COCHS | PS - Psicologia e Serviço Social

Ciências Humanas e Sociais Aplicadas

COMITÊ DE ASSESSORAMENTO DE PSICOLOGIA E SERVIÇO SOCIAL (CAPS)

CRITÉRIOS DE JULGAMENTO PARA BOLSAS DE PRODUTIVIDADE EM PESQUISA (PQ)

VIGÊNCIA: 2015-2017

 

ÁREA: PSICOLOGIA

 

Compreende-se como bolsista de produtividade em pesquisa na área de Psicologia aqueles pesquisadores de cuja atuação tenha resultado produção publicada em quantidade e qualidade que o destaquem em relação à realidade da área e de sua subárea específica.  Caracteriza também esse bolsista uma atuação com contribuições expressivas na formação de recursos humanos em nível de pósgraduação, contribuição para a inovação, exercício de coordenação ou participação em projetos de pesquisa, participação em atividades editoriais, e atividades de gestão científica e de administração de instituições e núcleos de excelência científica e tecnológica.

 

Definição de perfis e critérios de enquadramento

O requisito inicial fundamental para ingresso e manutenção no sistema de bolsistas de Produtividade em Pesquisa é o mérito técnicocientífico do projeto de pesquisa, avaliado pelo Comitê Assessor com base nos pareceres dos consultores ad hoc. Para a avaliação do mérito do projeto são considerados os seguintes indicadores:

a) Relevância científica¿ originalidade¿ avanço em relação a trabalhos anteriores¿ e coerência com linha(s) de pesquisa do pesquisador

b) Compatibilidade com linhas de pesquisa que possam ser consideradas próprias da área da Psicologia ou que se caracterizem por evidente articulação com a mencionada área, tanto em termos teóricos e metodológicos, como em termos da literatura de referência utilizada.

c) Amplitude e atualidade da revisão da literatura.

d) Consistência da fundamentação teórica.

e) Rigor e explicitação do planejamento metodológico.

f) Coerência entre os elementos técnicos (objetivos, metas, cronograma e recursos).

 

       Além do mérito, o projeto deve ter pertinência à área de Psicologia. Assegurado tal mérito, consideram-se três grandes dimensões para avaliação relativa ao ingresso, à permanência e ao enquadramento do bolsista:

a) produção científica (publicações)¿

b) contribuição para a formação de recursos humanos (orientações, egressos e suas vinculações e realizações)¿ e,

c) inserção na área de conhecimento (atuação voltada para a coletividade, em atividades relevantes para o desenvolvimento científico da Psicologia em suas diversas subáreas, que extrapolam os níveis individuais de produção).

 

         Na formação de recursos humanos, é indispensável que o pesquisador cumpra um dos seguintes requisitos: a) oriente pós-graduandos em cursos da área de Psicologia na CAPES; ou b) oriente pós-graduandos oriundos da graduação em Psicologia em cursos de outras áreas.

         Na produção científica, é indispensável que pelo menos parte dos trabalhos seja veiculada em periódicos da área de Psicologia, ou em periódicos diversos, com pelo menos um autor titulado na área de Psicologia. 

 

         Projetos multi ou interdisciplinares poderão ser aprovados desde que abordem questões pertinentes à área de Psicologia e sejam coordenados por docentes titulados(as) na área de Psicologia, envolvidos com a formação de mestre(s) e/ou doutor(es) em programa de pós-graduação da área de Psicologia na CAPES, ou de graduando(s) em Psicologia.

As três dimensões desdobram-se em vários indicadores que são combinados para gerar um perfil geral de produtividade para cada pesquisador. O perfil geral de produtividade não é um índice numérico a partir do qual os pesquisadores serão hierarquizados. Os indicadores referentes às três dimensões são utilizados apenas como parâmetros que guiam o enquadramento do pesquisador, sem prescindir de uma análise qualitativa de características da produção, da orientação e da inserção na área. Valoriza-se a regularidade, tanto de produção quanto de orientação, em todos os indicadores, nos últimos 5 (cinco) anos (no caso de candidatos a ingresso no sistema e renovação de bolsistas PQ2) e nos últimos 10 (dez) anos (no caso de bolsistas candidatos a renovação de sua condição de PQ1 ou de candidatos a reingressar no sistema).

