COCHS | PS - Psicologia e Serviço Social

Ciências Humanas e Sociais Aplicadas

Critérios de Julgamento - CA-PS

Vigência: 2018 a 2020

A avaliação das propostas inclui a análise dos projetos (mérito e viabilidade) e do Currículo Lattes (produção cientí¿ca, formação de recursos humanos e inserção do pesquisador na área do conhecimento), com base nas normas do CNPq e nos critérios do CA ¿ PS: Psicologia e Serviço Social, divulgados na Chamada CNPq - Bolsas de Produtividade em Pesquisa - PQ.

PSICOLOGIA

1. O mérito e a viabilidade do projeto apresentado

O mérito técnico-cienti¿co e a viabilidade do projeto são avaliados com base nos pareceres emitidos por consultores ad hoc e por meio do exame dos projetos pelo próprio CA. A norma do CNPq prevê a utilização, a princípio, de pelo menos dois pareceres. Em caso de divergências nas avaliações, o consultor pondera as argumentações, relata no âmbito da Comissão e, após discussão, emite um julgamento ¿nal.

A análise dos projetos propostos considera vários aspectos. Primeiramente, são enquadradas pela equipe técnica do CNPq as propostas que atendem às normas do Edital. Em seguida, indicam-se os projetos com reconhecido mérito técnico-cienti¿co e condições de exequibilidade, avaliados conforme os critérios abaixo listados:

  • relevância cienti¿ca, originalidade, avanço em relação a estudos anteriores e coerência com linha(s) de pesquisa do proponente;
  • compatibilidade com linhas de pesquisa próprias da área da Psicologia ou que se caracterizem por evidente articulação com a área, tanto em termos teóricos e metodológicos, quanto em termos da literatura de referência utilizada;
  • amplitude e atualidade da revisão da literatura;
  • consistência da fundamentação teórica;
  • rigor e explicitação do planejamento metodológico;
  • coerência entre os elementos técnicos (objetivos, metas, cronograma e recursos);
  • viabilidade de execução do projeto.

Após a emissão dos pareceres sobre o mérito e a viabilidade das propostas, são atribuídos aos quesitos os conceitos Fraco, Regular, Bom ou Excelente.

2. Análise do Currículo Lattes

Assegurados o mérito e a qualidade diferencial do projeto, segue-se à classificação das propostas, avaliada por meio dos seguintes aspectos constantes no Currículo Lattes: o nível de produtividade, a participação do proponente na formação de recursos humanos e a inserção do pesquisador na área. A avaliação e  a  classificação de cada candidato são baseadas nas informações do currículo ¿congelado¿ na data do encerramento do envio das propostas.

Produção científica

Produção científica quali¿cada, atribuindo diferentes pesos aos artigos conforme a estrati¿cação do periódico no Qualis Periódicos CAPES da área de Psicologia. Além disso, são  incluídos nos cálculos a quantidade de livros e capítulos. A fórmula ¿nal é a seguinte: Coe¿ciente de Produção = [10 (A1+A2) + 7 (B1+B2) + 4 (B3) + 3 (B4+B5) + 5 (N Livros) + 4 (N Capítulos)]. Para os capítulos, foi estabelecido um teto de dois capítulos por obra. Foram considerados os seguintes períodos conforme a categoria de bolsa produtividade: últimos cinco anos em caso de bolsistas Nível 2 ou proponentes não bolsistas e últimos dez anos quando se trata de bolsistas de Nível 1 (A, B, C e D);

Formação de Recursos Humanos

Formação de recursos humanos na pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) na área de Psicologia, atribuindo diferentes pesos. A fórmula ¿nal é a seguinte: Coe¿ciente de formação = [10 (Doutorado na área) + 5 (Mestrado na área) + 1 (Iniciação Cienti¿ca na área) + 2 (Doutorado em outra área) + 1 (Mestrado em outra área) + 0,5 (Iniciação cienti¿ca em outra área)];

