Jovens Pesquisadoras

"Ciência também é coisa de mulher" é a mensagem do CNPq para o Dia 08 de Março! Em comemoração a esta data, o Programa Mulher e Ciência divulga o trabalho de jovens cientistas brasileiras, pesquisadoras de reconhecido mérito acadêmico, que se destacaram desde o período estudantil, construindo uma vida acadêmica de reconhecimento nacional e internacional, com larga produção científica e importante atuação na formação de recursos humanos.

Dentre tantos talentos, utilizamos dois critérios para selecionar as jovens pesquisadoras: 1) o de ter menos de quarenta anos; 2) o de estar com bolsa de Produtividade em Pesquisa, nível 1, vigente (dados consultados em fevereiro de 2014). O critério de ser bolsista de Produtividade em Pesquisa foi escolhido por representar um diferencial na carreira.

Assim, selecionamos vinte e duas pesquisadoras com menos de quarenta anos e bolsistas de Produtividade em Pesquisa, nível 1, que representam 0,2% do total de bolsas PQ femininas. No total de bolsas-ano concedidas em 2013 na modalidade PQ, o percentual feminino corresponde a 36%. Para saber mais e obter mais dados sobre a participação das mulheres na ciência, clique aqui!

Em cada verbete, há um resumo das trajetórias acadêmicas das "Jovens Pesquisadoras", bem como um breve depoimento sobre fatores de sucesso e principais dificuldades encontradas na carreira. O texto sobre a trajetória profissional foi elaborado segundo as informações disponíveis no Currículo Lattes. Este trabalho foi realizado pela equipe do Programa Mulher e Ciência - Isabel Tavares, Maria Lúcia Braga e Betina Lima - em colaboração com a Profa. Hildete Pereira de Melo.

O painel "Jovens Pesquisadoras" é uma continuidade do trabalho do CNPq para impulsionar a carreira das mulheres, dando visibilidade às trajetórias profissionais de pesquisadoras, já iniciado com as três edições das "Pioneiras da Ciência". Que suas histórias inspiradoras possam atrair mais meninas para as carreiras na ciência e tecnologia e que possam contribuir para um maior reconhecimento das realizações femininas no campo científico. Parabéns a essas jovens pesquisadoras que mostram que "Ciência também é coisa de mulher!"

Alessandra Reis - PQ 1C

  • Alessandra Reis nasceu em São Paulo capital no ano de 1976, em 10 de setembro. Professora adjunta da Universidade Estadual de Ponta Grossa, no Paraná, fez toda a sua formação na Universidade de São Paulo (USP): a graduação em Odontologia entre 1994 e 1998 e o doutorado entre 1999 e 2002. Orientanda da professora Rosa Helena Miranda Grande no doutorado sobre materiais dentários, seu tema de pesquisa foi "Espectro de umidade da superfície dentinária para três adesivos com diferentes solventes".

    Iniciou sua carreira docente em 2002 na Universidade do Oeste de Santa Catarina, onde permaneceu como professora até o ano de 2008. Ainda em 2006 passou a integrar o corpo docente da Universidade Estadual de Ponta Grossa, como professora adjunta, na graduação e na pós-graduação.

    Pesquisadora de produtividade em pesquisa 1C do CNPq, suas linhas de pesquisa estão divididas em quatro áreas: a) Estudo da interface de união entre sistemas adesivos e substratos dentais; b) Diagnóstico de cárie; c) Avaliação clínica de materiais e técnicas restauradoras; e d) Estudo de materiais e técnicas para restauração de dentes fraturados.

    Membro do Corpo Editorial da Revista da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas desde 2012 e da Revista Odonto Ciência desde 2008, é revisora de vários periódicos da área odontológica. Em 2000, recebeu em 1º lugar o Prêmio de Incentivo à Pesquisa Dentsply/ABO-RJ e em 2008, o 1º lugar na categoria 5ª de painéis efetivos na 25ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontógica, entre outros prêmios.

    Sua produção científica na área é bastante significativa tendo já publicado mais de 160 artigos, com mais de 1000 citações nas áreas afins, e três livros sobre materiais dentários. Tem também duas patentes registradas. Na formação de recursos humanos, já orientou oito dissertações de mestrado e três teses de doutorado, além de 24 iniciações científicas.

     

    Fonte: http://lattes.cnpq.br/3245709461468665 em fevereiro de 2014

     

    Depoimento:

    A)  Quais foram os fatores de sucesso na sua carreira acadêmica e científica?

    Acredito que foi a paixão pelo meu trabalho. Enxerguei nos problemas e dificuldades clínicas, oportunidade de aprendizado e descoberta. O método científico permite abrir janelas do desconhecido; e para cada nova janela aberta, centenas de outras são encontradas fechadas à espera da iluminação.

    E isto se repete num ciclo que nunca acaba, o que torna meu trabalho fascinante e sedutor. Por vezes, me sinto como uma criança num parque de diversão, que olha para um lado, olha para o outro buscando alcançar com os olhos todos brinquedos ao mesmo tempo. É como se meu trabalho fosse meu hobby.

    Outro aspecto importante é não desanimar ao enfrentar dificuldades. Não podemos culpar o mundo, a política ou as pessoas por não ter um projeto financiado ou um artigo científico aceito. Se todos os nossos projetos fossem aprovados e nossos artigos aceitos, certamente nunca sairíamos do nosso círculo de conforto para buscar aprimoramento no que fazemos. Ou seja, vamos agradecer pelas dificuldades, pois elas nos fazem crescer!

     

     B)   Quais foram as principais dificuldades encontradas no decorrer dessa carreira?

     Acredito que é a falta de equipamentos e recursos financeiros. Os recursos para pesquisa são escassos em universidades públicas, o que torna os pesquisadores dependentes dos editais de pesquisa do CNPq e das agências de fomento estaduais. É um problema cíclico:  às vezes temos o suficiente, outras vezes não temos nem o mínimo. Por exemplo, há três anos que não consigo aprovar nenhum projeto no Edital Universal do CNPq.

    Mas isto não me desanima; afinal de contas há tantos outros pesquisadores competentes que também merecem ter seus projetos aprovados. Além disto, há uma infinidade de perguntas que podem ser respondidas com muito pouco investimento. Novamente temos que enxergamos nas dificuldades novas oportunidades: assim nosso saldo sempre é positivo. 


Alicia Juliana Kowaltowski - PQ 1B

  • Alicia Kowaltowski nasceu na cidade de São Paulo em 2 de abril de 1974. Professora titular do Departamento de Bioquímica da Universidade de São Paulo (USP), Kowaltowski fez o curso técnico em bioquímica, a graduação em medicina na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), concluída em 1997, e, em seguida, o doutorado em ciências médicas pela mesma universidade, defendido em 1999. Entre 1999 e 2000, fez o pós-doutorado no Oregon Graduate Institute, nos Estados Unidos. Em 2004, defendeu o título de livre docente pela Universidade de São Paulo, com trabalho sobre a participação da mitocôndria na regulação da viabilidade celular.

    Sua carreira docente na Universidade de São Paulo iniciou-se no ano 2000, onde é professora tanto na graduação como na pós-graduação. Suas linhas de pesquisa concentram-se nos seguintes temas: Canais de K+ mitocondriais, Transporte iônico, balanço redox e bioenergética mitocondrial.

    Atualmente, é pesquisadora de produtividade em pesquisa 1B do CNPq e pesquisadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma), que congrega cerca de 200 pesquisadores distribuídos em 25 grupos de pesquisa no Brasil, com apoio do CNPq e do MCTI.

    Tesoureira da Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular, membro da World Academy of Young Scientists e Membro do Conselho da Society for Free Radical Biology and Medicine, recebeu diversos prêmios, com destaque para os seguintes: Young Bioenergeticist Award - Biophysical Society Meeting (1999); Prêmio para Países em Desenvolvimento, American Society for Cell Biology (1999); Prêmio Jovem Talento em Ciências da Vida, SBBq (1999); Young Investigator Award - Society for Free Radical Research International  (2004); e Fellow, John Simon Guggenheim Memorial Foundation  (2006). 

    Membro Afiliado da Academia Brasileira de Ciências em 2007, Alicia Kowaltowski já publicou 99 artigos e quatro capítulos de livro, com mais de quatro mil citações na literatura da área. Já orientou duas dissertações de mestrado e oito teses de doutorado.

     

    Fonte: http://lattes.cnpq.br/3491460911174983 em fevereiro de 2014

     

    Depoimento:

    A)   Quais foram os fatores de sucesso na sua carreira acadêmica e científica?

    Tenho a sorte de trabalhar com algo que é realmente apaixonante, a Ciência. Considero que para ter sucesso, além dessa paixão e muita dedicação ao trabalho, foi essencial me rodear e aprender com outros cientistas de excelência.

     

    B)   Quais foram as principais dificuldades encontradas no decorrer dessa carreira?
    Acredito que o maior problema que temos no Brasil é a falta de apoio por profissionais  assessores à carreira científica. Para conseguir produzir,  o cientista aqui tem que ser ao mesmo tempo administrador, contador, analista de sistemas, técnico que faz manutenção dos seus equipamentos, importador, secretário, etc. O problema crônico do excesso de tempo e burocracia necessário para importar reagentes e materiais de pesquisa também cria uma dificuldade muito grande para nós que fazemos ciência experimental. 


Anamaria Siriani de Oliveira - PQ 1C

  • Anamaria Siriani de Oliveira nasceu em Jacareí (SP) em 12 de junho de 1974. Graduada e mestra em fisioterapia pela Universidade Federal de São Carlos, fez, em seguida, o doutorado em biologia na área de patologia buco-dental pela Universidade Estadual de Campinas (2000-2002). Mais tarde, fez um pós-doutorado na University of Washington, Seattle, nos Estados Unidos (2008-2009) e defendeu a tese de livre docência pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP, em 2010, com o tema “Contribuições para o estudo dos distúrbios cinético-funcionais e da dor na articulação temporomandibular e estruturas associadas”. Hoje é Professora Associada 2 da Universidade de São Paulo.

    Com experiência no ensino superior, Anamaria Siriani foi professora em várias instituições como a Universidade de Franca (2000), a Faculdade Católica Salesiana do Espírito Santo (2000-2002), a Universidade Paulista (1999-2000) e o Centro Universitário de Araraquara (2000-2002). Em 2003, ingressou na Universidade de São Paulo (USP), Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, onde é professora na graduação e pós-graduação em fisioterapia. É ainda tutora do Programa de Residência Multiprofissional: Atenção Integral em Saúde da FMRP-USP e atua como orientadora de mestrado e doutorado no Programa de Pós-Graduação em Reabilitação e Desempenho Funcional.

    Como pesquisadora, é lider do grupo de pesquisa Fisioterapia em Disfunções Músculo-Esqueléticas e dedica-se aos seguintes temas de pesquisa: 1) Determinação de parâmetros de avaliação fisioterapêutica em disfunções músculo-esqueléticas; 2) Recursos fisioterapêuticos em disfunções músculo-esqueléticas; 3) Dor Crônica Músculo-Esquelética; e 4) Biomechanics.

