COENG | EE - Engenharias Elétrica e Biomédica

Ciências Exatas e da Terra e Engenharias

Ciências Exatas e da Terra e Engenharias

Critérios de Julgamento (CA-EE) - Vigência: 2015-2017

 

Este documento resume os critérios de avaliação de candidatos a bolsas de produtividade em pesquisa relacionados ao Comitê Assessor de Engenharia Elétrica e Biomédica (CA-EE) do CNPq. Os critérios visam estimular a pesquisa continuada e de alta qualidade nas áreas de Engenharia Elétrica e Biomédica com o objetivo de criar uma capacitação que permita a formação de grupos de pesquisa de excelência. Em consequência, espera-se o estabelecimento de uma tradição sólida em pesquisa nessas áreas, bem como a consolidação de programas de pós-graduação de alta qualidade.

I. Critérios Gerais

a) O enquadramento do pesquisador na Categoria/Nível 2 exige que o pesquisador seja doutor há, pelo menos, 3 (três) anos por ocasião da implementação da bolsa. O enquadramento do pesquisador na Categoria/Nível 1 exige que o pesquisador seja doutor há, pelo menos, 8 (oito) anos por ocasião da implementação da bolsa.

b) O desempenho do pesquisador é avaliado por meio de indicadores referentes ao quinquênio anterior, no caso da Categoria/Nível 2, e do decênio anterior, no caso da Categoria/Nível 1.

c) Os critérios incluem sua produção científica, formação de recursos humanos, contribuição para a inovação, coordenação e/ou participação em projetos de pesquisa, participação em atividades editoriais, gestão científica, administração de instituições e de núcleos de excelência científica e tecnológica.

d) Os solicitantes serão classificados por critérios específicos, apresentados a seguir, exclusivamente com a finalidade de adequar a demanda às cotas de bolsas PQ disponibilizadas pelo CNPq. 

II. Critérios Específicos

II.1 Perfil dos Bolsistas de Produtividade em Pesquisa no CA-EE

1) Pesquisador Categoria/Nível 2. Doutor há pelo menos 3 (três) anos, demonstrando capacidade de pesquisa independente, publicação continuada de produção relevante, participação em grupos de pesquisa e programas de pós-graduação, e ainda na formação de recursos humanos, pelo menos no nível de mestrado.

2) Pesquisador Categoria/Nível 1.Doutor com experiência em pesquisa independente, com produção técnico-científica relevante continuada, liderança de grupos de pesquisa, formação de recursos humanos tanto em nível de mestrado quanto de doutorado, participação nas atividades das sociedades técnico-científicas da área e inserção nas comunidades acadêmicas nacional e internacional dentro das subáreas cobertas pelo CA-EE (para o enquadramento nos diversos níveis, veja Tabela 2).

Para que um pesquisador possa ascender à Categoria/Nível 1-B, é necessário que tenha contribuído de forma significativa no seu campo de pesquisa, e seja reconhecido por seus pares como uma liderança científica nacional e internacional na sua área de pesquisa.

Para que um pesquisador possa ascender à Categoria/Nível 1-A, é necessário que tenha contribuído de forma significativa no seu campo de pesquisa, e seja reconhecido por seus pares como uma liderança científica nacional e internacional na sua área de pesquisa. Além disso, será considerado o impacto das atividades acadêmico-científicas já realizadas no País e no Exterior e o conjunto de sua atuação acadêmico-científica, que inclui, dentre outros: distinções acadêmicas; coordenação de projetos; prêmios e honrarias; atuação em sociedades científicas, agências de fomento e fundações de amparo à pesquisa; experiência administrativa pertinente.

II.2 Resumo dos Critérios de Avaliação da Produção Científica do Pesquisador

No processo de julgamento e avaliação das solicitações de Bolsa de Produtividade em Pesquisa, a ação do CA-EE consiste em:

a) Avaliação da proposta do projeto de pesquisa, que leva em consideração:

i) Pareceres de assessores ad hoc de reconhecida competência na área, providenciados pelo CNPq.

ii) Análise pelo CA-EE quanto ao mérito da referida proposta, levando em consideração os pareceres ad hoc assim como os itens pertinentes dos critérios estabelecidos por este CA.

