências mencionadas nos indicadores de qualidade da área;

b) Atuação, preferencialmente, em Programas de Pós-Graduação em instituição de pesquisa de reconhecimento nacional, e inserção em grupo de pesquisa;

c) Orientação de alunos de Iniciação Científica (IC) e  de mestrado (ME) e/ou doutorado (DO), dando-se prioridade aos candidatos que tenham orientado dissertações ou teses defendidas.

3.2.   Categoria/Nível 1D(PQ-1D) - para este nível o pesquisador deverá ter pelo menos 8 (oito) anos de titulação e preencher as mesmas condições do nível anterior, porém de forma mais consolidada:

a) Demonstração da produtividade do solicitante no período em que esteve no nível anterior, incluindo, sobretudo, a produção de artigos em periódicos nacionais e/ou internacionais, livros e/ou capítulos de livro.

b) Orientação de alunos de Iniciação Científica (IC) e defesas de mestrado (ME) e doutorado (DO), sendo exigidas, neste caso, pelo menos 5 (cinco) defesas de dissertação ou tese sob a orientação principal do candidato à Bolsa.

3.3.   Categoria/Nível 1C (PQ-1C)-  para este nível o pesquisador deverá ter pelo menos 8 (oito) anos de titulação e preencher as seguintes condições:

a) Atividades de pesquisa desenvolvida em IES ou instituições de pesquisa reconhecidas nacional e/ou internacionalmente.

b) Produção científica que seja referência na área de História: publicação, sobretudo, de livros ou capítulos de livros e de artigos em periódicos nacionais e/ou internacionais.

c) Atuação em Programas de Pós-Graduação e orientações de alunos de IC, ME, DO, sendo exigidas, neste caso, pelo menos 10 (dez) teses ou dissertações defendidas sob a orientação do candidato como pesquisador principal.

3.4.   Categoria/Nível 1B (PQ-1B)- para este nível o pesquisador deverá ter pelo menos 8 (oito) anos de titulação e preencher as seguintes condições:

a) Continuidade, regularidade e qualidade da produção científica do pesquisador.

b) Capacidade de liderança no campo da pesquisa e do conhecimento no Brasil.

c) Reconhecimento nacional nas suas áreas de atuação e no seu campo de pesquisa.

3.5.   Categoria/Nível 1A (PQ-1A)- para este nível o pesquisador deverá ter pelo menos 8 (oito) anos de titulação e preencher as mesmas condições do nível anterior, porém de forma mais consolidada, a critério do Comitê.

  1. Propostas de caráter multidisciplinar/interdisciplinar

No que diz respeito à formulação de  requisitos para que uma proposta  de caráter multidisciplinar seja acatada e julgada quanto ao mérito, e o modo como será analisada a produção científica e/ou tecnológica obtida em veículos de outras áreas, o Comitê considera que  a interdisciplinaridade faz parte da tradição da escrita da história. Grandes mestres da história incorporaram conceitos e metodologias oriundos de outras disciplinas, o que ensejou a formação de novos campos históriográficos. Neste sentido, o Comitê entende que:

a. serão bem vindas  propostas multi e interdisciplinares que incorporem conhecimentos de diferentes disciplinas, mas que tenham como base a análise de fenômenos no tempo, seja este sincrônico ou diacrônico, isto é, com abordagem historiográfica;

b. em relação à produção científica e/ou tecnológica divulgada em veículos de outras áreas, para estas serão consideradas as avaliações dos qualis das respectivas áreas, quando o projeto e o perfil acadêmico do proponente, embora interdisciplinar, apresente interface com a abordagem historiográfica.


COCHS | LL - Letras e Linguística

Ciências Humanas e Sociais Aplicadas

 Critérios do CA-LL.

 

Os requisitos obrigatórios são concernentes ao projeto de pesquisa e ao CV do proponente, de acordo com as especificações apresentadas nos itens seguintes.

 

1 Critérios de avaliação

1.1 Projeto de pesquisa

Na avaliação do projeto de pesquisa, consideram-se:

a) a originalidade e a relevância da pesquisa para a área: contribuição teórica e/ou potencial aplicação¿

b) a pertinência e a clareza dos objetivos, da fundamentação teórica e da metodologia propostos;

c) o conhecimento do estado da arte relativo à questão a ser examinada¿

d) a adequação das referências apresentadas,

1.2 CV do proponente

Na avaliação do CV do proponente, consideram-se:

a) o vínculo institucional: vínculo permanente em instituição nacional há pelo menos dois anos consecutivos;

b) a produção científica e as atividades acadêmicas dos últimos dez anos, para pesquisador 1, e dos últimos cinco anos, para pesquisador 2;

c) a quantidade e, sobretudo, a qualidade da produção acadêmica, aferindo-se sua regularidade e considerando-se:

c.1) para periódicos:

· o corpo editorial; a circulação (nacional e internacional); a avaliação por pares, sua relevância, visibilidade ou impacto na área/subárea em questão e, no caso de pesquisa interdisciplinar, nas áreas em que a pesquisa pode trazer uma contribuição;

· no caso de publicações temáticas: a relevância do tema em questão na subárea e/ou o perfil acadêmico do editor.

c.2) para capítulos e livros, considera-se, particularmente. :

· o tipo de editora (universitária, comercial de natureza acadêmica, com catálogo relevante para área e/ou com apoio de edição por agências de fomento) e a circulação nacional e internacional

c.3) para a produção bibliográfica em geral, consideram-se:

· a produtividade relativa da subárea na qual a pesquisa se inscreve;

· a ordem de autoria e/ou evidência de liderança de grupo de pesquisa;

· a contribuição trazida pelos artigos/obra em questão para a área;

d) atuação institucional; atuação na formação de pesquisadores; inserção nacional e internacional,;

d.1) A formação de pesquisadores inclui orientação de teses, dissertações, iniciação científica e supervisão de pós-doutoramento, levando-se em conta a trajetória acadêmica do proponente, a atratividade relativa da subárea de sua atuação no país e a natureza da instituição na qual se encontra;

d.2) No que concerne à inserção nacional, além da qualidade e visibilidade da produção acadêmica em veículos de circulação nacional, indicadores de liderança acadêmica são considerados, tais como, participação em conselhos editoriais de periódicos e linhas de edição de reconhecida qualidade; atuação nucleadora;

d.3) Por inserção internacional, consideram-se a qualidade e visibilidade da produção acadêmica em veículos de circulação internacional, assim como participação em eventos acadêmicos internacionais, com publicação selecionada para anais e/ou na condição de palestrante e/ou participação como membro de comitê científico ou de conselhos editoriais e/ou participação em projetos interinstitucionais e em convênios.

Observação 1: Na avaliação da produção bibliográfica, indicadores externos (ex. fator de impacto, Qualis capes) deverão ser levados em conta, de forma a informar ou complementar a análise à luz dos parâmetros acima especificados.

Observação 2: O número absoluto de publicações será relativizado em função dos parâmetros de qualidade mencionados.

Observação 3: No caso de pesquisadores que atuam em instituições que não têm programa de pós-graduação ou em casos não previstos, o proponente deve sinalizar, para consideração por parte do CA, o tipo de atividade que possa compensar o item d.1 da avaliação.

 

2. Critérios de classificação

Os critérios específicos supõem a satisfação dos requisitos do nível imediatamente anterior e a eles acrescentam condições suplementares para a classificação inicial ou a reclassificação do pesquisador.

A classificação dos bolsistas é orientada pela excelência acadêmica, conjugada com liderança intelectual, presença institucional, inserção nacional/internacional e leva em conta sua atuação na formação dos pesquisadores.

Pesquisador 2 (PQ-2) - requisitos:

a) ter concluído o Doutorado há pelo menos 5 (cinco) anos;

b) ter publicado artigos em periódicos e/ou capítulos de livros que atendam aos critérios acima explicitados;

c) ter evidenciado experiência de orientação em nível de Mestrado;

d) ter trabalhos completos em anais de eventos nacionais e internacionais com processo seletivo;

e) ter desempenho que reflita crescentes autonomia intelectual e produção científica;

f) ter presença institucional e inserção nacional na área de Letras/Linguística, demonstrada por meio de:

· organização de eventos e/ou participação em GTs e/ou nucleação de grupos de pesquisas e/ou colaboração em grupos interinstitucionais .

Tais requisitos qualitativos serão especificados à luz dos seguintes critérios quantitativos:

· Possuir como autor, preponderantemente individual, ou como primeiro autor, pelo menos 6 (seis) publicações, considerando-se exclusivamente artigos em periódicos especializados, livros ou capítulos de livros, à luz dos critérios qualitativos acima explicitados;

· ter pelo menos 4 (quatro) orientações ou coorientações de Mestrado concluídas;

· Para a renovação, considera-se ser 8 (oito) o número mínimo de publicações em periódicos, capítulos de livros e/ou trabalhos completos em anais de eventos internacionais.

 

Pesquisador 1D (PQ-1D) - requisitos:

a) atender aos requisitos do pesquisador 2, superando-os com evidência de autonomia na produção científica e de liderança acadêmica, como participação em conselhos editoriais especializados¿ exercício de funções executivas em instituições de ensino e pesquisa e/ou associações científico culturais e/ou núcleos/centros de pesquisa, consultoria científica.

Tais requisitos qualitativos serão especificados à luz dos seguintes critérios quantitativos:

Possuir como autor, preponderantemente individual ou como primeiro autor, pelo menos 10 (dez) publicações especializadas entre artigos em periódicos especializados, livros ou capítulos de livro de circulação nacional ou internacional e artigos completos em anais de congressos internacionais, que atendam aos critérios acima explicitados; ter orientado 2 (duas) teses de Doutorado concluídas ou 1 (uma) de doutorado como orientador principal com orientações/coorientações de teses e/ou dissertações¿

Pesquisador 1C (PQ-1C) - requisitos:

Superar os requisitos para pesquisador 1D, em função de seu tempo de atuação e do número de publicações de qualidade, apresentando maior liderança acadêmica, evidenciada em atuações tais como parecerista ad hoc, coordenador de projetos, palestrante convidado, docente de minicursos em eventos nacionais de relevância reconhecida na área e /ou em eventos internacionais;

Tais requisitos qualitativos serão especificados à luz dos seguintes critérios quantitativos:

Possuir como autor, preponderantemente individual ou como primeiro autor, pelo menos 12 (doze) publicações especializadas (nacionais e internacionais), entre artigos em periódicos, livros ou capítulos de livro, que atendam aos critérios acima explicitados assim como artigos

completos em anais de eventos internacionais; ter orientado 3 (três) teses de Doutorado ou 2 (duas) teses como orientador principal e/ou coorientações de teses/disserações;

Pesquisador 1B (PQ-1B) ¿ requisitos:

a) superar os requisitos para pesquisador IC em projeção nacional e inserção internacional, evidenciada na visibilidade da produção acadêmica, assim como em índices de reconhecimento acadêmico, tais como aprovação em editais, participação em comitês científicos e/ou conselhos editoriais nacionais/internacionais, nucleação de grupos de pesquisas; supervisão de estágios de pós-doutoramento.

Tais requisitos qualitativos serão especificados à luz dos seguintes critérios quantitativos:

Possuir como autor, preponderantemente individual ou como primeiro autor, 20 (vinte) publicações especializadas entre artigos em periódicos reconhecidos (nacionais e internacionais), livros ou capítulos de livro de acordo com os critérios explicitados; ter orientado 5 (cinco) teses de Doutorado ou três teses e orientações/coorientações de teses/dissertações.

Pesquisador 1A (PQ-1A) ¿ requisitos:

a) Superar os requisitos do pesquisador 1B, com evidência inequívoca de reconhecimento acadêmico em âmbito nacional e de inserção internacional.

Mais do que requisitos quantitativos, considera-se a trajetória acadêmica de reconhecida notoriedade, levando-se em conta índices, tais como, publicação em veículos de circulação internacional, presença de obras de referência na bibliografia de cursos de gradução/pós-graduação, contribuição para a qualidade de programas de pós-graduação e/ou para o desenvolvimento da área/subárea, criação de núcleos de excelência em nível nacional ou internacional, impacto da produção acadêmica em nível nacional/internacional e/ou distinções/premiações em âmbito nacional e/ou internacional.

Os critérios de avaliação e de classificação devem orientar a avaliação qualitativa da parte de pareceristas ad hoc.


COCHS | PS - Psicologia e Serviço Social

Ciências Humanas e Sociais Aplicadas

COMITÊ DE ASSESSORAMENTO DE PSICOLOGIA E SERVIÇO SOCIAL (CAPS)

CRITÉRIOS DE JULGAMENTO PARA BOLSAS DE PRODUTIVIDADE EM PESQUISA (PQ)

VIGÊNCIA: 2015-2017

 

ÁREA: PSICOLOGIA

 

Compreende-se como bolsista de produtividade em pesquisa na área de Psicologia aqueles pesquisadores de cuja atuação tenha resultado produção publicada em quantidade e qualidade que o destaquem em relação à realidade da área e de sua subárea específica.  Caracteriza também esse bolsista uma atuação com contribuições expressivas na formação de recursos humanos em nível de pósgraduação, contribuição para a inovação, exercício de coordenação ou participação em projetos de pesquisa, participação em atividades editoriais, e atividades de gestão científica e de administração de instituições e núcleos de excelência científica e tecnológica.

 

Definição de perfis e critérios de enquadramento

O requisito inicial fundamental para ingresso e manutenção no sistema de bolsistas de Produtividade em Pesquisa é o mérito técnicocientífico do projeto de pesquisa, avaliado pelo Comitê Assessor com base nos pareceres dos consultores ad hoc. Para a avaliação do mérito do projeto são considerados os seguintes indicadores:

a) Relevância científica¿ originalidade¿ avanço em relação a trabalhos anteriores¿ e coerência com linha(s) de pesquisa do pesquisador

b) Compatibilidade com linhas de pesquisa que possam ser consideradas próprias da área da Psicologia ou que se caracterizem por evidente articulação com a mencionada área, tanto em termos teóricos e metodológicos, como em termos da literatura de referência utilizada.

c) Amplitude e atualidade da revisão da literatura.

d) Consistência da fundamentação teórica.

e) Rigor e explicitação do planejamento metodológico.

f) Coerência entre os elementos técnicos (objetivos, metas, cronograma e recursos).

 

       Além do mérito, o projeto deve ter pertinência à área de Psicologia. Assegurado tal mérito, consideram-se três grandes dimensões para avaliação relativa ao ingresso, à permanência e ao enquadramento do bolsista:

a) produção científica (publicações)¿

b) contribuição para a formação de recursos humanos (orientações, egressos e suas vinculações e realizações)¿ e,

c) inserção na área de conhecimento (atuação voltada para a coletividade, em atividades relevantes para o desenvolvimento científico da Psicologia em suas diversas subáreas, que extrapolam os níveis individuais de produção).

 

         Na formação de recursos humanos, é indispensável que o pesquisador cumpra um dos seguintes requisitos: a) oriente pós-graduandos em cursos da área de Psicologia na CAPES; ou b) oriente pós-graduandos oriundos da graduação em Psicologia em cursos de outras áreas.

         Na produção científica, é indispensável que pelo menos parte dos trabalhos seja veiculada em periódicos da área de Psicologia, ou em periódicos diversos, com pelo menos um autor titulado na área de Psicologia. 

 

         Projetos multi ou interdisciplinares poderão ser aprovados desde que abordem questões pertinentes à área de Psicologia e sejam coordenados por docentes titulados(as) na área de Psicologia, envolvidos com a formação de mestre(s) e/ou doutor(es) em programa de pós-graduação da área de Psicologia na CAPES, ou de graduando(s) em Psicologia.

As três dimensões desdobram-se em vários indicadores que são combinados para gerar um perfil geral de produtividade para cada pesquisador. O perfil geral de produtividade não é um índice numérico a partir do qual os pesquisadores serão hierarquizados. Os indicadores referentes às três dimensões são utilizados apenas como parâmetros que guiam o enquadramento do pesquisador, sem prescindir de uma análise qualitativa de características da produção, da orientação e da inserção na área. Valoriza-se a regularidade, tanto de produção quanto de orientação, em todos os indicadores, nos últimos 5 (cinco) anos (no caso de candidatos a ingresso no sistema e renovação de bolsistas PQ2) e nos últimos 10 (dez) anos (no caso de bolsistas candidatos a renovação de sua condição de PQ1 ou de candidatos a reingressar no sistema).

OBS: A avaliação sempre levará em conta as características da subárea na qual o pesquisador está enquadrado.

a) Produção científica ( publicações):[70% do valor total para a definição do perfil geral de produtividade]. A classificação de todas as modalidades de produção publicada será feita no âmbito do CA, sempre apoiada em critérios que serão explicitados a cada relatório.

a.1) Artigos publicados em periódicos: 5 (cinco) publicações no mínimo, considerando-se exclusivamente artigos em periódicos especializados. Observação: Mesmo se publicadas em periódicos, não são computadas como artigos as seguintes modalidades de texto: editoriais, cartas ao editor, resenhas e obituários.

a.2) Livros impressos ou eletrônicos de texto integral.

a.3) Livros organizados impressos ou eletrônicos.

a.4) Capítulos de livros impressos ou eletrônicos.

a.5) Softwares desenvolvidos, produtos registrados e vídeos de natureza documental e científica produzidos também poderão ser considerados como itens de produção.

b) Contribuição para a formação de recursos humanos (Orientações):[30% do valor total para a definição do perfil geral de produtividade]. No mínimo 1 (uma) orientação concluída em nível de pósgraduação stricto sensu).

b.1) Mestrado.

b.2) Doutorado.

c) Inserção na área:A dimensão envolve indicadores que não são tratados numericamente, um a um, mas considerados em seu conjunto. São considerados indicadores de inclusão na área os seguintes tipos de contribuição:

c.1) Formação de recursos humanos na graduação (orientação de Iniciação Científica)¿

c.2) Orientação de estágio pósdoutoral¿

c.3) Estágio Doutoral¿

c.4) PósDoutorado¿

c.5) Orientacao de Iniciação Científica¿

c.6) Participação em diretorias de sociedades científicas¿

c.7) Participação em comitês de agências de fomento¿

c.8) Participação em corpo editorial de periódicos qualificados¿

c.9) Assessoria para agências de fomento¿

c.10) Editoria de periódicos científicos¿

c.11) Coordenação de núcleos de excelência científica ou tecnológica¿

c.12) Parceria em equipes de pesquisa nacionais e/ou internacionais¿

c.13) Participação regular em eventos nacionais e internacionais como convidado para proferir conferência, coordenar mesa ou simpósio¿

c.14) Organização de eventos científicos de relevância¿

c.15) Participação como membro externo em bancas de mestrado e doutorado¿

c.16) Coordenação de GT em congressos da área;

c.17) Outras contribuições consideradas de nível equivalente pelo CA.

OBS: A cada avaliação, os critérios utilizados para considerar que cada uma dessas formas de participação foi cumprida serão explicitados no relatório.

 

Perfis por Níveis

Considerando a realidade dos pesquisadores da área em termos de produção publicada, de orientações e de outras atividades reveladoras de inserção na área, foram traçados os perfis dos diferentes níveis de bolsas de outras atividades reveladoras de inserção na área, foram traçados os perfis dos diferentes níveis de bolsas de Produtividade em Pesquisa que ampliam esclarecimentos sobre condições que o CA considera importantes para orientar o ingresso, enquadramento e movimentação no sistema. Para classificar a demanda de bolsas novas, o CA estabeleceu uma exigência mínima de 10 (dez) itens de produção científica nos últimos 5 (cinco) anos, e pelo menos 1 (uma) orientação já concluída em nível de pósgraduação stricto sensu.