OBS: A avaliação sempre levará em conta as características da subárea na qual o pesquisador está enquadrado.

a) Produção científica ( publicações):[70% do valor total para a definição do perfil geral de produtividade]. A classificação de todas as modalidades de produção publicada será feita no âmbito do CA, sempre apoiada em critérios que serão explicitados a cada relatório.

a.1) Artigos publicados em periódicos: 5 (cinco) publicações no mínimo, considerando-se exclusivamente artigos em periódicos especializados. Observação: Mesmo se publicadas em periódicos, não são computadas como artigos as seguintes modalidades de texto: editoriais, cartas ao editor, resenhas e obituários.

a.2) Livros impressos ou eletrônicos de texto integral.

a.3) Livros organizados impressos ou eletrônicos.

a.4) Capítulos de livros impressos ou eletrônicos.

a.5) Softwares desenvolvidos, produtos registrados e vídeos de natureza documental e científica produzidos também poderão ser considerados como itens de produção.

b) Contribuição para a formação de recursos humanos (Orientações):[30% do valor total para a definição do perfil geral de produtividade]. No mínimo 1 (uma) orientação concluída em nível de pósgraduação stricto sensu).

b.1) Mestrado.

b.2) Doutorado.

c) Inserção na área:A dimensão envolve indicadores que não são tratados numericamente, um a um, mas considerados em seu conjunto. São considerados indicadores de inclusão na área os seguintes tipos de contribuição:

c.1) Formação de recursos humanos na graduação (orientação de Iniciação Científica)¿

c.2) Orientação de estágio pósdoutoral¿

c.3) Estágio Doutoral¿

c.4) PósDoutorado¿

c.5) Orientacao de Iniciação Científica¿

c.6) Participação em diretorias de sociedades científicas¿

c.7) Participação em comitês de agências de fomento¿

c.8) Participação em corpo editorial de periódicos qualificados¿

c.9) Assessoria para agências de fomento¿

c.10) Editoria de periódicos científicos¿

c.11) Coordenação de núcleos de excelência científica ou tecnológica¿

c.12) Parceria em equipes de pesquisa nacionais e/ou internacionais¿

c.13) Participação regular em eventos nacionais e internacionais como convidado para proferir conferência, coordenar mesa ou simpósio¿

c.14) Organização de eventos científicos de relevância¿

c.15) Participação como membro externo em bancas de mestrado e doutorado¿

c.16) Coordenação de GT em congressos da área;

c.17) Outras contribuições consideradas de nível equivalente pelo CA.

OBS: A cada avaliação, os critérios utilizados para considerar que cada uma dessas formas de participação foi cumprida serão explicitados no relatório.

 

Perfis por Níveis

Considerando a realidade dos pesquisadores da área em termos de produção publicada, de orientações e de outras atividades reveladoras de inserção na área, foram traçados os perfis dos diferentes níveis de bolsas de outras atividades reveladoras de inserção na área, foram traçados os perfis dos diferentes níveis de bolsas de Produtividade em Pesquisa que ampliam esclarecimentos sobre condições que o CA considera importantes para orientar o ingresso, enquadramento e movimentação no sistema. Para classificar a demanda de bolsas novas, o CA estabeleceu uma exigência mínima de 10 (dez) itens de produção científica nos últimos 5 (cinco) anos, e pelo menos 1 (uma) orientação já concluída em nível de pósgraduação stricto sensu.

