COENG | EE - Engenharias Elétrica e Biomédica

Ciências Exatas e da Terra e Engenharias

Critérios de Julgamento (CA-EE) 

Vigência: 2018 a 2020

 Este documento resume os critérios de avaliação de candidatos a bolsas de produtividade em pesquisa relacionados ao Comitê Assessor de Engenharia Elétrica e Biomédica (CA-EE) do CNPq. Os critérios visam estimular a pesquisa continuada e de alta qualidade nas áreas de Engenharia Elétrica e Biomédica com o objetivo de criar capacitações que permitam a formação de grupos de pesquisa de excelência. Em consequência, espera-se a consolidação dos grupos de pesquisa e dos programas de pós-graduação de alta qualidade.

 

I. Critérios Gerais

  1. O enquadramento do pesquisador na Categoria/Nível 2 exige que o pesquisador seja doutor há, pelo menos, 3 (três) anos por ocasião da implementação da bolsa. O enquadramento do pesquisador na Categoria/Nível 1 exige que o pesquisador seja doutor há, pelo menos, 8 (oito) anos por ocasião da implementação da bolsa.
  2. O desempenho do pesquisador é avaliado por meio de indicadores acumulados desde o seu doutorado e no período recente da sua produção, compreendendo: i) o quinquênio anterior, para o enquadramento no Nível 2; ii) o decênio anterior, para o enquadramento no Nível 1 e para pesquisadores com 10 ou mais anos de doutorado.
  3. Os critérios de análise e julgamento seguem o teor e os pesos atribuídos nesta chamada.
  4. Os solicitantes serão classificados obedecendo critérios que considerem a qualidade da produção acadêmica, científica e tecnológica segundo os aspectos específicos apresentados a seguir. A classificação têm a finalidade exclusiva de adequar a demanda às cotas de bolsas PQ disponibilizadas pelo CNPq.

 

II. Critérios Específicos

II.1 Perfil dos Bolsistas de Produtividade em Pesquisa no CA-EE

1) Pesquisador Categoria/Nível 2. Doutor há pelo menos 3 (três) anos, demonstrando capacidade de pesquisa independente, publicação continuada de produção relevante, participação em grupos de pesquisa e programas de pós-graduação, e ainda na formação de recursos humanos, pelo menos no nível de mestrado.

2) Pesquisador Categoria/Nível 1. Doutor com experiência em pesquisa independente, com produção técnico-científica relevante continuada, liderança de grupos de pesquisa, formação de recursos humanos tanto em nível de mestrado quanto de doutorado no País, participação nas atividades das sociedades técnico-científicas da área e inserção nas comunidades acadêmicas nacional e internacional dentro das subáreas cobertas pelo CA-EE.

Para que um pesquisador possa ascender à Categoria/Nível 1-B, é necessário que tenha contribuído de forma significativa no seu campo de pesquisa, e seja reconhecido por seus pares como uma liderança científica nacional e internacional na sua área de pesquisa.

Para que um pesquisador possa ascender à Categoria/Nível 1-A, é necessário que tenha contribuído de forma significativa no seu campo de pesquisa, e seja reconhecido por seus pares como uma liderança científica nacional e internacional na sua área de pesquisa. Além disso, será considerado o conjunto e o impacto das atividades acadêmicas, científicas e tecnológicas realizadas que incluem, dentre outros: distinções acadêmicas; coordenação de projetos; prêmios e honrarias; participação e atuação em sociedades científicas, agências de fomento à pesquisa e experiência administrativa pertinente; produção conjunta orientador-orientado.

 

II.2 Resumo dos Critérios de Avaliação da Produção Científica do Pesquisador

No processo de julgamento e avaliação das solicitações de Bolsa de Produtividade em Pesquisa, a ação do CA-EE consiste em:

a) Avaliação da proposta do projeto de pesquisa, que leva em consideração:

  1. Pareceres dos assessores ad hoc do CNPq considerados como de reconhecida competência na área.
  2. Análise pelo CA-EE quanto ao mérito da referida proposta, levando-se em consideração as informações relevantes dos pareceres ad hoc  assim como os itens pertinentes dos critérios estabelecidos por este CA. 

b) Avaliação quantitativa e qualitativa da produção científica do pesquisador

O CA-EE utiliza critérios quantitativos e qualitativos no processo de avaliação da produção científica e tecnológica. Para a avaliação quantitativa, o CA-EE contabiliza, por meio do Currículo (CV) Lattes e do banco de dados Web of Science e eventualmente do Google Acadêmico, a produção técnico-científica nas áreas do CA-EE, dando importância primordial a:

  • artigos completos publicados em periódicos indexados pelo ISI (International Scientific Information - Web of Science) de caráter científico reconhecido pelas áreas de Engenharia Elétrica e Biomédica;
  • Ao Índice H e ao número total de citações alcançadas pelas publicações do pesquisador referentes ao ISI Web of Science e recuperados no CV-lattes de acordo com o seu código Researcher ID (http://www.researcherid.com/). Para tanto, na aba de citações do CV-Lattes todo pesquisador deve obrigatoriamente incluir o seu código de Researcher ID.