 

b) Avaliação quantitativa e qualitativa da produção científica do pesquisador

O CA-EE utiliza critérios quantitativos e qualitativos no processo de avaliação da produção técnico-científica. Para a avaliação quantitativa, o CA-EE contabiliza, através do Currículo (CV) Lattes, a produção técnico-científica nas áreas do CA-EE, dando importância primordial a artigos completos publicados em periódicos indexados pelo ISI (International Scientific Information - Web of Science) de caráter científico reconhecido pelas áreas de Engenharia Elétrica e Biomédica, como também do fator de impacto desses periódicos e do número de citações dos artigos publicados nesses periódicos. Também se atribui especial importância à contribuição tecnológica, medida pelo número de patentes efetivamente concedidas e/ou efetivamente transferidas. O CA-EE também considera artigos completos publicados em periódicos nacionais de caráter científico e vinculados às sociedades científicas brasileiras, buscando conciliar o incentivo ao desenvolvimento desses periódicos com a necessidade de maior visibilidade e internacionalização da pesquisa feita no país.

 

No que concerne aos critérios qualitativos, são considerados itens como: qualidade dos periódicos, nível de qualidade e seletividade dos congressos que compõem a produção em conferências internacionais e conferências nacionais, impacto da contribuição técnico-científica, número de autores, tipo de artigo (regular paper, technical note, etc.), número de páginas e complexidade do tema da pesquisa. Além disso, será analisado se as teses/dissertações orientadas pelo candidato geraram artigos científicos em periódicos. Finalmente, como a seleção de bolsistas é feita em bases competitivas, o CA-EE utilizará também outras informações relevantes sobre cada candidato, tais como: seu engajamento no ambiente de pesquisa da sua Instituição; seu papel em atividades de sociedades científicas nacionais e internacionais; sua participação e coordenação de projetos de pesquisa financiados por agências de fomento; seus trabalhos convidados em congressos de reconhecida importância, dentre outros. Propostas de pesquisadores que atuam em áreas interdisciplinares, ao serem submetidos ao CA-EE, serão avaliados considerando-se também o grau de adesão de sua produção à área específica do pleito.

 

c) Condições específicas para concessão de bolsa

Para os solicitantes que receberam bolsa em período anterior, será avaliada inicialmente a produção científica no período de 5 (cinco) anos para a Categoria/Nível 2 e 10 (dez) anos para a Categoria/Nível 1. Os candidatos serão classificados conforme indicado na Tabela 1. Candidatos que atingiram ou superaram os indicadores da Tabela 1 reúnem as condições necessárias e serão fortemente priorizados para um novo período de bolsa.

Para os solicitantes que estão fora do sistema PQ (isto é, que não receberam bolsa no período anterior), o enquadramento nas condições na Tabela 1 é também necessário, de forma que seja possível considerá-los para concessão de bolsa. Para efeitos desse enquadramento, solicitantes que sejam doutores há 10 (dez) anos ou mais devem cumprir os mesmos requisitos dos bolsistas Categoria/Nível 1. Os demais devem satisfazer as mesmas condições solicitadas para os bolsistas Categoria/Nível 2.

Tabela 1. Avaliação do desempenho a partir da produção científica no período de avaliação

Indicador

Bolsistas Categoria/Nível 2

Bolsistas Categoria/Nível 1

Periódicos indexados na Web of Science com JCR >= 0,5 (*)

6

12

Soma dos JCRs (*)

8

16,5

Publicações em conferências relevantes

5

15

Orientações concluídas (Dout=2, Mest=1)

2

4

 

(*) Além da quantidade de publicações em periódicos reconhecidos pelas áreas de Engenharia Elétrica e Biomédica, com fator de impacto (JCR) maior ou igual a 0,5, será também exigido que a soma dos fatores de impacto dos periódicos em que foram publicados os artigos considerados na Tabela 1 seja igual ou maior do que 8,0, no caso dos bolsistas Categoria/Nível 2, e igual ou maior do que 16,5, no caso dos Bolsistas Categoria/Nível 1.  Essa exigência de um valor mínimo para a soma dos JCRs entrará em vigor a partir do ano de 2016, não se aplicando aos pedidos apresentados em 2015.