 

Categoria 2 (PQ2)

Trata-se de pesquisador, doutor há no mínimo 3 (três) anos, conforme normas vigentes ( RN 016/2006, anexo 1, item 1.4.1 ), que acumulou, ao longo dos últimos 5 (cinco) anos, produção científica regular que se traduz em publicações em periódicos qualificados (nacionais ou internacionais),presença nos principais eventos científicos da área/subárea, com apresentação de comunicações registradas sob a forma de resumos e/ou trabalhos completos. Esse pesquisador revela estar dando continuidade às investigações iniciadas durante o seu curso de doutorado, quando pertinente. Tal continuidade deverá evidenciar os passos iniciais da construção de uma linha de pesquisa promissora e relevante para a área/subárea. O pesquisador deverá nuclear alunos de iniciação científica e, com eles, apresentar trabalhos em eventos científicos. Quando a instituição oferecer curso de pós graduação stricto sensu, deverá estar orientando dissertações.

 

Categoria 1 Nível D (PQ1D)

Trata-se de pesquisador, doutor há no mínimo 8 (oito) anos, conforme normas vigentes ( RN 016/2006, anexo 1, item 1.4.1 ), que acumulou, ao longo dos últimos 10 (dez) anos, produção científica regular que se traduz em publicações em periódicos qualificados (nacionais ou internacionais), presença nos principais eventos científicos da área/subárea, com apresentação de comunicações registradas sob a forma de resumos e/ou trabalhos completos, quando for o caso. Esse pesquisador revela estar construindo uma linha de pesquisa consistente, com projetos que trazem avanços consecutivos a estudos que foram realizados. A consolidação dessa linha de pesquisa é o principal fator que diferencia este pesquisador do pesquisador nível 2. O enquadramento no nível 1D exige ainda que o solicitante tenha pelo menos 1 (uma) orientação ¿ ou coorientação de Tese de Doutorado já concluída. Deverá estar liderando ou co liderando grupos de pesquisa no âmbito da instituição em que se insere, nucleando alunos de iniciação científica e de mestrado. Começa a construir redes de interação com outros pesquisadores, participando de bancas de pósgraduação fora da instituição.

 

Categoria 1 Nível C (PQ1C)

Trata-se de pesquisador, doutor há no mínimo 8 (oito) anos, que acumulou, ao longo dos últimos 10 (dez) anos, produção científica regular que se traduz em publicações em periódicos qualificados (nacionais ou internacionais), presença nos principais eventos científicos da subárea, com apresentação de comunicações registradas sob a forma de resumos e/ou trabalhos completos. A participação em eventos científicos já revela maior reconhecimento da sua contribuição a uma temática ou área de pesquisa pela comunidade, o que se traduz em participação em simpósios e mesasredondas, além da apresentação de relatos de pesquisa. Tendo uma ou mais linhas de pesquisa já consolidadas, o pesquisador já se articula com pesquisadores de outras instituições, integrando grupos de pesquisas consolidados. A inserção na atividade de formação de novos pesquisadores deve continuar, de forma mais intensa, nos níveis de iniciação científica e mestrado, bem como já deverá estar plenamente inserido na formação de novos doutores.

 

Categoria 1 Nível B (PQ1B)

Trata-se de pesquisador, doutor há no mínimo 8 (oito) anos, com trajetória de pesquisa claramente consolidada e com indicadores de que a sua liderança não se restringe à instituição ou grupo de pesquisa em que se insere. Nos últimos 10 (dez) anos, deverá apresentar produção científica regular que se traduz em maiores índices de publicações em periódicos qualificados (nacionais ou internacionais), assim como de participação ou organização de livros. Deverá manter a presença nos principais eventos científicos da área coordenando simpósios, mesas redondas ou proferindo conferências. Deverá estar liderando grupos de pesquisa locais ou tendo papel destacado em grupos de abrangência nacional ou internacional, construindo redes que concretizam trabalhos em parceria.