Inserção do pesquisador na área de conhecimento

Além dos indicadores relativos à produção bibliográ¿ca e à formação de recursos humanos na área de Psicologia, são levadas em consideração informações relativas à inserção dos proponentes, como a participação em: comitês de assessoramento de agências de fomento, editorias de periódicos quali¿cados, diretorias de sociedades cientí¿cas e de agências de fomento, gestão acadêmica, coordenação de núcleos de excelência cientí¿ca ou tecnológica e/ou convênios de cooperação cientí¿ca e outras contribuições no campo da política cientí¿ca, em âmbito nacional ou internacional. Considera-se, ainda, como indicador de inserção a supervisão de pós-doutorado;

Inserção do pesquisador na área de conhecimento, analisando a participação do pesquisador em atividades de gestão cienti¿ca, para os bolsistas PQ e para a avaliação de elevações de nível de bolsa. A fórmula ¿nal é a seguinte: Coe¿ciente de inserção = [5 (diretoria de agências de fomento + editoria de periódico quali¿cado + diretoria de comitês de  assessoramento de agências de fomento + coordenação de programa de pós-graduação + gestão acadêmica em nível de direção + 3(membro em comitês de assessoramento de agências de fomento + coordenação de núcleos de excelência cientí¿ca ou tecnológica + diretoria de sociedades cientí¿cas + coordenação de convênios de cooperação cientí¿ca internacional) + 2 (supervisão de pós-doutorado + coordenação de convênios de cooperação cientí¿ca internacional)].

2.1. Cálculo do Indice Geral de Produção e classi¿cação dos projetos

Após o cálculo dos coe¿cientes de produção, formação e inserção, é calculado o Índice Geral de Produção ¿ PRODger por meio da seguinte fórmula: PRODger = 70 X [Produção] + 20 X [Formação] + 10 X [Inserção]. As fórmulas estão descritas nas Tabelas 1 e 2.

As solicitações de bolsas são classi¿cadas, considerando-se exigências progressivas que ponderam a qualidade diferencial dos projetos, a produção cientí¿ca e a contribuição para a formação de recursos humanos em Psicologia (considerando-se as fórmulas descritas anteriormente) e a análise qualitativa da inserção do proponente na área. As decisões resultam, portanto, de processo de classi¿cação construído em conjunto pelos membros do CA.

 

Tabela 1. Procedimentos detalhados para a geração do PRODGer para candidatos à bolsa PQ1, considerando os últimos 10 anos

Passos

Detalhamento

Estimativa da produção total ponderada

Fórmula Coe¿ciente de produção

Coe¿ciente de produção = (Artigo A1 + Artigo A2) X Peso 10 + (Artigo B1 + Artigo B2) X Peso 7 + (Artigo B3) X Peso 4 + Artigo B4 + Artigo B5) X Peso 3 + (número de livros) X Peso 5 + N capítulos e organização de livro X Peso 4

 

Nivelamento da produção

 

Nos casos em que houver excedente de publicações em um ou mais anos, será calculado o limite de 8 itens por ano. Nesses casos, a fórmula deve capturar as 8 produções mais  quali¿cadas.

 

Avaliação do esforço de formação

 

Estabelecimento de limites máximo: Teses de doutorado: 20; Dissertação de mestrado: 40.

 

 

 

 

Estimativa da formação total ponderada

 

 

 

 

Fórmula Coe¿ciente de formação

Coe¿ciente de formação = Número de orientações de tese concluída em Programa de Pós-Graduação da Área de Psicologia X Peso 10 + Número de orientações de dissertação concluída em Programa de Pós-Graduação da Área de Psicologia X Peso 5 + Número de orientações de iniciação concluída em curso de graduação em Psicologia X Peso 1 + Número de orientações de tese concluída em Programa de Pós- Graduação de Outras Áreas X Peso 2 + Número de orientações de dissertação concluída em Programa de Pós-Graduação Outras Áreas X Peso 1 + Número de orientações de iniciação concluída em curso de graduação de outras áreas X Peso 0,5

 

Nivelamento da formação

 

Todos os coe¿cientes de formação ponderada que forem iguais ou superiores a 100 foram tomados como 100.