Soma dos índices de impacto (JCR) sobre publicações que apresentem este índice com valor maior do que 1 (um). Para fins dessa soma, o índice JCR a ser contabilizado para cada publicação saturará em 4.

  • Livros e monografias na área de pesquisa do proponente, levando em conta o seu impacto em citações encontradas no perfil do autor  no Google Acadêmico.

Os artigos em periódicos serão analisados e algumas restrições podem ser aplicadas, vide as Seções e) e f). 

O CA-EE atribui especial importância à contribuição tecnológica, medida pelo número de patentes comprovadamente concedidas e/ou transferidas. O CA-EE também considera os artigos completos publicados em periódicos nacionais de caráter científico e vinculados às sociedades científicas brasileiras, buscando conciliar o incentivo ao desenvolvimento desses periódicos com a necessidade de maior visibilidade e internacionalização da pesquisa feita no país.

 Para a avaliação qualitativa, o CA-EE considera itens como: qualidade dos periódicos, nível de qualidade e seletividade dos congressos que compõem a produção em conferências internacionais e conferências nacionais, impacto da contribuição científica e tecnológica, número de autores, tipo de artigo (regular paper, technical note, etc.), número de páginas e complexidade do tema da pesquisa. Artigos em periódicos que foram originalmente publicados em conferências, via de regra, não serão considerados.

Além disso, será analisado se as teses/dissertações orientadas pelo candidato geraram artigos científicos em periódicos. Por fim, como a seleção de bolsistas é feita em bases competitivas, o CA-EE utilizará também outras informações relevantes sobre cada candidato, tais como: seu engajamento no ambiente de pesquisa do Brasil e da sua Instituição; seu papel em atividades de sociedades científicas nacionais e internacionais; sua participação e coordenação de projetos de pesquisa financiados por agências de fomento; seus trabalhos convidados em congressos de reconhecida importância, dentre outros. Propostas de pesquisadores que atuam em áreas interdisciplinares, serão avaliadas considerando-se também o grau de adesão da proposta e da produção do pesquisador à área específica do pleito.

Os critérios qualitativos poderão se sobrepor aos quantitativos, quando a produção científica e tecnológica do candidato apresentar alta distinção e qualidade, avaliada por meio de critérios descritos acima.

Na análise qualitativa da produção científica, o CA-EE avalia o teor das associações de autores nas publicações, tanto quanto ao número de autores (ver item II.f.6) como quanto sobre a oportunidade de tal associação.

c) Aspectos específicos

Inicialmente será avaliada a produção científica no período de 5 (cinco) ou de 10 (dez) anos imediatamente anterior à data do pedido.

O período de até 5 (cinco) anos, visando o enquadramento na Categoria/Nível 2, aplica-se aos solicitantes que tenham recebido a bolsa na Categoria/Nivel 2 em período anterior, ou que possuam menos de 10 (dez) anos de doutorado.

O período de 10 (dez) anos, visando o enquadramento na Categoria/Nível 1, aplica-se aos solicitantes que tenham recebido a bolsa na Categoria/Nível 1 em período anterior ou  que tenham completado 10 (dez) anos de doutorado.

A Tabela 1 serve como referência na avaliação quantitativa. As orientações a que se refere a tabela, são as concluídas nos programas de pós-graduação do País.

 

Tabela 1. Avaliação do desempenho a partir da produção científica no período de avaliação

 

 

 

Indicador

Bolsistas Categoria/Nível 2 (últimos 5 anos)

Bolsistas Categoria/Nível 1 (últimos 10 anos)

Acumulado dos JCRs de periódicos indexados na Web of Science, para periódicos com JCR > 1, com saturação em 4

12

25

Publicações em conferências relevantes

5

15

Orientações concluídas (Dout=2, Mest=1)

2

4

 

 

 

d) Enquadramento na categoria/nível da bolsa concedida

Considerando-se a produção científica acumulada do candidato, a Tabela 2 apresenta o enquadramento nos respectivos níveis da bolsa de produtividade em pesquisa. Os artigos a serem considerados na Tabela 2 referem-se às publicações em periódicos indexados na Web of Science, com JCR>1 e saturados em 4, reconhecidos pelas áreas de Engenharia Elétrica e Biomédica. O fator de impacto para candidatos à Categoria/Nível 1 é H maior ou igual a 8, calculado pela Web of Science.