Esperase do pesquisador neste nível sinais de liderança que se expressem na participação em sociedades científicas, comitês de fomento, organização de eventos de abrangência regional ou nacional e assessorias científicas diversas. A inserção na atividade de formação de novos pesquisadores deve continuar, de forma mais intensa, nos níveis de iniciação científica, mestrado e doutorado.

 

Categoria 1 Nível A (PQ1A)

Trata-se de pesquisador, doutor há no mínimo 8 (oito) anos, com carreira consolidada e com reconhecida visibilidade na área/subárea em que se insere, sendo tomado como uma referência em termos das contribuições trazidas em vários planos ¿ da produção científica inovadora, da formação de novos pesquisadores e da consolidação da Psicologia no país. A diferença entre o pesquisador 1A e os pesquisadores nos demais níveis de bolsas de produtividade em pesquisa, apóia-se, sobretudo, em indicadores de liderança desempenhada na área/subárea (o que se expressa em participação em sociedades científicas, comitês diversos, organização de eventos, nucleação de grupos de pesquisa, entre outros). O perfil deste nível de pesquisador deve extrapolar os aspectos unicamente de produtividade para incluir aspectos adicionais que mostrem uma significativa liderança dentro da sua área de pesquisa no Brasil, e capacidade de explorar novas fronteiras cientificas em "projetos de risco". Tal pesquisador inserese em redes de pesquisadores, nacionais e/ou internacionais, o que o leva a estar presente em eventos significativos da área. Tal trajetória o mantém com níveis elevados de produtividade científica e acadêmica nos últimos 10 (dez) anos. Quanto à produção científica, deve manter a regularidade, com publicações em periódicos qualificados. Espera-se que a trajetória de pesquisa constitua base para a produção e/ou organização de livros publicados por editoras de reconhecida qualidade. Quanto à formação de novos pesquisadores, a maior participação na formação de doutores não pode excluir a formação de mestres e a iniciação científica.

 

ÁREA: SERVIÇO SOCIAL

 

O presente documento Critérios de Julgamento para Bolsas de Produtividade em Pesquisa (PQ), referente à área do Serviço Social, com vigência no período de 2015-2017, expressa o acúmulo da área no que se refere à definição de perfis que correspondam aos níveis de PQ estabelecidos pelo CNPq.

Seu conteúdo é resultado do crescimento qualificado da área, do investimento de largo prazo que a mesma vem realizando e da ampla participação dos pesquisadores em resposta à consulta que historicamente os representantes da área no Comitê de Assessoramento no CNPq vem realizando, o que lhe garante legitimidade. Ele expressa a concepção e os princípios construídos coletivamente e em fina sintonia com o projeto acadêmico-profissional hegemônico no Serviço Social  desde os anos de 1980.

O documento indica perfis que devem ser observados como referência e não como modelos ou tipologias.

Estes perfis referem-se a qualificações e níveis que levam em conta  o grau de amadurecimento intelectual do pesquisador e a realização,  também gradual,  de atividades acadêmico-intelectuais que compõem, especificamente, o perfil do  Bolsista PQ  (1 e 2 ) no CNPq.

Em referência às Normas que contemplam as Bolsas Individuais no País (RN-016/2006) espera-se que a indicação do nível do pesquisador extrapole os aspectos unicamente de produtividade, para se referir a perfis que demonstrem  gradativa e significativa liderança dentro da  sua área  de pesquisa e capacidade de fazer avançar o conhecimento no Serviço Social  e em áreas afins.

 

Perfil do Bolsista Produtividade da área de Serviço Social

Pesquisador efetivamente vinculado como docente à formação em nível de graduação e/ou pós-graduação em Serviço Social, de cuja atuação tenha resultado produção que exerça impacto e o destaque quanto à sua contribuição para o avanço do conhecimento, formação de quadros e produção da massa critica na área.