 

Categoria 2 (PQ2)

Trata-se de pesquisador, doutor há no mínimo 3 (três) anos, conforme normas vigentes ( RN 016/2006, anexo 1, item 1.4.1 ), que acumulou, ao longo dos últimos 5 (cinco) anos, produção científica regular que se traduz em publicações em periódicos qualificados (nacionais ou internacionais),presença nos principais eventos científicos da área/subárea, com apresentação de comunicações registradas sob a forma de resumos e/ou trabalhos completos. Esse pesquisador revela estar dando continuidade às investigações iniciadas durante o seu curso de doutorado, quando pertinente. Tal continuidade deverá evidenciar os passos iniciais da construção de uma linha de pesquisa promissora e relevante para a área/subárea. O pesquisador deverá nuclear alunos de iniciação científica e, com eles, apresentar trabalhos em eventos científicos. Quando a instituição oferecer curso de pós graduação stricto sensu, deverá estar orientando dissertações.

 

Categoria 1 Nível D (PQ1D)

Trata-se de pesquisador, doutor há no mínimo 8 (oito) anos, conforme normas vigentes ( RN 016/2006, anexo 1, item 1.4.1 ), que acumulou, ao longo dos últimos 10 (dez) anos, produção científica regular que se traduz em publicações em periódicos qualificados (nacionais ou internacionais), presença nos principais eventos científicos da área/subárea, com apresentação de comunicações registradas sob a forma de resumos e/ou trabalhos completos, quando for o caso. Esse pesquisador revela estar construindo uma linha de pesquisa consistente, com projetos que trazem avanços consecutivos a estudos que foram realizados. A consolidação dessa linha de pesquisa é o principal fator que diferencia este pesquisador do pesquisador nível 2. O enquadramento no nível 1D exige ainda que o solicitante tenha pelo menos 1 (uma) orientação ¿ ou coorientação de Tese de Doutorado já concluída. Deverá estar liderando ou co liderando grupos de pesquisa no âmbito da instituição em que se insere, nucleando alunos de iniciação científica e de mestrado. Começa a construir redes de interação com outros pesquisadores, participando de bancas de pósgraduação fora da instituição.

 

Categoria 1 Nível C (PQ1C)

Trata-se de pesquisador, doutor há no mínimo 8 (oito) anos, que acumulou, ao longo dos últimos 10 (dez) anos, produção científica regular que se traduz em publicações em periódicos qualificados (nacionais ou internacionais), presença nos principais eventos científicos da subárea, com apresentação de comunicações registradas sob a forma de resumos e/ou trabalhos completos. A participação em eventos científicos já revela maior reconhecimento da sua contribuição a uma temática ou área de pesquisa pela comunidade, o que se traduz em participação em simpósios e mesasredondas, além da apresentação de relatos de pesquisa. Tendo uma ou mais linhas de pesquisa já consolidadas, o pesquisador já se articula com pesquisadores de outras instituições, integrando grupos de pesquisas consolidados. A inserção na atividade de formação de novos pesquisadores deve continuar, de forma mais intensa, nos níveis de iniciação científica e mestrado, bem como já deverá estar plenamente inserido na formação de novos doutores.

 

Categoria 1 Nível B (PQ1B)

Trata-se de pesquisador, doutor há no mínimo 8 (oito) anos, com trajetória de pesquisa claramente consolidada e com indicadores de que a sua liderança não se restringe à instituição ou grupo de pesquisa em que se insere. Nos últimos 10 (dez) anos, deverá apresentar produção científica regular que se traduz em maiores índices de publicações em periódicos qualificados (nacionais ou internacionais), assim como de participação ou organização de livros. Deverá manter a presença nos principais eventos científicos da área coordenando simpósios, mesas redondas ou proferindo conferências. Deverá estar liderando grupos de pesquisa locais ou tendo papel destacado em grupos de abrangência nacional ou internacional, construindo redes que concretizam trabalhos em parceria.

Esperase do pesquisador neste nível sinais de liderança que se expressem na participação em sociedades científicas, comitês de fomento, organização de eventos de abrangência regional ou nacional e assessorias científicas diversas. A inserção na atividade de formação de novos pesquisadores deve continuar, de forma mais intensa, nos níveis de iniciação científica, mestrado e doutorado.

 

Categoria 1 Nível A (PQ1A)

Trata-se de pesquisador, doutor há no mínimo 8 (oito) anos, com carreira consolidada e com reconhecida visibilidade na área/subárea em que se insere, sendo tomado como uma referência em termos das contribuições trazidas em vários planos ¿ da produção científica inovadora, da formação de novos pesquisadores e da consolidação da Psicologia no país. A diferença entre o pesquisador 1A e os pesquisadores nos demais níveis de bolsas de produtividade em pesquisa, apóia-se, sobretudo, em indicadores de liderança desempenhada na área/subárea (o que se expressa em participação em sociedades científicas, comitês diversos, organização de eventos, nucleação de grupos de pesquisa, entre outros). O perfil deste nível de pesquisador deve extrapolar os aspectos unicamente de produtividade para incluir aspectos adicionais que mostrem uma significativa liderança dentro da sua área de pesquisa no Brasil, e capacidade de explorar novas fronteiras cientificas em "projetos de risco". Tal pesquisador inserese em redes de pesquisadores, nacionais e/ou internacionais, o que o leva a estar presente em eventos significativos da área. Tal trajetória o mantém com níveis elevados de produtividade científica e acadêmica nos últimos 10 (dez) anos. Quanto à produção científica, deve manter a regularidade, com publicações em periódicos qualificados. Espera-se que a trajetória de pesquisa constitua base para a produção e/ou organização de livros publicados por editoras de reconhecida qualidade. Quanto à formação de novos pesquisadores, a maior participação na formação de doutores não pode excluir a formação de mestres e a iniciação científica.

 

ÁREA: SERVIÇO SOCIAL

 

O presente documento Critérios de Julgamento para Bolsas de Produtividade em Pesquisa (PQ), referente à área do Serviço Social, com vigência no período de 2015-2017, expressa o acúmulo da área no que se refere à definição de perfis que correspondam aos níveis de PQ estabelecidos pelo CNPq.

Seu conteúdo é resultado do crescimento qualificado da área, do investimento de largo prazo que a mesma vem realizando e da ampla participação dos pesquisadores em resposta à consulta que historicamente os representantes da área no Comitê de Assessoramento no CNPq vem realizando, o que lhe garante legitimidade. Ele expressa a concepção e os princípios construídos coletivamente e em fina sintonia com o projeto acadêmico-profissional hegemônico no Serviço Social  desde os anos de 1980.

O documento indica perfis que devem ser observados como referência e não como modelos ou tipologias.

Estes perfis referem-se a qualificações e níveis que levam em conta  o grau de amadurecimento intelectual do pesquisador e a realização,  também gradual,  de atividades acadêmico-intelectuais que compõem, especificamente, o perfil do  Bolsista PQ  (1 e 2 ) no CNPq.

Em referência às Normas que contemplam as Bolsas Individuais no País (RN-016/2006) espera-se que a indicação do nível do pesquisador extrapole os aspectos unicamente de produtividade, para se referir a perfis que demonstrem  gradativa e significativa liderança dentro da  sua área  de pesquisa e capacidade de fazer avançar o conhecimento no Serviço Social  e em áreas afins.

 

Perfil do Bolsista Produtividade da área de Serviço Social

Pesquisador efetivamente vinculado como docente à formação em nível de graduação e/ou pós-graduação em Serviço Social, de cuja atuação tenha resultado produção que exerça impacto e o destaque quanto à sua contribuição para o avanço do conhecimento, formação de quadros e produção da massa critica na área.

 

Bolsa Produtividade em Pesquisa

 

Pesquisador Sênior:

Pesquisador que cumpriu os critérios de PQ 1 A ou B  por 15 (quinze) anos consecutivos, com ininterrupta produção científica na área, referência em termos de contribuições na produção científica e formação de novos pesquisadores e na consolidação do Serviço Social no país, cuja produção e liderança na área o levou a ocupar a posição de  vanguarda na academia e efetivo  reconhecimento  na profissão. Este é o único caso em que pesquisadores com perfil acima descrito poderá solicitar à Presidência do CNPq seu enquadramento na categoria Pesquisador Sênior, cuja condição é vitalícia.

 

Pesquisador PQ-1A

Pesquisador com carreira consolidada e reconhecimento na área, sendo referência em termos de contribuições na produção científica, formação de novos pesquisadores e consolidação do Serviço Social em âmbito nacional e internacional. Demonstra ter sistemática produção e liderança na área, ocupando  a posição de  vanguarda na academia e efetivo  reconhecimento  na profissão. Insere-se em redes ou grupos de pesquisa nacionais ou internacionais, e participa de eventos de natureza acadêmica, profissional e técnica na área do Serviço Social e em áreas afins. Tem produção científica e acadêmica de caráter inovador. Contribui  para o avanço da pesquisa na área, possui inserção e protagonismo  internacional e capacidade de interlocução com Núcleos, Grupos e/ou Centros de Pesquisa.

 

Requisitos:

a) Pesquisador doutor, titulado  há 8 (oito) anos, no mínimo;

b) Ter publicado em média, por ano, nos últimos 10 (dez) anos, 02 (dois) artigos em periódicos qualificados ou trabalhos científicos/conferências em eventos nacionais e/ou internacionais e/ou ter publicado livro e/ou capítulo de livro e/ou organizado  coletânea;

c) Participar em programa de pós-graduação na área reconhecido pela CAPES e ter orientações concluídas de iniciação científica, monografia, dissertação e tese;

d) Ter inserção nacional nos debates de interesse do Serviço Social, por meio de organização de eventos; participação em grupos temáticos de discussão ou grupos institucionais de trabalho;

e) Participar em Redes de Pesquisa e em Grupos Temáticos de Pesquisa (GTPs) da ABEPSS, nucleação de grupos de pesquisas e colaboração com outras instituições;

f) Ser líder ou vice-líder de grupo de pesquisa registrado no Diretório do CNPq e com produção consolidada;

g) Ter liderança institucional e acadêmica, evidenciada por meio de atividades como: ministração e coordenação de cursos, coordenação de centros de pesquisas,   de convênios, projetos de intercâmbio, gestão e execução de acordos nacionais e internacionais; direção de entidades científicas; participação em comitês e comissões de agências de fomento;

h) Participar em conselhos editoriais e  em entidades científicas da área e afins;

i) Ministrar cursos em outras instituições acadêmicas (no país ou no exterior);

j) Premiações;

k) Coordenar projetos de intercâmbio, gestão e execução de acordos nacionais e internacionais;

l) Participar em bancas de concurso público, teses e dissertações;

m)  Participar em congressos nacionais e/ou internacionais de Serviço Social e áreas afins como conferencista convidado ou com apresentação de trabalhos.

 

Bolsa Produtividade em Pesquisa PQ-1B

Pesquisador com larga experiência científica e reconhecimento nacional, produção científica contínua e original. Contribui para a criação de uma reconhecida competência do grupo/núcleo de pesquisa  e instituição a qual se vincula.

Requisitos:

a) Pesquisador doutor, titulado  há 8 (oito) anos, no mínimo;

b) Ter publicado em média, por ano, nos últimos 10 (dez) anos, 02 (dois) artigos em periódicos qualificados ou trabalhos científicos/conferências em eventos nacionais e/ou internacionais e/ou ter publicado livro e/ou capítulo de livro e/ou organizado coletânea;

c) Participar em programa de pós-graduação na área reconhecido pela CAPES e ter orientações concluídas de iniciação científica, monografia, dissertação e tese;

d) Ter inserção nacional nos debates de interesse do Serviço Social, por meio de organização de eventos; participar em grupos temáticos de discussão ou grupos institucionais de trabalho; participar em Redes de Pesquisa e em   Grupos Temáticos de Pesquisa (GTPs) da ABEPSS,  nucleação de grupos de pesquisas e colaboração com outras instituições;

e) Ser líder, vice-líder ou participante de grupo de pesquisa registrado no Diretório do CNPq;

f) Participar em congressos nacionais e/ou internacionais de Serviço Social e áreas afins como conferencista convidado ou com apresentação de trabalhos; 

g) Participar em conselhos editoriais e em entidades científicas da área e afins;

h) Coordenar projetos de intercâmbio, gestão e execução de acordos nacionais e internacionais;

i)Participar em bancas de concurso público, teses e dissertações.

 

 Bolsa Produtividade em Pesquisa PQ-1C

Pesquisador experiente que já demonstrou capacidade de formação de pesquisadores, com publicações de qualidade e em quantidade compatível com seu tempo de titulação.

Requisitos:

a) Pesquisador doutor, titulado há 8 (oito) anos, no mínimo;

b) Ter publicado em média, por ano, nos últimos 10 (dez) anos, 2 (dois) artigos em periódicos qualificados ou trabalhos científicos/conferências em eventos nacionais e/ou internacionais; e/ou ter publicado livro e/ou capítulo de livro e/ou organizado  coletânea;

c) Participar em programa de pós-graduação na área reconhecido pela CAPES e ter orientações concluídas de iniciação científica, monografia e dissertação;

d) Ter inserção nacional nos debates de interesse do Serviço Social, por meio de organização de eventos, participar em grupos temáticos de discussão ou grupos institucionais de trabalho, participar em Redes de Pesquisa e em   Grupos Temáticos de Pesquisa (GTPs) da ABEPSS, nucleação de grupos de pesquisas e colaboração com outras instituições;

e) Ser líder, vice-líder ou participante de grupo de pesquisa registrado no Diretório do CNPq;

f)Participar em congressos nacionais e/ou internacionais de Serviço Social e áreas afins com apresentação de trabalhos;

g) Participar em conselhos editoriais, participar em entidades científicas da área e afins;

h)Participar em bancas de concurso público, teses e dissertações.

 

 Bolsa Produtividade em Pesquisa PQ-1D

Pesquisador que já tenha alcançado independência científica, que já orientou estudantes de mestrado e demonstra capacidade de orientação de teses de doutorado, além de trabalhos publicados em quantidade compatível com seu tempo de titulação.

Requisitos:

a) Pesquisador doutor, titulado há pelo menos 8 (oito) anos, no mínimo;

b) Ter publicado em média, por ano, nos últimos 10 (dez) anos, 2 (dois) artigos em periódicos qualificados ou trabalhos científicos/conferências em eventos nacionais e/ou internacionais; e/ou ter publicado livro e/ou capítulo de livro e/ou organizado coletânea;

c) Participar em programa de pós-graduação na área reconhecido pela CAPES e ter orientações concluídas de iniciação científica, monografia e dissertação.

d) Ser líder, vice-líder ou participante de grupo de pesquisa registrado no Diretório do CNPq;

e) Participar em congressos nacionais e/ou internacionais de Serviço Social e áreas afins com apresentação de trabalhos;

f) Ter inserção nacional nos debates de interesse do Serviço Social, por meio de organização de eventos, participação em grupos temáticos de discussão ou grupos institucionais de trabalho, participação em Redes de Pesquisa e em   Grupos Temáticos de Pesquisa (GTPs) da ABEPSS, nucleação de grupos de pesquisas e colaboração com outras instituições;

g) Participar em entidades científicas da área e afins;

h) Participar em bancas de concurso público, teses e dissertações.

 

Bolsa Produtividade em Pesquisa PQ-2

A categoria 2 é destinada à entrada do pesquisador no Sistema de Bolsa de Produtividade em Pesquisa, devendo o pleiteante cumprir, no mínimo, as seguintes exigências:

Requisitos:

a) Pesquisador doutor, titulado  há 3 (três) anos, no mínimo;

b) Ter produção científica nos últimos 5 (cinco) anos de, no mínimo, 5 (cinco) publicações, considerando exclusivamente artigos em periódicos especializados, e/ou ter publicado livro e/ou capítulo de livro e/ou organizado coletânea;

c) Ter orientações concluídas de iniciação científica e/ou de monografia de conclusão de curso e pelo menos 1 (uma) orientação de Mestrado;

d) Participar em grupos temáticos de discussão ou grupos institucionais de trabalho, participar em Redes de Pesquisa e em Grupos Temáticos de Pesquisa (GTPs) da ABEPSS;

e) Ser líder/vice-lider ou participante de grupo de pesquisa registrado no Diretório do CNPq;

f)Participar, com conferências ou apresentação de trabalhos, em congressos locais, nacionais /ou internacionais;

 g) Participar em entidades científicas da área e afins;

h) Participar em bancas de dissertações.

 

CRITERIOS SOB OS QUAIS AS PROPOSTAS SÃO AVALIADAS

 

O  proponente coordenador da proposta deverá possuir o título de doutor (de 8 a 3 anos), ter vínculo formal empregatício ou funcional com a instituição de execução do projeto, inserção na Pós-Graduação (no mínimo, com uma orientação concluída em nível de Dissertação de Mestrado) e atender aos demais critérios indicados no Documento de Área.

Serão considerados na avaliação os seguintes aspectos: projeto de pesquisa; produção intelectual (bibliográfica e técnica); contribuição para formação de pesquisadores; coordenação e participação em projetos de pesquisa; atividades de gestão em Ciência e Tecnologia na graduação e na pós-graduação e de gestão em entidades representativas da categoria profissional; inserção nacional e internacional e capacidade de interlocução com Núcleos, Grupos e/ou Centros de Pesquisa em âmbito nacional e internacional.

 

a) Mérito técnico-científico do projeto de pesquisa, considerando o tema e sua relação com os principais dilemas e desafios da área e da sociedade brasileira, sua relevância social e profissional, assim como sua construção dentro de parâmetros acadêmico-científicos;  avanço em relação a trabalhos anteriores e coerência com linha(s) de pesquisa do pesquisador;

b) Compatibilidade com linhas de pesquisa e temas  que contribuam para o avanço na área de Serviço Social;

c) Produção científica de relevância no período especificado (PQ-1 e PQ-2);

d) Coerência e adequação entre a capacitação e a experiência prévia do proponente, a partir de sua produção científica nos últimos dez (PQ-1) ou cinco anos (PQ2);

d) Coerência e adequação entre a capacitação e a experiência da equipe do projeto aos objetivos, atividades e metas propostas;

 

 

CRITÉRIOS PARA A RECEPÇÃO DE PROJETOS MULTI E INTERDISCIPLINARES

 

A área acadêmico-profissional do Serviço Social, por sua particular natureza como profissão e área de produção de conhecimento, recolhe seus objetos de intervenção  e de pesquisa na realidade. São objetos amplos, complexos, que permitem uma abordagem interdisciplinar. A problematização de seus objetos e fundamentação de suas pesquisas se enriquecem com abordagens interdisciplinares.

Assim, tanto produz conhecimento do qual se valem outras áreas quanto se apropria do conjunto de conhecimentos produzidos nas ciências humanas e sociais, o que vem contribuindo com a produção, acumulação e adensamento  do pensamento critico da área. 