    Membro do corpo editorial da Revista Brasileira de Fisioterapia, Fisioterapia Brasil e Revista Fisioterapia e Pesquisa, atua como revisora em vários periódicos nacionais e internacionais. É sócia fundadora da Sociedade Brasileira de Eletromiografia Cinesiológica - SOBEC, secretária da Associação Brasileira de Pós-Graduação Stricto Sensu em Fisioterapia - ABRAPG-FT (2012-2014), coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Doenças Crônico-Degenerativas e editora da Área de Fisioterapia Músculo-Esquelética da Revista Brasileira de Fisioterapia.

    Pesquisadora de produtividade em pesquisa 1C do CNPq tem 82 artigos publicados e cinco capítulos de livros, com mais de quatrocentas citações na área de pesquisa. Já orientou 16 trabalhos de iniciação científica, 17 dissertações de mestrado e três teses de doutorado.

     

    Fonte:http://lattes.cnpq.br/0518357370991372 em fevereiro de 2014

     

    Depoimento:

    A)    Quais foram os fatores de sucesso na sua carreira acadêmica e científica?

    Acredito que tudo que chamamos de sucesso é uma avaliação positiva resultante de muitos fatores e de muitos personagens. Graduei-me sem ter tido uma bolsa de iniciação científica, mas fui brilhantemente orientada no projeto de pesquisa que realizei na graduação. Aquele meu orientador ainda é uma grande fonte de inspiração para meu trabalho. A época foi muito favorável, tive bolsa de mestrado e de doutorado que possibilitaram minha dedicação exclusiva à pós-graduação. Ter sido aprovada e admitida como docente na Universidade de São Paulo me proporcionou estabilidade para organizar a linha de pesquisa e seguir trabalhando na consolidação do grupo de pesquisa que lidero.

    B)    Quais foram as principais dificuldades encontradas no decorrer dessa carreira?

    O início de todas as carreiras é um tempo de muita dedicação e paciência aguardando os frutos do trabalho diário. A excessiva carga horária, em diferentes disciplinas de graduação para grandes turmas, comprometeu inicialmente minhas atividades de extensão e a dedicação à pesquisa nos primeiros anos, até o ingresso na Universidade de São Paulo. Também havia menos oportunidades de internacionalização, hoje bastante estimulada, e apenas depois de 6 anos de contratada pude sair do país para um período sabático, que teve um impacto muito positivo na minha carreira.


Andrea Pedrosa Harand - PQ 1D

  • Nascida em Recife, Pernambuco, em 10 de outubro de 1976, Andrea Pedrosa Harand é uma jovem pesquisadora com graduação em ciências biológicas pela Universidade Federal de Pernambuco (1994-1998) e doutora em botânica pela Universität Wien (1999-2002), com tema de pesquisa "Chromosomal organisation and physical mapping in legumes", sob a orientação do professor Dieter Schweizer.

    Durante os anos de 2004-2005, foi pesquisadora da Universität Wien. Em 2005, tornou-se professora da Universidade Federal de Pernambuco, onde leciona na graduação e na pós-graduação e é vice-coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal. Suas pesquisas concentram-se nas seguintes áreas: 1) Citotaxonomia e Citogenética Vegetal; 2) Genética de populações e conservação de espécies ameaçadas; e 3) Mapeamento cromossômico em leguminosas.

    Pesquisadora de produtividade em pesquisa nível 1D é membro do corpo editoral da revista Chromosome Research e revisora de vários periódicos nacionais e internacionais. Recebeu os seguintes prêmios: Bolsa Cientista do Futuro, FACEPE (1994); Láurea Universitária, Universidade Federal de Pernambuco (1998); e Hertha Firnberg-Stelle, BMK e FWF (2003).

    Já publicou 35 artigos e três capítulos de livros, tendo mais de 500 citações nas áreas de pesquisa das ciências biológicas. Na formação de recursos humanos, orientou cinco dissertações de mestrado e duas teses de doutorado.

     

    Fonte: http://lattes.cnpq.br/1943460568130558 em fevereiro de 2014

     

    Depoimento:

    A)    Quais foram os fatores de sucesso na sua carreira acadêmica e científica?

    Avalio que o principal fator de sucesso para minha carreira acadêmica foi uma boa formação desde o ensino fundamental. Essa boa formação se deveu não apenas às boas escolas a que eu pude ter acesso, mas ao fato de ter, como pais, professores universitários e, por isso, ter convivido com ambiente universitário desde cedo. Acho que esses dois fatores contribuíram para que eu tivesse muito interesse pelos estudos e, por isso, me dedicasse bastante. Eu sabia desde cedo que queria ser pesquisadora, e este foco foi fundamental ao longo de toda a minha formação.

    Isso me propiciou uma oportunidade importante no início da graduação, que foi uma bolsa da FACEPE concedida aos melhores colocados no vestibular. Essa bolsa previa um tutor e eu tive um ótimo tutor. Além dos conselhos acadêmicos, ele sugeriu que eu iniciasse a pesquisa ainda no primeiro semestre de curso. Dessa forma, tive na prática quatro anos de IC, o que me fez amadurecer mais cedo a área em que gostaria atuar, me permitiu escrever e publicar artigos ainda durante a graduação e me possibilitou um doutorado direto.

    Dessa forma, avalio que uma boa formação desde o ensino primário, um grande interesse despertado pela ciência e muita dedicação foram determinantes no meu caso.

    B)    Quais foram as principais dificuldades encontradas no decorrer dessa carreira?

    Fazer pesquisa é estar constantemente inquieto. Existe sempre uma insegurança em relação à manutenção dos financiamentos, desde as primeiras bolsas até a continuação dos atuais projetos. Mais que isso, existe sempre a necessidade de se atualizar e estar aberto a redirecionar o tema de estudo à medida que a ciência avança. Como citogeneticista no início de carreira, não podia avaliar a importância que a bioinformática teria nessa área nos dias atuais, por exemplo. Então, no fundo, existe uma incerteza se seremos capazes de acompanhar as mudanças e continuar produtivos nos anos que virão. Além dessas inquietudes, existem as dificuldades práticas de conciliar o pouco tempo com as inúmeras atribuições que temos e nem sempre deveriam ser nossas. Temos no âmbito da universidade ainda muito pouco apoio administrativo e de técnicos laboratoriais para fazer o gerenciamento financeiro de projetos e a gestão de compras e estoques de laboratório, exemplo. Essas tarefas acabam sobrecarregando o professor/pesquisador, fazendo com que ele publique muito menos que seus pares estrangeiros. Se tivéssemos um sistema na universidade mais maduro em relação à pesquisa, sem dúvida poderíamos dedicar muito mais tempo para fazer o que somos mais capacitados que é produzir e transmitir.


Carolina Bhering de Araújo - PQ 1D

  • Carolina Bhering de Araujo nasceu em Niterói (RJ) em 5 de setembro de 1976, e teve a sua formação inicial na Pontíficia Universidade Católica do Rio Janeiro, onde concluiu a graduação em matemática, em 1998. Em seguida, foi aceita para o doutorado em matemática na Princeton University, nos Estados Unidos, com apoio do CNPq. Lá concluiu a tese, em 2004, com o tema “The Variety of Tangents to Rational Curves”, sob a orientação do professor János Kollár. Em 2009, fez o pós-doutorado no Mathematical Sciences Research Institute, na área de geometria algébrica.

    Em seguida, ao retornar para o Brasil, tornou-se pesquisadora do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e, a partir de 2006, professora no programa de pós-graduação da instituição. Pesquisadora de produtividade em pesquisa 1D do CNPq, suas linhas de pesquisa concentram-se em três áreas: 1) Geometria Birracional; 2) Curvas Racionais; e 3)Variedades de Fano.

    Membro Afiliado da Academia Brasileira de Ciências (ABC), em 2009, e membro da The Mathematical Sciences Reserach Institute - MSRI, Berkeley, também em 2009, Carolina Bhering de Araujo recebeu vários prêmios:  Liftoff Fellow, Clay Mathematics Institute (2004);Travel Grant for Young Mathematicians from Developing Countries - ICM 2006 e ICM 2010, International Mathematical Union (2006 e 2010); Bolsa Auxílio Grant para Mulheres na Ciência, L'Oréal, Unesco e Academia Brasileira de Ciências (2008);eJovem Cientista do Nosso Estado, Faperj (2009) .

    Publicou oito artigos e um capítulo de livro, citados mais de 40 vezes na literatura da área. Já orientou três dissertações de mestrado e duas teses de doutorado.

     

    Fonte:  http://lattes.cnpq.br/0199310715714042 em fevereiro de 2014

     

    Depoimento:

    A) Quais foram os fatores de sucesso na sua carreira acadêmica e científica?

    A minha primeira grande conquista na carreira científica foi ter sido selecionada para cursar o meu doutorado no departamento de Matemática de uma das universidades mais prestigiosas do planeta: Princeton University. Para ilustrar a importância desta instituição, observo que, dentre todos os ganhadores da Medalha Fields (a distinção mais importante das ciências matemáticas), a maioria trabalhava no departamento de Matemática de Princeton University quando recebeu o prêmio. Cursei o meu doutorado com bolsa do CNPq, sob supervisão de um renomado matemático, em uma importante área da matemática, a Geometria Algébrica. Foi um fator fundamental para a minha carreira a excelente orientação do meu supervisor de tese, que promoveu a minha inserção no cenário mundial da Geometria Algébrica, através de estágios de pesquisa em importantes institutos de pesquisa nos EUA e Europa. Além disso, foi muito importante para o início da minha carreira no Brasil o fato de eu ter, ao longo dos meus 5 anos de doutorado, mantido contato estreito com a comunidade brasileira de Geometria Algébrica. Sempre que eu vinha de férias para o Brasil, eu participava de eventos científicos organizados pela comunidade.


    Ao terminar o doutorado, fui contemplada com a "Liftoff Fellowship", distinção dada pelo Clay Mathematics Institute a recém doutores pela alta qualidade de seus trabalhos de tese e potencial para pesquisa científica.

    Outro marco importante na minha carreira foi, 2 anos após ter concluído o doutorado, ter sido selecionada para uma vaga de pesquisadora no IMPA (Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada), o mais distinguido instituto de pesquisa matemática no Brasil, que me proporcionou excelentes condições de trabalho científico.

    Finalmente, destaco o fato de ter sido contemplada com o prêmio “Para Mulheres na Ciência”, programa da L'Oréal, ABC & UNESCO. Esta bolsa foi extremamente importante para a consolidação da minha carreira. Em geral, é difícil para um pesquisador em início de carreira obter financiamento para a sua pesquisa, e o programa “Para Mulheres na Ciência” me proporcionou tal financiamento em um momento crítico.

    Em resumo, os principais fatores que me permitiram as conquistas acima mencionadas foram: muita disciplina e trabalho, paixão pela pesquisa científica, que me permitiu superar as dificuldades do caminho, excelente orientação no doutorado, financiamento de pesquisa no momento inicial da minha carreira e excelentes condições de pesquisa na instituição onde trabalho.