 

Bolsa Produtividade em Pesquisa

 

Pesquisador Sênior:

Pesquisador que cumpriu os critérios de PQ 1 A ou B  por 15 (quinze) anos consecutivos, com ininterrupta produção científica na área, referência em termos de contribuições na produção científica e formação de novos pesquisadores e na consolidação do Serviço Social no país, cuja produção e liderança na área o levou a ocupar a posição de  vanguarda na academia e efetivo  reconhecimento  na profissão. Este é o único caso em que pesquisadores com perfil acima descrito poderá solicitar à Presidência do CNPq seu enquadramento na categoria Pesquisador Sênior, cuja condição é vitalícia.

 

Pesquisador PQ-1A

Pesquisador com carreira consolidada e reconhecimento na área, sendo referência em termos de contribuições na produção científica, formação de novos pesquisadores e consolidação do Serviço Social em âmbito nacional e internacional. Demonstra ter sistemática produção e liderança na área, ocupando  a posição de  vanguarda na academia e efetivo  reconhecimento  na profissão. Insere-se em redes ou grupos de pesquisa nacionais ou internacionais, e participa de eventos de natureza acadêmica, profissional e técnica na área do Serviço Social e em áreas afins. Tem produção científica e acadêmica de caráter inovador. Contribui  para o avanço da pesquisa na área, possui inserção e protagonismo  internacional e capacidade de interlocução com Núcleos, Grupos e/ou Centros de Pesquisa.

 

Requisitos:

a) Pesquisador doutor, titulado  há 8 (oito) anos, no mínimo;

b) Ter publicado em média, por ano, nos últimos 10 (dez) anos, 02 (dois) artigos em periódicos qualificados ou trabalhos científicos/conferências em eventos nacionais e/ou internacionais e/ou ter publicado livro e/ou capítulo de livro e/ou organizado  coletânea;

c) Participar em programa de pós-graduação na área reconhecido pela CAPES e ter orientações concluídas de iniciação científica, monografia, dissertação e tese;

d) Ter inserção nacional nos debates de interesse do Serviço Social, por meio de organização de eventos; participação em grupos temáticos de discussão ou grupos institucionais de trabalho;

e) Participar em Redes de Pesquisa e em Grupos Temáticos de Pesquisa (GTPs) da ABEPSS, nucleação de grupos de pesquisas e colaboração com outras instituições;

f) Ser líder ou vice-líder de grupo de pesquisa registrado no Diretório do CNPq e com produção consolidada;

g) Ter liderança institucional e acadêmica, evidenciada por meio de atividades como: ministração e coordenação de cursos, coordenação de centros de pesquisas,   de convênios, projetos de intercâmbio, gestão e execução de acordos nacionais e internacionais; direção de entidades científicas; participação em comitês e comissões de agências de fomento;

h) Participar em conselhos editoriais e  em entidades científicas da área e afins;

i) Ministrar cursos em outras instituições acadêmicas (no país ou no exterior);

j) Premiações;

k) Coordenar projetos de intercâmbio, gestão e execução de acordos nacionais e internacionais;

l) Participar em bancas de concurso público, teses e dissertações;

m)  Participar em congressos nacionais e/ou internacionais de Serviço Social e áreas afins como conferencista convidado ou com apresentação de trabalhos.

 

Bolsa Produtividade em Pesquisa PQ-1B

Pesquisador com larga experiência científica e reconhecimento nacional, produção científica contínua e original. Contribui para a criação de uma reconhecida competência do grupo/núcleo de pesquisa  e instituição a qual se vincula.