 

 

 

 

Estimativa da inserção do pesquisador na área

 

 

 

 

Fórmula Coe¿ciente de inserção

Coe¿ciente de inserção = (número de participações em diretorias de agências de fomento + editoria de periódico quali¿cado + diretoria de comitês de assessoramento de agências de fomento + coordenação de programa de pós- graduação + gestão acadêmica em nível de direção) X Peso 5 + (membro em comitês de assessoramento de agências de fomento + coordenação de núcleos de excelência cienti¿ca ou tecnológica + diretoria de sociedades cienti¿cas + convênios de cooperação cienti¿ca internacional) X Peso 3 + (supervisão de pós-doutorado + convênios de cooperação cienti¿ca nacional) X Peso 2

 

Produção anual e formação anual

 

Para que tais coe¿cientes representassem respectivamente produção anual e formação anual dividiram-se novamente estes coe¿cientes por 10.

 

Cálculo de um Índice Geral de Produção

 

Dispondo então de um coe¿ciente de produção e outro de formação, calculou-se então um coe¿ciente geral de produção, aplicando peso 70 para a produção, 20 para formação e 10 para inserção.

       

 

Tabela 2. Procedimentos detalhados para a geração do PRODGer para candidatos à bolsa PQ2, considerando os últimos 5 anos

 

Passos

 

Detalhamento

 

Estimativa da produção total ponderada

 

Fórmula Coe¿ciente

de produção

Coe¿ciente de produção = (Artigo A1 + Artigo A2) X Peso 10 + (Artigo B1 + Artigo B2) X Peso 7 + (Artigo B3) X Peso 4 + Artigo B4 + Artigo B5) X Peso 3 + (número de livros) X Peso 5 + N capítulos e organização de livro X Peso 4

 

Nivelamento da produção

 

Nos casos em que houver excedente de publicações em um ou mais anos, será calculado o limite de 8 itens por ano. Nesses casos, a fórmula deve capturar as 8 produções mais quali¿cadas.

 

Avaliação do esforço de formação

 

Estabelecimento de limites máximo: Teses de doutorado: 5; Dissertação de mestrado: 20.

 

 

 

 

Estimativa da formação total ponderada

 

 

 

 

Fórmula Coe¿ciente de formação

Coe¿ciente de inserção = (número de participações em diretorias de agências de fomento + editoria de periódico quali¿cado + diretoria de comitês de assessoramento de agências de fomento + coordenação de programa de pós- graduação + gestão acadêmica em nível de direção + convênios de cooperação cienti¿ca internacional) X Peso 5 + [membro em comitês de assessoramento de agências de fomento + coordenação de núcleos de excelência cienti¿ca ou tecnológica

+ diretoria de sociedades cienti¿cas convênios de cooperação cienti¿ca nacional] X Peso 3 + [supervisão de pós-doutorado] X Peso 2

 

Nivelamento da  formação

Todos os coe¿cientes de formação ponderada que iguais ou superiores a 50 foram tomados como 50.

 

Estimativa da inserção total ponderada

 

 

 

 

Fórmula Coe¿ciente de inserção

Coe¿ciente de inserção = (número de participações em diretorias de agências de fomento + editoria de periódico quali¿cado + diretoria de comitês de assessoramento de agências de fomento + coordenação de programa de pós- graduação + gestão acadêmica em nível de direção) X Peso 5 + (membro em comitês de assessoramento de agências de fomento + coordenação de núcleos de excelência cienti¿ca ou tecnológica + diretoria de sociedades cienti¿cas + convênios de cooperação cienti¿ca internacional) X Peso 3 + (supervisão de pós-doutorado + convênios de cooperação cienti¿ca nacional) X Peso 2

 

Produção anual e formação anual

 

Para que tais coe¿cientes representassem respectivamente produção anual e formação anual dividiram-se novamente estes coe¿cientes por 5.

 

Cálculo de um Índice Geral de Produção

 

Dispondo então de um coe¿ciente de produção e outro de formação, calculou- se então um coe¿ciente geral de produção, aplicando peso 70 para a produção e 20 para formação e 10 para inserção do pesquisador na área.

       

 

2.2. Critério de desempate

Em caso  de  empate, após a aplicação dos critérios de seleção, são considerados os seguintes critérios:

Primeiro ¿ posse ou não de bolsa de produtividade em pesquisa do CNPq - 1A, 1B, 1C, 1D, 2 e os não bolsistas, nesta ordem.

Segundo ¿ resultado do levantamento do número de artigos publicados, dos últimos cinco anos (não bolsistas e PQ2) ou dez anos (bolsistas Pq 1).