Tal interdisciplinaridade se expressa na formação graduada e pós-graduada de estudantes, em cuja base e estrutura se localizam disciplinas como Economia Política, Ciência Política, Direito, Antropologia, Sociologia, Psicologia, Filosofia, Administração, História, Educação, Medicina, Nutrição, Enfermagem, Demografia, Geografia, Turismo e Planejamento Urbano e Regional.

Além disso, a área também compreende o âmbito das Políticas Social seja como espaços sócio-ocupacionais de atuação profissional  seja  como áreas de concentração e  linhas de pesquisa. Possui o privilegio do investimento de pesquisas sobre a concepção, gestão, monitoramento e avaliação de Políticas Sociais, e as relativas às políticas setoriais:  Assistência Social, Previdência Social, Saúde (e suas derivações: Coletiva, do Trabalhador,  Mental, Reprodutiva),  o que atribui à área seu caráter essencialmente multi/interdisciplinar  seja quanto ao conhecimento de que se apropria, seja quanto ao conhecimento que produz, seja quanto ao perfil dos seus docentes (pesquisadores de diversas áreas das ciências humanas e sociais) seja pela estrutura das  áreas de concentração e linhas de pesquisa da Pós-Graduação, razões pelas quais  os projetos de pesquisa submetidos à área encontrem-se em interação e  interlocução com outras áreas de conhecimento.

Cabe notar que os Programas de pós-graduação da área expressam essa vocação e caráter  multi/interdisciplinar.

Com isso, é comum que à área sejam submetidos projetos com o escopo já mencionado, motivados por razões e interesses diversos.  Projetos que são claramente multi ou interdisciplinares, incluindo componentes que se originam dos sistemas de conhecimento do Serviço Social, podem ser acolhidos pela área, desde que atenda os requisitos  estabelecidas pela área.

 

A avaliação de propostas submetidas à área de Serviço Social tem como referências básicas os pareceres dos consultores ad hoc e a pontuação dos currículos dos proponentes. A avaliação do currículo leva em conta, principalmente, embora não exclusivamente, a produção bibliográfica veiculada em periódicos qualificados no Qualis e sua pertinência, relação e relevância para o avanço do conhecimento da área;

No enquadramento dos projetos, alguns dos indicadores que permitem aferir se o proponente tem uma trajetória que justifica situá-lo como pesquisador (também) em Serviço Social são: o pesquisador atua em programa de Pós-Graduação vinculado à área de Serviço Social na CAPES e o projeto submetido ao CNPq tem relação com as linhas de pesquisa desse programa; o pesquisador mantém parceria com outros pesquisadores ou grupos de pesquisa também do Serviço Social; a equipe do projeto proposto é integrada também por outros pesquisadores de Serviço Social; o pesquisador mantém orientações em conjunto com pesquisadores da área de Serviço Social; o pesquisador orienta graduandos de Serviço Social como Bolsistas de Iniciação Científica; o pesquisador veicula alguma parcela de sua produção em periódicos de Serviço Social.

 

Não obstante, entende-se que não se trata, apenas, de a área reconhecer a pertinência e necessidade da pesquisa interdisciplinar e da incorporação de pesquisadores de outras áreas, tampouco da adoção de critérios bem fundamentados e adequados à abrangência (inter)disciplinar dos projetos na sua hierarquização, mas, a questão refere-se, fundamentalmente, à  disponibilidade de recursos que permitam o atendimento de uma parcela mais ampla da demanda qualificada. Essa medida estancaria a estratégia de migração de projetos multi/interdisciplinares de uma área para outra com o objetivo, apenas, de alcançar financiamento. 

Para o CA-Serviço Social, projetos qualificados multi/interdisciplinares são necessários, por se constituírem em efetiva  possibilidade de intercâmbio e amadurecimento intelectual das áreas, e merecem ser apoiados. Para tanto, devem contar com um sistema de avaliação consistente, revertendo a lógica de fluxo nos quais são remetidos a Comitês de várias áreas ou a novos Comitês interdisciplinares. A avaliação desses projetos requer condições operacionais novas, internas e próprias a cada CA, e, essencialmente, de um padrão de financiamento que contemple essas novas demandas.


COCQG | QU - Química

Ciências Exatas e da Terra e Engenharias

Ciências Exatas e da Terra e Engenharias

Critérios de Julgamento (CA-QU)

Vigência: 2015 a 2017

 

Critérios Gerais para Bolsas de Produtividade em Pesquisa

a) O enquadramento do pesquisador na categoria 1 exige que o pesquisador tenha, no mínimo, 8 (oito) anos de doutorado por ocasião da implementação da bolsa. O enquadramento do pesquisador na categoria 2 exige que o pesquisador tenha, no mínimo, 3 (três) anos de doutorado por ocasião da implementação da bolsa.

b) O desempenho do pesquisador é avaliado por meio de indicadores referentes ao quinquênio anterior, no caso da categoria 2, e do decênio anterior, no caso da categoria 1.

c) Os critérios incluem sua produção científica, formação de recursos humanos, contribuição para a inovação, coordenação ou participação em projetos de pesquisa, participação em atividades editoriais e de gestão científica e administração de instituições e núcleos de excelência científica e tecnológica.

d) Os solicitantes serão classificados pelos critérios a seguir, exclusivamente com a finalidade de adequar a demanda às cotas de bolsas PQ disponibilizadas pelo CNPq.

 

1. Critérios Específicos para Concessão de Bolsa

Na avaliação do mérito e das competências que justifiquem a entrada e/ou manutenção de pesquisador no quadro de bolsistas de produtividade do CNPq, o CA-QU considerará os seguintes indicadores:

a) A produção do pesquisador nos últimos cinco anos para a categoria 2, e nos últimos 10 anos para a categoria 1 (incluído o ano de julgamento), tendo como indicadores principais o número de artigos, o somatório dos índices de impacto das revistas onde seus trabalhos foram publicados, contados um a um (soma dos fatores de impacto), livros e capítulos de livros, e o número de pedidos de privilégios de patente protocolados junto ao INPI ou às agências governamentais de patentes no exterior, como, por exemplo, o USPTO. Como indicadores de apoio, serão considerados o índice de impacto médio de suas publicações, a regularidade e qualidade da produção.

b) O impacto/repercussão do conjunto de toda a produção científica e tecnológica do proponente, principalmente por meio de índices bibliométricos como o índice h [1], tendo como base de dados o ISI Web of Knowledge, e o número de tecnologias transferidas, patentes concedidas ou licenciadas.

c) A perspectiva de futuro de suas atividades científicas e tecnológicas, evidenciada pela originalidade, relevância, abrangência, exeqüibilidade e consistência do projeto, considerando-se tanto a avaliação pelos consultores ad hoc quanto aquela realizada pelo CA-QU.

d) A formação de recursos humanos por meio do índice de orientações concluídas. [2] Como indicador de apoio, poderão ser considerados o índice de impacto e o número de artigos normalizados pelo índice de orientação.

e) O grau de independência, maturidade e liderança científica do proponente avalizadas por meio da capacidade de gerar ideias inovadoras, estabelecer, consolidar e liderar grupo de pesquisa, coordenar projetos e captar recursos, participação em comitês de órgãos de fomento e de política científica, participação em conselhos editoriais e/ou editorias de revistas científicas reconhecidas, organização de eventos, convites para palestras/conferências em eventos nacionais e internacionais, etc.

 

2. Níveis & Perfis dos Pesquisadores

Os indicadores acima são utilizados para a avaliação da área de Química, considerando-se as especificidades das subáreas (Química Inorgânica, Química Orgânica, Físico-Química e Química Analítica), sendo o grau de prioridade definido em função da demanda de cada subárea. Os seguintes perfis serão buscados para a classificação dos pesquisadores nos respectivos níveis.

 

 Pesquisador Nível 2:

            O pesquisador deve apresentar grau de independência científica compatível com o nível; cumprir os critérios de produção e qualidade de produção descritos no item 1, compatíveis com o tempo decorrido desde seu doutoramento; apresentar um projeto de pesquisa inovador, que mostre claramente os desafios científico-tecnológicos e seu potencial de impacto a nível nacional e internacional. Além disso, o solicitante já deve estar participando da formação de recursos humanos por meio da orientação de alunos de pós-graduação e de iniciação científica.

            Na avaliação das propostas na categoria 2 será considerada a produtividade recente do pesquisador (últimos 5 anos, inclusive o ano de julgamento) e as perspectivas de futuro de sua atividade científica respaldada pela originalidade, relevância e consistência do projeto apresentado, considerando-se tanto a avaliação realizada pelos consultores ad hoc quanto pelo CA-QU. Assim, espera-se uma regularidade na produção de artigos (média anual igual ou superior a 2 (dois) artigos indexados por ano, somatória de índices de impacto (¿JCR) superior a 10 (dez)), e índice de orientação mínimo de 3, considerando-se somente a formação de mestres e doutores, nos últimos 5 (cinco) anos. A implantação de grupo de pesquisa e depósitos de pedidos de privilégio de patente protocolados junto ao INPI, ou a agências governamentais no exterior como o USPTO, serão considerados positivamente na avaliação. A qualidade das publicações, medida pelo seu índice de impacto, e o grau de contribuição do proponente na obra, também será ser considerada na avaliação.

 

Pesquisador Nível 1:

            O pesquisador deve apresentar comprovado grau de independência científica; regularidade e qualidade na produção; projeto abrangente, comprovadamente inovador e de impacto em nível nacional e/ou internacional, destacando os desafios científico-tecnológicos das suas linhas de pesquisa. O solicitante deve estar ativamente engajado na formação de recursos humanos em nível de graduação, pós-graduação e/ou supervisão de pós-doutorandos. Deve apresentar capacidade de captar recursos, coordenar projetos, implantar e liderar grupos de pesquisa. Espera-se ainda que tenha contribuído em atividades de política e de gestão científica (organização de eventos, participação em comitês assessores nacionais e/ou internacionais, sociedades científicas, editorias de revistas científicas, assessorias de órgãos de governos estaduais e nacionais, apresentação de conferências e palestras, etc).

            Para concessão da bolsa de produtividade na categoria 1 , será exigido somatório de índices de impacto dos trabalhos publicados no período (últimos 10 (dez) anos, incluído o ano de julgamento) no mínimo igual a 40 (quarenta), índice h mínimo de 12, e índice de orientação mínimo de 9 considerando-se somente a formação de mestres e doutores, e comprovação de independência científica por meio do estabelecimento e consolidação de grupo/linhas de pesquisa próprios. A classificação nos níveis 1A, 1B, 1C e 1D se baseará principalmente na qualidade do conjunto de sua obra e no impacto de sua contribuição científica-tecnológica e em gestão política-científica.

Perfil de Pesquisador Nível 1D:

Pesquisador que já demonstrou ter linha de pesquisa consolidada, independência científica, formação de recursos humanos em nível de mestrado e/ou doutorado, número relevante de trabalhos publicados, e indíce h igual ou superior a 12.

Perfil de Pesquisador Nível 1C:

Pesquisador experiente, com reconhecimento nacional e internacional em sua área de atuação, linha de pesquisa abrangente, ter formado número significativo de doutores e publicado número considerável de publicações de qualidade.

Perfil de Pesquisador Nível 1B:

Pesquisador com notória experiência científica e reconhecimento nacional e internacional. Deve ter demonstrado uma produção científica original de alto nível, com publicações regulares em bons periódicos e significativa contribuição na formação de recursos humanos e na gestão político-científica. Deve ter participado de programas e projetos científicos relevantes a nível nacional, além de ter contribuído para a criação de grupo de pesquisa com reconhecida competência em nível nacional e internacional.

Perfil de Pesquisador Nível 1A:

Pesquisador destacado que, além dos atributos do nível 1B, tenha demonstrado capacidade de liderança científica no País por meio de atividade científica contínua, em nível de excelência, contribuindo para formação de novos cientistas, nucleação de grupos de pesquisa reconhecidos e fortalecimento de Instituições de pesquisa no País.

 

Observações:

No sentido de facilitar a análise comparativa e a avaliação pelos assessores ad hoc , os projetos não deverão exceder 10.000 palavras, incluídas as referências bibliográficas e excluídas equações, tabelas, gráficos, figuras e esquemas.

Nos julgamentos serão consideradas e comparadas apenas as solicitações que participam da chamada em análise.

O CA-Química poderá tomar decisões excepcionais em casos que julgar pertinentes.

Somente as informações contidas no CV Lattes congelado [3] do proponente (artigos aceitos e publicados, documentos de patentes, orientações concluídas, índice h, etc) serão considerados na avaliação da proposta. Nota: O CNPq extrai os dados automaticamente do CV-Lattes. Informações imprecisas e/ou erradas são de inteira responsabilidade do pesquisador.

 

3. Referências

[1] J. E. Hirsch, An index to quantify an individual's scientific research output , Proc. Natl. Acad. Sciences (USA) 102(46) 16569-16572(2005).

 [2] O índice de orientação é a somatória do número de orientações de alunos de pós-graduação concluídas no período multiplicado pelo peso 1,5 para alunos de mestrado e peso 3,0 para alunos de doutorado. O fator de co-orientação é 0,25.

[3] "Currículo Lattes congelado" refere-se ao currículo Lattes do pesquisador, tal como se apresentava ao sistema ao fim do último dia do prazo de inscrição.


COCQG | GC - Geociências

Ciências Exatas e da Terra e Engenharias

Critérios de Julgamento CA-GC

Vigência: 2015 a 2017

Critérios Gerais

a) O enquadramento do pesquisador na categoria 1 exige que o pesquisador tenha, no mínimo, 8 (oito) anos de doutorado por ocasião da implementação da bolsa. O enquadramento do pesquisador na categoria 2 exige que o pesquisador tenha, no mínimo, 3 (três) anos de doutorado por ocasião da implementação da bolsa.

b) O desempenho do pesquisador é avaliado por meio de indicadores referentes ao qüinqüênio anterior, no caso da categoria 2, e do decênio anterior, no caso da categoria 1.

c) Os critérios incluem sua produção científica, formação de recursos humanos, contribuição para a inovação, coordenação ou participação em projetos de pesquisa, participação em atividades editoriais e de gestão científica e administração de instituições e núcleos de excelência  científica e tecnológica.

d) Os solicitantes serão classificados pelos critérios a seguir, exclusivamente com a finalidade de adequar a demanda às cotas de bolsas PQ disponibilizadas pelo CNPq. 

Critérios específicos

Subárea de Geologia

No julgamento e na classificação dos pesquisadores na subárea de Geologia serão considerados:

1) produção científica;
2) formação de recursos humanos;
3) experiência e atuação (incluindo participação ou coordenação de projetos de pesquisa e emissão de pareceres ad hoc);
4) projeto de pesquisa.

Os candidatos serão priorizados segundo:

1) pareceres de consultores ad hoc, providenciados pelo CNPq;
2) análise comparativa entre os projetos submetidos e as atividades dos pesquisadores durante os últimos 5 (cinco) anos para o nível PQ-2, e os últimos 10 (dez) anos para o nível PQ-1 (A a D). Para a classificação dos pesquisadores nos níveis estabelecidos pelo CNPq considerar-se-á não somente esta análise, mas  o conjunto de sua obra.

Considera-se como produção científica:

1) artigos publicados em periódicos indexados nacionais e internacionais;
2) livros e
3) capítulos de livros. A editoração de periódicos é também considerada como produção científica.

A qualidade da produção científica do pesquisador será considerada tendo-se como critérios o índice de impacto das revistas, o número de citações e, como referência complementar, a classificação Qualis/CAPES.

Conferências, coordenação de eventos científicos e de laboratórios são considerados dentro do quesito experiência e atuação do pesquisador.

Recomenda-se que o pesquisador participe de grupo de pesquisa cadastrado no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq.

Espera-se que um pesquisador do CA-GC tenha, no mínimo, 2 (dois) trabalhos publicados por ano em revistas indexadas.

1. Perfil para classificação na Categoria 2

Este pesquisador deverá:

- ter número total de trabalhos compatível com o tempo decorrido desde sua titulação como doutor;

- apresentar projeto próprio de pesquisa (não ser mera continuação do doutorado ou do pós-doutorado);

- demonstrar independência científica (ser autor principal de alguns trabalhos);

- participar de grupo de pesquisa; e

- ter orientado projetos de iniciação científica e estar orientando mestrados e/ou doutorados.

2. Perfil para classificação na Categoria 1

Os pesquisadores da Categoria 1 devem demonstrar:

a) capacidade de formar recursos humanos na pós-graduação de forma continuada e que tenham originado publicações em revistas científicas indexadas;

b) qualidade e regularidade da produção científica, demonstradas por publicações em revistas científicas conceituadas, número de citações, editoria, atuação como assessor ad hoc junto a órgãos de fomento, arbitragens para revistas indexadas, palestras/seminários/cursos como convidado(a), participação em comitês de organização de eventos científicos e em bancas de concursos e de pós-graduação;

c) capacidade para a captação de recursos e atuação institucional para instalação, ampliação e manutenção de infra-estrutura de pesquisa e de pós-graduação que gerem impactos positivos sobre o desenvolvimento científico nacional ou internacional.

Para classificação dos pesquisadores nos níveis (1D1C1B1A) serão
observados especificamente os seguintes aspectos:

Nível 1D: Pesquisador que alcançou independência científica e que demonstre a capacidade de formação continuada de mestres e doutores;

Nível 1C: Reservado a pesquisadores experientes e que tenham demonstrado a capacidade de formação de doutores e um número considerável de boas publicações;

Nível 1B: Reservado a pesquisadores com larga experiência científica, liderança nacional em sua área de atuação e que tenham reconhecimento internacional. Devem apresentar produção científica original, com publicações de excelente qualidade em bons periódicos científicos e orientação de mestres e doutores; atuação ativa em programas de pós-graduação em sua instituição, desenvolvimento de projetos científicos de longo prazo, além de contribuição para a criação de uma reconhecida competência científica do grupo e da instituição onde trabalha;

Nível 1A: Reservado a pesquisadores que, além dos atributos listados para o nível 1B, demonstrem capacidade de liderança científica tanto na sua instituição como no plano internacional, e que tenham dado contribuição significativa para o desenvolvimento das Geociências no País. Devem ser líderes de grupo de pesquisa consolidado e responsáveis pela criação de novos laboratórios ou centros de pesquisa. Sua carreira deve demonstrar atividade científica contínua, em nível de excelência, nos últimos 15 (quinze) anos, tendo contribuído para formação de novos cientistas e atuado na nucleação de grupos de pesquisa reconhecidos nacional e/ou internacionalmente.

Subáreas de Geofísica e Geodésia

Para a recomendação da bolsa de pesquisa, o CA procede à análise e classificação dos candidatos tendo por base os itens: produção científica em termos de publicações, atuação na formação de recursos humanos, participação em projetos de pesquisa, contribuição para o desenvolvimento e divulgação do conhecimento científico e regularidade na produção científica.

O ingresso do pesquisador como bolsista PQ do CNPq deverá atender os seguintes requisitos mínimos.

1. Para ingresso na categoria PQ 2 deverá:

(i) apresentar Projeto de Pesquisa revelando maturidade científica.

(ii) Além disso, deve:

a) ter orientado pelo menos um mestrado ou doutorado,

b) ter participado como pesquisador de projeto de pesquisa financiado por agência governamental ou empresa e

c) ter publicado como primeiro autor em revista nacional ou internacional.