     

    B) Quais foram as principais dificuldades encontradas no decorrer dessa carreira?

    A primeira grande dificuldade que enfrentei em minha carreira foi no início do meu doutorado, quanto à adaptação ao estilo de trabalho no departamento de Matemática de Princeton University. Diferentemente do que eu até então conhecia no Brasil, esperava-se de mim total independência acadêmica. A conquista desta independência foi difícil, mas afinal se tornou uma das qualidades mais importantes no desenvolvimento da minha carreira científica.

    As demais dificuldades que encontrei são inerentes à pesquisa científica: provar um teorema relevante é difícil mesmo! 


Clarissa Marceli Trentini - PQ 1D

  • Clarice Trentini nasceu em Porto Alegre, RS, em 21 de novembro de 1974. Sua formação ocorreu no Rio Grande do Sul: graduação em psicologia na Pontifícia Universidade Católica (1992-1997); mestrado também em psicologia na Pontifícia Universidade Católica (2000-2001), e doutorado em ciências médicas/psiquiatria na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2002-2004), com o tema “Qualidade de vida em idosos (a construção de uma escala de qualidade de vida para idosos – OMS)”, sob a orientação do professor Marcelo Pio de Almeida Fleck.

    Professora convidada da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul entre 2002 e 2005, foi admitida como professora adjunta na Universidade Federal do Rio Grande do Sul também em 2005, com atuação na graduação e na pós-graduação.

    Como pesquisadora, dedica-se a várias áreas de pesquisa como: 1) Avaliação psicológica direcionada ao condutor de veículos automotores; 2) A Construção de uma Escala de Qualidade de Vida para Idosos; 3) A Construção de uma Escala de Atitudes frente ao Envelhecimento (para idosos); 4) Desenvolvimento de Normas para o Teste Wisconsin de Classificação de Cartas; 5) Exposição Pré-Natal ao Álcool e Nicotina e TDAH na Infância; 6) Desenvolvimento de Normas para o Teste Wisconsin de Classificação de Cartas (para idosos); e 7) Adaptação, normatização, validade e fidedignidade da Escala de Inteligência Wechsler Abreviada WASI.

    Revisora de vários periódicos nacionais, Clarissa Marceli Trentini é pesquisadora em produtividade em pesquisa 1D. Durante sua formação e trajetória acadêmica, recebeu prêmios como Louvor pela Tese de Doutorado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS (2004) e Destaque - Orientadora de BIC no Salão de Iniciação Científica da UFRGS 2008, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2008).

    Clarice Trentini já publicou 58 artigos e 17 capítulos de livros. Orientou 14 trabalhos de iniciação científica, 11 dissertações de mestrado e cinco teses de doutorado.

     

    Fonte: http://lattes.cnpq.br/1933541211905495 em fevereiro de 2014

     

    Depoimento:

    A) Quais foram os fatores de sucesso na sua carreira acadêmica e científica?

    "Minha formação na carreira científica começou muito cedo, na graduação. Fui bolsista de iniciação desde o segundo semestre. Acredito que esse foi o grande diferencial no meu percurso profissional. Aproveitei o período da graduação para produzir conhecimento, com a supervisão de meus orientadores. Tive excelentes orientadores nesse período e depois, na pós-graduação. Sou muito grata aos meus orientadores. Um outro aspecto que me auxiliou e auxilia em estar entre as 'jovens cientistas' é o programa de pós-graduação ao qual eu estou vinculada. Trata-se de um PPG sério, de pesquisadores seniors e bolsistas produtividade em sua totalidade. Entretanto,  embora o reconhecimento desse PPG e de quem o compõe, naturalmente, os meus colegas, professores desse PPG oportunizam, criam, incentivam espaço aos jovens, como eu. No concurso foi verificado esse potencial graças às publicações que eu já tinha, à época e, mais adiante, com o auxílio de todos, eu pude e estou seguindo uma carreira com muito entusiasmo, feliz com as conquistas e produções, que eu considero que em muito auxiliam a população, na área da saúde."

    B) Quais foram as principais dificuldades encontradas no decorrer dessa carreira?

    "O mesmo aspecto que me auxiliou (PPG nota 7) também me colocou medo. No princípio, eu tinha receio de prejudicar o PPG, mas graças ao incentivo de meus colegas isso não aconteceu. As dificuldades iniciais também estiveram ligadas aos recursos para conduzir uma pesquisa. De um modo geral inicialmente escassos, mas depois mais fartos."


Daniela Sales Alviano - PQ 1D

  • Daniela Sales Alviano nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 13 de setembro de 1975. Toda a sua formação na microbiologia ocorreu na Universidade Federal do Rio de Janeiro: graduação (1994-1997), mestrado (1998-1999), doutorado (1999-2003) e dois pós-doutorados (2004-2007). Durante o doutorado, que tratou do tema “Componentes de superfície em Fonsecaea pedrosoi: influência na interação com células hospedeiras e diferenciação fúngica”, foi orientada pela professora Celuta Sales Alviano.

    Como microbióloga, foi consultora da Aché Laboratórios Farmacêuticos e da Extracta Moléculas Naturais no período 2005-2008. Em 2009, passou a integrar o corpo docente da Universidade Federal do Rio de Janeiro como professora adjunta na graduação e na pós-graduação.

    Pesquisadora em produtividade em pesquisa 1D, sua principal linha de pesquisa reside nos estudos interdisciplinares para o uso sustentável de plantas medicinais brasileiras das regiões norte-nordeste com potencial farmacológico. Entre 2010 e 2012, desenvolveu o projeto de extensão “Hoje a nossa escola é a Universidade”, em escolas públicas do Rio do Janeiro, sobre o ensino de microbiologia.

    Revisora de vários periódicos nacionais e internacionais, Daniela Sales Alviano recebeu vários prêmios com destaque para os seguintes: Diploma de Dignidade Acadêmica Magna Cum Laude pelos resultados alcançados na Graduação em Microbiologia e Imunologia (CRA=9.0), Universidade Federal do Rio de Janeiro (1997); Bolsa de Doutorado Faperj Nota 10, UFRJ / Faperj (2002); Trabalho selecionado para ilustrar a capa da Revista "Microscopy Research and Technique"; Edição de Dezembro vol 15 (2005); Trabalho finalista do Prêmio Michel Jamra, FeSBE (2005);  Trabalho premiado no "16th Congress of International Society for Human and Animal Mycology", ISHAM 2006 (Paris, França); e  Prêmio Inventor 2013, Petrobrás (2013).

    Com 68 artigos publicados, já teve 812 citações na literatura da área. Já orientou quatro trabalhos de iniciação científica, 11 dissertações de mestrado e cinco teses de doutorado.

     

    Fonte:  http://lattes.cnpq.br/2663274097733982 em fevereiro de 2014

     

     

    Depoimento:

    A)  Quais foram os fatores de sucesso na sua carreira acadêmica e científica?

    O exemplo familiar e as oportunidades têm sido determinantes no desenvolvimento e sucesso da minha carreira acadêmico-científica. A colaboração constante com minha eterna orientadora, Profa. Celuta Sales Alviano, juntamente com o apoio financeiro do CNPq, Capes e Faperj, desde a iniciação científica, facilitaram bastante a minha trajetória. Vocação, oportunidades e colaborações compõem a minha receita para realização profissional. 

     

    B) Quais foram as principais dificuldades encontradas no decorrer dessa carreira?

     

    A principal dificuldade foi o ingresso na carreiraacadêmico-científica. A concorrência com muitos profissionais qualificados, com doutorado e pós-doutorado, nos concursos públicos que participei, confirmou a necessidade de se criar mais oportunidades para os recém-doutores que são formados no nosso país.

    Outro desafio foi ter o mérito reconhecido e conquistar apoio financeiro necessário para o desenvolvimento dos nossos projetos de pesquisa atrelados a formação de recursos humanos nos diversos níveis. Atualmente, como pesquisadora 1D do CNPq e Jovem Cientista do Nosso Estado (JCNE) pela Faperj, temos vários projetos financiados por essas agências de fomento. 


Danielle Costa Morais - PQ 1D

  • Danielle Costa Morais nasceu em 9 de dezembro de 1979, em Recife/ PE. Possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade de Pernambuco (2000), mestrado e doutorado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Pernambuco, em 2002 e 2006, respectivamente, sempre sob a orientação do professor Adiel Teixeira de Almeida.Entre 2004/2005 fez um doutorado sanduíche como bolsista da CAPES na University of Southampton, SOTON, Grã-Bretanha. Ainda nesse período realizou um estágio na School of Civil Engineering and The Environment. A seguir, fez um pós-doutorado na Universidade Federal de Pernambuco e outro pós-doutorado pela Concordia University (2007) como bolsista da Social Sciences and Humanities Research Council of Canada.. Desde 2007, é Professora Adjunta IV na Universidade Federal de Pernambuco e a partir de 2013, também Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção.

    Sua experiência na área de Engenharia de Produção, com ênfase em Pesquisa Operacional, desenvolve estudos nas seguintes linhas de pesquisa: 1. Recuperação de Estruturas 2. Materiais de Construção 3. Aplicação de métodos Multicritério de Apoio a Decisão 4. Saneamento 5. Decisão Multicritério 6. Gerenciamento de Sistemas de Abastecimento de Água 7. Líder de Grupo de Pesquisa: Gestão e Negociação de Recursos Hídricos. No momento desenvolve o projeto “Modelos de Decisão em Grupo e Negociação para Melhoria de Sistemas de Abastecimento Público de Água”.

    Membro do corpo editorial dos periódicos Pesquisa Operacional para o Desenvolvimento,  Revista Produção e  Group Decision and Negotiation e  revisora de 16 periódicos nacionais e estrangeiros. Ganhou em 2008 o Prêmio CAPES de Tese 2007 - Engenharias III, CAPES  e Laureada da turma de Engenharia Civil, Universidade de Pernambuco (UPE) - Escola Politécnica de Pernambuco (POLI).

    Publicou 21 artigos em periódicos indexados, predominantemente internacionais; organizou 1 livro e publicou 4 capítulos. Publicou 61 artigos completos e 14 resumos expandidos em anais de congressos. Concluiu a orientação de 25 dissertações de mestrado, 6 teses de doutorado, 12 trabalhos de conclusão da graduação e  7 de IC.

     

    Fonte: http://lattes.cnpq.br/0425151719064564 em fevereiro de 2014

     

    Depoimento:

    A)    Quais foram os fatores de sucesso na sua carreira acadêmica e científica?