Terceiro ¿ resultado da produção de artigos em revistas quali¿cadas (A1, A2, B1 e B2) com base na Tabela Qualis Capes mais recente.

Quarto - resultado do levantamento do número de produções (artigos quali¿cados incluindo os B3 e B4, livros publicados e organizados e capítulos de livros).

2.3. Critérios de Classi¿cação de Novas Bolsas

Para a quali¿cação das propostas de novos bolsistas, foram efetuadas rodadas sucessivas de classi¿cação e hierarquização, com exigências decrescentes nos indicadores de produção bibliográ¿ca (artigos, livros e capítulos de livros), teses e dissertações orientadas e qualidade do projeto de pesquisa (com base nos pareceres dos consultores ad hoc) e inserção do proponente na área. Os resultados são conferidos e confrontados com os indicadores do PRODGER.

07 de fevereiro de 2018.

Gardênia da Silva Abbad (Universidade de Brasília -  coordenadora e membro titular)

Denise  Ruschel Bandeira (Universidade Federal do Rio Grande do Sul  -  membro titular)

Fernando Augusto Ramos Pontes  (Universidade Federal do Pará - membro titular)

Manoel Antônio dos Santos  (Universidade de São Paulo/RP -  membro titular)

Maria  Aparecida  Crepaldi  (Universidade Federal de Santa Catarina  -     membro suplente)

Maria de Fátima de Souza Santos  (Universidade Federal de Pernambuco  -  membro titular)

 

SERVIÇO SOCIAL

Pesquisador efetivamente vinculado como docente à formação em nível de graduação e/ou pós-graduação em Serviço Social, de cuja atuação tenha resultado produção que exerça impacto e o destaque quanto à sua contribuição para o avanço do conhecimento, formação de quadros e produção da massa crítica na área.

Bolsa Produtividade em Pesquisa

Pesquisador Sênior

Pesquisador que cumpriu os critérios de PQ 1 A ou B por 15 (quinze) anos consecutivos, com ininterrupta produção científica na área, referência em termos de contribuições na produção científica e formação de novos pesquisadores e na consolidação do Serviço Social no país, cuja produção e liderança na área o levou a ocupar a posição de vanguarda na academia e efetivo reconhecimento na profissão.

Pesquisador PQ-1A

Pesquisador com carreira consolidada e reconhecimento na área, sendo referência em termos de contribuições na produção científica, formação de novos pesquisadores e consolidação do Serviço Social em âmbito nacional e internacional. Demonstra ter sistemática produção e liderança na área, ocupando a posição de vanguarda na academia e efetivo reconhecimento na profissão.

Insere-se em redes ou grupos de pesquisa nacionais ou internacionais, e participa de eventos de natureza acadêmica, profissional e técnica na área do Serviço Social e em áreas afins. Tem produção científica e acadêmica de caráter inovador.

Contribui para o avanço da pesquisa na área, possui inserção e protagonismo internacional e capacidade de interlocução com Núcleos, Grupos e/ou Centros de Pesquisa.

Requisitos:

a) Pesquisador doutor, titulado há 8 (oito) anos, no mínimo;

b) Ter publicado em média, por ano, nos últimos 10 (dez) anos, 02 (dois) artigos em periódicos qualificados ou trabalhos científicos/conferências em eventos nacionais e/ou internacionais e/ou ter publicado livro e/ou capítulo de livro e/ou organizado coletânea;

c) Participar em programa de pós-graduação na área reconhecido pela CAPES e ter orientações concluídas de iniciação científica, monografia, dissertação e tese;

d) Ter inserção nacional nos debates de interesse do Serviço Social, por meio de organização de eventos; participação em grupos temáticos de discussão ou grupos institucionais de trabalho;

e) Participar em Redes de Pesquisa e em Grupos Temáticos de Pesquisa (GTPs) da ABEPSS, nucleação de grupos de pesquisas e colaboração com outras instituições;

f) Ser líder ou vice-líder de grupo de pesquisa registrado no Diretório do CNPq e com produção consolidada;

g) Ter liderança institucional e acadêmica, evidenciada por meio de atividades como: ministração e coordenação de cursos, coordenação de centros de pesquisas, de convênios, projetos de intercâmbio, gestão e execução de acordos nacionais e internacionais; direção de entidades científicas; participação em comitês e comissões de agências de fomento;

h) Participar em conselhos editoriais e em entidades científicas da área e afins;

i) Ministrar cursos em outras instituições acadêmicas (no país ou no exterior);

j) Premiações;

k) Coordenar projetos de intercâmbio, gestão e execução de acordos nacionais e internacionais;

l) Participar em bancas de concurso público, teses e dissertações;

m) Participar em congressos nacionais e/ou internacionais de Serviço Social e áreas afins como conferencista convidado ou com apresentação de trabalhos.