 

Para a finalidade de atendimento à Tabela 1, será possível substituir artigos publicados em periódicos por patentes efetivamente concedidas. Essa substituição ocorrerá da seguinte forma:

·   Cada patente efetivamente concedida possibilitará a redução de uma unidade no requisito de número de artigos publicados.

·   Cada patente efetivamente concedida possibilitará a redução de 1,5 unidade no requisito de soma dos JCRs.

·   As patentes serão contadas a partir da data de sua efetiva concessão e serão contabilizadas, a partir dessa data, pelo período de 5 (cinco) anos para a Categoria/Nível 2 e de 10 (dez) anos para a Categoria/Nível 1.

 

d) Critérios específicos para enquadramento na categoria/nível da bolsa concedida

O enquadramento dos candidatos nos respectivos níveis de bolsa de produtividade em pesquisa é realizado de acordo com a Tabela 2. Exceções poderão ser avaliadas pelo CA, considerando a pontuação relevante no período de avaliação (5/10 anos, veja Tabela 1) e os critérios qualitativos. Além da quantidade de publicações em periódicosreconhecidos pelas áreas de Engenharia Elétrica e Biomédica, será também exigido que o candidato atinja um fator H (medido na base Web of Science) igual ou superior a 4 (quatro) para o acesso à Categoria/Nível 1.

 

Tabela 2. Quantitativo da produção correspondente à pontuação mínima para cada Categoria/Nível

Categoria/Nível

Periódicos (**)

Doutorados orientados

Orientações concluídas (Dout=2, Mest=1)

1-A

32

8

32

1-B

26

5

20

1-C

19

3

14

1-D

14

2

10

2

6

0

2

 

(**) Artigos publicados em periódicos indexados na Web of Science, com JCR >= 0,5, reconhecidos pelas áreas de Engenharia Elétrica e Biomédica.

 

Observações:

1) Pesquisadores que não possuírem bolsa de produtividade em pesquisa no momento da análise e que forem doutores há 10 (dez) anos ou mais só serão classificados quando atingirem a Categoria/Nível 1-D, podendo ficar com a bolsa na Categoria/Nível 2 em situações de limitação de quota de bolsas.

2) O fato de um candidato satisfazer todos os valores quantitativos mínimos do perfil relativos a uma determinada Categoria/Nível, como mostrado nas Tabelas 1 e 2, não garante a concessão da bolsa.

3) O número de bolsas por Categoria/Nível é limitado. Por esse motivo, a concessão e classificação da bolsa ocorrem por comparação entre os candidatos das categorias/níveis correspondentes e/ou entre os candidatos das categorias/níveis adjacentes que estiverem sendo avaliados na mesma reunião de julgamento.

4) Artigos em periódicos nacionais que não tiverem índice JCR, editados por sociedades científicas reconhecidas (que obtiveram classificação B1 no Qualis/CAPES para a área de Engenharias IV) serão contabilizados para suplementação dos totais requeridos para efeito das Tabelas 1 e 2. A contabilização desses periódicos nacionais será feita na proporção 4:1, no caso de periódicos nacionais não indexados na base Scopus, e na proporção de 3:1, para periódicos nacionais indexados nesta base. Assim: (i) a cada quatro artigos publicados em periódicos internacionais considerados pelo CA-EE, um artigo em periódico nacional será contabilizado para o cômputo geral dos artigos em periódicos, se este periódico nacional não estiver indexado na base Scopus; (ii) a cada três artigos publicados em periódicos internacionais considerados pelo CA-EE, um artigo em periódico nacional será contabilizado para o cômputo geral dos artigos em periódicos, se este periódico nacional estiver indexado na base Scopus.

5) Artigos de congressos, mesmo que publicados em periódicos listados no ISI, não serão contabilizados como publicações em periódicos.