    Acredito que uma das principais características para quem quer seguir a carreira acadêmica e científica é o desejo de aprender algo mais, descobrir novos caminhos e oportunidades para inovar sempre.  Na minha vida acadêmica, tive a chance de conviver com professores bem sucedidos que fizeram a diferença na minha caminhada, fazendo-me perceber que um pesquisador pode realizar muito pela sociedade, focando seus esforços e dedicando-se integralmente ao desenvolvimento daquilo que se propõe a estudar. Iniciei minha vida de pesquisadora já na graduação com a iniciação cientifica, depois mestrado, doutorado e pós-doutorado, e a curiosidade de descobrir novas técnicas e ferramentas continua estimulando a minha imaginação para o desenvolvimento de novas pesquisas.

    O apoio concedido pelo CNPq com a bolsa de doutorado e pós-doutorado e pela CAPES com a bolsa de doutorado sanduíche na Inglaterra também foram pontos cruciais para minha formação. Essas pesquisas deram como resultado publicações em periódicos internacionais de grande relevância na área e o prêmio CAPES de Teses. Posteriormente e com a continuidade dos trabalhos e publicações, fui contemplada com bolsa de produtividade em pesquisa do CNPq. Como professora universitária, tenho o privilégio de multiplicar o conhecimento adquirido academicamente em uma área que considero de excelência. Hoje, tenho consciência de que toda esta longa caminhada de trabalho árduo foi apenas o início de uma contínua busca por novos desafios e que tenho como objetivo pessoal, progredir na carreira acadêmica e científica dentro do ambiente universitário, esperando manter sempre essa energia que me impulsiona.


    B)   Quais foram as principais dificuldades encontradas no decorrer dessa carreira?

    Em toda carreira, seja ela qual for e independente da área, encontram-se dificuldades. O importante é ter motivação para ultrapassar as barreiras. Destaco como principal dificuldade a busca de investimento para melhoria dos laboratórios de pesquisa, bem como financiamento para intercâmbios institucionais, como participação em congressos e seminários para divulgação das pesquisas e viabilização do desenvolvimento de novas parcerias. Outra dificuldade é que a carreira acadêmica no nosso país ainda é
    muito desprestigiada, o que desmotiva os jovens a ingressarem nesse ramo,
    dificultando o desenvolvimento de novos talentos.


Danielle da Glória de Souza - PQ 1D

  • Nasceu em São Paulo (SP) em 27 de setembro de 1975. Fez toda sua formação acadêmica na Universidade Federal de Minas Gerais. Ingressou na graduação em 1997 e diplomou-se em Ciências Biológicas no ano 2000, pela UFMG. Sua monografia de conclusão de curso intitulou-se “O papel do PAF em lesões causadas por isquemia e reperfusão mesentérica” e foi orientada pelo professor Mauro Martins Teixeira. Seu notável desempenho acadêmico granjeou uma bolsa de iniciação científica da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG). Graduada, continuou sua formação ingressando na Pós-Graduação de Ciências Biológicas em 2001 e, no ano seguinte (2002), defendeu sua dissertação de Mestrado em Ciências Biológicas (Fisiologia e Farmacologia) com o título “Papel de inibidores de PDE4 em lesões causadas por isquemia e reperfusão mesentérica”, orientada pelo mesmo docente que a acompanhava desde a graduação, professor Mauro Martins Teixeira. É aceita no Programa de Doutorado ainda em 2002 e, em 2004, defende sua tese intitulada “Balanço entre a produção de IL-10 e TNF em lesões causadas por isquemia e reperfusão intestinal”, ainda sob a orientação do mesmo professor. Prossegue sua formação e no mesmo ano vai fazer Pós-Doutorado no Centro de Pesquisa René Rachou da Fiocruz, e termina este pos-doutoramento em 2005. No mesmo ano é aceita na UFMG para outro Pós-Doutoramento. Deste, segue para outro Pós-Doutorado em Farmacologia/Imunofarmacologia com especialização em Inflamação, na Universidade de São Paulo. Continua sua formação e em 2010/2011 fez outro Pós-Doutoramento, desta vez nos Estados Unidos no Louisiana State University Health Sciences Center.

    Sua atuação profissional iniciou-se na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais em 2003, mas desde 2006 ingressou como docente na Universidade Federal de Minas Gerais e é lotada no Instituto de Ciências Biológicas no Departamento de Microbiologia. Suas linhas de pesquisas são: dengue, microbiota e interação microrganismo/hospedeiro.

    Recebeu os seguintes prêmios: em 2011, foi distinguida com o convite para ser  Membro Afilada da Academia Brasileira de Ciências (ABC) para o quinqüênio 2012-2016), cuja  categoria foi criada pela ABC como forma de incentivar jovens pesquisadores/as na carreira científica. Também em 2011, foi a orientadora da melhor tese de doutorado da pós-graduação em Microbiologia, Departamento de Microbiologia da UFMG e, em 2009, tinha já sido a orientadora da melhor dissertação de Mestrado da pós-graduação em Microbiologia, Departamento de Microbiologia da referida universidade.

    Seu fabuloso desempenho acadêmico pode ser observado pelo número de 91 artigos científicos publicados em periódicos internacionais e nacionais, um capítulo de livro e 22 artigos publicados em Anais de Congresso. Sua atuação profissional se completa pelo magnífico desempenho na formação de pessoal: foram dez teses de doutorado, treze dissertações de Mestrado, uma supervisão de Pós-Doutoramento e treze projetos de iniciação científica.

     

    Fonte: http://lattes.cnpq.br/8379515491458184 em fevereiro de 2014

     

    Depoimento:

    A)    Quais foram os fatores de sucesso na sua carreira acadêmica e científica?

    Em minha opinião, um cientista deve ser curioso, dedicado, estudioso e criativo. Além disso, é necessário que saiba interagir e transmitir conhecimento a outras pessoas. Tendo isso em mente e usando esses pilares tento construir uma carreira consistente ao longo desses anos. Acredito que o sucesso na carreira cientifica venha principalmente pela capacidade de se empolgar com as pequenas descobertas do dia a dia do laboratório e fazer com que cada resultado seja o estímulo para a realização de novas perguntas e hipóteses. Enfim, a carreira de cientista que é difícil por exigir dedicação integral, ao mesmo tempo é muito gratificante, pois nos permite produzir conhecimento que  poderá ser usado no futuro para o benefício da humanidade.

     

    B)    Quais foram as principais dificuldades encontradas no decorrer dessa carreira?

    Fazer ciência no Brasil, ainda hoje, não é considerado uma profissão. O excesso de atividade a que somos designados quando passamos a fazer parte do quadro permanente da universidade é muito cruel. Número de aula excessivo, atividades administrativas e outras atribuições nos retiram muito tempo do laboratório, o que está associado a um inevitável atraso nas atividades de pesquisa. Somado a isso, vivemos no país, uma busca insana a financiamentos de projetos. Como raramente os financiamentos de fato cobrem o alto custo de pesquisa de ponta, temos que submeter vários projetos ao mesmo tempo e com isso perdemos na verticalização dos projetos.  Ressalto, ainda, o atraso nos experimentos devido à dificuldade de importação de equipamentos e consumo para o laboratório: um processo de importação demora em média 6-8 meses. Assim, vivemos uma luta diária na tentativa de realizar uma ciência que realmente tenha contribuições intelectuais e de desenvolvimento e inovação para a sociedade.


Elaine Cristina Gavioli - PQ 1D

  • Nasceu em Rio do Sul no estado de Santa Catarina em 15 de setembro de 1977. Em 1995, foi admitida no Curso de Farmácia – Análises Clínicas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e graduou-se em 1998. Aluna brilhante foi admitida na Pós-Graduação do referido curso e defendeu, em 2000, a dissertação “Avaliação dos subtratos neurais do efeito ansiogênico da substância P”, sob orientação da professora Thereza Cristina Monteiro de Lima. Decidida a seguir a carreira acadêmica ingressa, no mesmo ano, no Programa de Doutorado dessa instituição e continua sob a orientação da professora Thereza C. Monteiro de Lima. Recebeu uma Bolsa Sanduíche para Universidade de Ferrara (Itália) para pesquisar sob a supervisão do Professor Domenico Regoli e defende sua tese de doutoramento em 2003, com o título de “Participação do sistema nociceptina/orfanina FQ – receptor NOP na modulação da ansiedade e da depressão experimental”. Volta para a Itália, em 2004, onde fica até 2006, com bolsa de Pós-Doutorado, patrocinada pela instituição Marie Curie European Union para continuar seu trabalho com o professor Domenico Regoli, na Universidade de Ferrara.

    Retorna ao Brasil e nos anos de 2007/2008 integra-se ao corpo docente da Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC, lá permanecendo até o ano seguinte, quando fez concurso para professora adjunta da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Radica-se na cidade de Natal e desenvolve uma intensa vida acadêmica nas áreas de psicobiologia, biologia estrutural e funcional e desenvolvimento e inovação tecnológica de medicamentos. Suas pesquisas desenvolvem-se nos campos disciplinares da farmacologia com ênfase em neuropsicofarmacologia, focadas em sistemas peptidérgicos e seu potencial terapêutico para o tratamento de transtornos psiquiátricos e doenças neurodegenerativas.

    Seu reconhecimento como pesquisadora é definido tanto pela sua classificação como bolsista PQ 1 do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) quanto pela expressiva produção acadêmica. Com uma carreira científica de cerca de dez anos, contabiliza em seu currículo 48 artigos publicados em periódicos internacionais e nacionais, um capítulo de livro, 75 resumos publicados em Anais de Congressos Científicos e o registro de uma patente. Tem presença marcante na orientação de estudantes em sua área de trabalho, com orientações na Pós-Graduação e Graduação. Já concluiu a orientação de nove dissertações de Mestrado, nove trabalhos de conclusão de curso, oito bolsas de iniciação científica e a supervisão de uma bolsa de pós-doutoramento.   

     

    Fonte: http://lattes.cnpq.br/1759328747578795 em fevereiro de 2014

     

     

    Depoimento:

    A)    Quais foram os fatores de sucesso na sua carreira acadêmica e científica?

    Creio que a minha excelente formação acadêmica serviu de base e foi o agente impulsionador do desenvolvimento de uma carreira científica bem sucedida. Sou pós-graduada em Farmacologia pela Universidade Federal de Santa Catarina, cujo programa de pós-graduação possui conceito 7,0 atribuído pela CAPES. Além da excelência do programa de pós-graduação, meus ex-orientadores, Profa. Thereza C. Monteiro de Lima (UFSC) e Prof. Girolamo Calo’ (University of Ferrara), que me supervisionaram durante mestrado, doutorado e pós-doc, contribuíram substancialmente para eu aprender a fazer ciência de alto nível. Estes professores também me auxiliaram nos primeiros passos da minha carreira, me ensinaram os princípios da ética e da boa conduta na ciência e são parceiros dos grandes projetos que desenvolvo na atualidade. Portanto, atribuo o sucesso da minha carreira aos meus ex-orientadores e aos excelentes professores da pós-graduação em farmacologia da UFSC.

     

    B)    Quais foram as principais dificuldades encontradas no decorrer dessa carreira?