2. Para ingresso na categoria 1D, 1C, 1B e 1A:

2.1. Para ingresso na categoria 1D deverá:

(i) Satisfazer a todos os itens da categoria 2;

(ii) apresentar Projeto de Pesquisa revelando independência científica;

(iii) ter regularidade na produção científica no período analisado.

(iv) Ter orientado em nível de doutorado.

(v) Ter publicado trabalho em revista internacional como primeiro autor.

2.2. Para ingresso na categoria 1C deverá:

(i) Satisfazer os itens da categoria 1D.

(ii) Ter coordenado projeto de pesquisa financiado por agência governamental ou empresa.

2.3. Para ingresso na categoria 1B deverá:

(i) Satisfazer os itens da categoria 1C.

(ii) Ter desenvolvido atividades editoração de periódicos científicos ou de gestão de política científica ou de organização de eventos científicos e de divulgação do conhecimento.

2.4. Para ingresso na categoria 1A deverá:

(i) Satisfazer os itens da categoria 1B.

(ii) Ser líder de grupo de pesquisa.

(iii) Ter reconhecimento nacional e internacional em sua área de atuação ou ter contribuído para a inovação tecnológica.


COCTC | EP - Engenharias de Produção e de Transportes

Ciências Exatas e da Terra e Engenharias

Ciências Exatas e da Terra e Engenharias

Critérios de Julgamento ¿ CA-EP

Vigência: 2015 a 2017

 

Critérios Gerais

a) O enquadramento do pesquisador na categoria 2 exige que o pesquisador tenha, no mínimo, 3 (três) anos de doutorado por ocasião da implementação da bolsa. O enquadramento do pesquisador na categoria 1 exige que o pesquisador tenha, no mínimo, 8 (oito) anos de doutorado por ocasião da implementação da bolsa.

b) O desempenho do pesquisador é avaliado por meio de indicadores referentes ao quinquênio anterior, no caso da categoria 2, e do decênio anterior, no caso da categoria 1.

c) Os critérios incluem sua produção científica, formação de recursos humanos, contribuição para a inovação, coordenação ou participação em projetos de pesquisa, participação em atividades editoriais e de gestão científica e administração de instituições e núcleos de  excelência científica e tecnológica.

d) Os solicitantes serão classificados pelos critérios a seguir, exclusivamente com a finalidade de adequar a demanda às cotas de bolsas PQ disponibilizadas pelo CNPq.

 

Critérios Específicos

Este documento tem como objetivo divulgar os principais critérios adotados pelo Comitê Assessor de Engenharia de Produção e de Transportes do CNPq (CA-EP) nos julgamentos dos processos. Tem também como finalidade, preservar a estabilidade dos critérios e procedimentos básicos estabelecidos e aperfeiçoados ao longo de anos pelos diversos Comitês que passaram pelo CNPq, tornando-os referência para a Comunidade Científica e para os julgamentos de nossa Área.

No processo de elaboração, os membros atuais do CA-EP, acima mencionados, consideraram versões anteriores cuja elaboração envolveu também a maioria dos professores/pesquisadores que já fizeram parte deste mesmo comitê no passado. A rápida evolução das pesquisas na área de Engenharia de Produção e de Transportes tem demandado uma constante adequação dos critérios de avaliação.

Esclarecemos que projetos de pesquisa multi, inter e transdisciplinares também poderão ser acatados e avaliados quanto ao seu mérito desde que a sua efetiva execução represente um avanço em alguma das áreas relacionadas às Engenharias de Produção e de Transportes. Caso o candidato apresente produção em áreas disciplinares não usuais das Engenharias de Produção e de Transportes, esta relação será observada.

 

Bolsa de produtividade em pesquisa

O CA-EP vem buscando uma melhor avaliação da produção científica, sem se pautar somente por indicadores quantitativos. Publicações internacionais têm sido um requisito importante para concessão e renovação de bolsas de pesquisa individuais em qualquer dos níveis existentes. Isto não significa que publicações nacionais de bom nível não sejam consideradas, mas indica que elas podem não ser suficientes para a obtenção ou manutenção das bolsas. Publicações recentes (últimos cinco anos ou período de vigência do projeto anterior em caso de renovação) têm sido particularmente consideradas nos julgamentos. Para os pesquisadores 1A e 1B a análise do seu desempenho poderá ser complementada pela análise da sua trajetória como pesquisador.

Recomenda-se que os pesquisadores do nível 1 indiquem no projeto as suas 5 (cinco) produções técnico ou científica ou de formação de recursos humanos mais relevantes.

Por questões de classificação de periódicos ainda não satisfatoriamente solucionadas, ao longo deste texto a expressão "periódicos de ampla circulação, bom corpo editorial e rigorosa arbitragem" deve ser entendida como se segue:

No caso de publicações internacionais subentende-se periódicos científicos cuja circulação não esteja restrita a países ou regiões, e que ainda apresentem corpo editorial com representatividade internacional. Em geral isso implica ampla circulação com alto fator de impacto, e relacionadas às áreas da Engenharia de Produção e de Transportes; considerando sua meia vida (a mediana do tempo de citação). Com os devidos cuidados, uma vez que fator de impacto não mede qualidade, poderão ser utilizados como referência os indicadores e critérios do QUALIS, observando-se, para tal a correspondente área de atuação do pesquisador no QUALIS/CAPES. Ou seja, poderão ser considerados QUALIS de outras áreas relacionadas à Engenharia de Produção e de Transportes, e não apenas as áreas de Engenharias III e Engenharias I (na CAPES), quando pertinente. Na medida do possível serão utilizados também como referência os indicadores do JCR, SCOPUS, e de outras bases de indexação, das áreas de Engenharia de Produção e de Engenharia de Transportes, observando-se a abrangência e as especificidades de suas sub-áreas, bem como a vigência atual. No caso específico de periódicos nacionais de bom nível subentende-se uma participação expressiva de bolsistas de Produtividade em Pesquisa e pesquisadores conceituados e reconhecidos pelos seus pares no seu corpo editorial e corpo de revisores.

Não serão considerados trabalhos submetidos ou em processo de avaliação, mas serão considerados trabalhos já aceitos para publicação com DOI - Digital Object Identifier e registrados no Lattes em local/campo próprio. Artigos completos publicados em anais de congressos e outros eventos científicos também são considerados, mas, usualmente com menor prioridade. Os periódicos e eventos latinos americanos têm sido tratados, em geral, como nacionais. Apesar de não haver ainda uma métrica definida, o CA-EP tem procurado identificar a participação específica do(a) candidato(a) nos casos em que as publicações e apresentações digam respeito a trabalhos conjuntos envolvendo um maior número de pesquisadores, ou ainda um mesmo grupo de autores. Quando o pesquisador tiver orientado várias dissertações de mestrado e teses de doutorado, espera-se que essas orientações tenham resultado em publicações em periódicos e anais de congressos de bom nível científico. A formação de recursos humanos em pesquisa, em nível de pós-graduação, também é considerada como parte da avaliação, conforme estabelece a RN-016/2006 do CNPq.

Para ingressar e permanecer no sistema, o CA-EP considera importante que o pesquisador tenha uma clara participação em atividades integradas de pesquisa, ensino e extensão, que se some a uma produção científica relevante, caracterizada por regularidade e qualidade tanto em nível científico como dos meios utilizados para a sua divulgação. Todos os aspectos acima devem ser evidenciados na apresentação do Curriculum Vitae Lattes, juntamente com um projeto de pesquisa consistente e adequadamente elaborado com estrutura teórica-metodológica. Tal projeto deverá conter no máximo 15 páginas, incluindo as referências.

Mais uma vez, deve-se ressaltar que a avaliação do CA-EP não se baseia somente em elementos estritamente numéricos, na medida em que busca identificar o perfil do(a) pesquisador(a), avaliando a produtividade, qualidade e o equilíbrio de suas atividades.

Observa-se ainda que os critérios abaixo definidos são os desejáveis, significando que o rigor de sua aplicação dependerá da demanda de cada avaliação.

 

Perfil de Pesquisador Nível 2

É desejável que:

possua produção científica relevante com publicações em periódicos internacionais de ampla circulação e rigorosa arbitragem na área de Engenharia de Produção e de Transportes;

tenha regularidade na divulgação da produção científica em congressos nacionais e internacionais de bom nível científico, particularmente nos eventos da área de Engenharia de Produção e de Transportes; tenha envolvimento no processo de formação de mestres, quando vinculado a instituição de ensino com programas de pós-graduação.

 

Perfil de Pesquisador 1 Nível D

 

É desejável que:

possua produção científica relevante nos últimos dez anos, com publicações em periódicos internacionais de ampla circulação e rigorosa arbitragem na área de Engenharia de Produção e de Transportes;

tenha regularidade na divulgação da produção científica em periódicos nacionais e congressos nacionais e internacionais de elevado nível científico, particularmente nos eventos da área de Engenharia de Produção e de Transportes; tenha orientado mestres e doutores, quando vinculado a instituição de ensino com programas de pós-graduação; tenha independência intelectual e reconhecimento na sua área de atuação.

 

Perfil de Pesquisador 1 Nível C:

É desejável que:

possua produção científica relevante ao longo de sua carreira e nos últimos anos, com publicações em periódicos internacionais de ampla circulação e rigorosa arbitragem na área de Engenharia de Produção e de Transportes; tenha regularidade na divulgação da produção científica em periódicos nacionais e congressos nacionais e internacionais de elevado nível científico, particularmente nos eventos da área de Engenharia de Produção e de Transportes;

tenha orientado vários mestres e doutores, quando vinculado a instituição de ensino com programas de pós-graduação; tenha comprovada independência e liderança na sua área de atuação, tendo contribuído para formar pesquisadores.

 

Perfil de Pesquisador 1 Nível B:

É desejável que:

possua produção científica relevante ao longo de sua carreira e nos últimos anos, com publicações em periódicos internacionais de ampla circulação e rigorosa arbitragem na área de Engenharia de Produção e de Transportes; tenha regularidade na divulgação da produção científica em periódicos nacionais e congressos nacionais e internacionais de elevado nível científico, particularmente nos eventos da área de Engenharia de Produção e de Transportes;

tenha orientado vários mestres e doutores, quando vinculado a instituição de ensino com programas de pós-graduação; tenha comprovada independência e liderança na sua área de atuação, tendo contribuído para formar grupos de pesquisa com reconhecimento nacional e internacional.

 

Perfil de Pesquisador 1 Nível A:

É desejável que:

possua produção científica relevante ao longo de sua carreira e nos últimos anos, com publicações em periódicos internacionais de ampla circulação e rigorosa arbitragem na área de Engenharia de Produção e de Transportes; tenha regularidade na divulgação da produção científica em periódicos e congressos nacionais e internacionais de bom nível científico;

tenha orientado vários mestres, doutores e pesquisadores; tenha indiscutível liderança nacional e reconhecimento internacional, tendo contribuído para formar grupos de competência com reconhecimento nacional e internacional e para desenvolver sua área no país.

 

Progressão do Pesquisador

Os critérios utilizados para a progressão ou regressão do pesquisador obedecem às recomendações da Diretoria do CNPq e são rigorosamente aplicados:

A progressão do(a) pesquisador(a) da categoria 2 para 1D - categoria 1 nível D está associada a uma crescente autonomia e produção científica; pressupõe uma produção científica internacional relevante. A partir da categoria 1C, a progressão do pesquisador estará associada a uma produção científica independente e regular e uma demonstração de liderança e reconhecimento "inter-pares". Não haverá renovação caso não haja desempenho que justifique sua permanência no sistema no nível atual ou no nível imediatamente abaixo.


COCTC | DI - Desenho Industrial

Ciências Exatas e da Terra e Engenharias

Critérios de Julgamento de Bolsas PQ - CA-DI

Vigência: 2015 a 2017

 

1. Normas Gerais

a) O enquadramento do pesquisador na categoria PQ-1 exige que o pesquisador tenha, no mínimo, 08 (oito) anos de doutorado por ocasião da implementação da bolsa. O enquadramento do pesquisador na categoria PQ-2 exige que o pesquisador tenha, no mínimo, 03 (três) anos de doutorado por ocasião da implementação da bolsa.

b) O desempenho do pesquisador é avaliado por meio de indicadores referentes ao quinquênio anterior, no caso da categoria PQ-2, e do decênio anterior, no caso da categoria PQ-1.

c) Os critérios incluem sua produção científica, formação de recursos humanos, contribuição para a inovação,coordenação ou participação em projetos de pesquisa, participação em atividades editoriais e de gestão científica e administração de instituições e núcleos de excelência  científica e tecnológica.

d) Os solicitantes serão avaliados exclusivamente com a finalidade de adequar a demanda às cotas de bolsas PQ disponibilizadas pelo CNPq em cada chamada. A alocação das Bolsas depende dos recursos do CNPq e das cotas das Bolsas disponíveis, na chamada em questão, levando em conta cada categoria.

2. Normas Específicas

 

Perfil do pesquisador

Para ingressar no sistema, o Comitê Assessor de Desenho Industrial (CA-DI) exige que o pesquisador tenha uma clara participação em atividades integradas de pesquisa científica/tecnológica e ensino associadas a uma prática regular e adequada de publicação dos resultados de seus trabalhos. São consideradas a qualidade da produção e sua regularidade, tanto do nível científico e tecnológico dos resultados como dos meios empregados para sua divulgação, sendo tomados como referência os sistemas  INPI, ISI,  SciELO, SCOPUS, e Qualis/CAPES. Além disto, é necessário que atue em áreas temáticas de pesquisa e desenvolvimento coerentes com sua produção científica e acadêmica, verificadas na apresentação de um projeto bem elaborado, especialmente nos aspectos da fundamentação teórica, metodológica, cronograma e indicadores de produção.

 

Critérios básicos para ingresso no sistema

 

O quadro a seguir sintetiza os critérios de referência adotados pelo CA-DI (2015-2017). Os critérios são norteadores e visam possibilitar a aceleração da promoção das bolsas de produtividade em pesquisa na área do Desenho Industrial.

Tabela 1 - Visão Geral dos Critérios de Referência do CA-DI (2015-2017)

Critérios

Nível das Bolsas PQ

2

1D

1C

1B

1A

1.      Publicações em periódicos

01

04

06

08

10

2.      Orientações ou Co-orientações de mestrado defendidas ou com exames de qualificação aprovados

01

04

06

08

10

3.      Orientações ou Co-orientações de doutorado defendidas ou com exames de qualificação aprovados

00

01

02

03

04

4.      Publicação em eventos nacionais

02

04

06

08

10

5.      Publicação em eventos internacionais

01

02

03

04

05

6.      Participação em projetos de P&D

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

Quanto aos 8 critérios listados abaixo:

·        pesquisador nível 1A deverá possuir pelo menos uma ocorrência em 5 itens distintos

·        pesquisador nível 1B deverá possuir pelo menos uma ocorrência em 4 itens distintos

·        pesquisador nível 1C deverá possuir pelo menos uma ocorrência em 3 itens distintos

·        pesquisador nível 1D deverá possuir pelo menos uma ocorrência em 2 itens distintos

·        pesquisador nível 2 deverá possuir pelo menos uma ocorrência em 1 item.

                                I.      Liderança científica nacional

                              II.      Patentes

                            III.      Publicação de livro/capítulo

                            IV.      Integrar e ter participação ativa em grupos de pesquisa

                              V.      Coordenar programas de cooperação e intercâmbio científico

                            VI.      Liderar ou ter liderado grupos de pesquisa

                          VII.      Representatividade do pesquisador em órgãos de fomento à pesquisa

                        VIII.      Liderança científica internacional

 

 

 

 

 

Retorno ao sistema

Os pesquisadores que tenham deixado o sistema por qualquer motivo, e que queiram retornar, terão seus pedidos analisados pelo CA-DI em conjunto com os solicitantes que nunca tiveram Bolsas PQ, sendo enquadrados, quando houver disponibilidade, de acordo com os critérios vigentes.

Observações:

a) O preenchimento cuidadoso do Curriculum Lattes é de exclusiva responsabilidade do pesquisador. Isso significa que as informações devem ser dadas de forma completa e precisa.

b) Artigos submetidos, mas não aceitos não são considerados para efeito de avaliação da produtividade do pesquisador. O status do artigo deve ser claramente informado.

c) Recomenda-se que os proponentes busquem incluir no Curriculum  Lattes os dados de ISBN e ISSN de suas publicações assim como os códigos e outras informações pertinentes de eventuais patentes obtidas.

d) O CA-DI considera bem vindas às propostas multidisciplinares e interdisciplinares, desde que tenham estreita relação com a área de Desenho de Produto e/ou Programação Visual. (requisitos para que uma proposta seja acatada e julgada quanto ao mérito no CA-DI). Nestes casos a produção científica e/ou tecnológica obtida em veículos de outras áreas será analisada caso a caso, sendo tomados como referência os sistemas INPI, ISI, SciELO, SCOPUS, Qualis/CAPES e o fator de impacto da produção.


COENE | MM - Engenharias de Minas e de Metalúrgica e Materiais

Ciências Exatas e da Terra e Engenharias

Critérios de Julgamento para Bolsas de Produtividade em Pesquisa (CA-MM)

Os critérios abaixo foram atualizados em Dezembro de 2011. Sugestões e críticas, visando seu aperfeiçoamento, podem ser encaminhadas para o endereço eletrônico coene@cnpq.br

Aspectos Gerais

1. De acordo com determinação do CNPq, a análise da produção científica dos solicitantes compreenderá os cinco anos anteriores de atividades para pedidos novos e para bolsistas atuais do nível 2, e os 10 anos anteriores para os bolsistas atuais de nível 1.

2. Os dados para julgamento da produção científica dos solicitantes serão extraídos EXCLUSIVAMENTE do currículo LATTES dos solicitantes, que deverão ser mantidos ATUALIZADOS E COMPLETOS. Publicações que não tenham informações que permitam concluir que se trata de trabalho completo não serão consideradas na avaliação.

3. Para efeitos das análises descritas a seguir, o CA-MM dividirá as solicitações apresentadas de acordo com a área de atuação do solicitante (Metais, Polímeros, Cerâmicas e Engenharia de Minas), podendo levar em consideração a adequação da escolha de área inicialmente realizada pelo solicitante, no momento da submissão da solicitação. Nos casos de materiais compósitos, o CA-MM avaliará o conjunto de atividades do solicitante, visando sua alocação em uma das quatro áreas acima mencionadas.

 

Seqüência de eventos na avaliação das solicitações

FASE 1: Análise do Projeto de Pesquisa

Será inicialmente avaliada a qualidade e a relevância dos projetos de pesquisa propostos nas solicitações sob análise, dentro de cada uma das 4 áreas do CA-MM, levando em conta os pareceres dos assessores AD-HOC. O CA-MM, na condição de comitê assessor ligado à área de engenharias do CNPq, tem recebido solicitações de bolsas de produtividade em pesquisa (PQ) oriundas de pesquisadores de Departamentos, Centros e Programas de Pós-Graduação em Engenharia de Minas, Metalúrgica e de Materiais e também de pesquisadores vinculados aos setores de Química, Física, Biologia, Matemática, Ciência dos Materiais e assemelhados. A adequação dos projetos dessas últimas solicitações à área das engenharias é requisito de especial importância na priorização do projeto proposto dentro do conjunto das solicitações sob análise.