Requisitos:

a) Pesquisador doutor, titulado  há 8 (oito) anos, no mínimo;

b) Ter publicado em média, por ano, nos últimos 10 (dez) anos, 02 (dois) artigos em periódicos qualificados ou trabalhos científicos/conferências em eventos nacionais e/ou internacionais e/ou ter publicado livro e/ou capítulo de livro e/ou organizado coletânea;

c) Participar em programa de pós-graduação na área reconhecido pela CAPES e ter orientações concluídas de iniciação científica, monografia, dissertação e tese;

d) Ter inserção nacional nos debates de interesse do Serviço Social, por meio de organização de eventos; participar em grupos temáticos de discussão ou grupos institucionais de trabalho; participar em Redes de Pesquisa e em   Grupos Temáticos de Pesquisa (GTPs) da ABEPSS,  nucleação de grupos de pesquisas e colaboração com outras instituições;

e) Ser líder, vice-líder ou participante de grupo de pesquisa registrado no Diretório do CNPq;

f) Participar em congressos nacionais e/ou internacionais de Serviço Social e áreas afins como conferencista convidado ou com apresentação de trabalhos; 

g) Participar em conselhos editoriais e em entidades científicas da área e afins;

h) Coordenar projetos de intercâmbio, gestão e execução de acordos nacionais e internacionais;

i)Participar em bancas de concurso público, teses e dissertações.

 

 Bolsa Produtividade em Pesquisa PQ-1C

Pesquisador experiente que já demonstrou capacidade de formação de pesquisadores, com publicações de qualidade e em quantidade compatível com seu tempo de titulação.

Requisitos:

a) Pesquisador doutor, titulado há 8 (oito) anos, no mínimo;

b) Ter publicado em média, por ano, nos últimos 10 (dez) anos, 2 (dois) artigos em periódicos qualificados ou trabalhos científicos/conferências em eventos nacionais e/ou internacionais; e/ou ter publicado livro e/ou capítulo de livro e/ou organizado  coletânea;

c) Participar em programa de pós-graduação na área reconhecido pela CAPES e ter orientações concluídas de iniciação científica, monografia e dissertação;

d) Ter inserção nacional nos debates de interesse do Serviço Social, por meio de organização de eventos, participar em grupos temáticos de discussão ou grupos institucionais de trabalho, participar em Redes de Pesquisa e em   Grupos Temáticos de Pesquisa (GTPs) da ABEPSS, nucleação de grupos de pesquisas e colaboração com outras instituições;

e) Ser líder, vice-líder ou participante de grupo de pesquisa registrado no Diretório do CNPq;

f)Participar em congressos nacionais e/ou internacionais de Serviço Social e áreas afins com apresentação de trabalhos;

g) Participar em conselhos editoriais, participar em entidades científicas da área e afins;

h)Participar em bancas de concurso público, teses e dissertações.

 

 Bolsa Produtividade em Pesquisa PQ-1D

Pesquisador que já tenha alcançado independência científica, que já orientou estudantes de mestrado e demonstra capacidade de orientação de teses de doutorado, além de trabalhos publicados em quantidade compatível com seu tempo de titulação.

Requisitos:

a) Pesquisador doutor, titulado há pelo menos 8 (oito) anos, no mínimo;

b) Ter publicado em média, por ano, nos últimos 10 (dez) anos, 2 (dois) artigos em periódicos qualificados ou trabalhos científicos/conferências em eventos nacionais e/ou internacionais; e/ou ter publicado livro e/ou capítulo de livro e/ou organizado coletânea;

c) Participar em programa de pós-graduação na área reconhecido pela CAPES e ter orientações concluídas de iniciação científica, monografia e dissertação.

d) Ser líder, vice-líder ou participante de grupo de pesquisa registrado no Diretório do CNPq;

e) Participar em congressos nacionais e/ou internacionais de Serviço Social e áreas afins com apresentação de trabalhos;

f) Ter inserção nacional nos debates de interesse do Serviço Social, por meio de organização de eventos, participação em grupos temáticos de discussão ou grupos institucionais de trabalho, participação em Redes de Pesquisa e em   Grupos Temáticos de Pesquisa (GTPs) da ABEPSS, nucleação de grupos de pesquisas e colaboração com outras instituições;

g) Participar em entidades científicas da área e afins;

h) Participar em bancas de concurso público, teses e dissertações.