    Acredito que as dificuldades que elencarei aqui são frequentemente encontradas por jovens pesquisadores recém-contratados nas universidades públicas brasileiras. No meu caso, os desafios para estabelecer uma carreira científica independente foram muitos, sendo o maior deles o de montar, a partir do nada e sem incentivo institucional, um laboratório de farmacologia comportamental em uma instituição do nordeste brasileiro, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Para minha sorte, nesta jornada tive amplo apoio de agências de fomento estadual (FAPERN), nacional (CNPq e CAPES) e internacional (IBRO), que acreditaram no meu trabalho e apostaram nas minhas ideias. Cabe ainda mencionar que além dos problemas de infra-estrutura, a carga horária elevada que leciono nas disciplinas da graduação me forçam a colocar a pesquisa científica em segundo plano. Os desafios de fazer ciência no Brasil são muitos e quando comparo com colegas estrangeiros, parecem até intransponíveis, mas acredito que com persistência, foco e determinação é possível se tornar um pesquisador de renome.  


Elaine Fontes Ferreira da Cunha - PQ 1D

  • Nasceu em Brasília (DF) em 9 de junho de 1977. Entrou na graduação de Química na Universidade de Brasília, em 1996, e bacharelou-se em Química em 1999. Sua dedicação aos estudos foi logo revelada e Elaine Cunha foi distinguida com a bolsa do Programa Especial de Treinamento (PET) para os melhores estudantes do curso. Diplomada, em 1999, foi aceita no Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e concluiu o Mestrado em 2002, sob a orientação do professor Ricardo Bicca de Alencastro, com a dissertação “Interações entre 5-desazapteridinas e as enzimas dihidrofolatorredutase humana e do mycopacterium tuberculosis: planejamento de novos fármacos”. Continuou sua formação acadêmica, inscrita no Doutorado no Programa de Química da UFRJ e, em 2004, foi agraciada com uma bolsa da Agência Alemã de Intercâmbio Acadêmico e foi para a Martin Luther University Halle na Alemanha, onde, no final desse ano letivo , defendeu a tese intitulada “3D-QSAR and Docking Study on Novel HIV Protease Inhibitors”, sob a orientação do  professor Wolfgang Sippl. Volta ao Brasil, continua sua pesquisa na UFRJ e, em 2006, defende a tese de Doutorado “Estudos de QSAR 3D e 4D de inibidores da HIV-1 protease”, com orientação de Ricardo Bicca de Alencastro e Magaly Girão de Albuquerque.

    Durante sua formação acadêmica foi professora colaboradora na UFRJ e monitora na UnB. Em 2006 fez Pós-Doutorado no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) no Rio de Janeiro e ingressou nesse mesmo ano nos quadros docentes da Universidade Federal de Lavras em Minas Gerais. Suas linhas de pesquisas abrangem: biofísica, química medicinal, física-quimica orgânica e química computacional medicinal. Suas experiências em química medicinal, físico-quimica orgânica, cálculo quântico, dinâmica molecular, qsar e modelagem molecular significaram o reconhecimento do seu talento. Assim, tanto em 2011 como em 2013 foi distinguida pela FAPEMIG – Fundação de Pesquisas de Minas Gerais como “Pesquisadora Mineira”nestes respectivos anos.

    Sua carreira acadêmica iniciada a partir de 2002, já a distingue como uma brilhante cientista e abrange 67 artigos publicados em periódicos internacionais e nacionais. A organização de um livro, a publicação de um capítulo de livro e a publicação de 38 artigos em Anais de Congressos (expandidos e resumos completos). Sua vibrante vida acadêmica já conta com a orientação de sete dissertações de mestrado concluídas, quatro trabalhos de graduação e quinze projetos de pesquisa no programa de Iniciação Científica.

    Fonte: http://lattes.cnpq.br/7732799130158538 em fevereiro de 2014

     

    Depoimento:

    "Penso que o meu êxito é fruto de várias componentes, dentre elas posso destacar a dedicação pessoal, a paixão pelo que faço,  como também é importante mencionar a constante ajuda de Deus, o esforço coletivo da minha família, discentes e colaboradores sem os quais nada seria possível. Neste sentido, uma inspiradora atmosfera de trabalho, como também o suporte das agências de fomento (CNPq, CAPES e FAPEMIG) e da instituição  que faço parte (UFLA), tem sido um catalisador de ações positivas. Creio, entretanto, que a carga de trabalho cada vez maior e a pressão por melhora dos índices de produtividade são componentes que pesam significativamente na vida da mulher moderna. Ser mãe, esposa, professora e pesquisadora requer uma responsabilidade extra e apesar deste grande desafio, é muito gratificante investir na consolidação da minha família e tentar contribuir, de alguma forma, para o crescimento do país."


Isabel de Camargo Neves Sacco - PQ 1D

  • Nasceu em Santo André/SP em 30 de abril de 1974 e fez toda a sua formação na Universidade de São Paulo, onde ingressou em 1992 e graduou-se em 1995, em Educação Física. Brilhante aluna foi admitida na Pós-Graduação e, em 1997, defendia sua dissertação de Mestrado intitulada “Estudo parâmetros biomecânicos na marcha e limiares somato-sensoriais em pacientes portadores de neuropatia diabética”, sob a orientação do professor Alberto Carlos Amadio. Prossegue no ano seguinte o Doutoramento e, em 2001, apresenta, sob a orientação do mesmo docente, sua tese “Influência da neuropatia diabética no comportamento de respostas biomecânicas e sensoriais no andar em esteira rolante”.

    Desde 1999 atua profissionalmente na USP, no curso de Fisioterapia da Faculdade de Medicina. Em 2009, apresentou na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) a tese de livre-docência “Contribuições da Biomecânica para o estudo da Neuropatia Diabética e suas conseqüências para o movimento humano”. 

    Sua experiência profissional abrange a área de Educação Física, principalmente  Biomecânica; Fisioterapia, com ênfase em análise biomecânica do movimento patológico; educação em saúde e sistemas inteligentes de apoio à decisão. Seu trabalho tem como focos principais o estudo da biomecânica da locomoção humana, neuropatia diabética, Método Pilates, calçados e osteoartrose de joelho.

    Nesta década de atuação profissional, Isabel Sacco tem uma vasta produção acadêmica: são 88 artigos publicados em periódicos internacionais e nacionais, a publicação de um livro, quatro capítulos de livros, trabalhos e artigos publicados em Anais de Congresso. Sejam completos ou resumos expandidos, são cerca de 284 trabalhos ao longo de sua carreira. Além de textos de divulgação em jornais e revistas.

    Sua atuação docente também é significativa: já concluiu a orientação de cinco teses de doutoramento, quatorze dissertações de mestrado, trinta e seis trabalhos de conclusão de curso de graduação e orientação de 32 projetos de Iniciação Científica.

     

    http://lattes.cnpq.br/9500627847688925 em fevereiro de 2014

     

    Depoimento:

    A)   Quais foram os fatores de sucesso na sua carreira acadêmica e científica?

    Certamente um dos principais fatores de sucesso na minha carreira acadêmica e científica, foi a sólida formação acadêmica que recebi na Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo. Exemplifico esta solidez de formação: eu e muitos de meus colegas, contrariando a tradição desta Escola até então de sair professor licenciado em Educação Física, permaneceram no meio acadêmico completando seus cursos de mestrado e doutorado e hoje são professores de Universidades públicas renomadas como eu. A sequência ininterrupta de estudos da graduação, mestrado e doutorado nesta Escola possibilitaram construir uma linha de reflexão, questionamentos e experimentos para respondê-los que favoreceram consolidar a minha principal linha de pesquisa que hoje persigo. Esse fato também se constituiu um fator de sucesso da minha carreira.

    Conviver diariamente no laboratório de Biomecânica por 10 anos com pessoas de diferentes áreas do saber e com distintas formações acadêmicas, foi outro fator de sucesso que deve ser elencado. Este convívio me ensinou e consolidou o princípio que rege minhas escolhas científicas: trabalho interdisciplinar. Hoje, estou convicta de que um laboratório se edifica na capacidade e força das pessoas que nele trabalham e é desta forma que hoje oriento meus alunos em meu laboratório de Biomecânica.

    Outro fator que contribuiu fortemente para o sucesso na trajetória acadêmica, foi a aprovação do financiamento FAPESP na categoria de Jovem Pesquisador em dezembro de 2004, que consolidou um grande e velho sonho de construir meu próprio Laboratório: Laboratório de Biomecânica do movimento e Postura humana - LABIMPH. Esta categoria de projetos na FAPESP definitivamente possibilita que jovens doutores possam consolidar seus próprios espaços de pesquisa em centros emergentes e que ainda não dispõe de tal metodologia. Agradeço a oportunidade que a FAPESP tem oferecido a pesquisadores interessados como eu. E, sem dúvida, um fator de sucesso na minha carreira que não deve deixar de ser mencionado são meus alunos, que se constituíram na mais grata aquisição da minha experiência como docente e pesquisadora, especialmente os de iniciação científica e pós-graduação, por me impulsionarem a prosseguir nas conquistas por um espaço melhor para trabalhar e pesquisar. Toda a produção científica até hoje se deu graças à competência e dedicação incondicional destes alunos, e à evolução e consolidação do nosso grupo de pesquisa.

    B)   Quais foram as principais dificuldades encontradas no decorrer dessa carreira?

    Para mim, as dificuldades tornam-se desafios no dia a dia, já que têm que ser necessariamente vencidas da melhor maneira possível. Um dos meus maiores desafios acadêmicos até o momento foi ingressar e permanecer nos primeiros anos como docente na Universidade de São Paulo no Curso de Fisioterapia da Faculdade de Medicina. Em muitos momentos, sentia que deveria provar minhas qualidades, quebrando barreiras invisivelmente impostas, mostrar que eu fazia jus a integrar aquele corpo docente. Tal barreira deveu-se, no meu ponto de vista, ao fato de minha formação ser em Educação Física e não em Fisioterapia, e, muito provavelmente, à minha idade — afinal eu era, e ainda sou, a professora mais jovem do departamento. Em um determinado momento nos primeiros quatro anos, uma barreira concreta aparentemente intransponível me foi imposta e era um impedimento claro a minha permanência no Curso. Isso só me fez fortalecer e lutar exaustivamente pelo meu ideal. Outro desafio foi e é lidar diariamente com a multiplicação de funções, atividades e responsabilidades com o nascimento de minha querida filha. E aqui devo uma homenagem infinita às mulheres e mães que harmoniosamente ou pelo menos na tentativa harmônica de coordenar suas funções de mulher, mãe, dona de casa e profissional de sucesso, administram o seu tempo milagrosa e exemplarmente. Um outro desafio constante é provar para seus pares em comitês, comissões, grupos acadêmicos e científicos, que mesmo sendo mulher e jovem sou capaz, batalhadora e vim para me superar sempre. Mas examinando estas provações, percebo que aqueles que lançam olhares de desconfiança são adeptos a que passemos por provas desafiadoras para demonstrar diariamente como superamos nossos limites, já que se mostrar mais capaz que seus pares é condição sine qua non para obter auxílios e suportes científicos.