 

FASE 2: Análise da Produção Científica

A segunda fase de avaliação envolve a análise QUALITATIVA e QUANTITATIVA da produção científica, que será analisada primeiramente quanto à sua pertinência à área do CA-MM (Engenharias de Minas, Metalúrgica e de Materiais) e classificada de acordo com o QUALIS da Área de Engenharias II mais recentemente publicada pela CAPES, e que esteja sendo utilizada pelo CNPq. A título de esclarecimento, a tabela 1 apresenta um resumo dos critérios adotados pela Engenharias II da CAPES, para esta classificação. No entanto, a classificação de alguns periódicos poderá ser alterada para atender situações específicas de alguma sub-área do CA-MM.

Com o intuito de estabelecer uma primeira priorização das solicitações de bolsa, a produção científica dos solicitantes efetivada no período (5 últimos anos para novos pedidos e atuais bolsistas de nível 2 e 10 últimos anos para atuais bolsistas de nível 1) será então computada levando-se em conta o número de publicações em periódicos classificados como A1 e A2 com peso triplo, o número de publicações em periódicos classificadas como B1 e B2 com peso duplo e o número de publicações em periódicos B3 com peso de oito décimos. O número de publicações de artigos COMPLETOS em anais de congressos internacionais também será considerado com peso de oito décimos, enquanto que o número de publicações de artigos COMPLETOS em anais de congressos nacionais será considerado com peso de dois décimos. Além disto, o número de doutores orientados no período será computado com um peso quíntuplo, enquanto que o número de mestres orientados será considerado com o peso duplo.

Para efeito de comparação da produtividade dos bolsistas de nível 2 ou solicitantes de bolsas novas com a produtividade dos bolsistas de nível 1, o CA-MM levará em conta a produção dos primeiros com peso dobrado, uma vez que esta compreende um período de tempo (5 anos) igual à metade da considerada para o segundo grupo (bolsistas nível 1 ¿ 10 anos).


Observações:

·  A produção científica dos candidatos, em termos de publicações, será analisada pelo CA-MM em termos de sua aderência e relevância para a área de atuação do CA-MM (Engenharias de Minas, Metalúrgica e de Materiais); a produção considerada não relevante para a área poderá ser descartada da produção do candidato.

·  Algumas revistas publicam artigos oriundos de apresentações em congressos internacionais. Especialmente nos casos onde há a publicação de vários artigos em um mesmo volume de uma revista, o CA-MM avaliará a pertinência e adequação de considerar tais artigos como publicados em anais de congressos internacionais.

·  Por congressos internacionais entendem-se as reuniões científicas realmente de âmbito internacional, faladas em língua estrangeira (quase sempre, o inglês) e realizadas no exterior, ou também no Brasil, somente no caso das reuniões internacionais periódicas que tem uma de suas edições eventualmente realizada em nosso país. As demais reuniões científicas serão consideradas como congressos nacionais.

·  O CA-MM tem analisado solicitações de bolsas de produtividade por parte de pesquisadores que participam de grandes grupos de pesquisa. Em alguns destes casos, nota-se que a alta produtividade relatada está associada ao grande número de autores em cada publicação (por vezes, mais de 10 autores). Nestas situações, o CA-MM poderá diminuir a pontuação atribuída às publicações relatadas pelo solicitante, baseando-se no número total de autores das suas publicações que, em princípio, não deverá ultrapassar em média o valor de 6 (seis) para cada publicação.

·  Cada orientação completa de dissertação de mestrado e tese de doutorado será considerada como uma unidade. Em casos de co-orientação, a pontuação de uma dissertação de mestrado ou de uma tese de doutorado será dividida pelo número de co-orientadores.


FASE 3: Priorização das Solicitações

Fase 3.1:

Baseado nos resultados das fases 1 e 2 acima, o CA-MM realizará uma priorização preliminar das solicitações sob análise na ocasião, dentro de cada uma das 4 áreas do CA-MM, determinando-se nesta priorização o ponto de corte entre as solicitações que seriam atendidas e aquelas que não mais seriam atendidas, de acordo com o número de bolsas disponibilizadas pelo CNPq na ocasião para cada uma destas áreas, relativas às bolsas que se encerrarão em fevereiro do ano seguinte ao do julgamento em curso.

Fase 3.2:

Após a priorização preliminar das solicitações de bolsa de produtividade (fase 3.1) e da análise comparativa da produção dos solicitantes de bolsas nas diferentes categorias, será levada a cabo uma análise qualitativa aprofundada da atuação dos solicitantes. Esta análise, de especial relevância nos casos de concessão de bolsas a solicitantes que não são bolsistas por ocasião da solicitação, promoção e rebaixamento de nível ou não renovação da bolsa, abrange a atuação dos candidatos como um todo, incluindo sua produção científica e acadêmica, formação de recursos humanos, contribuição para a inovação, coordenação ou participação em projetos de pesquisa, participação em atividades editoriais e de gestão científica e administração de instituições e núcleos de excelência científica e tecnológica, e tem como objetivo a verificação do preenchimento de um perfil mínimo de atuação compatível com cada nível da bolsa de produtividade em pesquisa.

Com relação à recomendação de bolsistas para novas cotas de bolsas concedidas pelo CNPq (além daquelas disponibilizadas devido ao final da bolsa dos bolsistas ativos), o CA-MM considerará as solicitações priorizadas imediatamente abaixo da linha de corte já mencionada, em cada uma das 4 áreas no CA-MM. Será analisado o mérito relativo de cada uma dessas solicitações visando priorizar as recomendações para essas novas bolsas.

De forma geral, em sua atuação, os solicitantes devem apresentar maturidade e independência (em oposição a simples participação em grupos produtivos), repercussão da sua produção (manifestada através de publicações de qualidade em periódicos de alto nível, citações, palestras convidadas em congressos, etc.) e regularidade na produção científica.

Especificamente, o enquadramento dos solicitantes nos diferentes níveis de bolsa PQ será realizado com base em um perfil mínimo de atuação que engloba os critérios quantitativos e qualitativos descritos a seguir:

·  Nível 2 - O enquadramento nesta categoria exige que o pesquisador tenha, no mínimo, 3 (três) anos de doutorado por ocasião da implementação da bolsa. O candidato deve apresentar, comparativamente aos seus pares, produção científica e acadêmica em quantidade, qualidade e regularidade destacada nos últimos 5 anos, na forma de artigos em periódicos e congressos, nacionais e internacionais, avaliada conforme os critérios adotados pelo CA-MM. Número de citações, embora possa ser significativo, não é fator preponderante dado o curto tempo de atuação de grande parte dos candidatos. A orientação de teses e dissertações, embora pese na avaliação, também não é imprescindível. Quantitativamente, para o enquadramento nesta categoria, é necessário que o candidato apresente um número mínimo de 5 publicações A1, A2 ou B1.

·  Nível 1 - O enquadramento nesta categoria exige que o pesquisador tenha, no mínimo, 8 (oito) anos de doutorado por ocasião da implementação da bolsa. O candidato deve apresentar, comparativamente aos seus pares da mesma área de atuação, produção científica e acadêmica em quantidade, qualidade e regularidade destacada nos últimos 10 anos, na forma de artigos em periódicos e congressos, nacionais e internacionais, e orientação de teses e dissertações, avaliada conforme os critérios adotados pelo CA-MM. O desempenho exigido para este nível pode variar de acordo com o enquadramento da solicitação em uma das 4 áreas cobertas pelo CA-MM; a Engenharia de Minas, Metalurgia Extrativa e a Tecnologia de Processos de Fabricação (especialmente a fundição e a conformação mecânica) comumente apresentam valores bastante inferiores para a produção de seus pesquisadores, em relação às outras áreas cobertas pelo CA-MM, tanto em número de citações na literatura quanto em termos de participação em grandes projetos de pesquisa, constituição de INCTs, temáticos da FAPESP, editoria de periódicos, organização de congressos, etc.. Dentro desta situação, o enquadramento dos bolsistas nos diferentes sub-níveis levará em conta as seguintes características do pesquisador:

Nível 1D- A atuação do candidato deve evidenciar liderança científica em sua área de atuação, desenvolver linhas de pesquisa próprias e independentes que resultem em publicações científicas de alto fator de impacto, orientar dissertações de mestrado e teses de doutorado e coordenar projetos de P&D. Quantitativamente, para o enquadramento nesta categoria, é necessário que o candidato apresente, comparativamente aos seus pares da mesma área de atuação, um número destacado de citações (da ordem de dezenas), um número mínimo de 10 publicações A1, A2 ou B1, ter orientado pelo menos 5 mestres e 2 doutores. Em casos excepcionais, pesquisadores que não atuam em cursos de pós-graduação, e assim estão impossibilitados de orientar mestres e/ou doutores, mas que apresentam notável produção científica em termos de publicações internacionais, poderão ser considerados para a recomendação de bolsas (esta recomendação é também válida para os outros sub-níveis da bolsa de nível 1).

-   Nível 1C- O enquadramento nesta categoria exige que o pesquisador tenha, no mínimo, 10 (dez) anos de doutorado por ocasião da implementação da bolsa. O candidato deve ser pesquisador experiente com comprovado reconhecimento nacional em sua área, ocupar posição de destaque em grupo ou laboratório de pesquisa e estar envolvido em grandes projetos de pesquisa e de cooperação nacional e/ou internacional. Quantitativamente, para o enquadramento nesta categoria, é necessário que o candidato apresente, comparativamente aos seus pares da mesma área de atuação, um número destacado de citações (da ordem de dezenas a centenas), um número mínimo de 18 publicações A1, A2 ou B1, ter orientado pelo menos 7 mestres e 3 doutores.

-   Nível 1B- O enquadramento nesta categoria exige que o pesquisador tenha, no mínimo, 12 (doze) anos de doutorado por ocasião da implementação da bolsa. O candidato deve ser pesquisador experiente com comprovada liderança nacional ou internacional em sua área; Tal reconhecimento será examinado através do desempenho do pesquisador com relação a alguns exemplos mencionados a seguir (sem a necessidade que satisfaça a todos eles): organizador (chairman) de importantes conferências; palestras convidadas em congressos internacionais; editoria de periódicos; liderança de grupo ou laboratório de pesquisa; coordenador de grandes projetos de pesquisa e projetos de cooperação nacional e/ou internacional, etc. Quantitativamente, para o enquadramento nesta categoria, é necessário que o candidato apresente, comparativamente aos seus pares da mesma área de atuação, um número destacado de citações (da ordem de centenas), um número mínimo de 24 publicações A1, A2 ou B1, ter orientado pelo menos 9 mestres e 5 doutores.

-   Nível 1A- O enquadramento nesta categoria exige que o pesquisador tenha, no mínimo, 15 (quinze) anos de doutorado por ocasião da implementação da bolsa. O pesquisador deve ter indiscutível liderança nacional, e ser internacionalmente reconhecido. Tal reconhecimento será examinado através do desempenho do pesquisador com relação a alguns exemplos mencionados a seguir (sem a necessidade que satisfaça a todos eles): atuação como membro de prestigiosas academias científicas nacionais e/ou internacionais; detentor de importantes prêmios nacionais e/ou internacionais; autor de numerosa produção científica em periódicos de primeira linha; organizador (chairman) de importantes conferências internacionais; líder de importantes grupos ou laboratórios de pesquisa; ter citação em livros texto de sua área de especialidade; formador de grupos ou laboratório de pesquisa; palestrante de abertura ou plenária em congressos internacionais; editor ou membro de corpo editorial de importantes periódicos, coordenador de projetos de pesquisa de programas de grande porte e longa duração (dos tipos INCTs, PRONEX, Institutos do Milênio, Temáticos de FAPs e Fundos Setoriais) além de outros não mencionados aqui. Quantitativamente, para o enquadramento nesta categoria, é necessário que o candidato apresente, comparativamente aos seus pares da mesma área de atuação, um número destacado de citações (da ordem de centenas a milhares), um número mínimo de 30 publicações A1, A2 ou B1, ter orientado pelo menos 10 mestres e 6 doutores.

 

Enquadramento, Progressão e Rebaixamento de Bolsistas:

1. Quando da priorização final, dentro de cada uma das 4 áreas do CA-MM,, os bolsistas que tiverem sido priorizados em posição superior à de bolsistas que estão em categoria superior à sua e atendam ao perfil mínimo para o nível (ver fase 3.2), poderão ter a promoção recomendada.

2. O rebaixamento de nível poderá ser recomendado quando, dentro de cada uma das 4 áreas do CA-MM, a classificação do bolsista for inferior a de bolsistas que estejam em categoria inferior. Neste caso, o bolsista de nível mais elevado terá recomendado seu rebaixamento e o melhor qualificado e que atenda ao perfil mínimo para o nível, terá recomendada a promoção.

3. Nos casos em que o pesquisador apresente produção relevante em itens tais como patentes registradas, livros ou capítulos de livros publicados, editoria de livros ou periódicos, coordenação de cursos de pós-graduação e interação empresarial, tais fatores também serão levados em conta na priorização das solicitações.

4. Eventuais promoções e rebaixamentos de nível ocorrerão, em cada oportunidade, somente por um nível (por exemplo, um bolsista de nível 2 poderá ser promovido para o nível 1D, mas não para o 1C; um bolsista de nível 1B poderá ser rebaixado para o nível 1C, mas não para o 1D, e assim por diante). No entanto, em casos excepcionais de grande redução da produção cientifica, o bolsista poderá sofrer rebaixamentos de mais de um nível ou até mesmo ter sua bolsa não recomendada.

5. Como a promoção de um bolsista do nível 2 para o nível 1D implica na concessão de taxas de bancada, o CNPq só permite tais promoções caso algum bolsista de nível 1D seja rebaixado para o nível 2, ou caso algum bolsista de nível 1 perder sua bolsa ou não solicitar uma nova bolsa. Por outro lado, caso o CNPq disponibilizar tais promoções, independentemente de um rebaixamento equivalente, o CA-MM considerará a promoção dos bolsistas de nível 2 mais bem classificados, dentro da priorização de cada uma das 4 áreas do CA-MM,.

6. O número de citações, segundo o ISI, aos artigos publicados pelo candidato, excluindo as auto-citações, e o fator "h" decorrente, são fatores importantes na priorização das solicitações de bolsa, dentro de cada uma das 4 áreas do CA-MM. Os candidatos à bolsa são instados a incluir esta informação atualizada em seus currículos Lattes.

========================================

TABELA 1: Valores de referência para a classificação de periódicos no QUALIS da Engenharia II

Classe

PERTENCENTES À

ÁREA ENGENHARIA II

NÃO PERTENCENTES À

ÁREA ENGENHARIA II

A1

F.I. (*) ¿ 1,0

F.I. ¿ 6,0

A2

F.I. < 1,0 e F.I. ¿ 0,5

F.I. < 6,0 e F.I. ¿ 2,2

B1

F.I. < 0,5 e F.I. ¿ 0,3

F.I. < 2,2 e F.I. ¿ 1,0

B2

F.I. < 0,3 / Scielo (**)

F.I. < 1,0 / Scielo

B3

Periódicos de Associações

Sem F.I.

Periódicos de Associações

Sem F.I.

B4

Sem F.I.

Sem F.I.

B5

Sem F.I. e Local

Sem F.I. e Local

 

 

(*) Foi utilizada a base de dados JCR/ISI (Journal of Citation Report ¿ 2010 sendo que o índice Fator de Impacto (F.I.) foi utilizado na classificação dos periódicos. A base de indexação JCR/ISI foi utilizada, pois maior parte dos artigos publicados pelos pesquisadores dos Programas de Pós-Graduação das Engenharias II ocorre em periódicos indexados nesta base de dados. No triênio passado, p.e., mais de 85% destes artigos estavam indexados no JCR/ISI.

(**) Periódicos cadastrados no Scielo foram classificados como B2. Os principais periódicos nacionais cadastrados no Scielo foram considerados como B1.

OBS: Alguns periódicos de pequenas subáreas, as quais não apresentam número significativo de periódicos classificados como A, poderão ser reclassificados de acordo com a importância para as suas respectivas subáreas.


COENE | EN - Energia Nuclear, Energia Renovável e Planejamento Energético

Ciências Exatas e da Terra e Engenharias

Critérios de Julgamento - CA-EN (Mantidos pelo CA-EN)

 

Vigência: 2015 a 2017

 

Critérios Gerais

a) O enquadramento do pesquisador na categoria 1 exige que o pesquisador tenha, no mínimo, 8 (oito) anos de doutorado por ocasião da implementação da bolsa. O enquadramento do pesquisador na categoria 2 exige que o pesquisador tenha, no mínimo, 3 (três) anos de doutorado por ocasião da implementação da bolsa.

b) O desempenho do pesquisador é avaliado por meio de indicadores referentes ao quinquênio anterior, no caso da categoria 2, e do decênio anterior, no caso da categoria 1.

c) Os critérios incluem sua produção científica, formação de recursos humanos, contribuição para a inovação, coordenação ou participação em projetos de pesquisa, participação em atividades editoriais e de gestão científica e administração de instituições e núcleos de excelência  científica e tecnológica.

d) Os solicitantes serão classificados pelos critérios a seguir, exclusivamente com a finalidade de adequar a demanda às cotas de bolsas PQ disponibilizadas pelo CNPq. 

Critérios Específicos

Este Comitê de Assessoramento trabalha com as áreas abrangidas por 3 (três) programas do CNPq:

- Programa de Engenharia Nuclear

- Programa de Fontes Renováveis de Energia

- Programa de Planejamento Energético

O Programa de Engenharia Nuclear tem por objetivo fomentar o desenvolvimento científico e tecnológico das seguintes áreas: tecnologia de reatores nucleares, estudos teóricos relativos à engenharia de reatores nucleares, segurança de instalações nucleares, aplicações nucleares na indústria, agronomia, medicina, proteção radiológica e áreas correlatas.

O Programa de Fontes Renováveis de Energia tem por objetivo fomentar estudos experimentais e teóricos sobre a disponibilidade de radiação solar, velocidade do vento, precipitações pluviométricas, equipamentos e instalações de conversão de energia solar em térmica, conversão fotovoltaica da energia solar, captação e conversão da energia eólica, desenvolvimento de micro-centrais hidrelétricas, tecnologias do uso energético da biomassa, sistemas híbridos, sistemas não-convencionais de armazenagem de energia e instrumentação dedicada aos estudos experimentais das fontes renováveis de energia.

O Programa de Planejamento Energético tem por objetivo o desenvolvimento de propostas macroeconômicas de implementação de sistemas energéticos, estudos sobre política energética regional e nacional, desenvolvimento de sistemas de uso eficiente de energia nas indústrias, análise de impactos produzidos na conversão e modernização de sistemas energéticos.

Estes três Programas compartilham o CA-EN e utilizam os critérios abaixo descritos para classificar os pesquisadores no momento de distribuir as quotas de bolsa de Produtividade em Pesquisa. A concessão de bolsas dependerá, além dos critérios descritos, da disponibilidade das mesmas por parte do CNPq.

Classificação dos Bolsistas de Produtividade em Pesquisa

Categoria 2. Ter orientado, no mínimo, 3 (três) dissertações de Mestrado como orientador principal (ou mantida a equivalência de 1 Doutorado para 2 Mestrados); ter pelo menos 6 (seis) publicações em periódicos de qualidade na área de atuação do pesquisador, durante toda a sua carreira, sendo que destas no mínimo 5 (cinco) publicações tenham ocorrido nos últimos 5 (cinco) anos, além de participar em projetos de P&D.