6) Coorientações, tanto de dissertações de mestrado quanto de teses de doutorado, serão computadas com o mesmo peso que as respectivas orientações principais.

 

III. Comentários Finais

a) Avaliação qualitativa.Os candidatos à concessão de bolsa PQ (renovação ou não) são fortemente encorajados pelo CA-EE a incluir uma súmula resumida de suas atividades na qual deve constar:

i) Contribuição Científica. Comentar (máximo de quinze linhas) a atuação e contribuição do pesquisador, qualidade dos veículos das publicações, número médio de autores nas publicações, atividades em sociedades científicas, responsabilidades na montagem e manutenção de laboratórios complexos, e outros aspectos julgados relevantes.

ii) Principais Publicações. Relacionar as publicações anexando, em cada caso, os comentários (máximo de dez linhas) que evidenciem a qualidade do trabalho, seu impacto científico ou tecnológico, e outros aspectos julgados relevantes.

iii) Contribuição Tecnológica. Comentar (máximo de 15 linhas) sobre a atuação do pesquisador que tenha resultado em inovação tecnológica na forma de patentes concedidas ou patentes efetivamente transferidas para o setor produtivo, desenvolvimento de processos ou consultorias a empresas nacionais ou estrangeiras. A inclusão da informação precisa a respeito de como deve ser feito o processo de consulta ao escritório de registro de patentes para a verificação da data da efetiva concessão da patente é imprescindível para a sua contabilização na análise da solicitação pelo CA-EE.

b) Publicações de livros/capítulos de livros. Serão computados (em termos de qualidade e quantidade) como critérios adicionais para a concessão da bolsa de produtividade em pesquisa. Os livros e capítulos deverão ser informados com seus dados bibliográficos completos, incluindo editora e ISSN, e acrescentando também os endereços eletrônicos através dos quais possam ser adquiridos.

c) Número de autores.Artigos em periódicos com até 6 coautores serão considerados integralmente. Artigos com mais de 6 até 20 coautores deverão ter um deságio representado pela multiplicação de seus indicadores por 0,9 elevado ao número de coautores acima de 6. Artigos com mais de 20 coautores serão desconsiderados. Esse deságio irá incidir tanto sobre a contribuição do artigo para a ¿soma dos JCRs¿ quanto sobre o número de artigos publicados (ou seja, tais artigos contribuirão de forma fracionária para tal número).

d) Qualidade das informações no CV Lattes.Muitos CVs Lattes apresentam informações incompletas, especialmente no que se refere a títulos de periódicos, de livros e numeração das páginas (sugere-se que nos trabalhos publicados eletronicamente sejam informados o número de páginas e o número do artigo, para saber se são resumos ou trabalhos completos). Esses fatos dificultam a avaliação e fazem com que vários possíveis bons trabalhos inseridos de forma incompleta nos Currículos Lattes sejam desconsiderados por falta de informação. O CA¿EE não irá considerar itens do CV Lattes que estejam com as informações mínimas preenchidas incorretamente ou incompletas. Recomenda-se fortemente a indicação do DOI nas publicações cadastradas. Artigos aceitos, aguardando publicação, só serão contabilizados mediante a apresentação de cartas de aceitação inequívocas, as quais podem ser incluídas como anexos ao projeto de pesquisa.

e) Veracidade das informações no CV Lattes.Quando se verificar que as informações prestadas pelo candidato no tocante à sua produção científica, tecnológica e acadêmica sejam inverídicas, e que tendam a beneficiar o candidato em seu pleito, o pedido de bolsa será desqualificado e a Diretoria Executiva do CNPq será informada para que sejam tomadas as providências cabíveis. Da mesma forma, em concordância com as diretrizes da Comissão de Integridade de Pesquisa do CNPq (http://www.cnpq.br/normas/lei_po_085_11.htm), o CA-EE buscará coibir práticas indesejáveis, tais como plágio (incluindo autoplágio) e atribuição de coautoria sem correspondente participação intelectual, em particular no caso de artigos apresentando elevado número de coautores.