Karina Ramalho Bortoluci - PQ 1D

  • Nasceu em São Paulo/SP em 6 de junho de 1974. Fez graduação em Ciências Biológicas no Instituto Mackenzie onde ingressou em 1992 e colou grau em 1995. No ano de 1999, foi aceita como aluna do Doutorado em Imunologia da Universidade de São (USP), defendendo sua tese de doutoramento em 2003, intitulada “Papel da IL-12 na regulação autócrina de macrófagos e células dendríticas", sob a orientação da professora Maria Regina D´Império Lima. No mesmo ano, foi aceita para um Pós-Doutorado na própria USP que só terminou em 2005. Em 2013 apresentou uma Tese de Livre-Docência na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) com o título de Mecanismos não canônicos mediados por inflamassomas”.

    Sua experiência profissional inicia-se como PRODOC do Departamento de Imunologia da Universidade de São Paulo, nos anos de 2005 a 2008. Neste último ano, entra como docente da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) onde permanece e atualmente é Professora livre-docente, do Departamento de Ciências Biológicas. Exerce a chefia do Laboratório de Imunologia Molecular do Centro de Terapia Celular e Molecular (CTC-Mol) da UNIFESP.

    Destaca-se no meio acadêmico pela sua experiência na área de Imunologia, particularmente em Imunologia Inata. O grande objetivo do seu grupo de pesquisa é o desenvolvimento de estudo da base molecular do reconhecimento imune inato, utilizando modelos experimentais de infecção por Salmonella typhimurium e Trypanosoma cruzi.

    Sua intensa atividade acadêmica se expressa numa produção de 31 artigos publicados em periódicos internacionais e nacionais, 100 trabalhos publicados em Anais de Congressos e diversas outras publicações.

    Como formadora científica tem a orientação de quatro teses de doutoramento concluídas, quatro dissertações de mestrado, quatro trabalhos de conclusão de curso e dez projetos de iniciação científica.

     

    Fonte: http://lattes.cnpq.br/0159648961678651 em fevereiro de 2014

     

    Depoimento:

    A) Quais foram os fatores de sucesso na sua carreira acadêmica e científica?

    São vários os fatores que contribuíram para as conquistas alcançadas, mas a paixão pela ciência e determinação, certamente, estão entre os mais importantes. E, são exatamente essas, as características que busco e procuro motivar em meus alunos. A carreira é difícil, há pouco retorno financeiro, muitos obstáculos, e poucos momentos de glória (ou algum sentimento semelhante a isso). Portanto, as nossas perguntas, questões científicas, objetos de investigação são o nosso caminho e deve ser prazeroso e motivante durante todo o percurso, independente de seu destino final. Assim, é muito fácil se manter com foco.
    Outro fator extremamente relevante é a associação com pessoas certas em diferentes momentos da carreira. Eu tive a felicidade de ter em meu caminho pessoas que me formaram, auxiliaram, motivaram e inspiraram e, dessa maneira, contribuíram imensamente para a minha carreira.
    
    B)    Quais foram as principais dificuldades encontradas no decorrer dessa carreira?
    Sem dúvida nenhuma, a minha maior dificuldade foi conciliar a carreira científica com a maternidade. Em determinado momento, com dois filhos e uma família para administrar, me vi impedida de fazer o pós-doutoramento no exterior como a maioria de meus colegas. Esse vazio, certamente, foi um obstáculo importante a ultrapassar. E, hoje, como docente, posso listar uma série de dificuldades que enfrentamos diariamente. A burocracia massacrante que desvia grande parte de nosso tempo como pensadores, criadores e cientistas; as dificuldades para importação de reagentes e materiais, o que reflete em grande atraso em nossa ciência e a infraestrutura inadequada que muitas vezes encontramos em nossas Universidades são elementos de destaque nesse quesito.

Maria Martha Campos - PQ 1C

  • Nasceu em Criciúma, no estado de Santa Catarina, em 25 de fevereiro de 1974. Graduou-se em Odontologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 1995, ingressou na Pós-Graduação de Farmacologia da UFSC e em 1997 defendeu uma dissertação de mestrado em Farmacologia, intitulada “Mecanismos Envolvidos nas Respostas Edematogênicas Mediadas pelos Receptores B1 e B2 para as Cininas”, com orientação do Professor João Batista Calixto. Continuou trabalhando na equipe do mesmo professor e, em 2001, defendeu uma tese de doutoramento “Efeito Modulatório de Citocinas Pró-inflamatórias no Edema de Pata Mediado pelos Receptores B1 e B2 para as Cininas em Ratos”. Sua dedicação à pesquisa levou-a a fazer um Pós-doutoramento no Canadá na Universidade de Montreal. Na volta ao Brasil, ficou de 2002 a 2005 pesquisando em outro Pós-doutoramento, na própria UFSC.

    Em 2006, foi trabalhar na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e nesta instituição permanece até os dias atuais, onde pesquisa e ministra cursos. Sua brilhante atuação lhe conferiu vários prêmios, sendo os mais significativos o The E.K. Frey - E. Werle Yongu Investigator Award, da Foundation Kinin no ano de 2012, e em 2011 foi distinguida pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) da Região Sul com o diploma de Membro Afiliada dessa instituição.  

    Sua experiência profissional no campo da Farmacologia com ênfase em Farmacologia Autonômica, especialmente atuando na farmacologia da dor e da inflamação e nos sistemas cininas, citocinas, plantas medicinais consagrou-a como referência, sobretudo na Farmacologia e Terapêutica aplicados à Odontologia, como resquício de sua formação básica. Com uma extensa produção acadêmica, publicou 106 artigos em periódicos internacionais e nacionais, quatro capítulos de livros e em Anais de Congressos com Resumos de 144 trabalhos. Tem duas patentes registradas.

    No campo da formação de pessoal universitário já concluiu a orientação de sete teses de doutoramento, treze dissertações de Mestrado, nove monografias de aperfeiçoamento e final de curso e dez projetos de iniciação científica.

     

    Fonte: http://lattes.cnpq.br/3601505933558375 em fevereiro de 2014

     

    Depoimento:

    A)    Quais foram os fatores de sucesso na sua carreira acadêmica e científica?

    A carreira acadêmica necessita, antes de tudo, de muita paixão e dedicação. Quando a ciência é feita com apreço, fica difícil parar; ainda mais quando se tem a oportunidade de participar da formação de recursos humanos em diferentes níveis. A recompensa e a satisfação pessoal são indescritíveis e não têm preço. Assim as coisas vão acontecendo e, apesar de quaisquer dificuldades dá sempre vontade de continuar. Como fator fundamental para a obtenção de sucesso, cabe destacar a capacidade de aproveitar as oportunidades que aparecem, a coragem de mudar constantemente, além de humildade.

     

    B) Quais foram as principais dificuldades encontradas no decorrer dessa carreira?

    Dificuldades existem em qualquer carreira, mas nesse caso específico o que mais preocupa é a dificuldade de obtenção de recursos para pesquisa e, ainda, a competição exagerada e injusta em algumas situações. De qualquer forma, de maneira geral, os pontos positivos da carreira são muito mais relevantes do que os aspectos negativos e, nos tornam mais capazes, a cada dia, de contornar as dificuldades que eventualmente apareçam.  


Mariana de Mattos Vieira Mello Souza - PQ 1D

  • Nasceu na cidade do Rio de Janeiro/RJ em 29 de junho de 1975.  Foi a primeira colocada no vestibular da UFRJ, no ano de 1993, e concluiu sua graduação em Engenharia Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1997, recebendo o Diploma de Dignidade Acadêmica (MAGNA CUM LAUDE). Este excelente desempenho escolar levou-a a permanecer no ambiente acadêmico ea ingressar, em seguida, na Pós-Graduação da própria UFRJ. Continuou com um desempenho acadêmico extraordinário e isto possibilitou sua entrada imediata no doutoramento. Assim, em 2001, defendeu sua tese de doutorado no Programa de Engenharia Química da COPPE/UFRJ.

    Foi professora colaboradora da UFRJ nos anos de 2001 a 2003 e, nesse mesmo ano, tornou-se docente na Escola de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no Departamento de Processos Inorgânicos. Atualmente é professora associada do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia de Processos Químicos e Bioquímicos e Coordenadora do Laboratório de Tecnologias do Hidrogênio.

    Sua experiência profissional é destacada na área de Engenharia Química, com ênfase em Catálise e Tecnologia Química, atuando principalmente nos seguintes temas: produção e purificação de hidrogênio, células a combustível, catalisadores metálicos, hidrotalcitas e materiais nanoestruturados.

    Sua produção acadêmica é composta de 62 artigos publicados e aceitos em periódicos internacionais e nacionais, dois livros intitulados "Tecnologia do Hidrogênio", em 2009, e "Processos Inorgânicos", em 2012, ambos pela Editora Synergia, e 157 trabalhos publicados em Anais de Congressos, sejam resumos expandidos ou apenas resumos. Tem três patentes registradas.

    Este excelente desempenho científico é atestado pelos diversos prêmios colecionados por ela, entre os principais destacamos o Prêmio Pesquisador em Catálise em 2009, Jovem Cientista do Nosso Estado (FAPERJ) em 2008 e 2011, Prêmio Kurt Politzer de Tecnologia da ABIQUIM em 2011 e o Premio Inventor da Petrobrás em 2012.

    Como formadora das novas gerações acadêmicas tem como trabalhos concluídos nove teses de doutoramento, 22 dissertações de Mestrado, nove trabalhos de conclusão de cursos e 21 projetos de iniciação científica.

     

    Fonte: http://lattes.cnpq.br/8882084525542926 em fevereiro de 2014

     

    A)    Quais foram os fatores de sucesso na sua carreira acadêmica e científica?

    Muita dedicação, muito trabalho, nunca deixar de acreditar que é possível. Sempre tive o sonho de ser pesquisadora desde a graduação, quando comecei a minha iniciação cientifica. Depois que passei no concurso docente para a UFRJ, em 2003, com 28 anos, comecei a batalhar para montar meu laboratório, para poder fazer pesquisa de ponta, orientar alunos de pós-graduação. Meu laboratório, o Laboratório de Tecnologias do Hidrogênio (LabTecH) da EQ/UFRJ, foi inaugurado em 2006 e em 2011 já estava com o dobro do tamanho original. Nunca deixei de correr atrás do meu sonho.
     
    B)    Quais foram as principais dificuldades encontradas no decorrer dessa carreira?
    Falta de apoio da universidade para montar e manter o laboratório. O apoio financeiro dos órgãos de fomento foi fundamental na realização do meu sonho, mas infelizmente esse apoio é descontinuado, não há uma política pública voltada à manutenção dos laboratórios de ponta do país. A quantidade de trabalho burocrático envolvido na pesquisa também dificulta muito o andamento dos projetos, pois é preciso ser ao mesmo tempo, professor, pesquisador, administrador, secretário... Muitas vezes não pude me dedicar à pesquisa como gostaria, por excesso de trabalho burocrático.