Categoria 1 - Nível D. Ter orientado no mínimo 8 (oito) dissertações de Mestrado como orientador principal (ou mantida a equivalência de 1 Doutorado para 2 Mestrados); ter pelo menos 9 (nove) publicações em periódicos de qualidade na área de atuação do pesquisador, durante toda a sua carreira, sendo que dessas no mínimo 5 (cinco) publicações tenham ocorrido nos últimos 5 (cinco) anos; demonstrar independência científica, além de coordenar projetos de P&D.

Categoria 1 - Nível C. Ter no mínimo 3 (três) teses de Doutorado concluídas como orientador principal, além do critério mínimo do nível 1D; ter pelo menos 12 (doze) publicações em periódicos de qualidade na área de atuação do pesquisador durante toda a sua carreira, sendo que destas no mínimo 5 (cinco) publicações tenham ocorrido nos últimos 5 (cinco) anos; demonstrar independência científica e coordenar projetos de P&D.

Categoria 1 - Nível B. Ter no mínimo 5 (cinco) teses de Doutorado concluídas como orientador principal, além do critério mínimo do nível 1D; ter pelo menos 15 (quinze) publicações em periódicos de qualidade na área de atuação do pesquisador durante toda a sua carreira, sendo que destas no mínimo 5 (cinco) publicações tenham ocorrido nos últimos 5 (cinco) anos; demonstrar independência científica e coordenar projetos de P&D, convênios de cooperação e intercâmbio com outras instituições.

Categoria 1 - Nível A. Ter sido orientador principal de pelo menos 7 (sete) teses de Doutorado, além do critério mínimo do nível 1D; pelo menos 20 (vinte) publicações em periódicos de qualidade na área de atuação do pesquisador durante toda a sua carreira, sendo que destas no mínimo 10 (dez) publicações tenham ocorrido nos últimos 5 (cinco) anos; demonstrar liderança científica, além de coordenar projetos de P&D, convênios de cooperação e intercâmbio com outras instituições.

IMPORTANTE: Os pesquisadores atuais dos níveis 1A a 1D que não atenderem aos requisitos mínimos por ocasião de um novo pedido de bolsa de produtividade e tiverem seus pedidos aprovados serão re-enquadrados no nível correto. Os pesquisadores atuais do nível 2 que não atenderem aos requisitos mínimos por ocasião de um novo pedido de bolsa de produtividade não poderão ter seus pedidos aprovados e serão desligados do sistema. Em todos os casos, a exigência de 5 (cinco) artigos publicados  nos últimos 5 (cinco) anos deve ser satisfeita, caso contrário a bolsa não poderá ser concedida. Cabe enfatizar que a prioridade para ingresso, progressão e manutenção como bolsista PQ é a produção científica do candidato. De acordo com a nova norma do CNPq para Produtividade em Pesquisa ¿ PQ (norma específica), os dados a serem considerados para avaliação dos pesquisadores 1 (A, B, C e D) serão os dos últimos 10 (dez) anos, enquanto que para os pesquisadores 2 serão os dos últimos 5 (cinco) anos.


COENE | EQ - Engenharia Química

Ciências Exatas e da Terra e Engenharias

Ciências Exatas e da Terra e Engenharias

Critérios de Julgamento - CA-EQ

Vigência: 2015 a 2017

 

1. Critérios de Enquadramento

O proponente, independente da sua formação ou experiência de pesquisa, deverá estar institucionalmente vinculado a uma Unidade, Faculdade ou Departamento de Engenharia Química ou deverá estar colaborando, efetivamente, com o mesmo. Esta colaboração será avaliada por meio da co-orientação de teses e co-autoria de artigos com pesquisadores da área de EQ. Caso o proponente, mesmo com formação ou experiência em Engenharia Química, esteja vinculado a uma Unidade ou Faculdade ou Departamento de outra área, sem qualquer colaboração com a área de EQ, terá sua pontuação reduzida à metade.

 

1.1. Critérios de Enquadramento dos Pesquisadores 2

O pesquisador deve ter tempo mínimo de doutoramento de 3 (três) anos, deve ser autor de ao menos de 5 (cinco) artigos publicados em periódicos IA e orientador de ao menos 1 (uma) dissertação de mestrado ou tese de doutorado concluída no último qüinqüênio.

 

1.2. Critérios de Enquadramento dos Pesquisadores 1

 

O pesquisador deve ter tempo mínimo de doutoramento de 8 (oito) anos, deve satisfazer os critérios de enquadramento definidos para pesquisadores 2 e deve atender aos seguintes pré-requisitos mínimos de enquadramento, considerando-se toda a carreira do pesquisador:

 

Tabela 1.Pré-requisitos de Enquadramento de Bolsistas de Produtividade em Pesquisa PQ-1

Nível

Tempo de Titulação (anos)

Dissertações de MSc concluídas(a)

Teses de DSc* concluídas(a)

Supervisões de Pós-Doc**(a)

Índice H

Publicações IA + IB

Publicações IA

PQ-1A

8

10

20

6

15

50

30

PQ-1B

8

10

15

3

12

40

20

PQ-1C

8

10

10

0

10

30

12

PQ-1D

8

10

5

0

8

20

8

 

 

*A critério do CA-EQ, e exclusivamente para efeitos desse enquadramento, dissertações de mestrado orientadas além dos limites propostos poderão ser consideradas equivalentes a teses de doutorado na razão de duas dissertações de mestrado para cada tese de doutorado.

** Somente supervisões de pós-doutorado com financiamento formal serão contabilizados neste item.  A critério do CA-EQ, e exclusivamente para efeitos desse enquadramento, teses de doutorado além dos limites propostos poderão ser consideradas equivalentes a supervisões de pós-doutorado na razão de uma tese para cada supervisão de pós-doutorado.

(a)As co-orientações de dissertação, tese ou supervisão de pós-doc serão consideradas equivalentes a 70% do peso do orientador principal.

 

É importante ressaltar que esse perfil mínimo constitui condição necessária, mas não suficiente, para fins de consecução do auxílio e enquadramento. O número de bolsistas em cada nível é função da disponibilidade estabelecida pelo CNPq.

 

2.. Critério e Método  de Avaliação

O método de avaliação considera duas dimensões fundamentais: a natureza e qualidade dos projetos encaminhados e os desempenhos científicos individuais dos respectivos coordenadores.

A primeira dimensão, associada ao projeto, avalia a qualidade e o impacto científico dos projetos encaminhados pelos respectivos coordenadores ao CNPq. A avaliação da qualidade e impacto científico dos projetos deve considerar a disponibilidade de pareceres ad-hoc emitidos pela comunidade acadêmica, solicitados pela equipe técnica do CNPq. A avaliação comparativa dos projetos deve estar baseada nas notas e pesos definidos nos respectivos editais, incluindo os seguintes aspectos: consistência científica da proposta, aspectos inovadores e relevância científica da proposta, metodologia proposta para execução do projeto, adequação dos cronogramas físico e financeiro do projeto, interação com empresas e com o setor produtivo e consequências sócio-econômicas resultantes da realização do projeto.

A segunda dimensão está associada à avaliação dos desempenhos científicos individuais dos coordenadores dos projetos encaminhados ao CNPq. O desempenho de cada pesquisador postulante a Bolsas de Produtividade em Pesquisa é avaliado por meio de indicadores referentes ao quinquênio anterior, no caso da categoria PQ-2, e do decênio anterior, no caso da categoria PQ-1. Os critérios incluem a produção científica, a formação de recursos humanos, contribuição para a inovação, coordenação ou participação em projetos de pesquisa, participação em atividades editoriais e de gestão científica e administração de instituições e núcleos de excelência  científica e tecnológica.

            A produção científica pode ser quantificada com auxílio da Tabela 2, que mostra os itens de produção científica considerados na avaliação e os respectivos pesos usados para cálculo do índice de produção. Para incentivar a produção em veículos de maior impacto, os pesos destas publicações foram definidos em faixas de acordo com o fator de impacto dos respectivos periódicos. Para desestimular o número artificialmente excessivo de autores, para os artigos com mais de quatro autores, o peso sofrerá uma redução em função do número de autores (NA), conforme Tabela 2.

Além da quantificação baseada na Tabela 2, o CA-EQ também levará em conta a qualificação da produção científica, com base no impacto dessa produção no meio científico. O índice de impacto da produção científica a ser utilizado levará em consideração os valores reportados pela base "Scopus", fonte reconhecida de monitoramento da atividade de pesquisa. Para fins de uso pelo CA-EQ, esse índice será composto pela soma do índice H com o número médio de citações por publicação. Também será considerada a qualificação da orientação, conforme a Tabela 2. Esta qualificação tem como princípio que o número de orientações (MSc e DSc) efetivamente contabilizado é limitado ao número total de publicações (A+B+C).

O CA-EQ se reserva ainda o direito de considerar de forma colegiada a atuação do pesquisador decorrente de atividades outras, tais como editoração de periódicos e livros, organização de eventos, participação em comitês científicos, publicações especiais de impacto científico, dentre outras atividades consideradas relevantes para o desenvolvimento da pesquisa na área de Engenharia Química no Brasil.

O peso relativo das avaliações quantitativa e qualitativa será definido em cada julgamento, e justificado junto ao CNPq, obedecendo uma lógica de crescente valorização da parte qualitativa ao longo dos próximos anos.   

OBS: É muito importante o preenchimento correto e a atualização constante do Currículum Lattes pelo pesquisador. Em particular, é essencial fornecer o no. DOI de todas as publicações que dele dispõem, independentemente do ano em que foram publicadas. Currículos mal preenchidos, com repetições indevidas, com falta de informações, com informações conflitantes com os dados disponibilizados pelas bases "Scopus", "Web of Science", "SciElo" e/ouhome-page das respectivas editoras, podem resultar em prejuízo para a pontuação do solicitante. Artigos publicados em periódicos nos quais o DOI não foi informado no CV Lattes não serão computados.

 

 

Tabela 2.Itens e Pesos para Pontuação da Produção Científica no período de avaliação.

Item

Símbolo

Peso  (P)

Definição

 

 

NA£4

NA>4

 

Publicação A

A

3

12/NA

Fator de impacto maior ou igual a 2,0 segundo o JCR

Publicação B

B

2

8/NA

Fator de impacto maior ou igual a 1 e menor que 2,0, segundo o JCR

Publicação C

C

1

4/NA

Fator de impacto menor que 1,0 segundo o JCR

Patente concedida **

(toda a carreira do pesquisador)

Pat

1,5

Número de depósito registrado

Orientações de Doutorado

DSc 1

2

Orientações concluídas que não excedem o número total de publicações A e B

DSc 2

0

Orientações concluídas que excedem o número total de publicações A e B

Orientações de Mestrado

MSc 1

1

Orientações de mestrado concluídas e de doutorado tipo DSc2 que não excedem o número total de publicações A, B e C, descontados os itens já pontuados em DSc1

MSc 2

0

Orientações de mestrado concluídas e de doutorado tipo DSc2 que excedem o número total de publicações A, B e C, descontados os itens já pontuados em DSc1

Supervisões de Pós-Doc

Pos

1

Supervisões concluídas

 

* A Brazilian Journal of Chemical Engineering será sempre considerada como Publicação Internacional B, independentemente do fator de impacto registrado no JCR.


COENG | EM - Engenharias Mecânica, Naval e Oceânica e Aeroespacial

Ciências Exatas e da Terra e Engenharias

Ciências Exatas e da Terra e Engenharias

Critérios de Julgamento (CA-EM)

Vigência: 2015 a 2017

 

Critérios Gerais

a.  O enquadramento do pesquisador na categoria 1 exige que o pesquisador tenha, no mínimo, 8 (oito) anos de doutorado por ocasião da implementação da bolsa. O enquadramento do pesquisador na categoria 2 exige que o pesquisador tenha, no mínimo, 3 (três) anos de doutorado por ocasião da implementação da bolsa.

b. O desempenho do pesquisador é avaliado por meio de indicadores referentes ao quinquênio anterior, no caso da categoria 2, e do decênio anterior, no caso da categoria 1.

c. Além de atender aos critérios mínimos descritos a seguir, os solicitantes serão classificados pelos critérios descritos no ítem d, com a finalidade de adequar a demanda às cotas de bolsas PQ disponibilizadas pelo CNPq. 

d. Os critérios incluem produção científica em periódicos de relevância (constam no Journal Citation Report), qualidade dos periódicos, número de citações dos trabalhos publicados, formação de recursos humanos, contribuição para a inovação, coordenação ou participação em projetos de pesquisa, visibilidade na comunidade científica nacional e internacional.

 

Critérios mínimos para ingresso e progressão no sistema

Perfil do pesquisador:

O integrante do sistema de bolsas de produtividade de pesquisa do CA-EM deve ter um perfil de clara participação em atividades integradas de ensino, pesquisa e extensão, associadas a uma prática adequada de publicação dos resultados de seus trabalhos. São consideradas tanto a regularidade na produção como sua qualidade, tanto do nível científico e tecnológico dos resultados como dos meios empregados para sua divulgação (livros, revistas de relevância científica e de ampla circulação e eventos nacionais e internacionais de peso científico indiscutível). Além disto, é necessário que atue em áreas temáticas de pesquisa e desenvolvimento coerentes com sua produção científica e acadêmica, verificados na apresentação de um projeto bem elaborado, especialmente nos aspectos das fundamentações teórica e metodológica. Um outro aspecto de importância examinado pelo CA diz respeito ao envolvimento do pesquisador na atividade de orientação de pós-graduandos. As características acima são aplicáveis a todos os bolsistas e candidatos a bolsistas, observando-se, logicamente, os diversos níveis de bolsa.

 

Critérios mínimos:

Categoria 2:

Ser pesquisador doutor com produção científica relevante caracterizada pela regularidade na divulgação em congressos nacionais e internacionais de reconhecido nível; ter pelo menos 6 (seis) publicações em periódicos de relevância científica nas áreas de pesquisa afetas ao CA-EM e de ampla circulação nos últimos 5 anos.

 Categoria 1:

Além de atender aos requisitos da Categoria 2, deverá também, para os respectivos níveis:

Categoria 1 - Nível D: Ter envolvimento na orientação de alunos de mestrado e doutorado tendo orientado no mínimo 4 (quatro) dissertações; apresentar produção científica relevante caracterizada por regularidade na divulgação em congressos nacionais e internacionais de reconhecido nível, com ativa participação de seus orientados; ter pelo menos 10 (dez) publicações em periódicos de relevância científica nas áreas de pesquisa afetas ao CA-EM nos últimos 10 anos; demonstrar liderança científica, além de coordenar projetos de P&D.

Categoria 1 - Nível C:  Ter envolvimento na orientação de alunos de doutorado tendo orientado no mínimo 1 (uma) tese de doutorado; apresentar produção científica relevante caracterizada pela regularidade na divulgação em congressos nacionais e internacionais de reconhecido nível, com ativa participação de seus orientados; ter pelo menos 12 (doze) publicações em periódicos de relevância científica nas áreas de pesquisa afetas ao CA-EM nos últimos 10 anos; demonstrar liderança científica, além de coordenar projetos de P&D e seenvolver na formação de grupo de pesquisa.

Categoria 1 - Nível B:  Ter envolvimento na orientação de alunos de doutorado tendo orientado no mínimo 2 (duas) teses de doutorado; apresentar produção científica relevante caracterizada por regularidade na divulgação em congressos nacionais e internacionais de reconhecido nível, com ativa participação de seus orientados; ter pelo menos 14 (quatorze) publicações em periódicos de relevância científica nas áreas de pesquisa afetas ao CA-EM nos últimos 10 anos; demonstrar liderança científica, além de coordenar projetos de P&Dinteragindo com a problemática do setor produtivo; coordenar convênios de cooperação e intercâmbio com outras instituições do país e do exterior.

Categoria 1 - Nível A: Demonstrar liderança científica e inserção nacional e internacional, além de coordenar projetos de P&D; convênios de cooperação e intercâmbio com outras instituições do país e do exterior e nucleação de grupos de pesquisa. Parâmetros de referência são: ter envolvimento na orientação de alunos de doutorado tendo orientado no mínimo 4 (quatro) teses já concluídas e com produção científica relevante caracterizada por regularidade na divulgação em congressos nacionais e internacionais com participação de seus orientados e; de preferência, ter divulgado em livros sua obra na área e ter pelo menos 16 (dezesseis) publicações em periódicos de relevância científica nas áreas de pesquisa afetas ao CA-EMnos últimos 10 anos.

 

Critérios básicos para o pesquisador manter-se no sistema:

Para se manter no sistema, o pesquisador na "Categoria 2" tem que atender aos seguintes requisitos mínimos: publicar 6 (seis) trabalhos em revistas de relevância científica nos últimos 5 (cinco) anos. O envolvimento crescente do pesquisador na atividade de orientação de pós-graduandos é visto como um aspecto positivo.

O pesquisador da Categoria 1 tem que se mostrar ativo na atividade de pesquisa, apresentando um número mínimo de:i) 10(dez) publicações em revistas de relevância científica nos últimos 10 anos para o nível 1D; ii) i) 12(doze) publicações em revistas de relevância científica nos últimos 10 anos para o nível 1C; i) 14(catorze) publicações em revistas de relevância científica nos últimos 10 anos para o nível 1B; i) 16(dezesseis) publicações em revistas de relevância científica nos últimos 10 anos para o nível 1A;   e envolvimento na atividade de orientação de pós-graduandos. Lembrando que os números acima citados se referem a manutenção no sistema e não implicam em promoção automática para níveis acima caso o pesquisador obtenha números compatíveis com a manutenção em um nível superior.

Excepcionalidade: Os critérios acima definem regras gerais praticadas pelo CA-EM. Entretanto, em casos excepcionais, o CA-EM poderá considerar exceções, mediante justificativas fundamentadas.

 

Observação 1: As regras de manutenção no sistema descritas acima valem para bolsas implementadas a partir de 2015.

Observação 2: Projetos multidisciplinares que tenham componente majoritária em áreas do CA serão julgadas com igualdade de condições com as demais propostas.

Observação 3: Os cálculos envolvendo número de publicações consideram periódicos considerados relevantes, cabendo ao CA a decisão sobre seu relacionamento com as áreas de atuação do CA ou não.


COENG | EE - Engenharias Elétrica e Biomédica

Ciências Exatas e da Terra e Engenharias

Ciências Exatas e da Terra e Engenharias

Critérios de Julgamento (CA-EE) - Vigência: 2015-2017

 

Este documento resume os critérios de avaliação de candidatos a bolsas de produtividade em pesquisa relacionados ao Comitê Assessor de Engenharia Elétrica e Biomédica (CA-EE) do CNPq. Os critérios visam estimular a pesquisa continuada e de alta qualidade nas áreas de Engenharia Elétrica e Biomédica com o objetivo de criar uma capacitação que permita a formação de grupos de pesquisa de excelência. Em consequência, espera-se o estabelecimento de uma tradição sólida em pesquisa nessas áreas, bem como a consolidação de programas de pós-graduação de alta qualidade.