Pesquisador PQ-1B

Pesquisador com larga experiência científica e reconhecimento nacional, produção científica contínua e original. Contribui para a criação de uma reconhecida competência do grupo/núcleo de pesquisa e instituição a qual se vincula.

Requisitos:

a) Pesquisador doutor, titulado há 8 (oito) anos, no mínimo;

b) Ter publicado em média, por ano, nos últimos 10 (dez) anos, 02 (dois) artigos em periódicos qualificados ou trabalhos científicos/conferências em eventos nacionais e/ou internacionais e/ou ter publicado livro e/ou capítulo de livro e/ou organizado coletânea;

c) Participar em programa de pós-graduação na área reconhecido pela CAPES e ter orientações concluídas de iniciação científica, monografia, dissertação e tese;

d) Ter inserção nacional nos debates de interesse do Serviço Social, por meio de organização de eventos; participar em grupos temáticos de discussão ou grupos institucionais de trabalho; participar em Redes de Pesquisa e em Grupos Temáticos de Pesquisa (GTPs) da ABEPSS, nucleação de grupos de pesquisas e colaboração com outras instituições;

e) Ser líder, vice-líder ou participante de grupo de pesquisa registrado no Diretório do CNPq;

f) Participar em congressos nacionais e/ou internacionais de Serviço Social e áreas afins como conferencista convidado ou com apresentação de trabalhos; g) Participar em conselhos editoriais e em entidades científicas da área e afins;

h) Coordenar projetos de intercâmbio, gestão e execução de acordos nacionais e internacionais;

i) Participar em bancas de concurso público, teses e dissertações.

Pesquisador PQ-1C

Pesquisador experiente que já demonstrou capacidade de formação de pesquisadores, com publicações de qualidade e em quantidade compatível com seu tempo de titulação.

Requisitos:

a) Pesquisador doutor, titulado há 8 (oito) anos, no mínimo;

b) Ter publicado em média, por ano, nos últimos 10 (dez) anos, 2 (dois) artigos em periódicos qualificados ou trabalhos científicos/conferências em eventos nacionais e/ou internacionais; e/ou ter publicado livro e/ou capítulo de livro e/ou organizado coletânea;

c) Participar em programa de pós-graduação na área reconhecido pela CAPES e ter orientações concluídas de iniciação científica, monografia e dissertação;

d) Ter inserção nacional nos debates de interesse do Serviço Social, por meio de organização de eventos, participar em grupos temáticos de discussão ou grupos institucionais de trabalho, participar em Redes de Pesquisa e em Grupos Temáticos de Pesquisa (GTPs) da ABEPSS, nucleação de grupos de pesquisas e colaboração com outras instituições;

e) Ser líder, vice-líder ou participante de grupo de pesquisa registrado no Diretório do CNPq;

f) Participar em congressos nacionais e/ou internacionais de Serviço Social e áreas afins com apresentação de trabalhos;

g) Participar em conselhos editoriais, participar em entidades científicas da área e afins;

h) Participar em bancas de concurso público, teses e dissertações.

Pesquisador PQ-1D

Pesquisador que já tenha alcançado independência científica, que já orientou estudantes de mestrado e demonstra capacidade de orientação de teses de doutorado, além de trabalhos publicados em quantidade compatível com seu tempo de titulação.