Os números na Tabela 2 não garantem o respectivo enquadramento, já que as bolsas são distribuídas em bases concorrenciais, a partir de quotas limitadas que assim exigem classificação. Para efeito de classificação comparativa, se faz uma análise da razão entre produção acumulada e uma base de tempo, considerando o ano de doutorado do candidato. Exceções poderão ser avaliadas pelo CA, considerando os critérios qualitativos e a produção relevante no período de avaliação (5/10 anos, vide a Tabela 1).

 

Tabela 2. Quantitativo da produção correspondente à pontuação para cada Categoria/Nível

 

Categoria/Nível

JCR Acumulado 

(JCR > 1 e saturado)

Doutorados orientados

Orientações concluídas

(Dout=2, Mest=1)

1-A

65

8

32

1-B

55

5

20

1-C

45

3

14

1-D

35

2

10

2

18

0

2

         
 

 

 

e) Substituições

  1. Para a finalidade de atendimento às Tabelas 1 e 2, será possível substituir artigos publicados em periódicos por patentes comprovadamente concedidas ou transferidas. Essa substituição ocorrerá da seguinte forma:
  • Cada patente comprovadamente concedida ou transferida possibilitará a redução de 1,5 unidade no requisito de valor de JCR Acumulado.
  • As patentes serão contadas a partir da data de sua efetiva concessão ou transferência comprovadas e serão contabilizadas, a partir dessa data, pelo período de 5 (cinco) anos para a Categoria/Nível 2 e de 10 (dez) anos para a Categoria/Nível 1.
  1. Para candidatos de instituições com programas de PG considerados pelo CA-EE como incipientes, ou em casos onde estes Programas não existam, como pode acontecer em centros de pesquisa, os requisitos de orientação serão substituídos por supervisões de pós-doutorado, desde que o referido candidato apresente indicadores de produção acadêmica de destaque considerando fator de impacto acumulado, índice H (calculado pelo Web of Science) e/ou outros aspectos de mérito.
  2. Para a finalidade de atendimento às Tabelas 1 e 2, o CA pode a critério, vir a considerar orientações concluídas fora do País.
  3. Os valores de referência constantes nas Tabelas 1 e 2 poderão ser parcialmente substituídos caso o proponente apresente uma produção acadêmica de destaque, considerando o fator de impacto (índice H calculado pelo Web of Science) da sua produção acumulada, livros editados com índice de citação relevante, ou outros aspectos de reconhecido mérito.
  4. Artigos em periódicos nacionais sem classificação de acordo com o índice JCR, editados por sociedades científicas reconhecidas (que obtiveram classificação B1 no Qualis/CAPES para a área de Engenharias IV) serão contabilizados para suplementação dos totais requeridos para efeito das Tabelas 1 e 2. A contabilização desses periódicos nacionais será feita num valor equivalente de JCR de 1,0 , e para tanto, um artigo será efetivamente contabilizado para cada quatro artigos publicados em periódicos internacionais considerados pelo CA-EE. Caso o periódico nacional seja também indexado na base Scopus, o valor equivalente de JCR considerado é de 1,5, e um artigo será efetivamente contabilizado para cada três artigos publicados em periódicos internacionais considerados pelo CA-EE.
  5. Artigos publicados em periódico cujas versões tenham sido publicadas em congressos, conforme declarado em bases de dados como o ISI, IEEE Xplore etc, poderão ser contabilizados, caso haja evidencia de originalidade, impacto e também considerando a proporcionalidade de seu conjunto em relação a produção global de artigos em periódicos do candidato.