I. Critérios Gerais

a) O enquadramento do pesquisador na Categoria/Nível 2 exige que o pesquisador seja doutor há, pelo menos, 3 (três) anos por ocasião da implementação da bolsa. O enquadramento do pesquisador na Categoria/Nível 1 exige que o pesquisador seja doutor há, pelo menos, 8 (oito) anos por ocasião da implementação da bolsa.

b) O desempenho do pesquisador é avaliado por meio de indicadores referentes ao quinquênio anterior, no caso da Categoria/Nível 2, e do decênio anterior, no caso da Categoria/Nível 1.

c) Os critérios incluem sua produção científica, formação de recursos humanos, contribuição para a inovação, coordenação e/ou participação em projetos de pesquisa, participação em atividades editoriais, gestão científica, administração de instituições e de núcleos de excelência científica e tecnológica.

d) Os solicitantes serão classificados por critérios específicos, apresentados a seguir, exclusivamente com a finalidade de adequar a demanda às cotas de bolsas PQ disponibilizadas pelo CNPq. 

II. Critérios Específicos

II.1 Perfil dos Bolsistas de Produtividade em Pesquisa no CA-EE

1) Pesquisador Categoria/Nível 2. Doutor há pelo menos 3 (três) anos, demonstrando capacidade de pesquisa independente, publicação continuada de produção relevante, participação em grupos de pesquisa e programas de pós-graduação, e ainda na formação de recursos humanos, pelo menos no nível de mestrado.

2) Pesquisador Categoria/Nível 1.Doutor com experiência em pesquisa independente, com produção técnico-científica relevante continuada, liderança de grupos de pesquisa, formação de recursos humanos tanto em nível de mestrado quanto de doutorado, participação nas atividades das sociedades técnico-científicas da área e inserção nas comunidades acadêmicas nacional e internacional dentro das subáreas cobertas pelo CA-EE (para o enquadramento nos diversos níveis, veja Tabela 2).

Para que um pesquisador possa ascender à Categoria/Nível 1-B, é necessário que tenha contribuído de forma significativa no seu campo de pesquisa, e seja reconhecido por seus pares como uma liderança científica nacional e internacional na sua área de pesquisa.

Para que um pesquisador possa ascender à Categoria/Nível 1-A, é necessário que tenha contribuído de forma significativa no seu campo de pesquisa, e seja reconhecido por seus pares como uma liderança científica nacional e internacional na sua área de pesquisa. Além disso, será considerado o impacto das atividades acadêmico-científicas já realizadas no País e no Exterior e o conjunto de sua atuação acadêmico-científica, que inclui, dentre outros: distinções acadêmicas; coordenação de projetos; prêmios e honrarias; atuação em sociedades científicas, agências de fomento e fundações de amparo à pesquisa; experiência administrativa pertinente.

II.2 Resumo dos Critérios de Avaliação da Produção Científica do Pesquisador

No processo de julgamento e avaliação das solicitações de Bolsa de Produtividade em Pesquisa, a ação do CA-EE consiste em:

a) Avaliação da proposta do projeto de pesquisa, que leva em consideração:

i) Pareceres de assessores ad hoc de reconhecida competência na área, providenciados pelo CNPq.

ii) Análise pelo CA-EE quanto ao mérito da referida proposta, levando em consideração os pareceres ad hoc assim como os itens pertinentes dos critérios estabelecidos por este CA.

 

b) Avaliação quantitativa e qualitativa da produção científica do pesquisador

O CA-EE utiliza critérios quantitativos e qualitativos no processo de avaliação da produção técnico-científica. Para a avaliação quantitativa, o CA-EE contabiliza, através do Currículo (CV) Lattes, a produção técnico-científica nas áreas do CA-EE, dando importância primordial a artigos completos publicados em periódicos indexados pelo ISI (International Scientific Information - Web of Science) de caráter científico reconhecido pelas áreas de Engenharia Elétrica e Biomédica, como também do fator de impacto desses periódicos e do número de citações dos artigos publicados nesses periódicos. Também se atribui especial importância à contribuição tecnológica, medida pelo número de patentes efetivamente concedidas e/ou efetivamente transferidas. O CA-EE também considera artigos completos publicados em periódicos nacionais de caráter científico e vinculados às sociedades científicas brasileiras, buscando conciliar o incentivo ao desenvolvimento desses periódicos com a necessidade de maior visibilidade e internacionalização da pesquisa feita no país.

 

No que concerne aos critérios qualitativos, são considerados itens como: qualidade dos periódicos, nível de qualidade e seletividade dos congressos que compõem a produção em conferências internacionais e conferências nacionais, impacto da contribuição técnico-científica, número de autores, tipo de artigo (regular paper, technical note, etc.), número de páginas e complexidade do tema da pesquisa. Além disso, será analisado se as teses/dissertações orientadas pelo candidato geraram artigos científicos em periódicos. Finalmente, como a seleção de bolsistas é feita em bases competitivas, o CA-EE utilizará também outras informações relevantes sobre cada candidato, tais como: seu engajamento no ambiente de pesquisa da sua Instituição; seu papel em atividades de sociedades científicas nacionais e internacionais; sua participação e coordenação de projetos de pesquisa financiados por agências de fomento; seus trabalhos convidados em congressos de reconhecida importância, dentre outros. Propostas de pesquisadores que atuam em áreas interdisciplinares, ao serem submetidos ao CA-EE, serão avaliados considerando-se também o grau de adesão de sua produção à área específica do pleito.

 

c) Condições específicas para concessão de bolsa

Para os solicitantes que receberam bolsa em período anterior, será avaliada inicialmente a produção científica no período de 5 (cinco) anos para a Categoria/Nível 2 e 10 (dez) anos para a Categoria/Nível 1. Os candidatos serão classificados conforme indicado na Tabela 1. Candidatos que atingiram ou superaram os indicadores da Tabela 1 reúnem as condições necessárias e serão fortemente priorizados para um novo período de bolsa.

Para os solicitantes que estão fora do sistema PQ (isto é, que não receberam bolsa no período anterior), o enquadramento nas condições na Tabela 1 é também necessário, de forma que seja possível considerá-los para concessão de bolsa. Para efeitos desse enquadramento, solicitantes que sejam doutores há 10 (dez) anos ou mais devem cumprir os mesmos requisitos dos bolsistas Categoria/Nível 1. Os demais devem satisfazer as mesmas condições solicitadas para os bolsistas Categoria/Nível 2.

Tabela 1. Avaliação do desempenho a partir da produção científica no período de avaliação

Indicador

Bolsistas Categoria/Nível 2

Bolsistas Categoria/Nível 1

Periódicos indexados na Web of Science com JCR >= 0,5 (*)

6

12

Soma dos JCRs (*)

8

16,5

Publicações em conferências relevantes

5

15

Orientações concluídas (Dout=2, Mest=1)

2

4

 

(*) Além da quantidade de publicações em periódicos reconhecidos pelas áreas de Engenharia Elétrica e Biomédica, com fator de impacto (JCR) maior ou igual a 0,5, será também exigido que a soma dos fatores de impacto dos periódicos em que foram publicados os artigos considerados na Tabela 1 seja igual ou maior do que 8,0, no caso dos bolsistas Categoria/Nível 2, e igual ou maior do que 16,5, no caso dos Bolsistas Categoria/Nível 1.  Essa exigência de um valor mínimo para a soma dos JCRs entrará em vigor a partir do ano de 2016, não se aplicando aos pedidos apresentados em 2015.

 

Para a finalidade de atendimento à Tabela 1, será possível substituir artigos publicados em periódicos por patentes efetivamente concedidas. Essa substituição ocorrerá da seguinte forma:

·   Cada patente efetivamente concedida possibilitará a redução de uma unidade no requisito de número de artigos publicados.

·   Cada patente efetivamente concedida possibilitará a redução de 1,5 unidade no requisito de soma dos JCRs.

·   As patentes serão contadas a partir da data de sua efetiva concessão e serão contabilizadas, a partir dessa data, pelo período de 5 (cinco) anos para a Categoria/Nível 2 e de 10 (dez) anos para a Categoria/Nível 1.

 

d) Critérios específicos para enquadramento na categoria/nível da bolsa concedida

O enquadramento dos candidatos nos respectivos níveis de bolsa de produtividade em pesquisa é realizado de acordo com a Tabela 2. Exceções poderão ser avaliadas pelo CA, considerando a pontuação relevante no período de avaliação (5/10 anos, veja Tabela 1) e os critérios qualitativos. Além da quantidade de publicações em periódicosreconhecidos pelas áreas de Engenharia Elétrica e Biomédica, será também exigido que o candidato atinja um fator H (medido na base Web of Science) igual ou superior a 4 (quatro) para o acesso à Categoria/Nível 1.

 

Tabela 2. Quantitativo da produção correspondente à pontuação mínima para cada Categoria/Nível

Categoria/Nível

Periódicos (**)

Doutorados orientados

Orientações concluídas (Dout=2, Mest=1)

1-A

32

8

32

1-B

26

5

20

1-C

19

3

14

1-D

14

2

10

2

6

0

2

 

(**) Artigos publicados em periódicos indexados na Web of Science, com JCR >= 0,5, reconhecidos pelas áreas de Engenharia Elétrica e Biomédica.

 

Observações:

1) Pesquisadores que não possuírem bolsa de produtividade em pesquisa no momento da análise e que forem doutores há 10 (dez) anos ou mais só serão classificados quando atingirem a Categoria/Nível 1-D, podendo ficar com a bolsa na Categoria/Nível 2 em situações de limitação de quota de bolsas.

2) O fato de um candidato satisfazer todos os valores quantitativos mínimos do perfil relativos a uma determinada Categoria/Nível, como mostrado nas Tabelas 1 e 2, não garante a concessão da bolsa.

3) O número de bolsas por Categoria/Nível é limitado. Por esse motivo, a concessão e classificação da bolsa ocorrem por comparação entre os candidatos das categorias/níveis correspondentes e/ou entre os candidatos das categorias/níveis adjacentes que estiverem sendo avaliados na mesma reunião de julgamento.

4) Artigos em periódicos nacionais que não tiverem índice JCR, editados por sociedades científicas reconhecidas (que obtiveram classificação B1 no Qualis/CAPES para a área de Engenharias IV) serão contabilizados para suplementação dos totais requeridos para efeito das Tabelas 1 e 2. A contabilização desses periódicos nacionais será feita na proporção 4:1, no caso de periódicos nacionais não indexados na base Scopus, e na proporção de 3:1, para periódicos nacionais indexados nesta base. Assim: (i) a cada quatro artigos publicados em periódicos internacionais considerados pelo CA-EE, um artigo em periódico nacional será contabilizado para o cômputo geral dos artigos em periódicos, se este periódico nacional não estiver indexado na base Scopus; (ii) a cada três artigos publicados em periódicos internacionais considerados pelo CA-EE, um artigo em periódico nacional será contabilizado para o cômputo geral dos artigos em periódicos, se este periódico nacional estiver indexado na base Scopus.

5) Artigos de congressos, mesmo que publicados em periódicos listados no ISI, não serão contabilizados como publicações em periódicos.

6) Coorientações, tanto de dissertações de mestrado quanto de teses de doutorado, serão computadas com o mesmo peso que as respectivas orientações principais.

 

III. Comentários Finais

a) Avaliação qualitativa.Os candidatos à concessão de bolsa PQ (renovação ou não) são fortemente encorajados pelo CA-EE a incluir uma súmula resumida de suas atividades na qual deve constar:

i) Contribuição Científica. Comentar (máximo de quinze linhas) a atuação e contribuição do pesquisador, qualidade dos veículos das publicações, número médio de autores nas publicações, atividades em sociedades científicas, responsabilidades na montagem e manutenção de laboratórios complexos, e outros aspectos julgados relevantes.

ii) Principais Publicações. Relacionar as publicações anexando, em cada caso, os comentários (máximo de dez linhas) que evidenciem a qualidade do trabalho, seu impacto científico ou tecnológico, e outros aspectos julgados relevantes.

iii) Contribuição Tecnológica. Comentar (máximo de 15 linhas) sobre a atuação do pesquisador que tenha resultado em inovação tecnológica na forma de patentes concedidas ou patentes efetivamente transferidas para o setor produtivo, desenvolvimento de processos ou consultorias a empresas nacionais ou estrangeiras. A inclusão da informação precisa a respeito de como deve ser feito o processo de consulta ao escritório de registro de patentes para a verificação da data da efetiva concessão da patente é imprescindível para a sua contabilização na análise da solicitação pelo CA-EE.

b) Publicações de livros/capítulos de livros. Serão computados (em termos de qualidade e quantidade) como critérios adicionais para a concessão da bolsa de produtividade em pesquisa. Os livros e capítulos deverão ser informados com seus dados bibliográficos completos, incluindo editora e ISSN, e acrescentando também os endereços eletrônicos através dos quais possam ser adquiridos.

c) Número de autores.Artigos em periódicos com até 6 coautores serão considerados integralmente. Artigos com mais de 6 até 20 coautores deverão ter um deságio representado pela multiplicação de seus indicadores por 0,9 elevado ao número de coautores acima de 6. Artigos com mais de 20 coautores serão desconsiderados. Esse deságio irá incidir tanto sobre a contribuição do artigo para a ¿soma dos JCRs¿ quanto sobre o número de artigos publicados (ou seja, tais artigos contribuirão de forma fracionária para tal número).

d) Qualidade das informações no CV Lattes.Muitos CVs Lattes apresentam informações incompletas, especialmente no que se refere a títulos de periódicos, de livros e numeração das páginas (sugere-se que nos trabalhos publicados eletronicamente sejam informados o número de páginas e o número do artigo, para saber se são resumos ou trabalhos completos). Esses fatos dificultam a avaliação e fazem com que vários possíveis bons trabalhos inseridos de forma incompleta nos Currículos Lattes sejam desconsiderados por falta de informação. O CA¿EE não irá considerar itens do CV Lattes que estejam com as informações mínimas preenchidas incorretamente ou incompletas. Recomenda-se fortemente a indicação do DOI nas publicações cadastradas. Artigos aceitos, aguardando publicação, só serão contabilizados mediante a apresentação de cartas de aceitação inequívocas, as quais podem ser incluídas como anexos ao projeto de pesquisa.

e) Veracidade das informações no CV Lattes.Quando se verificar que as informações prestadas pelo candidato no tocante à sua produção científica, tecnológica e acadêmica sejam inverídicas, e que tendam a beneficiar o candidato em seu pleito, o pedido de bolsa será desqualificado e a Diretoria Executiva do CNPq será informada para que sejam tomadas as providências cabíveis. Da mesma forma, em concordância com as diretrizes da Comissão de Integridade de Pesquisa do CNPq (http://www.cnpq.br/normas/lei_po_085_11.htm), o CA-EE buscará coibir práticas indesejáveis, tais como plágio (incluindo autoplágio) e atribuição de coautoria sem correspondente participação intelectual, em particular no caso de artigos apresentando elevado número de coautores. 


COENG | EC - Engenharia Civil

Ciências Exatas e da Terra e Engenharias

Ciências Exatas e da Terra e Engenharias

Critérios de Julgamento ¿ CA-EC (Comitê Assessor de Engenharia Civil)

Vigência 2015 a 2017

Critérios Gerais

Os seguintes critérios foram extraídos do Anexo I do Documento Geral de Bolsas Individuais no País, RN-016/2006 do CNPq, e devem ser observados para todas as Áreas do Conhecimento.

a) O enquadramento do pesquisador na Categoria 1 exige que o pesquisador tenha, no mínimo, 8 (oito) anos de doutorado por ocasião da implementação da bolsa. O enquadramento do pesquisador na Categoria 2 exige que o pesquisador tenha, no mínimo, 3 (três) anos de doutorado por ocasião da implementação da bolsa.

b) O desempenho do pesquisador é avaliado por meio de indicadores referentes ao quinquênio anterior, no caso da categoria 2, e ao decênio anterior, no caso da categoria 1.

c) Os critérios incluem sua produção científica, formação de recursos humanos, contribuição para a inovação, coordenação ou participação em projetos de pesquisa, inserção internacional na área, participação em atividades editoriais, participação em gestão científica e administração acadêmica, gestão de instituições e núcleos de excelência científica e tecnológica, e organização de congressos importantes na área.

d) Os solicitantes serão classificados pelos critérios a seguir, exclusivamente com a finalidade de adequar a demanda às cotas de bolsas PQ disponibilizadas pelo CNPq.

Critérios específicos do CA-EC

Enunciam-se a seguir os critérios mínimos para ingresso, manutenção e progressão na Área de Engenharia Civil.

São considerados elegíveis a bolsas PQ no CA-EC, assim como a auxílios diversos para atividades fomentadas pelo CNPq e julgados pelo CA-EC, os pesquisadores cuja formação básica seja preferencialmente em Engenharia Civil e cuja atuação, descrita segundo o item c dos Critérios Gerais listados acima, seja exercida no âmbito de uma instituição de ensino e pesquisa de Engenharia Civil. Projetos inter-, multi- e transdisciplinares são cada vez mais necessários na ciência e na tecnologia e, portanto, muito bem-vindos para consideração do CA-EC, desde que o pesquisador proponente possa ser identificado como atuante em Engenharia Civil.

Pesquisadores que não tenham a formação básica em Engenharia Civil ou que não atuem em uma instituição de ensino e pesquisa de Engenharia Civil devem submeter seus projetos e solicitar bolsas PQ a outra área de ciência ou engenharia, em que melhor se enquadrem. Casos excepcionais podem surgir e sua adequabilidade será analisada pelo CA-EC.

O candidato será sempre avaliado com relação à sua produtividade científica, que deve ser entendida como a relevância da contribuição individual do pesquisador ao desenvolvimento técnico e científico do país e do mundo na Área de Engenharia Civil. Desta forma, o CA-EC não recomenda a publicação, principalmente se excessiva, em veículos de baixo impacto científico ou relacionados exclusivamente a outras áreas do conhecimento, assim como desabona a prática injustificada do excesso de coautorias em publicações.

Os aspectos mais conceituais ¿ e de difícil mensuração ¿ que formam a história do pesquisador e de sua atuação na comunidade, segundo o item c dos Critérios Gerais listados acima, têm mais peso à medida que aumenta o nível de exigência que se impõe a um bolsista do CNPq.

O número de bolsas concedidas numa reunião de avaliações do CA-EC é limitado pela quota anual estabelecida para a Área de Engenharia Civil. As bolsas são deferidas em ordem de prioridade, em função da demanda e numa análise comparativa, e o fato de um candidato satisfazer a todos os valores quantitativos mínimos do perfil relativos a um determinado nível não garante a concessão da bolsa ou a manutenção do nível.

As avaliações feitas pelo CA-EC tomam como base a Plataforma Lattes, o projeto de pesquisa para o próximo período e os pareceres dos consultores ad hoc providenciados pelo CNPq. Neste sentido, salienta-se a importância da qualidade da informação apresentada pelo pesquisador. As publicações com informações incompletas ou duvidosas não serão consideradas.

A qualidade e o impacto das publicações são em parte (mas não exclusivamente) obtidas de indexadores nacionais e internacionais tais como ISI (Institute for Science Information), JCR (Journal Citation Reports), SciELO, SCOPUS e Qualis/CAPES (níveis A1, A2, B1 e B2 considerados relevantes). Caberá ao CA-EC estabelecer uma adequação entre os níveis de impacto considerados razoáveis para diferentes áreas ou subáreas do conhecimento.

Listam-se a seguir alguns conceitos que são utilizados como referência, com níveis de exigência cumulativos e crescentes à medida que se espera mais senioridade do pesquisador, e que podem ser ajustados a cada avaliação, em função da demanda.