Requisitos:

a) Pesquisador doutor, titulado há pelo menos 8 (oito) anos, no mínimo;

b) Ter publicado em média, por ano, nos últimos 10 (dez) anos, 2 (dois) artigos em periódicos qualificados ou trabalhos científicos/conferências em eventos nacionais e/ou internacionais; e/ou ter publicado livro e/ou capítulo de livro e/ou organizado coletânea;

c) Participar em programa de pós-graduação na área reconhecido pela CAPES e ter orientações concluídas de iniciação científica, monografia e dissertação.

d) Ser líder, vice-líder ou participante de grupo de pesquisa registrado no Diretório do CNPq;

e) Participar em congressos nacionais e/ou internacionais de Serviço Social e áreas afins com apresentação de trabalhos;

f) Ter inserção nacional nos debates de interesse do Serviço Social, por meio de organização de eventos, participação em grupos temáticos de discussão ou grupos institucionais de trabalho, participação em Redes de Pesquisa e em Grupos Temáticos de Pesquisa (GTPs) da ABEPSS, nucleação de grupos de pesquisas e colaboração com outras instituições;

g) Participar em entidades científicas da área e afins;

h) Participar em bancas de concurso público, teses e dissertações.

Pesquisador PQ-2

A categoria 2 é destinada à entrada do pesquisador no Sistema de Bolsa de Produtividade em Pesquisa, devendo o pleiteante cumprir, no mínimo, as seguintes exigências:

Requisitos:

a) Pesquisador doutor, titulado há 3 (três) anos, no mínimo;

b) Ter produção científica nos últimos 5 (cinco) anos de, no mínimo, 5 (cinco) publicações, considerando exclusivamente artigos em periódicos especializados, e/ou ter publicado livro e/ou capítulo de livro e/ou organizado coletânea;

c) Ter orientações concluídas de iniciação científica e/ou de monografia de conclusão de curso e pelo menos 1 (uma) orientação de Mestrado;

d) Participar em grupos temáticos de discussão ou grupos institucionais de trabalho, participar em Redes de Pesquisa e em Grupos Temáticos de Pesquisa (GTPs) da ABEPSS;

e) Ser líder/vice-lider ou participante de grupo de pesquisa registrado no Diretório do CNPq;

f) Participar, com conferências ou apresentação de trabalhos, em congressos locais, nacionais /ou internacionais;

g) Participar em entidades científicas da área e afins;

h) Participar em bancas de dissertações.

Critérios sob os quais as propostas são avaliadas

O proponente coordenador da proposta deverá possuir o título de doutor (de 8 a 3 anos), ter vínculo empregatício ou funcional com a instituição de execução do projeto, inserção na Pós-Graduação (no mínimo, com uma orientação concluída em nível de Dissertação de Mestrado) e atender aos demais critérios indicados no Documento de Área.

Serão considerados na avaliação os seguintes aspectos: projeto de pesquisa; produção intelectual (bibliográfica e técnica); contribuição para formação de pesquisadores; coordenação e participação em projetos de pesquisa; atividades de gestão em Ciência e Tecnologia na graduação e na pós-graduação e de gestão em entidades representativas da categoria profissional; inserção nacional e internacional e capacidade de interlocução com Núcleos, Grupos e/ou Centros de Pesquisa em âmbito nacional e internacional.

a) Mérito técnico-científico do projeto de pesquisa, considerando o tema e sua relação com os principais dilemas e desafios da área e da sociedade brasileira, sua relevância social e profissional, assim como sua construção dentro de parâmetros acadêmico-científicos; avanço em relação a trabalhos anteriores e coerência com linha(s) de pesquisa do pesquisador;

b) Compatibilidade com linhas de pesquisa e temas que contribuam para o avanço na área de Serviço Social;

c) Produção científica de relevância no período especificado (PQ-1 e PQ-2);

d) Coerência e adequação entre a capacitação e a experiência prévia do proponente, a partir de sua produção científica nos últimos dez (PQ-1) ou cinco anos (PQ2);

d) Coerência e adequação entre a capacitação e a experiência da equipe do projeto aos objetivos, atividades e metas propostas;

Critérios para a recepção de projetos multi e interdisciplinares

A área acadêmico-profissional do Serviço Social, por sua particular natureza como profissão e área de produção de conhecimento, recolhe seus objetos de intervenção e de pesquisa na realidade. São objetos amplos, complexos, que permitem uma abordagem interdisciplinar. A problematização dos objetos e a fundamentação das pesquisas se enriquecem com abordagens interdisciplinares.