 f) Observações

  1. Pesquisadores que não possuírem bolsa de produtividade em pesquisa no momento da análise e que forem doutores há 10 (dez) anos ou mais somente serão classificados quando atingirem a Categoria/Nível 1-D.  Entretanto, estes poderão receber a bolsa na Categoria/Nível 2 devido às limitações de quotas e a concorrência com os que já possuíam a bolsa no período anterior ao julgamento.
  2. O fato de um candidato satisfazer todos os valores quantitativos mínimos do perfil relativos a uma determinada Categoria/Nível, como mostrado nas Tabelas 1 e 2, não garante a concessão da bolsa. Ao CA compete destacar excelência e qualidade, e analisar comparativamente os pedidos com este foco.
  3. A concessão e a classificação da bolsa ocorrem a partir da análise comparativa entre os candidatos das categorias/níveis correspondentes e/ou entre os candidatos das categorias/níveis adjacentes que estiverem sendo avaliados na mesma reunião de julgamento.
  4. Artigos de periódicos que publicam exclusivamente na forma open access e listados no ISI serão avaliados caso a caso, e poderão não ser contabilizados para o requisito de JCR Acumulado.
  5. Co-orientações, tanto de dissertações de mestrado quanto de teses de doutorado, serão computadas com o mesmo peso que as respectivas orientações principais.
  6. Número de autores. Artigos em periódicos com até 6 coautores serão considerados integralmente. Artigos com mais de 6 e até 20 coautores deverão ter um deságio representado pela multiplicação de seus indicadores por 0,9 elevado ao número de coautores acima de 6. Artigos com mais de 20 coautores serão desconsiderados. Esse deságio incidirá sobre a contribuição do artigo para o requisito de JCR Acumulado.
  7. Publicações de livros/capítulos de livros. Serão computados (em termos de qualidade e quantidade) como critérios adicionais para a concessão da bolsa de produtividade em pesquisa. Os livros e capítulos deverão ser informados com seus dados bibliográficos completos, incluindo editora e ISSN, e acrescentando também os endereços eletrônicos por meio dos quais possam ser adquiridos.

 

III. Comentários Finais

  1. Avaliação qualitativa. Os candidatos à concessão de bolsa PQ (renovação ou não) são fortemente encorajados pelo CA-EE a incluir uma súmula resumida de suas atividades na qual deve constar:
  1. Contribuição Científica. Comentar (máximo de quinze linhas) a atuação e contribuição do pesquisador, qualidade dos veículos das publicações, número médio de autores nas publicações, atividades em sociedades científicas, responsabilidades na montagem e manutenção de laboratórios complexos, e outros aspectos julgados relevantes.
  2. Principais Publicações. Relacionar e comentar sobre até 5 (cinco) das suas publicações mais relevantes.  Os comentários de até 10 linhas para cada um devem evidenciar a qualidade do trabalho, seu impacto científico ou tecnológico, e outros aspectos julgados relevantes.
  3. Contribuição Tecnológica. Comentar (máximo de 15 linhas) sobre a atuação do pesquisador que tenha resultado em inovação tecnológica na forma de patentes concedidas ou patentes efetivamente transferidas para o setor produtivo, desenvolvimento de processos ou consultorias a empresas nacionais ou estrangeiras. A inclusão da informação precisa a respeito de como deve ser feito o processo de consulta ao escritório de registro de patentes para a verificação da data da efetiva concessão ou transferência da patente é imprescindível para a sua contabilização na análise da solicitação pelo CA-EE.

 

  1. Qualidade das informações no CV Lattes. Muitos CVs Lattes apresentam informações incompletas, especialmente no que se refere a títulos de periódicos, de livros e numeração das páginas (sugere-se que nos trabalhos publicados eletronicamente sejam informados o número de páginas e o número do artigo, para saber se são resumos ou trabalhos completos). A ausência desses dados dificulta a avaliação podendo afetar o resultado quantitativo. O CA-EE não considerará itens do CV Lattes que estejam com informações preenchidas incorretamente ou incompletas. Recomenda-se fortemente a indicação do DOI nas publicações cadastradas, e artigos aceitos aguardando publicação, só serão contabilizados nessa forma. Para o correto cômputo do índice H e de citações é necessário que o Researcher ID seja informado na aba ¿citações¿ do CV-Lattes.
  2. Veracidade das informações no CV Lattes. Quando se verificar que as informações prestadas pelo candidato no tocante à sua produção científica, tecnológica e acadêmica sejam inverídicas, e que tendam a beneficiar o candidato em seu pleito, o pedido de bolsa será desqualificado e a Diretoria Executiva do CNPq será informada para que sejam tomadas as providências cabíveis. Da mesma forma, em concordância com as diretrizes da Comissão de Integridade de Pesquisa do CNPq (http://www.cnpq.br/normas/lei_po_085_11.htm), o CA-EE buscará coibir práticas indesejáveis, tais como plágio (incluindo autoplágio) e atribuição de coautoria sem correspondente participação intelectual, em particular no caso de artigos apresentando elevado número de coautores (ver último parágrafo da Seção II.2.b).