 

Bolsa Produtividade em Pesquisa PQ-2

A categoria 2 é destinada à entrada do pesquisador no Sistema de Bolsa de Produtividade em Pesquisa, devendo o pleiteante cumprir, no mínimo, as seguintes exigências:

Requisitos:

a) Pesquisador doutor, titulado  há 3 (três) anos, no mínimo;

b) Ter produção científica nos últimos 5 (cinco) anos de, no mínimo, 5 (cinco) publicações, considerando exclusivamente artigos em periódicos especializados, e/ou ter publicado livro e/ou capítulo de livro e/ou organizado coletânea;

c) Ter orientações concluídas de iniciação científica e/ou de monografia de conclusão de curso e pelo menos 1 (uma) orientação de Mestrado;

d) Participar em grupos temáticos de discussão ou grupos institucionais de trabalho, participar em Redes de Pesquisa e em Grupos Temáticos de Pesquisa (GTPs) da ABEPSS;

e) Ser líder/vice-lider ou participante de grupo de pesquisa registrado no Diretório do CNPq;

f)Participar, com conferências ou apresentação de trabalhos, em congressos locais, nacionais /ou internacionais;

 g) Participar em entidades científicas da área e afins;

h) Participar em bancas de dissertações.

 

CRITERIOS SOB OS QUAIS AS PROPOSTAS SÃO AVALIADAS

 

O  proponente coordenador da proposta deverá possuir o título de doutor (de 8 a 3 anos), ter vínculo formal empregatício ou funcional com a instituição de execução do projeto, inserção na Pós-Graduação (no mínimo, com uma orientação concluída em nível de Dissertação de Mestrado) e atender aos demais critérios indicados no Documento de Área.

Serão considerados na avaliação os seguintes aspectos: projeto de pesquisa; produção intelectual (bibliográfica e técnica); contribuição para formação de pesquisadores; coordenação e participação em projetos de pesquisa; atividades de gestão em Ciência e Tecnologia na graduação e na pós-graduação e de gestão em entidades representativas da categoria profissional; inserção nacional e internacional e capacidade de interlocução com Núcleos, Grupos e/ou Centros de Pesquisa em âmbito nacional e internacional.

 

a) Mérito técnico-científico do projeto de pesquisa, considerando o tema e sua relação com os principais dilemas e desafios da área e da sociedade brasileira, sua relevância social e profissional, assim como sua construção dentro de parâmetros acadêmico-científicos;  avanço em relação a trabalhos anteriores e coerência com linha(s) de pesquisa do pesquisador;

b) Compatibilidade com linhas de pesquisa e temas  que contribuam para o avanço na área de Serviço Social;

c) Produção científica de relevância no período especificado (PQ-1 e PQ-2);

d) Coerência e adequação entre a capacitação e a experiência prévia do proponente, a partir de sua produção científica nos últimos dez (PQ-1) ou cinco anos (PQ2);

d) Coerência e adequação entre a capacitação e a experiência da equipe do projeto aos objetivos, atividades e metas propostas;

 

 

CRITÉRIOS PARA A RECEPÇÃO DE PROJETOS MULTI E INTERDISCIPLINARES

 

A área acadêmico-profissional do Serviço Social, por sua particular natureza como profissão e área de produção de conhecimento, recolhe seus objetos de intervenção  e de pesquisa na realidade. São objetos amplos, complexos, que permitem uma abordagem interdisciplinar. A problematização de seus objetos e fundamentação de suas pesquisas se enriquecem com abordagens interdisciplinares.

Assim, tanto produz conhecimento do qual se valem outras áreas quanto se apropria do conjunto de conhecimentos produzidos nas ciências humanas e sociais, o que vem contribuindo com a produção, acumulação e adensamento  do pensamento critico da área. 

Tal interdisciplinaridade se expressa na formação graduada e pós-graduada de estudantes, em cuja base e estrutura se localizam disciplinas como Economia Política, Ciência Política, Direito, Antropologia, Sociologia, Psicologia, Filosofia, Administração, História, Educação, Medicina, Nutrição, Enfermagem, Demografia, Geografia, Turismo e Planejamento Urbano e Regional.