Assim, tanto produz conhecimento do qual se valem outras áreas quanto se apropria do conjunto de conhecimentos produzidos nas ciências humanas e sociais, o que vem contribuindo com a produção, acumulação e adensamento do pensamento crítico da área. Tal interdisciplinaridade se expressa na formação graduada e pós-graduada de estudantes, em cuja base e estrutura localizam-se disciplinas como Economia Política, Ciência Política, Direito, Antropologia, Sociologia, Psicologia, Filosofia, Administração, História, Educação, Medicina, Nutrição, Enfermagem, Demografia, Geografia, Turismo e Planejamento Urbano e Regional.

Além disso, a área também compreende o âmbito das Políticas Social seja como espaços sócio-ocupacionais de atuação profissional seja como áreas de concentração e linhas de pesquisa. Possui o privilegio do investimento de pesquisas sobre a concepção, gestão, monitoramento e avaliação de Políticas Sociais, e as relativas às políticas setoriais: Assistência Social, Previdência Social, Saúde (e suas derivações: Coletiva, do Trabalhador, Mental, Reprodutiva), o que atribui à área seu caráter essencialmente multi/interdisciplinar seja quanto ao conhecimento de que se apropria, seja quanto ao conhecimento que produz, seja quanto ao perfil dos seus docentes (pesquisadores de diversas áreas das ciências humanas e sociais) seja pela estrutura das áreas de concentração e linhas de pesquisa da Pós-Graduação, razões pelas quais os projetos de pesquisa submetidos à área encontrem-se em interação e interlocução com outras áreas de conhecimento.

Cabe notar que os Programas de pós-graduação da área expressam essa vocação e caráter multi/interdisciplinar. Com isso, é comum que à área sejam submetidos projetos com o escopo já mencionado, motivados por razões e interesses diversos. Projetos que são claramente multi ou interdisciplinares, incluindo componentes que se originam dos sistemas de conhecimento do Serviço Social, podem ser acolhidos pela área, desde que atenda os requisitos estabelecidas pela área.

A avaliação de propostas submetidas à área de Serviço Social tem como referências básicas os pareceres dos consultores ad hoc e a pontuação dos currículos dos proponentes. A avaliação do currículo leva em conta, principalmente, embora não exclusivamente, a produção bibliográfica veiculada em periódicos qualificados no Qualis e sua pertinência, relação e relevância para o avanço do conhecimento da área; No enquadramento dos projetos, alguns dos indicadores que permitem aferir se o proponente tem uma trajetória que justifica situá-lo como pesquisador (também) em Serviço Social são: o pesquisador atua em programa de Pós-Graduação vinculado à área de Serviço Social na CAPES e o projeto submetido ao CNPq tem relação com as linhas de pesquisa desse programa; o pesquisador mantém parceria com outros pesquisadores ou grupos de pesquisa também do Serviço Social; a equipe do projeto proposto é integrada também por outros pesquisadores de Serviço Social; o pesquisador mantém orientações em conjunto com pesquisadores da área de Serviço Social; o pesquisador orienta graduandos de Serviço Social como Bolsistas de Iniciação Científica; o pesquisador veicula alguma parcela de sua produção em periódicos de Serviço Social.

Não obstante, entende-se que não se trata, apenas, de a área reconhecer a pertinência e necessidade da pesquisa interdisciplinar e da incorporação de pesquisadores de outras áreas, tampouco da adoção de critérios bem fundamentados e adequados à abrangência (inter)disciplinar dos projetos na sua hierarquização, mas, a questão refere-se, fundamentalmente, à disponibilidade de recursos que permitam o atendimento de uma parcela mais ampla da demanda qualificada. Essa medida estancaria a estratégia de migração de projetos multi/interdisciplinares de uma área para outra com o objetivo, apenas, de alcançar financiamento.

Para o CA-Serviço Social, projetos qualificados multi/interdisciplinares são necessários, por se constituírem em efetiva possibilidade de intercâmbio e amadurecimento intelectual das áreas, e merecem ser apoiados. Para tanto, devem contar com um sistema de avaliação consistente, revertendo a lógica de fluxo nos quais são remetidos a Comitês de várias áreas ou a novos Comitês interdisciplinares. A avaliação desses projetos requer condições operacionais novas, internas e próprias a cada CA, e, essencialmente, de um padrão de financiamento que contemple essas novas demandas.