Mariana Pires de Campos Telles - PQ 1D

  • Mariana Pires de Campos Telles nasceu em Goiânia, GO, em 12 de julho de1974. Hoje, é Professora Adjunta da Universidade Federal de Goiás, a mesma instituição onde fez toda a sua formação. Cursou a graduação em Ciências Biológicas no período de 1994 a 1997, o mestrado em Agronomia, de 1998 a 2000, e o doutorado em Ciências Ambientais, de 2002 a 2005, sob a orientação do professor Rogério Pereira Bastos, com o título “Estrutura Genética Populacional de Physalaemus cuvieri Fitzinger, 1826 (Anura: Leptodactylidae) e Padrões de Ocupação Humana no Estado de Goiás”. Em 2009, fez um pós-doutorado na Universidade Católica de Brasília, UCB/DF.

    Sua carreira docente começou em 2001, na Pontifícia Universidade Católica de Goiás. A partir de 2008, ingressou na Universidade Federal de Goiás, onde é professora da graduação e da pós-graduação, orientadora de mestrado e de doutorado e pesquisadora do Instituto de Ciências Biológicas do Programa de Pós-graduação em Genética e Biologia Molecular. Dedica-se ao estudo de espécies vegetais nativas do Cerrado e desenvolve as linhas de pesquisa 1) ecologia molecular e evolução; 2) conservação e melhoramento de espécies do cerrado; 3) genética e genômica de plantas; 4) genética de populações e evolução molecular; e 5) genômica funcional, estrutural e proteômica.

    Atualmente desenvolve, como coordenadora, os seguintes projetos de pesquisa: estabelecimento de áreas prioritárias para conservação in situ e coleta de germoplasma do ecótipo de cerrado de anacardium occidentale; GENPAC 02 - Desenvolvimento de marcadores, genotipagem e caracterização genômica de espécies do Cerrado; programa de monitoramento da ictiofauna no rio Caiapó: caracterização genética das populações. Todos esses projetos agregam estudantes da graduação e da pós-graduação.

    Ganhou o Prêmio Paulo Sodero Martins, da Sociedade Brasileira de Genética, em 2006, e menção honrosa do mesmo prêmio em 2005. Ainda nesse ano, recebeu o Prêmio CAPES de melhor tese na área multidisciplinar. Foi Presidente Regional da Sociedade Brasileira de Genética-GO de 2008 a 2010 e é bolsista de produtividade em pesquisa 1D.

    Mariana Telles é revisora de 5 periódicos, nacionais e estrangeiros. Como docente, já orientou 14 dissertações de mestrado, 2 de doutorado e 26 de Iniciação Científica e acompanhou 3 pós-doutorados. Já publicou 67 trabalhos, com mais de 250 citações, 3 capítulos de livro e 15 trabalhos completos publicados em anais de congressos.

    Fonte: http://lattes.cnpq.br/4648436798023532 em fevereiro de 2014

     

    Depoimento:

    A)   Quais foram os fatores de sucesso na sua carreira acadêmica e científica?

    Acredito que o fato de ter ingressado na carreira acadêmica e de pesquisa desde muito jovem fez com que eu pudesse vivenciar experiências profissionais diversas que contribuíram pro meu amadurecimento profissional. Além disso, acredito que consegui aproveitar bem todas as oportunidades e superar todos os desafios que vão aparecendo a cada etapa da carreira de um pesquisador, especialmente no Brasil. Um aspecto muito importante que precisa ser lembrado é que tudo isso aconteceu com o apoio incondicional da família!  Meu companheiro e minhas filhas sempre estiveram presentes em todos os momentos da minha carreira profissional dando o suporte emocional necessário, especialmente nos momentos difíceis.

     

    B) Quais foram as principais dificuldades encontradas no decorrer dessa carreira?

    Acredito que as dificuldades encontradas foram as mesmas de todos os pesquisadores no Brasil, especialmente aqueles que estão em regiões com menos tradição de pesquisa, como é o caso da região centro-oeste do pais. O fato de ter filhos acaba ditando um ritmo mais lento, por um período de tempo, mas não acredito que possa ser considerado uma dificuldade. Por isso, na minha concepção as minhas dificuldades ao longo da carreira são as impostas pelo sistema de pesquisa no Brasil, que segue um modelo que misto que exige que o docente/pesquisador concilie muita carga de trabalho administrativa e de ensino, apesar de necessitar manter uma pesquisa de boa qualidade.


Roberta Oliveira Parreiras - PQ 1D

  • Roberta Oliveira Parreiras nasceu em Belo Horizonte/ MG no dia 4 de outubro de 1978. Concluiu a graduação em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Minas Gerais em 2002, e passou de imediato para o doutorado na mesma área e instituição, com bolsa da CAPES. Sua tese intitulada “Algoritmos Evolucionários e Técnicas de Tomada de Decisão em Análise Multicritério” e sob a orientação do Professor João Antônio de Vasconcelos foi defendida em 2006. No ano seguinte, realizou pós-doutorado em Engenharia Elétrica pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, como bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais – FAPEMIG.

    Pesquisadora da Advanced System Optimization Technologies, ASOTECH, Brasil, desde 2008, e da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, PUC/Minas, a partir de 2010, atua como pesquisadora e consultora em vários projetos, associados principalmente com os seguintes temas: otimização multiobjetivo, tomada de decisão multicritério (individual e em grupo), e suas aplicações para o planejamento estratégico e para otimização e controle de sistemas de potência.

    É revisora dos periódicos internacionais Information Sciences, Environmental Geology (Berlin), European Journal of Operational Research, International Journal of Information Technology & Decision Making.

    Publicou 13 artigos em periódicos nacionais e internacionais e 3 capítulos de livros. Participou da organização de 1 livro e publicou 15 trabalhos completos e resumos expandidos em anais de congressos no país e no exterior. Orientou 4 dissertações de mestrado.

     

    Fonte: http://lattes.cnpq.br/8012375798075112 em fevereiro de 2014

     

    Depoimento:

    A)   Quais foram os fatores de sucesso na sua carreira acadêmica e científica?

    Contribuíram para a construção da minha carreira acadêmica e científica alguns professores, verdadeiros mestres, que orientaram meus esforços para as direções mais promissoras e, minha família, que além do apoio constante, ensinou-me a ver o estudo e a pesquisa como fontes de valor para a vida.

     

    B)   Quais foram as principais dificuldades encontradas no decorrer dessa carreira?

    Talvez estes não tenham sido os maiores desafios encontrados na carreira científica, mas sem dúvida, são os desafios mais recentes: atrair novos pesquisadores para compor equipes que se dediquem à solução dos problemas aparentemente insolucionáveis do Brasil.


Solange Binotto Fagan - PQ 1D

  • Nascida em Ivorá-RS, em 14 de dezembro de 1976, Solange Binotto Fagan é atualmente Professora Adjunta do Centro Universitário Franciscano (UNIFRA), Pró-Reitora de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da UNIFRA e bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq, nível 1D. Com formação em Física, completou a graduação em 1998, o mestrado em 2000 “Propriedades Eletrônicas e Estruturais de Nanotubos de Sílicioe o doutorado em 2003, “Funcionalização de Nanotubos de Carbono: uma Abordagem de Primeiros Princípios”, estesempre sob a orientação do Professor Ronaldo Mota, na Universidade Federal de Santa Maria – UFSM.

    Sua carreira de docente começou como professora visitante na Universidade Federal do Ceará, em 2003. Em 2004, integra o quadro docente da UNIFRA. Desenvolve pesquisas nas linhas trabalho pedagógico e ensino de física e modelagem e simulação de biossistemas e nanomateriais. Participa de vários projetos de pesquisa como coordenadora ou integrante e, entre eles, integra a equipe do INCT – Nanomateriais de Carbono.

    Na área de desenvolvimento, participa do projeto de Formulações Nanoparticuladas com Atividade Cosmética nos Anexos Cutâneos e coordena a Rede de Centros de Inovação em Nanocosméticos - SIBRATEC/MCT. Em todos os projetos, integram os grupos de pesquisa alunos da Graduação e da Pós-graduação.

    Participante do 58th Meeting of Nobel Laureates, Lindau - Alemanha de 09/06 a 04/07/2008, Council for the Lindau Nobel Laureate Meetings; e Representante dos Jovens Pesquisadores Brasileiros no evento "Young Scientists Conference - ICSU" em Lindau - Alemanha em Abril/2007, Academia Brasileira de Ciências (ABC) e International Council for Science - ICSU. Em 2006, ganhou o Prêmio L’Oréal Brasil para as mulheres na Ciência - Área de Ciências Físicas e a concessão da Bolsa de Produtividade em Pesquisa do CNPq.

    É revisora de vários periódicos nacionais e internacionais, entre eles Physical Review B, Chemical Physics Letters, Journal of Physical Chemistry B, Physical Review Letters e Nanotechnology.

    Sua produção é muito significativa: são 80 artigos publicados em periódicos internacionais e nacionais, com 1230 citações. Possui 8 capítulos de livros publicados. Também publicou 35 trabalhos e resumos expandidos, bem como 359 resumos publicados em anais de congressos internacionais e nacionais. Como docente, orientou 22 dissertações de mestrado, 3 de doutorado, 2 supervisões de pós-doutorado, 19 orientações de IC e 13 trabalhos de graduação.

     

    Fonte: http://lattes.cnpq.br/8537174715205717 em fevereiro de 2014

     

     

    Depoimento:

    A)    Quais foram os fatores de sucesso na sua carreira acadêmica e científica?

    Diversos fatores influenciaram e ainda influenciam no sucesso da minha carreira científica e acadêmica, dos quais posso destacar:

    - O desejo de buscar novos conhecimentos e deixar uma pequena contribuição para a ciência. Posso perceber a renovação e o fortalecimento deste desejo, quando publico um artigo científico ou oriento um aluno. Este anseio permanente me instiga na busca por novos horizontes e assim, acabo por contagiar e estimular outras pessoas a construírem suas trajetórias.

    - O apoio da família foi fundamental e pleno. Assim, sempre pude contar com o acolhimento e incentivo, na escolha da carreira e da área de atuação, também entenderam as ausências familiares,que demandam do envolvimento em uma carreira científica. Este fato é fundamental para que possamos estar envolvidos com todo nosso potencial para a carreira científica e acadêmica.

    - Outro aspecto que considero relevante é a escolha da área de pesquisa. Atuo na área de Nanociências desde o meu mestrado (2000). Ou seja, ingressei em uma área de pesquisa no momento em que ela estava gerando seus primeiros frutos e minha carreira científica e acadêmica se desenvolveu na mesma linha temporal que esta área, propiciando que eu pudesse auferir bons resultados do meu trabalho em uma área de destaque no Brasil e no exterior.  Nesta área,também, sempre contei com o importante apoio de pesquisadores seniors, que me auxiliaram na implementação de grupos de pesquisa inovadores, como o que coordeno na minha instituição.