Ingresso na Categoria 2 e manutenção da bolsa PQ

Ter produção científica relevante na Engenharia Civil, caracterizada pela publicação de pelo menos três artigos no último quinquênio em periódicos de impacto nas subáreas de atuação do pesquisador, além de regularidade na produção em congressos nacionais e internacionais de reconhecida importância, com pelo menos oito artigos no quinquênio; demonstrar participação em projetos de P&D e envolvimento na orientação de alunos na pós-graduação, tendo no mínimo uma dissertação de mestrado concluída.

Ingresso na Categoria 1, manutenção da bolsa PQ e progressão

Nível D

Ter envolvimento na orientação de alunos de mestrado e doutorado, tendo, como mínimo, seis dissertações de mestrado concluídas e uma tese de doutorado concluída; apresentar produção científica relevante, caracterizada por regularidade na divulgação em congressos nacionais e internacionais de reconhecido nível, com ativa participação de seus orientados; ter pelo menos seis publicações no último decênio em periódicos de impacto nas subáreas de atuação; buscar independência científica e demonstrar participação em projetos de P&D, com alguma inserção nacional e internacional.

Nível C

Ter orientado no mínimo duas teses de doutorado; apresentar produção científica relevante, com pelo menos nove publicações no último decênio em periódicos de impacto nas subáreas de atuação; demonstrar independência científica, sendo desejável a coordenação de projetos de P&D e formação de grupos de pesquisa, com alguma inserção nacional e internacional.

Nível B

Ter orientado no mínimo quatro teses de doutorado; apresentar produção científica relevante, com pelo menos doze publicações no último decênio em periódicos de impacto nas subáreas de atuação; coordenar projetos de P&D; buscar projetos de P&D que interajam com a problemática do setor produtivo; buscar convênios de cooperação e intercâmbio com outras instituições do país e do exterior; ter participação efetiva em entidades técnicas e científicas internacionais.

Nível A

Ter orientado no mínimo oito teses de doutorado; apresentar produção científica relevante, com pelo menos quinze publicações no último decênio em periódicos de impacto nas subáreas de atuação; coordenar projetos de P&D; ter convênios de cooperação e intercâmbio com outras instituições do país e do exterior; ter participação efetiva em entidades técnicas e científicas internacionais; mostrar capacidade de explorar novas fronteiras científicas em projetos que envolvam desafios.


COSAU | SN - Saúde Coletiva e Nutrição

Ciências da Vida

Ciências da Vida

Critérios de Julgamento - CA-SN

Vigência: 2015 a 2017

 

Elegibilidade  pesquisadores com atuação no campo da Saúde Coletiva e Nutrição (publicação em periódicos do campo , orientação em PPG do campo, participação em eventos científicos do campo) e:

PQ-2

- ter pelo menos 3 anos de doutoramento;

-·ter concluído a orientação de pelo menos um aluno de pós-graduação (mestrado ou doutorado) como orientador principal nos últimos cinco anos;

-·ter publicado pelo menos 10 trabalhos científicos nos últimos 5 anos;

- estar em atividade de orientação em PPG avaliado com nota 3 ou superior.

PQ-1

-·ter pelo menos 8 anos de doutoramento;

-·ter concluído pelo menos 10 orientações de pós-graduação como orientador principal nos últimos dez anos Para pesquisadores ligados a programas com doutorado, pelo menos duas dessas orientações devem ser em nível de doutorado, desde que o programa de pós-graduação em que o pesquisador está inserido tenha programa de doutorado há pelo menos 5 anos;

-·ter publicado pelo menos 30 trabalhos científicos nos últimos 10 anos;

-·estar em atividade de orientação em PG avaliada com nota 3 ou superior;

 

Análise comparativa PQ-2

Serão levadas em conta comparativamente aos solicitante a produção científica e as atividades de orientação e pesquisa dos últimos 5 anos.

Avaliação quantitativa da produção cientifica.

Avaliação quantitativa dos artigos publicados em periódicos A1, A2, B1 e B2 do Qualis da Capes da Saúde Coletiva ou Nutrição, assim como livros completos (equivalentes a 2 produtos), capítulos de livro e organização de livros (organização e capítulos de uma mesma obra serão considerados até o máximo de 2 produtos). Em relação aos livros, serão considerados apenas as publicações de editoras universitárias estrito senso e similares ou de editoras privadas com reconhecida publicação acadêmicas. Artigos publicados em suplementos, pela mesma lógica utilizada para coletâneas, serão considerados com limite de dois por fascículo

Percentual da produção qualificada (A1, A2, B1 e B2) que ocorre em periódicos A1 e A2 do Qualis da Saúde Coletiva ou Nutrição.

 

Avaliação quantitativa dos artigos publicados como primeiro, segundo ou último autor.

Avaliação qualitativa da atuação na área em atividades de editoração de revistas científicas e de parecerista de revistas e agências de fomento.

A solicitação de Bolsa Produtividade deve incluir o projeto de pesquisa, deverá incluir seção inicial com no máximo 1.500 palavras contendo, as seguintes informações relativas aos últimos cinco anos:

1. Breve apresentação de suas linhas de pesquisa;

2. Lista dos cinco produtos mais importantes de sua autoria nos últimos 5 anos (incluindo artigos, livros, capítulos e produtos técnicos, como aplicativos, material audiovisual, etc.).

3.Participação em corpo editorial de revistas científicas; editoras acadêmicas; direção de sociedades acadêmicas de abrangência nacional ou internacional; comitês das agências de fomento estaduais ou nacionais;

4.Participação em projetos de pesquisa com financiamento de agências de fomento locais, nacionais ou internacionais;

5.Participação em outras atividades científicas relevantes, nacional ou internacional, não mencionadas anteriormente.

A avaliação destes documentos, tanto pelos pareceristas ad-hoc quanto pelo comitê assessor, deverá contemplar os seguintes itens:

-·coerência do conjunto;

-·relevância científica e/ou tecnológica de cada item;

-·originalidade da produção;

-·repercussão da produção para a área;

-·potencial de cooperação.

 

Compilação da avaliação final

A avaliação final dos candidatos será feita considerando-se a produção em termos quantitativos e o documento da avaliação qualitativa, e as bolsas disponíveis serão distribuídas proporcionalmente segundo a ordem de classificação na avaliação final. Essa avaliação será feita separadamente para as diversas subáreas do comitê, levando-se em conta suas especificidades.

 

Análise comparativa PQ-1

Serão levadas em conta os indicadores de produção científica e as atividades  dos últimos 10 anos. A comparação entre os diferentes solicitantes será feita a partir do conjunto de indicadores listados acima.


COSAU | OD - Odontologia

Ciências da Vida

Critérios de Julgamento ¿ CA-OD

Vigência: 2015 a 2017

 

1. Normas gerais:

a) O desempenho do pesquisador é avaliado por meio de indicadores referentes ao quinquênio anterior, no caso do nível 2, e do decênio anterior no caso dos níveis 1A-D.

b) Os critérios incluem sua produção científica, formação de recursos humanos, contribuição para a inovação, coordenação ou participação em projetos de pesquisa, participação em atividades editoriais e de gestão científica.

c) A avaliação enfatiza a qualidade da produção científica e tecnológica de acordo com critérios internacionais.

d) Os solicitantes serão classificados pelos critérios a seguir, exclusivamente com a finalidade de adequar a demanda às cotas de bolsas PQ disponiblizadas pelo CNPq. 

2. Requisitos mínimos para os diferentes Níveis

2.1. Requisitos mínimos para acesso ao Nível 2

Este nível é a porta de entrada convencional para obtenção de Bolsa PQ. Para ser classificado neste nível o pesquisador deverá satisfazer os seguintes requisitos mínimos no quinquênio anterior:

a) ter publicado pelo menos 5 (cinco) trabalhos científicos em periódicos científicos com Fator de Impacto (ISI) igual ou superior a ³1];

b) ter concluído a orientação de pelo menos 1 (um) Mestre;

c) estar em atividade de pesquisa e de orientação de Mestrandos ou Doutorandos;

d) ter linha de pesquisa definida e apresentar projeto de pesquisa de mérito científico, conforme avaliação do CA com base nos pareceres dos consultores ad hoc.

e) atingir classificação compatível com a cota de bolsas disponíveis nesta categoria

2.2. Critérios de acesso ao nível 1D:

Para ser classificado neste nível o pesquisador deverá satisfazer os seguintes requisitos mínimos no decênio anterior:

a) ter publicado regularmente ao longo do decênio pelo menos 20 (vinte) trabalhos em periódicos científicos com Fator de Impacto (ISI) igual ou superior a 1,0, sendo que 05 dessas produções deverão ter Fator de Impacto (ISI) igual ou superior a 1,5.

b) ter concluído a orientação de pelo menos 01 Doutor ou 02 Mestres;

c) estar em atividade de pesquisa e de orientação de mestrandos ou doutorandos

d) ter linha de pesquisa definida e apresentar projeto de pesquisa de mérito científico, conforme avaliação do CA com base nos pareceres dos consultores ad hoc.

e) haver disponibilidade de bolsas novas ou liberadas e suas respectivas bolsas-prêmio.

2.3. Critérios para progressão os níveis 1C , 1B e 1A:

Para ser classificado nestes níveis o pesquisador deverá satisfazer os seguintes requisitos mínimos, no decênio anterior:

a) ter publicado regularmente pelo menos 20 (vinte) trabalhos em periódicos científicos com Fator de Impacto (ISI) igual ou superior a 1,2, sendo que 10 dessas produções deverão ter Fator de Impacto (ISI) igual ou superior a 1,5;

b) ter concluído a orientação de pelo menos 01 Doutor ou 03 mestres ou 1 pós-doutor;

c) estar em atividade de pesquisa e de orientação de Doutorandos e/ou mestres e/ou Pós-Doutor;

d) ter linha de pesquisa definida e apresentar projeto de pesquisa de mérito científico, conforme avaliação do CA com base nos pareceres dos consultores ad hoc.

e) atingir classificação compatível com a cota de bolsas disponíveis nesta categoria

3. Comparações entre os pares da demanda:

Considerando-se a oferta limitada de bolsas novas e/ou liberadas, serão utilizados como parâmetros de classificação e desempate para todas as Categorias/Níveis, os seguintes critérios, na seguinte ordem de prioridade:

1. A produção científica do proponente será avaliada levando-se em consideração a ordem de autoria, sendo que o primeiro, segundo e último autor com igual importância. Tal item não será considerado quando a publicação for em periódico de altíssimo fator de impacto (Nature, Science, Lancet....).

2. Número de publicações e índice de impacto dos respectivos periódicos científicos [com fator de impacto igual ou superior a 1,5. Para desempate, deverá ser utilizado o número total de citações no ISI];

3. Índice "h", definido como o número "h" de trabalhos que tem pelo menos o número "h" de citações cada.

4. Número de teses de Doutorado orientadas e aprovadas.

5. Número de dissertações de Mestrado orientadas e aprovadas.

6. Nucleação de grupos de pesquisa.

7. Qualificação do projeto de pesquisa apresentado na solicitação da bolsa PQ, conforme avaliação do CA com base nos pareceres dos consultores ad hoc.

8. Número de supervisão de Pós-Doutores.

9. Número de orientações de Doutorado em andamento.

10. Número de orientação de Mestrado em andamento.

11. Número de orientações em andamento de bolsistas de Iniciação Científica do CNPq, Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa e outras entidades equivalentes.

4. Reconhecimento de Notória Liderança Científica:

Em casos excepcionais, parte dos requisitos mínimos acima poderá ser dispensada e critérios adicionais de comparação entre pares poderão ser utilizados para candidatos que possuem liderança científica amplamente reconhecida. Nesta caracterização serão considerados os seguintes critérios:

1. Produção científica da carreira;

2. Impacto da produção científica ou tecnológica, utilizando-se critérios qualitativos e quantitativos;

3. Contingente de recursos humanos formados em nível de Pós-Graduação (Mestres e Doutores);

4. Destino dos recursos humanos formados e sua contribuição científica;

5. Nucleação de grupos de pesquisa;

6. Atividades de gestão científica e tecnológica e de administração de instituições e núcleos de excelência científica e tecnológica.

Nota: A concessão de excepcionalidade neste caso deverá obrigatoriamente ser apoiada por pelo menos 2/3 dos membros do CA.

Para os cálculos de indicadores quantitativos serão utilizados os bancos de dados da Plataforma Lattes do CNPq e da Thomson ISI Web of Science.

As diferentes abreviaturas do nome de determinado pesquisador deverão ser conhecidas pelo CA e pelos técnicos do CNPq para evitar subestimar os parâmetros relacionados.

Critérios de Julgamento - CA-OD


COSAU | MS - Educação Física, Fonoaudiologia, Fisioterapia e Tererapia Ocupacional

Ciências da Vida

Ciências da Vida

Critérios de Julgamento - CA-MS

Vigência: 2015 a 2017

 

1. Normas gerais:

a) O desempenho do pesquisador é avaliado por meio de indicadores referentes ao quinquênio anterior, no caso do nível 2, e do decênio anterior, no caso dos níveis 1A-D.

b) Os critérios incluem sua produção científica, formação de recursos humanos, contribuição para a inovação, coordenação ou participação em projetos de pesquisa, participação em atividades editoriais e de gestão científica e atividades técnicas de relevância inequívoca para a área. 

c) A avaliação enfatiza a qualidade da produção científica e tecnológica, incluindo índice de citação da produção,  de acordo com critérios nacionais e internacionais.

d) Os solicitantes serão classificados pelos critérios a seguir, exclusivamente com a finalidade de adequar a demanda às cotas de bolsas PQ disponibilizadas pelo CNPq. 

 

2. Requisitos mínimos para os diferentes níveis

Serão priorizadas as solicitações de pesquisadores com formação nas áreas do comitê e vínculo institucional em unidades, departamentos ou programas específicos das áreas ou com clara vinculação a elas.

A avaliação global do pesquisador será realizada mediante a análise da formação e experiência profissional e do equilíbrio entre a formação de recursos humanos e a produção científica.

 

2.1. Requisitos mínimos para acesso ao Nível 2 

Este nível é a porta de entrada convencional para obtenção de Bolsa PQ. Para ser classificado neste nível o pesquisador deverá - além de ter concluído o doutorado há, no mínimo 3 anos - satisfazer os seguintes requisitos no quinquênio anterior:

a) ter publicado pelo menos 8 (oito) trabalhos em periódicos científicos com indexação mínima SciELO, sendo que pelo menos 3 (três) desses trabalhos devem ter sido publicados em periódicos ISI e em pelo menos 3 (três) dos trabalhos, o pesquisador deverá ser o autor principal ou o orientador (último/segundo autor);

b) ter concluído a orientação de pelo menos 2 (dois) mestres em programa credenciado pela CAPES;

c) estar em atividade de pesquisa e de orientação de mestrandos ou doutorandos em programa credenciado pela CAPES;

d) ter linha de pesquisa definida e apresentar projeto de pesquisa de mérito científico, conforme avaliação do CA com base nos pareceres dos consultores ad hoc, e

e) atingir classificação compatível com a cota de bolsas disponíveis nesta categoria

 

2.2. Critérios de acesso ao nível 1D: 

Para ser classificado neste nível o pesquisador deverá - além de ter concluído o doutorado há, no mínimo 8 (oito) anos - satisfazer os seguintes requisitos mínimos no decênio anterior:

a) ter publicado pelo menos 15 (quinze) trabalhos em periódicos científicos com indexação mínima SciELO, sendo que pelo menos 8 (oito) desses trabalhos devem ter sido publicados em periódicos ISI e, em pelo menos 8 (oito) deles, o pesquisador deve ser o autor principal ou o orientador (último/segundo autor);

b) ter concluído a orientação de pelo menos 5 mestres ou doutores, sendo pelo menos 1 (um) doutor, em programa credenciado pela CAPES;

c) estar em atividade de pesquisa e de orientação de pelo menos 3 mestres ou doutores, em programa credenciado pela CAPES;

d) ter linha de pesquisa definida e apresentar projeto de pesquisa de mérito científico, conforme avaliação do CA com base nos pareceres dos consultores ad hoc; 

e) ter histórico recente de projeto de pesquisa financiado por agencia de fomento pública ou privada, e

f) haver disponibilidade de bolsas novas ou liberadas nesta categoria.

 

2.3. Critérios para progressão aos níveis 1C, 1B e 1A: 

Para ser classificado nestes níveis o pesquisador deverá satisfazer os seguintes requisitos mínimos, no decênio anterior:

a) ter publicado pelo menos 20 (vinte) trabalhos em periódicos científicos com indexação mínima Scielo, sendo que pelo menos 15 (quinze) desses trabalhos devem ter sido publicados em periódicos ISI e, em pelo menos 15 (quinze) desses, o pesquisador deve ser o autor principal ou o orientador (último/segundo autor);

b) ter concluído a orientação de pelo menos 8 (oito) mestres ou doutores, sendo no mínimo 2 (dois) doutores, em programa credenciado pela CAPES; 

c) estar em atividade de pesquisa e de orientação de 3 (três) alunos entre mestres e doutores em programa credenciado pela CAPES; 

d) ter linha de pesquisa definida e apresentar projeto de pesquisa de mérito científico, conforme avaliação do CA com base nos pareceres dos consultores ad hoc;

e) evidenciar regularidade na obtenção de apoio financeiro a seus projetos de pesquisa, e

f) atingir classificação compatível com a cota de bolsas disponíveis nesta categoria.

 

2.4. Critério adicional para progressão ao nível 1A:

a) Para progressão ao nível 1A, o pesquisador deverá ter reconhecimento de notória liderança científica

 

3. Comparações entre os pares da demanda

A avaliação global do pesquisador será realizada mediante a análise da formação, da contribuição para a área, da experiência profissional e do equilíbrio entre a formação de recursos humanos e a produção científica. Para fins de desempate, a quantidade e qualidade de produtos no período avaliado e o número de teses de doutorado concluídas na condição de orientador são os dois primeiros critérios. O comitê deverá estabelecer o peso de cada quesito que compõem a pontuação final dos pesquisadores e o critério utilizado deverá constar no documento de área e estar disponível a todos os pesquisadores.

 

4. Reconhecimento de Notória Liderança Científica:  

O reconhecimento de notória liderança científica é condição necessária para a concessão de bolsas PQ 1A. Além disso, esse reconhecimento poderá ser utilizado como critérios adicionais de comparação entre pares para os outros níveis. Esse reconhecimento de notória liderança leva em consideração a contribuição inequívoca para a área, a disseminação nacional e internacional de uma área de investigação ou de um marco teórico reconhecido e a criação de instituições científicas ou tecnológicas de excelência por parte do candidato. Na caracterização deste reconhecimento serão considerados os seguintes critérios:

1. Produção científica da carreira;

2. Impacto da produção científica ou tecnológica, utilizando-se critérios qualitativos e quantitativos;

3. Contingente de recursos humanos formados em nível de Pós-Graduação;

4. Destino dos recursos humanos formados e sua contribuição científica;

5. Nucleação de grupos de pesquisa;

6. Atividades de gestão científica e tecnológica e de administração em agências de fomento, órgãos de divulgação científica reconhecidos e em instituições e núcleos de excelência científica e tecnológica.

Nota: A concessão desse reconhecimento deverá obrigatoriamente ser apoiada por pelo menos 2/3 dos membros do CA.