Além disso, a área também compreende o âmbito das Políticas Social seja como espaços sócio-ocupacionais de atuação profissional  seja  como áreas de concentração e  linhas de pesquisa. Possui o privilegio do investimento de pesquisas sobre a concepção, gestão, monitoramento e avaliação de Políticas Sociais, e as relativas às políticas setoriais:  Assistência Social, Previdência Social, Saúde (e suas derivações: Coletiva, do Trabalhador,  Mental, Reprodutiva),  o que atribui à área seu caráter essencialmente multi/interdisciplinar  seja quanto ao conhecimento de que se apropria, seja quanto ao conhecimento que produz, seja quanto ao perfil dos seus docentes (pesquisadores de diversas áreas das ciências humanas e sociais) seja pela estrutura das  áreas de concentração e linhas de pesquisa da Pós-Graduação, razões pelas quais  os projetos de pesquisa submetidos à área encontrem-se em interação e  interlocução com outras áreas de conhecimento.

Cabe notar que os Programas de pós-graduação da área expressam essa vocação e caráter  multi/interdisciplinar.

Com isso, é comum que à área sejam submetidos projetos com o escopo já mencionado, motivados por razões e interesses diversos.  Projetos que são claramente multi ou interdisciplinares, incluindo componentes que se originam dos sistemas de conhecimento do Serviço Social, podem ser acolhidos pela área, desde que atenda os requisitos  estabelecidas pela área.

 

A avaliação de propostas submetidas à área de Serviço Social tem como referências básicas os pareceres dos consultores ad hoc e a pontuação dos currículos dos proponentes. A avaliação do currículo leva em conta, principalmente, embora não exclusivamente, a produção bibliográfica veiculada em periódicos qualificados no Qualis e sua pertinência, relação e relevância para o avanço do conhecimento da área;

No enquadramento dos projetos, alguns dos indicadores que permitem aferir se o proponente tem uma trajetória que justifica situá-lo como pesquisador (também) em Serviço Social são: o pesquisador atua em programa de Pós-Graduação vinculado à área de Serviço Social na CAPES e o projeto submetido ao CNPq tem relação com as linhas de pesquisa desse programa; o pesquisador mantém parceria com outros pesquisadores ou grupos de pesquisa também do Serviço Social; a equipe do projeto proposto é integrada também por outros pesquisadores de Serviço Social; o pesquisador mantém orientações em conjunto com pesquisadores da área de Serviço Social; o pesquisador orienta graduandos de Serviço Social como Bolsistas de Iniciação Científica; o pesquisador veicula alguma parcela de sua produção em periódicos de Serviço Social.

 

Não obstante, entende-se que não se trata, apenas, de a área reconhecer a pertinência e necessidade da pesquisa interdisciplinar e da incorporação de pesquisadores de outras áreas, tampouco da adoção de critérios bem fundamentados e adequados à abrangência (inter)disciplinar dos projetos na sua hierarquização, mas, a questão refere-se, fundamentalmente, à  disponibilidade de recursos que permitam o atendimento de uma parcela mais ampla da demanda qualificada. Essa medida estancaria a estratégia de migração de projetos multi/interdisciplinares de uma área para outra com o objetivo, apenas, de alcançar financiamento. 

Para o CA-Serviço Social, projetos qualificados multi/interdisciplinares são necessários, por se constituírem em efetiva  possibilidade de intercâmbio e amadurecimento intelectual das áreas, e merecem ser apoiados. Para tanto, devem contar com um sistema de avaliação consistente, revertendo a lógica de fluxo nos quais são remetidos a Comitês de várias áreas ou a novos Comitês interdisciplinares. A avaliação desses projetos requer condições operacionais novas, internas e próprias a cada CA, e, essencialmente, de um padrão de financiamento que contemple essas novas demandas.