    - O apoio da instituição onde atuo foi fundamental para minhas conquistas científicas e acadêmicas, o que me proporcionou destaque como pesquisadora. O Centro Universitário Franciscano apoiou e incentivou a criação de grupos de pesquisa inovadores e também apostou em uma ideia de criar um mestrado e doutorado (inéditos na época no Brasil) na área de Nanociências.

    Portanto, uma carreira científica promissora sempre será constituída e influenciada por diversos fatores que darão subsídios para que o pesquisador consiga aflorar sua criatividade e desenvolver,com qualidade, seus projetos de pesquisa.

     

    B)    Quais foram as principais dificuldades encontradas no decorrer dessa carreira?

    Resido em Santa Maria - RS e atuo no Centro Universitário Franciscano (instituição filantrópica de ensino superior), ou seja, estar em uma instituição particular e no interior do estado do RS criou e cria diversas dificuldades desde logísticas e até, muitas vezes, de credibilidade no meio acadêmico. Estas dificuldades têm sido contornadas por meio do apoio institucional e também por grupos de pesquisa que já reconhecem a importância e o empenho da instituição, que tem reconhecido destaque na área científica, principalmente na temática de Nanociências.

    De caráter pessoal, estou vivenciando um momento desafiador. Aos 35 anos, em meio a uma carreira científica e acadêmica efervescente, decidi realizar o sonho da maternidade e, atualmente, tenho um bebê de 1 ano e 10 meses. Este realmente foi o momento em que, pela primeira vez, as prioridades se alteraram completamente na minha vida científica e acadêmica e este é um momento que deve ser retratado e pensado com muito cuidado entre os gestores e agências de fomento e que pode fazer toda a diferença, positiva ou negativa, na vida acadêmica de mulheres pesquisadoras. 

    Do ponto de vista acadêmico, uma das grandes dificuldades em estar permanente atuante na pesquisa é o envolvimento com outras questões de cunho administrativo. No momento, atuo também como Pró-reitora de Pós-graduação, Pesquisa e Extensão do Centro Universitário Franciscano, este cargo ao mesmo tempo que estimula a formação de novos grupos de pesquisa, também acarreta uma redução do tempo dedicado a pesquisa e orientação de recursos humanos.

    Concluo dizendo que, os desafios enfrentados no dia-a-dia, não são poucos, mas sabendo da responsabilidade que nós cientistas temos com as novas gerações, precisamos cunhar meios para que as aspirações pela carreira científica sejam permanentes e que possamos com nossos exemplos estimular novos cientistas.


Sueli Rodrigues - PQ 1D

  • Sueli Rodrigues nasceu em 10 de maio de 1974, em Catanduva, São Paulo. Fez o curso técnico/profissionalizante em Química e toda sua formação em Engenharia Química, pela Universidade Estadual de Campinas. Completou a graduação em 1998, o mestrado em 2000 e o doutorado em 2003, com a tese intitulada “Estudo da síntese enzimática de dextrana na presença de maltose como acceptor”, orientada pelas professoras Liliane Maria Ferrareso Lona e Telma Teixeira Franco.

    Durante o doutorado, como bolsista da CAPES, participou do Programa de Doutoramento com Estágio no Exterior (PDEE) na universidade de Iowa Sate Universty, ISU, Estados Unidos (2002-2003), e Pós-Doutorado em Engenharia de Alimentos na Universitat Politècnica de València em 2013/2014, como bolsista do CNPq.

    Sua carreira acadêmica começou com bolsa recém-doutor, em 2004, como pesquisador visitante na Universidade do Rio Grande do Norte. Ainda nessa data, ingressou como Professora Associada do Departamento de Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal do Ceará, lecionando tanto na graduação como na pós-graduação. Tem experiência na área de Ciência e Tecnologia de Alimentos, com ênfase em Ciências Agrárias Multidisciplinar, atuando principalmente nos seguintes temas: desenvolvimento de produtos e processos, aproveitamento de matérias-primas regionais e de baixo custo, aproveitamento de resíduos agroindustriais, processos biotecnológicos, sistemas enzimáticos, cromatografia e processamento de frutas.

    Atualmente, participa de 9 projetos conjuntos com grupos de pesquisa no Brasil e no estrangeiro, seja como coordenadora ou como integrante do grupo de pesquisa. Mantém parceria nacional com os Departamentos de Engenharia Química da UFC e da UFRN, Embrapa Agroindustria Tropical (Fortaleza)-CE, UFPE, UFRPE e Departameto de Tecnologia de Alimentos da UFS e internacional com Dublin Instituto of Technology(DIT-Irlanda); Manchester Metropolitan University (UK), Universidad Politécnica de Valencia e Universidade do Minho, sempre integrando alunos de graduação de pós-graduação. É, também, vice-coordenadora do Instituto Nacional de Frutos Tropicais (INCT-FT).

    Sueli Rodrigues é membro do corpo editorial do Periódico: Food and Bioprocess Technology e revisora de 16 periódicos estrangeiros na sua área de atuação. Produziu 90 artigos completos em periódicos indexados (artigos aceitos e/ou publicados) e mais de 200 comunicações em anais de congresso (artigos completos e resumos).

    Como Professora Associada do Departamento de Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal do Ceará, orientou 40 alunos de iniciação científica e 17 de mestrado e 3 de doutorado como orientadora principal. É bolsista de produtividade de pesquisa 1D.

     

    Fonte: http://lattes.cnpq.br/5599017990318989 em fevereiro de 2014

     

     

    A)   Quais foram os fatores de sucesso na sua carreira acadêmica e científica?

    - paixão pela vida acadêmica e pela pesquisa científica, quem faz o que gosta, trabalha feliz;

    - boa formação acadêmica nos níveis de graduação e pós-graduação;

    -financiamento público das pesquisas desenvolvidos pelo meu grupo de pesquisa e pelos grupos parceiros nacionais;

    - equipe comprometida e dedicada ao desenvolvimento dos projetos de pesquisa;

    - priorização de temas pesquisa direcionados às demandas atuais em ciência, tecnologia e inovação;

    - busca constante pela atualização, aprendizado e aperfeiçoamento profissional;

    - parcerias nacionais e internacionais com pesquisadores de reconhecida competência;

    -publicação dos resultados de pesquisa e em periódicos de prestígio e de circulação internacional.

     

    B)   Quais foram as principais dificuldades encontradas no decorrer dessa carreira?

    -infraestrutura institucional insuficiente para o adequado funcionamento dos laboratórios de pesquisa;

    -problemas recorrentes de quedas de energia que resultam em perda de experimentos, material e danos aos equipamentos de pesquisa;

    - elevado custo de material de consumo e equipamentos para a pesquisa,o que eleva significativamente o custo das pesquisas realizadas no Brasil;

    - burocracia excessiva para aquisição de equipamentos e material de consumo no Brasil;

    - demora na entrega do material necessário para a realização das pesquisas;

    - atraso na liberação dos recursos aprovados em projetos de pesquisa;

    - dificuldade em atrair e manter os melhores alunos para as atividades de pesquisa em nível de pós-graduação devido à defasagem dos valores das bolsas em relação aos salários pagos atualmente no mercado de trabalho. 


Tiana Kohlsdorf - PQ 1D

  • Tiana Kohlsdorf nasceu em Brasília/DF em 6 de setembro de 1975. Concluiu a graduação na Universidade de Brasília, em 1997, em Ciências Biológicas, e o mestrado e o doutorado em Ciências (Fisiologia Geral) na Universidade de São Paulo, em 2001 e 2003, respectivamente. No doutorado, fez um período sanduíche na Universidade de Harvard (EUA). Fez um pós-doutorado na Universidade de Yale, também nos EUA, de 2004-2006.

    A carreira de docente do ensino superior começou como professora doutora na USP de Ribeirão Preto, em 2008. Atualmente, ocupa cargo de Professor Associado, com livre-docência defendida em 2012, junto à Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo. É credenciada no Programa de Pós-graduação em Biologia Comparada (FFCLRP/USP) e no Programa de Pós-graduação em Biologia Celular e Molecular (FMRP/USP).

    Atua nas seguintes linhas de pesquisa: 1)Eco-fisiologia 2) Evolução do desenvolvimento 3) Fisiologia Evolutiva 4) Filogenética e métodos comparativos e 5) Evolução molecular. Atualmente participa dos projetos de pesquisa como coordenadora ou integrante do grupo de pesquisa, em parceria com grupos estrangeiros (FAPESP-CONICET) ou nacionais, com participantes de alunos de graduação e pós-graduação.

    É membro do corpo editorial dos periódicos: South American Journal of Herpetology (Impresso) e do  Phyllomedusa : Journal of Herpetology, e revisora de vários periódicos estrangeiros. Em 2001, ganhou Menção Honrosa do Prêmio Dr. Erasmo Garcia Mendes - IV Workshop in Comparative Animal Physiology e, em 2007, ganhou menção honrosa do Prêmio Mulheres na Ciência - Academia Brasileira de Ciências, UNESCO e L'Oreal.

    Publicou 28 artigos em periódicos internacionais, 1 capítulo de livro e 82 resumos em anais de congressos prioritariamente internacionais. Orientou 8 dissertações de mestrado e 1 trabalho de iniciação científica.

     

    Fonte: http://lattes.cnpq.br/1905658984794380 em fevereiro de 2014

     

    Depoimento:

    A) Quais foram os fatores de sucesso na sua carreira acadêmica e científica?

    O sucesso em minha carreira é consequência da combinação de fatores profissionais e familiares. Destaco dentre os fatores profissionais a contribuição de excelentes mentores em diferentes etapas de minha formação, o financiamento de projetos muitas vezes arriscados pela FAPESP, CAPES e CNPq, e um ambiente institucional estimulante para atividades de pesquisa e ensino. Menciono também dois fatores familiares muito relevantes em minha trajetória individual. Filha de pai e mãe acadêmicos, carrego como referencial a viabilidade de conciliar carreira com a família. Esse referencial mais tarde se concretizou quando constituí família com um pesquisador acadêmico que também trazia esse referencial em sua história familiar. Tal conjuntura certamente favorece o equilíbrio entre carreira e família, permitindo, inclusive, que eu vivencie plenamente as duas esferas.

    B)   Quais foram as principais dificuldades encontradas no decorrer dessa carreira?

    A carreira acadêmica na universidade apresenta desafios que são enfrentados por pesquisadores em diferentes instituições. Existem restrições de espaço e infraestrutura, ambos muitas vezes incoerentes com o financiamento obtido junto às agências de fomento. Adicionalmente, o pesquisador brasileiro lida com grande quantidade de atividades burocráticas e administrativas que restringem seu tempo disponível para se envolver diretamente com a produção de conhecimento e a orientação de alunos. Tal restrição pode afetar particularmente pesquisadoras no momento em que consolidam seus grupos de pesquisa concomitantemente à maternidade e ao estabelecimento de núcleos familiares. Neste sentido, investimentos institucionais, por exemplo com remanejamento de funcionários para apoiar atividades burocráticas, são essenciais para que os docentes empenhem seu tempo na universidade majoritariamente em pesquisa, ensino e extensão.


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